Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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As palavras recesso e hausto significam respectivamente:
Leia o texto da figura para responder à questão.

(http://www.google.com.br/search?q=charge+sobre+a+dengue+interpreta.
Acesso em: 03.10.2017)
Belo belo
Manuel Bandeira
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida[...]
MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 93.
No poema, há palavras antônimas nos versos
Um drible na zika
Em pouco mais de um ano – o primeiro caso foi anunciado em maio de 2015 –, a zika atingiu em torno de 200 mil pessoas no país. O vírus foi responsável pelo desenvolvimento anormal do cérebro (microcefalia) em mais de 2 mil bebês. Desde que a infecção foi associada à má-formação de fetos, pesquisadores de diferentes áreas se lançaram em uma corrida feroz para tentar frear o avanço dessa terrível epidemia. O próprio Ministério da Saúde criou, em maio deste ano, a Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças Correlatas (Renezika), que fez sua primeira reunião em 25 de outubro último. Vários trabalhos – para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença – já têm apresentado resultados promissores.
CIÊNCIA HOJE. Ed. 342, dez 2016.
Dadas as afirmativas quanto ao texto,
I. A expressão em maio deste ano, refere-se ao ano de 2016.
II. O acento agudo na palavra Saúde foi empregado corretamente.
III. As palavras vírus, infecção, epidemia e doença foram empregadas como sinônimos do termo zika, apresentado no início do texto.
verifica-se que está(ão) correta(s)
Tolerância na prática
A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um Estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.
(Texto apresentado para prova do ENEM de 2016, pelo candidato Vinicius Oliveira de Lima, de Duque de Caxias – Rio de Janeiro).
“Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para “mitigar” a intolerância religiosa”.
Assinale a alternativa em que é possível substituir o termo destacado, sem que haja prejuízo de seu significado.
Tolerância na prática
A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um Estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.
(Texto apresentado para prova do ENEM de 2016, pelo candidato Vinicius Oliveira de Lima, de Duque de Caxias – Rio de Janeiro).
“... Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, “há” quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem”.
Assinale a alternativa em que o uso do verbo haver NÃO apresenta o mesmo valor do que está presente no trecho.
Tolerância na prática
A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um Estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.
(Texto apresentado para prova do ENEM de 2016, pelo candidato Vinicius Oliveira de Lima, de Duque de Caxias – Rio de Janeiro).
Para responder a questão, leia a Carta ao Leitor apresentada a seguir.
A VIDA POR UMA IDEIA
Em 1859, depois de 20 anos de estudos minuciosos e de reflexões, Darwin publicou A origem das espécies. A obra não somente colocou por terra as ciências da vida, na época, como revelou ao homem seu humilde lugar entre os seres vivos. Se a ideia da evolução já estava no ar, Darwin a transforma em uma teoria organizada, sustentada por uma ideia revolucionária: a ideia da seleção natural. Segundo ele, os organismos se modificam de geração em geração para formar, em uma longa escala de tempo, novas espécies. Assim, a seleção natural, que garante a sobrevivência e a morte dos indivíduos, é também responsável pelo desaparecimento de espécies. A ideia, simples e poderosa, era perturbadora. Debates veementes, polêmicas, interpretações, transformações – as reações foram muitas e continuam até os dias de hoje.
Foi na Inglaterra colonizadora que os escravos foram proclamados iguais aos súditos de Sua Majestade. Foi no seio de uma nação impregnada pela cultura bíblica que o Dogma da Criação sofreu um revés. Foi um fidalgo do interior sem posto universitário que revolucionou a nossa concepção de mundo. A Inglaterra era o país de contrastes onde o conservadorismo reinante tinha o mérito de preservar a própria liberdade de pensamento.
Seguiremos Darwin passo a passo, nos acasos felizes que permitiram a maturação de suas ideias, e na metamorfose do estudante comum da burguesia vitoriana. Acompanharemos o naturalista paciente e meticuloso em seu périplo a bordo do Beagle, a “oportunidade de sua vida”. Viagem que inspirou sua longa reflexão voltada para uma visão de mundo tão difícil de aceitar. E compreenderemos, enfim, as causas e consequências da mais bela teoria da história natural.
Uma citação extraída de O homem sem qualidades, de Robert Musil, nos guiará em nossa exploração:
Basta apenas ver o que acontece hoje, quando um homem importante coloca uma ideia no mundo: esta logo é vítima de um processo de divisão entre simpatias e antipatia. Primeiro, temos os admiradores, que arrancam-lhe da maneira mais conveniente grandes partes e dilaceram o autor como raposas sobre carniça; em seguida, os adversários, que aniquilam as passagens fracas. Em pouco tempo, o que resta de qualquer obra é um estoque de aforismos no qual amigos e inimigos se servem como desejam. Segue-se uma ambiguidade geral. Não há Sim que não ocasione um Não. Para qualquer ato que você realizar, sempre encontrará 20 opiniões nobres a seu favor e 20 outras, não menos nobres, contra você. Estamos muito tentados a acreditar que isso funciona da mesma forma que no amor, no ódio e na fome, em que as preferências devem ser diferentes para que cada um possa ter a sua parte.
Barbara Continenza
Professora de História das Ciências da Universidade de Roma Tor Vergata
(In: Gênios da Ciência. Darwin. São Paulo: Segmento; Ediouro. s/d. p. 4)
Mural
Sistema permite que o aluno monte a própria grade
Uma startup brasileira quer mudar a forma de estudar dos universitários. No lugar do tradicional regime seriado, a empresa está propondo um sistema de créditos flexíveis operado pelos próprios estudantes. Nesse modelo, não é a instituição que define o que o aluno vai estudar e quando, mas o inverso. É o estudante que monta a cada semestre a sua grade curricular, composta por conteúdos obrigatórios (60%) e extras (40%). Desse último grupo, os estudantes podem eleger somente as disciplinas que mais lhes interessam. De acordo com o executivo-chefe da startup Blox, Bruno Berchielli, trata-se de um modelo de ensino compatível com o perfil da "geração Netflix". Outra diferença do sistema está na descrição das competências que serão trabalhadas em cada disciplina, oferecendo aos alunos maior clareza quanto ao que estão aprendendo tanto em termos técnicos quanto atitudinais. De acordo com o executivo, as vantagens se estendem às instituições de ensino, que podem conter a evasão de alunos - na medida que o sistema aumenta o nível de satisfação deles - e aumentar a captação, considerando a atratividade do modelo. Também há ganhos de escala, pois a instituição pode limitar a oferta de disciplinas por semestre com o objetivo de melhorar o ensalamento. A adoção do sistema implica a reestruturação curricular dos cursos, por isso leva um semestre, no mínimo. A Faculdade de Administração (Fappes), a primeira a incorporar o sistema, levou sete meses para implantá-lo. O programa foi adotado no segundo semestre de 2016. Nesse período, a evasão saiu de um patamar de 13% e foi para 8,3% em relação ao segundo semestre do ano passado. A novidade ainda facilitou a criação de três cursos tecnológicos (Marketing, RH e Processos Gerenciais).
In: Ensino Superior. Ano 19, nº 217, mar.2017. São Paulo: Ed. Segmento.p.4 (www.revistaensinosupeiror.com.br)
Considere o seguinte trecho do texto apresentado:
Nesse modelo, não é a instituição que define o que o aluno vai estudar e quando, mas o inverso. É o estudante que monta a cada semestre sua grade curricular, composta por conteúdos obrigatórios (60%) e extras (40%).
O termo ‘inverso’ utilizado no trecho não corresponde ao sentido mais preciso para descrever o que o sistema de créditos possibilita que se realize, uma vez que os alunos não têm total liberdade para escolher quaisquer disciplinas para cursar, pois a instituição oferece dois conjuntos de disciplinas – obrigatórias e extras – pré-definidos. Há, portanto, limitações impostas aos alunos.
Assim sendo, a redação adequada do trecho apresentado é:

No direito e na filosofia, debate-se com cada vez mais seriedade a questão de direitos animais e as questões éticas referentes ao seu uso.
I. Com cada vez mais seriedade, debatem-se – no direito e na filosofia – a questão de direitos animais e as questões éticas referentes ao seu uso. II. No direito e na filosofia, a questão de direitos animais e as questões éticas referentes ao uso desses seres são debatidas com cada vez mais seriedade. III. As questões éticas referentes ao uso dos animais, assim como o aspecto referente a seus direitos, são alvo de debates aos quais se imprime crescente seriedade. IV. Aos animais – especificamente as questões relativas a seu uso e a seus direitos – são debatidos, cada vez mais, no direito e na filosofia.
Quais preservam o sentido original e a correção linguística?

Entretanto, não é preciso aguardar o surgimento de mudanças legislativas para aperfeiçoar a execução do sistema da proteção integral e implementar sua doutrina de maneira efetiva e qualificada. (l. 22-24).
( ) Desconsiderando os ajustes estruturais na frase, a palavra ‘recrudescimento’ (l. 05) poderia ser substituída por ‘intensificação’. ( ) Na linha 18, ‘indubitáveis’ poderia ser substituído por ‘incontestáveis’, haja vista serem sinônimos. ( ) ‘cooptação’ (l. 25) poderia ser substituído por ‘atração’, pois ambas têm o sentido de ‘aliciar’ ou ‘envolver alguém e fazer participar de algo’. ( ) Na linha 38, ‘sedimentada’ tem como significado ‘torna-se sólido’ e poderia ser substituída corretamente pela palavra ‘consolidada’.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
