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Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.120 questões

Q4245722 Português
Expectativa de vida e mortalidade em países de baixa, média e alta renda


    A expectativa de vida – número médio de anos que se espera que indivíduos nascidos em determinado ano vivam – é significativamente maior em países de alta renda do que nos de baixa renda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registra que, em alguns dos países mais pobres do mundo (especialmente na África), a expectativa de vida é de menos de 50 anos, em comparação à média de 80 anos em países de alta renda.

    As principais causas de morte, ou mortalidade, também variam ao redor do mundo. Mortes causadas por doenças parasitárias ou infecciosas, como HIV/Aids, tuberculose, doenças diarreicas e malária, são muito mais comuns em países menos desenvolvidos se comparadas aos mais desenvolvidos. Doenças parasitárias e infecciosas espalham-se mais facilmente em habitações de condições precárias ou superlotadas e em áreas com escassez de água limpa e saneamento.

    Em todo o mundo, quase dois terços das mortes se devem a doenças não transmissíveis, principalmente cardíacas, derrame, câncer e doenças respiratórias. Essas doenças não infecciosas nem transmissíveis também são as principais causas de morte em países ricos, como os Estados Unidos, causadas, em larga medida, por fatores de risco comportamentais, incluindo o uso do tabaco, sedentarismo, má alimentação e abuso de álcool (Organização Mundial da Saúde, 2013). Nas últimas décadas, doenças não transmissíveis – particularmente as cardíacas – também se tornaram causas importantes de morte em países de baixa e média rendas. O aumento da renda e das classes médias emergentes em países como a China e a Índia levou ao aumento do uso de tabaco (relacionado a câncer e doenças respiratórias); do acesso a automóveis, televisões e outras tecnologias que contribuem para um estilo de vida sedentário e do consumo de alimentos industrializados com alto nível de açúcar e gordura (ligado à obesidade).

(Fonte: Problemas sociais: Uma análise sociológica da atualidade – adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta sinônimos dos termos sublinhados abaixo:
“Doenças parasitárias e infecciosas espalham-se mais facilmente em habitações de condições precárias ou superlotadas e em áreas com escassez de água limpa e saneamento.”
Alternativas
Q4243865 Português

LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS: PRÁTICAS DE LINGUAGEM, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 


[...]

“No componente Língua Portuguesa, amplia-se o contato dos estudantes com gêneros textuais relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas, partindo-se de práticas de linguagem já vivenciadas pelos jovens para a ampliação dessas práticas, em direção a novas experiências.

Como consequência do trabalho realizado em etapas anteriores de escolarização, os adolescentes e jovens já conhecem e fazem uso de gêneros que circulam nos campos das práticas artístico-literárias, de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático, de atuação na vida pública e campo da vida pessoal, cidadãs, investigativas.

[...]

No âmbito do Campo artístico-literário, trata-se de possibilitar o contato com as manifestações artísticas em geral, e, de forma particular e especial, com a arte literária e de oferecer as condições para que se possa reconhecer, valorizar e fruir essas manifestações. Está em jogo a continuidade da formação do leitor literário, com especial destaque para o desenvolvimento da fruição, de modo a evidenciar a condição estética desse tipo de leitura e de escrita. Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura. Para tanto, as habilidades, no que tange à formação literária, envolvem conhecimentos de gêneros narrativos e poéticos que podem ser desenvolvidos em função dessa apreciação e que dizem respeito, no caso da narrativa literária, a seus elementos (espaço, tempo, personagens); às escolhas que constituem o estilo nos textos, na configuração do tempo e do espaço e na construção dos personagens; aos diferentes modos de se contar uma história (em primeira ou terceira pessoa, por meio de um narrador personagem, com pleno ou parcial domínio dos acontecimentos); à polifonia própria das narrativas, que oferecem níveis de complexidade a serem explorados em cada ano da escolaridade; ao fôlego dos textos. No caso da poesia, destacam-se, inicialmente, os efeitos de sentido produzidos por recursos de diferentes naturezas, para depois se alcançar a dimensão imagética, constituída de processos metafóricos e metonímicos muito presentes na linguagem poética”.


(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, pp. 136 e 138. Disponível em: . Acesso em 27 abril de 2023)

Dentre as opções a seguir, a palavra sinônima que mais apropriadamente pode substituir o termo grifado no fragmento No âmbito do Campo artístico-literário, trata-se de possibilitar o contato [...] com a arte literária e de oferecer as condições para que se possa reconhecer, valorizar e fruir essas manifestações, sem que haja alteração de sentido, é 
Alternativas
Q4243422 Português

        Uma das melhores e mais antigas formas de se ensinar e aprender é por meio de histórias e experiências vividas. Histórias, mitos ou contos, essas preciosas bagagens da experiência humana com a vida, são coisas que podem e devem nos ajudar. Por sobre esses nossos tempos líquidos, como os chama Bauman, as literaturas podem atravessar, ilustrando os anseios das eras, revelando o que de constante ressoa na alma humana. Ainda mais se falarmos dos clássicos, diria Ítalo Calvino, esses livros que relemos e que nos releem.


PEREIRA, André Rodrigues. A porta sem trancas nem fechaduras.

Brasília: Editora IFB, 2016, p 29.



De acordo com os aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

A palavra “clássicos”, no último período, refere-se às obras do período do Renascimento.
Alternativas
Q4243401 Português

Nuvens no jardim


Ellen Olérea



Nuvens a vagar


Sobre o meu jardim


Quando o sol brilhar


Há de reflorir


A fim de acertar


Eu sei que errei


Sofro por te amar


O sonho se desfez



 Disponível em: . <https://www.youtube.com/watch?v=aYkSv8r9Ut4>Acesso: 24 out. 2023.



Acerca da canção Nuvens no jardim, da brasiliense Ellen Olérea, jugue (C ou E) o item seguir.

O vocábulo “reflorir” está no sentido denotativo e representa os acertos futuros da autora.
Alternativas
Q4237334 Português
Texto III


“Nós somos o que fazemos repetidamente, portanto a primazia não é um feito, é um hábito”.

(Aristóteles)
Ao empregar a palavra primazia, Aristóteles quis dizer o mesmo que:
Alternativas
Q4237068 Português
Texto I


Razão x consciência


    Os valores humanos podem ser definidos como os princípios morais e éticos que conduzem a vida humana. Eles fazem parte da formação de sua consciência e da maneira como vivem e se relacionam na sociedade. 

    Muitas vezes queremos justificar nossas condutas como se fôssemos vítimas de algo ou alguém que nos impulsiona a agir impulsivamente. Pautamos em frases que só servem para nos direcionar à margem de uma sociedade mais harmônica. Frases, estas do tipo:

    "Não levo desaforo pra casa."

    "Assim nasci, assim vou ser.

    E daí vai. Sempre buscamos razão para qualquer tipo de atitude. E a consciência, onde fica? Afinal, qual a diferença entre a consciência e a razão?

    A razão sempre ocorre como uma justificativa para nossas atitudes, boas ou ruins. Agora, já a consciência é a sensatez em discernir se realmente certas atitudes carecem de razão. Por quê?

    Conscientizar é refletir, é saber qual o melhor ato, é solucionar questões sem se prejudicar nem prejudicar o outro. É contar até dez... 100... 1000, se fizer necessário.


(Texto adaptado)
A palavra que melhor define o posicionamento do autor quanto ao agir com consciência é: 
Alternativas
Q4227626 Português

Texto-base para as questão



Momento Num Café

(Manuel Bandeira)


Quando o enterro passou

Os homens que se achavam no café

Tiraram o chapéu maquinalmente

Saudavam o morto distraídos

Estavam todos voltados para a vida

Absortos na vida

Confiantes na vida.


Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado

Olhando o esquife longamente

Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade 

Que a vida é traição

E saudava a matéria que passava

Liberta para sempre da alma extinta.



Disponível em:

https://mosqueteirasliterarias.comunidades.net/momento−numa− biblioteca Acesso em: 10 jan. 2023 08



Em qual das opções seguintes há um sinônimo possível para “absortos” no contexto do poema?
Alternativas
Q4227444 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Captura_de tela 2026-08-10 133752.jpeg (656×805)

Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
No texto, são antônimos os termos 
Alternativas
Q4227177 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO

Sorvete de açaí

Ingredientes

400 gramas de polpa de açaí

2 latas de leite condensado

2 caixas de creme de leite

2 pacotes de gelatina de sabor amora ou vermelha

Modo de fazer

Coloque a gelatina em 500ml de água e leve para ferver. Espere esfriar. Bata no liquidificador a polpa do açaí com o leite condensado. Em seguida, acrescente o creme de leite e a gelatina dissolvida. Despeje em um recipiente e reserve na geladeira por 4 horas. Sirva!

(https://www.receitadevovo.com.br/receitas/receita-de-sorvete-de-acai-caseiro)
A expressão “Em seguida” significa
Alternativas
Q4227058 Português
No TEXTO 1, presente na Sintaxe da Linguagem Visual, a ordem contribui enormemente para a síntese visual: uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias. O autor sugere a

Captura_de tela 2026-08-10 140401.png (190×259)
Alternativas
Q4227017 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

texto.png (1076×1462)

Disponível em https://news.un.org/pt/story/2023/05/1813512 Acessado em 01/05/2023. Texto adaptado
Em Para a ONU, a transparência, participação pública efetiva e inclusiva e acesso à justiça são pilares para toda a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável e são essenciais para a ação climática e a proteção da biodiversidade (linhas 29 a 32), o termo pilares é sinônimo de 
Alternativas
Q4226918 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
A expressão “trabalho em equipe” significa 
Alternativas
Q4226872 Português
O câncer que afligiu dinossauros e ainda atinge milhares de pessoas todos os anos


   Em um dia chuvoso ____ cerca de 77 milhões de anos, no que hoje é o sudeste de Alberta, no Canadá, certo dinossauro estava passando por momentos difíceis. O Centrosaurus apertus adulto, um primo herbívoro de tamanho médio dos Triceratops maiores que viveram ao lado dos Tyrannosaurus, tinha um câncer ósseo avançado em sua tíbia. A doença possivelmente se espalhou para outras partes de seu corpo e era terminal.
    O diagnóstico desse dinossauro em particular de osteossarcoma, um raro câncer ósseo maligno mais comumente encontrado em crianças e diagnosticado em cerca de 25.000 pessoas por ano em todo o mundo, só veio em 2020. Foi ____ primeira vez que um câncer maligno foi diagnosticado em um dinossauro. ____ confirmação do caso exigiu uma equipe multidisciplinar.
     O osso tinha uma protuberância em uma extremidade que foi rotulada como calo de fratura, mas mesmo _____ primeira vista havia vários sinais indicadores de câncer ósseo: estava visivelmente malformado e tinha grandes forames não naturais (orifícios abertos) ao redor da protuberância.
     A equipe usou todos os meios de que dispunha para confirmar o diagnóstico em seu paciente de 77 milhões de anos. Eles compararam o osso com um osso normal da canela do Centrosaurus e um osso da panturrilha humana com um caso confirmado de osteossarcoma. Eles também usaram raios-X, tomografia computadorizada (TC) de alta qualidade, juntamente com ferramentas de reconstrução 3D e histologia para criar biópsias para que pudessem estudar o tumor no nível celular.
     "Isso nos permitiu fazer um diagnóstico de câncer positivo que está de acordo com o que os médicos da minha equipe sugeriram [que fariam] em um paciente humano", diz Evans. "Na verdade, partimos para seccionar o osso em série. Conseguimos rastrear o tumor cancerígeno abrindo caminho através do osso, do joelho ao tornozelo."


(Fonte: BBC - adaptado.)
O termo sublinhado em “[...] confirmação do caso exigiu uma equipe multidisciplinar.” poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:  
Alternativas
Q4226516 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Uma pesquisa demonstra que a melatonina, conhecida popularmente como “hormônio do sono”, a despeito de seu efeito antioxidante e regulador do sono, pode piorar a inflamação intestinal, dependendo do conjunto de bactérias que vivem no corpo humano, especialmente no intestino do hospedeiro – isto é, na microbiota, antigamente chamada “flora intestinal”.

    O uso de melatonina pela população, sem prescrição médica, tem sido bastante corriqueiro para dormir melhor.

    “O problema principal é que todo mundo acha que é inócuo, que um hormônio como a melatonina não causa males, só melhora o sono, e o que esse estudo acaba de revelar é que as pessoas têm de ficar atentas, porque uma suplementação hormonal pode melhorar o sono, mas pode piorar outra coisa”, diz a professora Cristina Ribeiro de Barros Cardoso, da Universidade de São Paulo (USP).

    No laboratório de Cardoso, enfermidades inflamatórias intestinais são pesquisadas, entre elas doença de Crohn e retocolite ulcerativa. São condições imunomediadas, ou seja, correspondem a respostas imunológicas descontroladas que acabam causando destruição no trato gastrointestinal e efeitos clínicos muito fortes, como dores abdominais, diarreias constantes, sangramentos e muita fadiga. É preciso, assim, diminuir ou suprimir a imunidade para reduzir a inflamação excessiva que causa danos ao intestino.

    A pesquisadora ressalta que muitos pacientes não respondem adequadamente nem mesmo aos tratamentos mais modernos e dispendiosos, gerando a necessidade de cirurgias para a remoção de partes do intestino. Esses são procedimentos bastante invasivos para os pacientes, com consequências diretas na sua qualidade de vida, o que levou o grupo de pesquisa a procurar novas opções terapêuticas.

    A melatonina, então, entrou no foco de investigação do grupo de Cardoso. O hormônio pode atuar como antioxidante e melhorar diversas condições fisiológicas ou patológicas. “Começamos esse trabalho imaginando que teríamos um potencial novo tratamento para doença de Crohn e retocolite ulcerativa, mas, para nossa surpresa, o que vimos foi exatamente o contrário. E esse alerta precisa ser feito”, ressalva Cardoso.

(Ricardo Muniz. Melatonina, comumente usada para dormir melhor,
pode piorar quadros de inflamação intestinal.
www1.folha.uol.com.br, 28.04.2023. Adaptado)
No trecho “… muitos pacientes não respondem adequadamente nem mesmo aos tratamentos mais modernos e dispendiosos… (5o parágrafo)”, o vocábulo em destaque, no contexto em que se encontra, tem como antônimo:
Alternativas
Q4226483 Português
A partida

Osman Lins

   Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava−me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.

    Ela vivia a comprar−me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar−me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.

    Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar−me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!

    Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar−me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama. 

   Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava−me por começar a entender que não conseguiria afastar−me delassem emoção.

    Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique−taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.

    Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou−se:

    — Acordado?

    Apanhou o lençol e ia cobrir−me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei−lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir−me, persistente, desagradável — imagens de febre.

   Sentei−me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava−se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei−me.

    Passava de meia−noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava−se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir−me ainda? Repetir−me conselhos? Ouvi−a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia−me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.

    Afinal, ela beijou−me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.

   Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara−se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam−me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio−me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.

    Com receio de fazer barulho, dirigi−me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei−me e, voltando ao meu quarto, vesti− me. Calcei os sapatos, sentei−me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras… Que me custava acordá−la, dizer− lhe adeus?

    Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei−lhe no ombro, ela se moveu, descobriu−se. Quis levantar−se e eu procurei detê−la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou−se. Ralhava comigo por não tê−la despertado antes, acusava−se de ter dormido muito. Tentava sorrir.

   Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar−me, prender−se a mim, e à simples ideia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?

    Enfim, beijei sua mão, bati−lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei−me, apanhei a maleta e, ao fazê−lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários).

Fonte: Moriconi, Italo. * Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.190−192. * título omitido propositalmente
“E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam.”

Qual das palavras a seguir poderia substituir a palavra em destaque sem causar ao contexto prejuízo de sentido?
Alternativas
Q4223464 Português

Por que o Sol pode deixar o cabelo mais claro?


    Você já reparou que, às vezes, ao passar uma temporada na praia, por exemplo, nosso cabelo pode ficar mais claro? Isso acontece, na verdade, por conta dos danos do Sol.


    De acordo com a Popular Science, a exposição excessiva à luz solar _______ a melanina em nosso cabelo. A melanina é um polímero que dá cor ao cabelo e à pele e evoluiu para proteger nosso delicado DNA da radiação, absorvendo e espalhando luz ultravioleta. Mas a melanina não é uma barreira infalível contra os efeitos nocivos do sol.


    Depois de passar bastante tempo ao Sol, a melanina começa a se decompor, e quando isso acontece, o cabelo perde a cor. Os fios de cabelo que perderam a melanina podem se parecer com cabelos naturalmente louros ou claros.


    O Sol também afeta a melanina em nossa pele, mas de uma maneira diferente. Em vez de perder a _______ depois de passar muito tempo ao ar livre, nossos corpos aumentam a produção de melanina para nos fornecer a proteção extra de que precisamos. É por isso que o Sol torna a pele mais escura em vez de clarear. O cabelo é feito de células mortas, por isso não consegue se defender dos danos do sol.



(Fonte: Recreio - adaptado.)

O termo “infalível”, sublinhado no segundo parágrafo do texto, poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q4211256 Português
Leia, com muita atenção, o poema abaixo:


Lembranças do mundo antigo


Clara passeava no jardim com as crianças.

O céu era verde sobre o gramado,

a água era dourada sob as pontes, outros elementos eram azuis, róseos e alaranjados.

O guarda-civil sorria, passavam bicicletas,...

A menina pisava a relva para pegar um pássaro...



O mundo inteiro, a Alemanha, a China,

tudo era tranquilo em redor de Clara.



As crianças olhavam o céu!

Não era proibido.

A boca, o nariz, os olhos estavam abertos!

Não havia perigos.

Os perigos que Clara temia eram

a gripe, o calor, os insetos...

Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,

esperava cartas que custavam a chegar,

Nem sempre podia usar vestido novo.

Mas passeava no jardim pela manhã!!!

Havia jardins, havia manhãs, naquele tempo!!!


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Lembranças do mundo antigo. In: _ Sentimento do Mundo, 1940.)
“Nem sempre podia usar vestido novo.
Mas passeava no jardim pela manhã!!!”

A palavra que pode ser substituída pela destacada sem prejuízo de sentido é:
Alternativas
Q4210129 Português
Leia a anedota a seguir.


“Uma família jantou em um restaurante bem caro, e sobrou muita comida. O pai, com pena de desperdiçar tudo, mas com vergonha de pedir ao garçom para embrulhar, pagou a conta e disse:

− Por favor, embrulhe a comida que restou. Vamos levar para o cachorro. Ouvindo isso, as crianças gritaram:

− Oba! Papai vai comprar um cachorro!


(365 piadas, curiosidades e advinhas) 
mas com vergonha de pedir ao garçom para embrulhar (...)”. A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por: 
Alternativas
Q4207643 Português
O impacto ambiental causado pelos plásticos


    Restos de comida, com o passar dos dias, mudam de aspecto e passam a _______ mau cheiro. Os responsáveis por isso são microrganismos que provocam sua decomposição. Os alimentos são biodegradáveis, ou seja, podem ser decompostos por microrganismos.

   Os plásticos, ao contrário, em geral não são biodegradáveis. Será preciso tanta durabilidade? Pense em um copinho descartável de café. Seu uso dura cerca de um minuto. Depois disso, ele é jogado fora e vai permanecer muito tempo assim, ocupando espaço no lixo.

   Uma grande crítica que se faz aos plásticos é que eles não são biodegradáveis. Por isso, há anos existe a preocupação de pesquisar plásticos biodegradáveis, e resultados promissores têm sido obtidos.

    Se um anel de plástico jogado ao mar enroscar em um leão-marinho, uma foca, um peixe ou uma ave, eles terão dificuldade para retirá-los. Uma foca cujo focinho esteja preso por um rótulo plástico de refrigerante pode, por exemplo, morrer por falta de ar. Uma ave com o bico preso não pode comer e também morrerá. Tartarugas ingerem sacos plásticos jogados ao mar, pois os confundem com águas-vivas das quais se alimentam. Essa ingestão pode causar obstrução do intestino e morte.

    Esses são alguns dos problemas relacionados aos plásticos e ao fato de as pessoas jogarem lixo em praias e outros ambientes.


(Fonte : PNLD - adaptado.)
A palavra “copinho”, sublinhada no texto, indica:
Alternativas
Q4207639 Português
O impacto ambiental causado pelos plásticos


    Restos de comida, com o passar dos dias, mudam de aspecto e passam a _______ mau cheiro. Os responsáveis por isso são microrganismos que provocam sua decomposição. Os alimentos são biodegradáveis, ou seja, podem ser decompostos por microrganismos.

   Os plásticos, ao contrário, em geral não são biodegradáveis. Será preciso tanta durabilidade? Pense em um copinho descartável de café. Seu uso dura cerca de um minuto. Depois disso, ele é jogado fora e vai permanecer muito tempo assim, ocupando espaço no lixo.

   Uma grande crítica que se faz aos plásticos é que eles não são biodegradáveis. Por isso, há anos existe a preocupação de pesquisar plásticos biodegradáveis, e resultados promissores têm sido obtidos.

    Se um anel de plástico jogado ao mar enroscar em um leão-marinho, uma foca, um peixe ou uma ave, eles terão dificuldade para retirá-los. Uma foca cujo focinho esteja preso por um rótulo plástico de refrigerante pode, por exemplo, morrer por falta de ar. Uma ave com o bico preso não pode comer e também morrerá. Tartarugas ingerem sacos plásticos jogados ao mar, pois os confundem com águas-vivas das quais se alimentam. Essa ingestão pode causar obstrução do intestino e morte.

    Esses são alguns dos problemas relacionados aos plásticos e ao fato de as pessoas jogarem lixo em praias e outros ambientes.


(Fonte : PNLD - adaptado.)
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Respostas
3221: A
3222: D
3223: E
3224: E
3225: A
3226: A
3227: D
3228: B
3229: C
3230: A
3231: B
3232: B
3233: C
3234: C
3235: D
3236: D
3237: A
3238: B
3239: A
3240: C