Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Lilia B. Schraiber. Saúde e Sociedade.São Paulo, 1992 (com adaptações).
De acordo com o texto, “Saúde Coletiva" ( l.11) é um campo do conhecimento e da práxis social, que, pela motivação de sua produção, deve ser conectado às questões políticas, embora poucos pesquisadores procurem realizar essa articulação.
Minha Pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor
(Samba-Enredo 2007)
Quem sou eu
Tenho a mais bela maneira de expressar
Sou Mangueira...uma poesia singular
Fui ao Lácio e nos meus versos canto à última flor
Que espalhou por vários continentes
Um manancial de amor
Caravelas ao mar partiram
Por destino encontraram Brasil...
Nos trazendo a maior riqueza
A nossa língua portuguesa
Se misturou com o tupi, tupinambrasileirou
Mais tarde o canto do negro ecoou
E assim a língua se modificou
Eu vou dos versos de Camões
As folhas secas caídas de Mangueira
É chama etema, dom da criação
Que fala ao pulsar do coração
Cantando eu vou
Do Oiapoque ao Chuí ouvir
A minha pátria e minha língua
Idolatrada obra-prima te faço imortal
Que enriqueceram a tua história
Ó meu Brasil...
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Hoje a herança portuguesa nos conduz
À Estação da Luz!
Vem no vira da Mangueira vem sambar
Meu idioma tem o dom de transformar
Faz do Palácio do Samba uma casa portuguesa
É uma casa portuguesa com certeza
Mais do que um marinheiro de primeira viagem, o passageiro de primeiro voo leva consigo os instintos e os medos primitivos de uma espécie criada para andar sobre a terra. As águas podem ser vistas como extensão horizontal de caminhos, que se exploram pouco a pouco: aprende-se a nadar e a navegar a partir da segurança de uma borda, arrostando-se gradualmente os perigos. Mas um voo é coisa mais séria: há o desafio radical da subida, do completo desligamento da superfície do planeta, e há o momento crucial do retorno, da reconciliação com o solo. Se a rotina das viagens aéreas banalizou essas operações, nem por isso o passageiro de primeira viagem deixa de experimentar as emoções de um heróico pioneiro.
Tudo começa pelo aprendizado dos procedimentos iniciais. O novato pode confundir bilhete com cartão de embar- que, ignora as siglas das placas e monitores do aeroporto, atordoa-se com os avisos e as chamadas da locutora invisível. Já de frente para a escada do avião, estima, incrédulo, quantas toneladas de aço deverão flutuar a quilômetros de altura - com ele dentro. Localizada a poltrona, afivelado o cinto com mãos trêmulas, acompanha com extrema atenção as estudadas instruções da bela comissária, até perceber que ele é a única testemunha da apresentação: os demais passageiros (mal- educados!) leem jornal ou conversam. Quando enfim os motores, já na cabeceira da pista, aceleram para subir e arrancam a plena potência, ele se segura nos braços da poltrona e seu corpo se retesa na posição seja-o-que-Deus- quiser.
Atravessadas as nuvens, encanta-se com o firmamento azul e não tira os olhos da janela - até perceber que é um embevecido solitário. Alguns buscam cochilo, outros conversam animadamente, todos ignoram o milagre. Pouco a pouco, nosso pioneiro vai assimilando a rotina do voo, degusta o lanche com o prazer de um menino diante da merenda, depois prepara-se para o pouso na mesma posição que assumira na decolagem. Tudo consumado, resta-lhe descer a escada, bater os pés no chão da pista e convencer-se de que o homem é um bicho estranho, destinado a imaginar o irrealizável só pelo gosto de vir a realizá-lo. Nos voos seguintes, lerá jornal, cochilará e pouco olhará pela janela, que dá para o firmamento azul.
(Firmino Alves, inédito)
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
(Isabel Solé, Estratégias de leitura, 1998)
Segundo a autora,
Memorial monta exposição com
grandes nomes das artes brasileiras
da Folha Online
Di Cavalcanti, Candido Portnari,Tarsila do Amaral, Flávio Shiró... A lista de nomes que integram a exposição no Memorial da América Latina (região oeste da cidade de São Paulo) é grande.
A eles, se alinham Brecheret – cujas obras já estão em dois espaços culturais na cidade de São Paulo –, Benedito Calixto, Almeida Jr., Ismael Néri, Antonio Dias, Livio Abramo e Sérvulo Esmeraldo.
Ao todo, são 45 artistas de várias gerações, cujas obras surgiram nas últimas décadas do século 19 até a primeira metade do século 20.
O lado pitoresco é que as telas e as peças escolhidas costumam ficar expostas em outros lugares, como a Pinacoteca do Estado, o MAC (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e os palácios do governo.
“São quadros que dificilmente saem dos museus”, conta o curador João Spinelli. “Tivemos que insistir bastante.”
A exposição, que faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil, fia aberta até 10 de dezembro.

(http://guia.folha.com.br/exposicoes/ult10048u650020.shtml. Acesso em 12.11.2009)
Memorial monta exposição com
grandes nomes das artes brasileiras
da Folha Online
Di Cavalcanti, Candido Portnari,Tarsila do Amaral, Flávio Shiró... A lista de nomes que integram a exposição no Memorial da América Latina (região oeste da cidade de São Paulo) é grande.
A eles, se alinham Brecheret – cujas obras já estão em dois espaços culturais na cidade de São Paulo –, Benedito Calixto, Almeida Jr., Ismael Néri, Antonio Dias, Livio Abramo e Sérvulo Esmeraldo.
Ao todo, são 45 artistas de várias gerações, cujas obras surgiram nas últimas décadas do século 19 até a primeira metade do século 20.
O lado pitoresco é que as telas e as peças escolhidas costumam ficar expostas em outros lugares, como a Pinacoteca do Estado, o MAC (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e os palácios do governo.
“São quadros que dificilmente saem dos museus”, conta o curador João Spinelli. “Tivemos que insistir bastante.”
A exposição, que faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil, fia aberta até 10 de dezembro.

(http://guia.folha.com.br/exposicoes/ult10048u650020.shtml. Acesso em 12.11.2009)
(Mary A. Kato (org.), A concepção da escrita pela criança, 1992)
Há aspectos a revisar e reescrever no texto do aluno, em especial,

O diagnóstico das necessidades de aprendizagem desse aluno indica que ele:
I. transcreve a fala (vendu, muchila);
II. não usa a concordância nominal da variante culta (10 real);
III. não sabe que o mesmo fonema pode ser grafado com diferentes letras (rocha);
IV. não sabe que o gênero anúncio deve conter título e identificação do anunciante.
Estão corretas
Assinale a alternativa que contém os comportamentos de linguagem de cada aluno a serem observados e avaliados pelo professor nessa atividade.

(Emília Ferreiro. Reflexões sobre alfabetização, 1996)
Segundo Emília Ferreiro, a escrita produzida por essa criança de 6 anos é

Sobre esse texto, pode-se dizer que
Sem barra
Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho,
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga!
(José Paulo Paes, Olha o bicho. 1989)
Sem barra
Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho,
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga!
(José Paulo Paes, Olha o bicho. 1989)
I. Solicitar aos alunos que, em grupos, leiam partes indicadas do poema em voz alta.
II. Conversar com os alunos sobre o poema que irão ler: o que é, para que ler, qual o conteúdo.
III. Ler coletivamente o poema em voz alta com os alunos.
IV. Ler o poema para os alunos, que acompanham a leitura com o texto nas mãos.
V. Alternar a leitura dos versos entre professor e grupos de alunos.
De acordo com as orientações didáticas para a 2.ª série contidas em Ler e Escrever, é conveniente que as atividades de leitura do poema se realizem na seguinte sequência:
Sem barra
Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho,
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga!
(José Paulo Paes, Olha o bicho. 1989)
I. Um sujeito ao enunciar presume uma espécie de “ritual social da linguagem” implícito, partilhado pelos interlocutores. Em uma instituição escolar, por xemplo, qualquer enunciação produzida por um professor é colocada em um contrato que lhe credita o lugar de detentor do saber: O contrato de fala que o liga ao aluno não lhe permite ser “não-possuidor do saber”.
(Dominique Maingueneau, Novas Tendências em Análise do Discurso. 1997)
II. A professora Jane Maria Nunes, 34 anos, prepara suas aulas à luz de velas e redige a mão cada uma das provas que aplica. A energia elétrica ainda não chegou à escola municipal onde ela leciona, na zona rural de Curralinho, município paraense que fica na Ilha de Marajó. Ali, também faltam água potável, merenda, biblioteca, material didático e até carteiras para os estudantes. “Já tive de dividir lápis ao meio porque não havia o suficiente para todo mundo”, diz a professora. A infraestrutura paupérrima impõe um desafio a mais para Jane.
(Veja, 17.06.2009)
III. UOL Educação - Na sala de aula, você viu alunos como o Zeca (interpretado por Duda Nagle na novela), que causam transtornos?
Silvia Buarque - Vi turmas legais, de jovens interessados. Mas também via professor falando e alunos de costas. E isso não acontece só na sala de aula. São valores, princípios. Acho que esta é uma geração sem limites, assoberbada de informação e não são crianças, de modo geral, educadas para respeitar os mais velhos, os mestres.
UOL Educação - Você leva para a Berê a sua experiência de aluna?
Silvia Buarque - Fui uma aluna até bagunceira, de uma escola experimental. E eu gostava muito de alguns professores. Até escolhi que a Berê desse aula de português por causa de duas professoras que tive.
(Simone Harnik. Atriz sente na pele cotidiano de professor. www.educacao.uol.com.br/ultnot/2009/03/17/ult105u7733.jhtm. Acesso em 17/03/2009. Adaptado)
IV. O estudo “Violência e Convivência nas Escolas”, realizado por pesquisadores da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), aponta que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar. Além disso, só 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego. “Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. Essa falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral”, afirma a autora do estudo, Miriam Abramovay.
(O Estado de S.Paulo, 14.07.2009 – Professor não crê no êxito dos alunos, indica pesquisa)
I. Um sujeito ao enunciar presume uma espécie de “ritual social da linguagem” implícito, partilhado pelos interlocutores. Em uma instituição escolar, por xemplo, qualquer enunciação produzida por um professor é colocada em um contrato que lhe credita o lugar de detentor do saber: O contrato de fala que o liga ao aluno não lhe permite ser “não-possuidor do saber”.
(Dominique Maingueneau, Novas Tendências em Análise do Discurso. 1997)
II. A professora Jane Maria Nunes, 34 anos, prepara suas aulas à luz de velas e redige a mão cada uma das provas que aplica. A energia elétrica ainda não chegou à escola municipal onde ela leciona, na zona rural de Curralinho, município paraense que fica na Ilha de Marajó. Ali, também faltam água potável, merenda, biblioteca, material didático e até carteiras para os estudantes. “Já tive de dividir lápis ao meio porque não havia o suficiente para todo mundo”, diz a professora. A infraestrutura paupérrima impõe um desafio a mais para Jane.
(Veja, 17.06.2009)
III. UOL Educação - Na sala de aula, você viu alunos como o Zeca (interpretado por Duda Nagle na novela), que causam transtornos?
Silvia Buarque - Vi turmas legais, de jovens interessados. Mas também via professor falando e alunos de costas. E isso não acontece só na sala de aula. São valores, princípios. Acho que esta é uma geração sem limites, assoberbada de informação e não são crianças, de modo geral, educadas para respeitar os mais velhos, os mestres.
UOL Educação - Você leva para a Berê a sua experiência de aluna?
Silvia Buarque - Fui uma aluna até bagunceira, de uma escola experimental. E eu gostava muito de alguns professores. Até escolhi que a Berê desse aula de português por causa de duas professoras que tive.
(Simone Harnik. Atriz sente na pele cotidiano de professor. www.educacao.uol.com.br/ultnot/2009/03/17/ult105u7733.jhtm. Acesso em 17/03/2009. Adaptado)
IV. O estudo “Violência e Convivência nas Escolas”, realizado por pesquisadores da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), aponta que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar. Além disso, só 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego. “Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. Essa falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral”, afirma a autora do estudo, Miriam Abramovay.
(O Estado de S.Paulo, 14.07.2009 – Professor não crê no êxito dos alunos, indica pesquisa)
Leia os comentários transcritos do site da revista a esse respeito, para responder à questão.
Comentário 1
Apesar de essa matéria ser antiga gostaria de compartilhar minha experiência. Trabalho com essa fundamentação didática há alguns anos e traz resultados formidáveis na aprendizagem da leitura e da escrita. ALÉM DE SER DIVERTIDO! Um abraço.
M.S.A.P. Postado em 15/06/2009 23:58:26.
Comentário 2
Parabenizo a professora pela atitude de ensino com as crianças, é um modelo para todos outros educadores, como mãe de um aluno de 1ª série irá ajudar mais ainda no ensino dele, e junto com a professora que está seguindo a mesma meta com os alunos está dando bons resultados. S.H.P.S. . Postado em 15.05.2009 14:20:45.
(http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/vou-alfabetizar-todos-eles-fim-ano-423796.shtml?comments=yes#mostrar Acesso em 03.11.2009)
