Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q3023951 Português
Fazer nada
Como a visita de um pássaro nos fez pensar no tempo.

      Conseguimos uns dias de folga e fomos passar um tempo cuidando um do outro. No hotel, em Itatiba, deram-nos o quarto 37, que se abre para um mar de morros verdes, com plantações, pastos, florestas. Fica no piso superior, tem pé-direito alto e uma varanda abraçada por árvores repletas de pássaros. À noite, entrou pela janela um passarinho. Minúsculo, branco no peito e na parte inferior da face, preto no dorso e na metade de cima da cabeça. Entrou pelo quarto, acelerado. Voava junto ao teto e não conseguia baixar até a altura da porta por onde havia entrado. Temíamos que se machucasse. Apagamos as luzes. Ele se acalmou e parou para descansar no toucador. Pulou em pé, no chão. Caminhou um pouco, ofegante. Usamos um chapéu para levá-lo à varanda, onde ficou ainda um tempo, refazendo-se.
      Depois, vimos que deixou de lembrança um cocozinho na nossa cama. De onde teria vindo essa ave? Qual o significado do carimbo de passarinho sobre o lençol? Resisti à ideia de lembrar que excremento de pássaro é sinal de boa fortuna em antigas tradições. Augúrio? Sinal? Ali não havia mistério. Era apenas um bichinho assustado, acelerado demais. Talvez apenas apavorado por haver entrado em um lugar de onde parecia impossível sair. Mais do que um significado oculto, sua visita pode é nos inspirar, quem sabe, uma analogia. Quantas vezes o homem não se debate, na ilusão de que está acuado? Quantas vezes sofre sem perceber que está saturado por estímulos que ele próprio foi buscar? A sensação de que seu tempo é estrangulado, sem se dar conta de que é ele quem cultiva desassossego para si. Um amigo, sobrinho de um sábio do interior, costuma usar a imagem da trajetória errática e vã das formigas para ilustrar a ilusão que acomete o homem em movimentos inócuos e sem sentido, o esforço inútil. Não é à toa que se fale tanto na necessidade de ir com mais calma.
      Afinal, nós nunca aceleramos tanto. Na ilusão de anteciparmos o futuro, roubamos o momento seguinte e deixamos de vivê-lo. Convivemos sem prestar atenção no outro, respiramos com sofreguidão, comemos sem sentir o sabor. Fugimos do presente, o único tempo que existe e sobre o qual criamos a referência para um passado reconstruído na memória e um futuro sonhado. Como parar e fazer nada? Como apenas ser, sem se debater por ter entrado em uma porta estranha? Há quem não consiga relaxar e, simplesmente, fazer nada. Alguém já disse que fazer nada não é a completa falta de ação, mas a ação feita com desapego, sem visar resultado para si mesmo. Há algo de bom em atingir esse momento em que só se é parte da paisagem e não um observador separado. Se ainda quiséssemos procurar um significado para a visita da pequena ave, poderíamos dizer que ela veio trazer o tema para estas linhas que você lê agora. Como se nos dissesse: que bom que vocês conseguiram uns dias de folga e vieram aqui, cuidar um do outro. Sejam bem-vindos a este momento e esqueçam o resto. Fui.

(NOGUEIRA, Paulo. Vida Simples, ed. 37. São Paulo: Abril, 2006.) 
De acordo com o contexto em que estão posicionadas, as palavras podem exercer diferentes sentidos. Considerando o contexto, identifique a alternativa em que há correção quanto ao significado correspondente ao vocábulo em destaque.
Alternativas
Q3023577 Português
Quem tem olhos

      Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. Uma mulher como as de antigamente, posta à janela, espiando o mundo.
      Mas a janela não era ao nível da rua, como as de antigamente. Nem era de uma casa. Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício.
      Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
      De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se, para vê-los. E não se debruçava.
      Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta.
      Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria. Não era uma forma barricada de participação. Ali ninguém falava com ela, ninguém a cumprimentava ou via – a não ser eu que parada na calçada a observava – e não havia nada para ela ver.
      A mulher olhava para a parede cinzenta. E parecia estar bem.
      E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe outra vista. Depois, entendi.
      A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e a cores. Só ela os via. Mas com que nitidez! (...)
      Quem tem ouvidos ouça, disse o profeta. E, Ele não disse, mas digo eu, quem tem olhos veja.

(COLASANTI, Marina. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas. São Paulo: Moderna, 2005. Fragmento.)
O fragmento de texto a seguir relacionado que denota ideia de intensificação é: 
Alternativas
Q3023576 Português
Quem tem olhos

      Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. Uma mulher como as de antigamente, posta à janela, espiando o mundo.
      Mas a janela não era ao nível da rua, como as de antigamente. Nem era de uma casa. Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício.
      Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
      De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se, para vê-los. E não se debruçava.
      Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta.
      Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria. Não era uma forma barricada de participação. Ali ninguém falava com ela, ninguém a cumprimentava ou via – a não ser eu que parada na calçada a observava – e não havia nada para ela ver.
      A mulher olhava para a parede cinzenta. E parecia estar bem.
      E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe outra vista. Depois, entendi.
      A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e a cores. Só ela os via. Mas com que nitidez! (...)
      Quem tem ouvidos ouça, disse o profeta. E, Ele não disse, mas digo eu, quem tem olhos veja.

(COLASANTI, Marina. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas. São Paulo: Moderna, 2005. Fragmento.)
“Mas a janela não era ao nível da rua, como as de antigamente.” (2º§) As expressões destacadas podem ser substituídas, sem alterar o sentido do texto, respectivamente, por: 
Alternativas
Q3023574 Português
Quem tem olhos

      Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. Uma mulher como as de antigamente, posta à janela, espiando o mundo.
      Mas a janela não era ao nível da rua, como as de antigamente. Nem era de uma casa. Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício.
      Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
      De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se, para vê-los. E não se debruçava.
      Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta.
      Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria. Não era uma forma barricada de participação. Ali ninguém falava com ela, ninguém a cumprimentava ou via – a não ser eu que parada na calçada a observava – e não havia nada para ela ver.
      A mulher olhava para a parede cinzenta. E parecia estar bem.
      E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe outra vista. Depois, entendi.
      A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e a cores. Só ela os via. Mas com que nitidez! (...)
      Quem tem ouvidos ouça, disse o profeta. E, Ele não disse, mas digo eu, quem tem olhos veja.

(COLASANTI, Marina. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas. São Paulo: Moderna, 2005. Fragmento.)
Analise as transcrições textuais a seguir e o tipo de circunstância que elas expressam no texto. A indicação NÃO está correta em: 
Alternativas
Q3023570 Português
Quem tem olhos

      Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. Uma mulher como as de antigamente, posta à janela, espiando o mundo.
      Mas a janela não era ao nível da rua, como as de antigamente. Nem era de uma casa. Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício.
      Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
      De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se, para vê-los. E não se debruçava.
      Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta.
      Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria. Não era uma forma barricada de participação. Ali ninguém falava com ela, ninguém a cumprimentava ou via – a não ser eu que parada na calçada a observava – e não havia nada para ela ver.
      A mulher olhava para a parede cinzenta. E parecia estar bem.
      E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe outra vista. Depois, entendi.
      A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e a cores. Só ela os via. Mas com que nitidez! (...)
      Quem tem ouvidos ouça, disse o profeta. E, Ele não disse, mas digo eu, quem tem olhos veja.

(COLASANTI, Marina. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas. São Paulo: Moderna, 2005. Fragmento.)
O texto não significa exclusivamente por si mesmo. Seu sentido é construído não só pelo produtor como também pelo recebedor, que precisa deter os conhecimentos necessários à sua interpretação.
(VAL, Maria da Graça C. Redação e Textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.)

Assinale, a seguir, a alternativa em que a palavra destacada tem seu significado INDEVIDAMENTE indicado. 
Alternativas
Q3023418 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


A bagagem da sua vida.

(https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/amizade-o-trem-da-vida.html). 


“Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão. À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando. Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, porque pensa que são importantes.

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas. Pesa demais! Então, você pode escolher: ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos os que passarem por ali, já têm sua própria bagagem. Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas o que tirar?

Você começa tirando tudo para fora, vendo o que tem dentro. Amizade, nossa! Tem bastante, e curioso, não pesa nada. Mas tem algo pesado, você faz força para tirar. É a raiva, como ela pesa! Aí você começa a tirar, tirar, aparecem a incompreensão, o medo, o pessimismo...  

Nesse momento o desânimo quase leva você para dentro da mala. Mas você o puxa para fora com toda a força e aparece um sorriso, que estava sufocado no fundo de sua bagagem. Pula para fora outro sorriso e mais outro e aí, sai a felicidade. 

Você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira para fora a tristeza. Agora você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois você vai precisar bastante. Procure então, o resto: força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância, bom humor... 

Tire a preocupação também e a deixe de lado. Depois você pensa o que fazer com ela? Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo! Mas pensa: o que você vai colocar lá dentro? Agora é com você e não se esqueça de fazer isso mais vezes, pois o caminho é muito, muito longo!”

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “insuportável” significa: 
Alternativas
Q3023308 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


A mediocridade das pessoas.

(Isaias Costa)


Eu estava refletindo sobre a mediocridade. Você sabe o que é ser medíocre? Muitos pensam que ser medíocre é não ter senso das coisas, ou não gostar de coisas boas e de qualidade, ou não ter sonhos e projetos de crescimento pessoal, etc. Tudo isso tem um pouco a ver sim, mas a definição de mediocridade na sua essência é: Estar no meio de alguma coisa, ou estar entre o bom e o mal. Infelizmente, a maior parte da população, não só no Brasil, mas no mundo todo, pode ser considerada medíocre. Por quê? A própria definição da palavra já diz isso. Eu adoro a forma como Aristóteles a coloca. Ele define o ser humano em três tipos: SÁBIOS, MEDÍOCRES E CRETINOS. É uma definição um tanto quanto pesada, mas gosto dela. Leia esta frase dele! “Os sábios buscam a verdade, os medíocres gostam de fatos, os cretinos falam de si”. Reflita sobre essa frase…

O que caracteriza uma pessoa medíocre? Algumas características compõem os medíocres: imitação, rotina, viver em grupos de outros medíocres e ser submissos a chefes e patrões. Vou explicar um pouco cada uma dessas características. São imitadores, fazem tudo que os outros dizem que é para fazer. Por quê? Muito simples. Eles pensam assim: “Os outros fazem, então deve ser uma coisa boa e eu não vou correr o risco de fracassar…” Grande engano! Esse é um pensamento muito limitador, porque reflete medo de agir e fazer alguma coisa diferente, ou arriscada. É bom de vez em quando fazer algo que seja arriscado, ou fora dos padrões, porque o crescimento sempre vem com as experiências. Se você faz só o que todo mundo faz para não fracassar, que graça terá a vida? Uma das coisas que detesto são as pessoas metidas a “certinhas demais”, na realidade o que essas pessoas são é MEDROSAS, e escondem seus medos por trás de um comportamento “certinho”. Elas dificilmente vão sentir o verdadeiro sabor que a vida pode oferecer, porque são engessadas e não se abrem para novos horizontes. Detalhe! Não estou querendo dizer que fazer as coisas certas é ruim. Estou querendo dizer que ser certinho demais pode ser um problema, porque a pessoa não se abre a novas possibilidades. Um exemplo clássico são aquelas pessoas com excesso de organização em casa. Elas dizem: “Esse quadro tem que ficar a 1,60 m do chão, perto do sofá e contrastando com a pintura da parede. Nunca tire esse quadro daí, porque esse é o único lugar que ele pode ficar…”, ou “o pano da mesa da cozinha tem que ter tantos centímetros por tantos centímetros, porque se for maior fica feio e se for menor vai ficar mostrando pedaços da mesa, o que é feio também”, meu amigo, sabe o que é feio? Ficar perto de alguém tão chato como você! Ninguém merece um “pé no saco” desses por perto.

Os medíocres não têm a sua própria atitude. Se dizem, “Escutem aquela música ali que é boa!”, eles vão lá e escutam, sem nem prestarem atenção na letra. Ou dizem: “Comprem aquele livro que ele é bom!”, mais uma vez eles vão lá e compram. Ou dizem “Comprem aquela roupa, porque ela tá na moda!”, eles vão lá e compram, ficam ridículos nela, mas têm que comprar, porque têm que ser iguais a todo mundo. Ou dizem: “votem naquele candidato tal que ele é bom!”, eles votam nele, só depois que passam as eleições percebem o ladrão sanguessuga que votaram, quando já é tarde demais e não se pode mais voltar atrás.

São submissos aos seus chefes e patrões. Isso é uma triste realidade da vida. Muitos chefes e patrões são verdadeiros empreendedores e acima de tudo, são muito espertos. Esses sabem quem são os medíocres e utilizam deles para o seu maior crescimento. Muitos dos medíocres não pensam em crescer na vida e se contentam com pouco, eles são alvo fáceis dos caras espertos, que colocam os medíocres para trabalhar com uma coisa que vai lhes render muito dinheiro, enquanto os empregados ficam com as migalhas. A característica de viver em grupos de outros medíocres entra aqui, os patrões têm a vida deles como que em um “universo paralelo”, no qual nenhum dos seus empregados tem acesso, ou seja, tem a divisão do grupo dos patrões e dos medíocres.

Vamos refletir sobre a mediocridade! Será que você quer passar a vida inteira fazendo o que todo mundo faz? Você vai querer ser lembrado como alguém que fez diferença no mundo ou como “só mais um na multidão”? Eu quero e estou lutando para não ser só mais um na multidão e quero encorajá-lo a fazer o mesmo. Busque cada vez mais ATITUDE. Queira se aperfeiçoar, ler coisas diferentes, conhecer povos diferentes, culturas diferentes, comidas diferentes, paisagens diferentes, línguas diferentes, etc. Vamos procurar a EXCELÊNCIA, que é uma das palavras mais bonitas para contrapor a mediocridade…

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “sanguessuga” significa:
Alternativas
Q3023198 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Mude a sua vida. (Autor desconhecido).


“O corpo parece ter um mecanismo natural de proteção contra a infelicidade. Sempre que algo não está bem em nossa vida, nos sentimos incomodados, insatisfeitos, inquietos. É o corpo avisando que algo precisa mudar em nossa vida. Quando uma tristeza inexplicável começar a bater, quando a angústia começar a visitar com alguma frequência, os seus pensamentos começarem a fugir de você, mude!

Olhe para dentro do seu coração, faça uma reavaliação na sua vida e tente descobrir o que não está bem; se for possível fazer alguma coisa para melhorar e se valer a pena, tente! Tente uma vez, tente duas, tente até achar que ainda é possível, mas seja consciente e assuma que há coisas que não dependem apenas do nosso querer. Saiba a hora de parar, saiba a hora de deixar algo sair da sua vida.

Quando abrimos as portas de saída da nossa vida, novos espaços surgem, é aí que as mudanças acontecem. Mudanças na rotina, nos hábitos, nos afetos. Essa mudança pode causar medo, pode causar apreensão, mas se você souber transformar um momento de crise em um momento de oportunidades, as mudanças podem ser muito positivas. Abra o seu coração para a mudança, abra a sua mente para o novo!”

(https://www.facebook.com/4050emais/photos/a.1075513025797868/4037581669590974/?type =3&_rdr)

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “apreensão” significa:
Alternativas
Q3022979 Português

Cocaína em tubarões é só a ponta do iceberg

Por Bernardo Esteves e Allan de Abreu





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cocaina-em-tubaroes-e-so-a-ponta-do-iceberg/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir sobre termos e trechos retirados do texto:
I. A palavra “ilícita” (l. 02) pode ser substituída por “legítima”, sem alterações de sentido do texto.
II. “Tubarões” (l. 10) e “animais” (l. 10) são termos que, no texto, têm o mesmo referente.
III. Em “A cocaína presente em treze tubarões coletados no Rio de Janeiro por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pode ser apenas a ponta de um iceberg”, há uma metáfora.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3022898 Português
Estudantes de Maquiné concorrem a prêmio nacional com app de geolocalização do mosquito da dengue


Por Isabela Sander





(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/08/estudantes-de-maquineconcorrem-a-premio-nacional-com-app-de-geolocalizacao-do-mosquito-da-denguecm0cfbgtv00ib015sbm6h0xdm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
A expressão “sem precedentes” (l. 02), considerando o trecho em que ocorre, significa que: 
Alternativas
Q3022897 Português
Estudantes de Maquiné concorrem a prêmio nacional com app de geolocalização do mosquito da dengue


Por Isabela Sander





(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/08/estudantes-de-maquineconcorrem-a-premio-nacional-com-app-de-geolocalizacao-do-mosquito-da-denguecm0cfbgtv00ib015sbm6h0xdm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que poderia substituir corretamente a palavra “conhecidos” (l. 30) sem alterar o sentido do texto. 
Alternativas
Q3022411 Português
Qual alternativa apresenta o antônimo da palavra sublinhada abaixo?

O poderoso líder conseguiu todos os votos necessários para ser eleito. 
Alternativas
Q3022408 Português
Assinalar a alternativa em que ambas palavras são sinônimas. 
Alternativas
Q3021120 Português
TEXTO 3

Mas, se lhe faltava dinheiro, sobrava-lhe imaginação... Era um homem culto, inteligente, além de alegre. Não concluíra os estudos; o destino o confinara no modesto estabelecimento de secos e molhados, onde ele, entre paios e linguiças, resistia bravamente aos embates da existência. Os fregueses gostavam dele, entre outras razões porque vendia fiado e não cobrava nunca. Com os fornecedores, porém, a situação era diferente. Esses enérgicos senhores queriam seu dinheiro. O homem a quem meu pai devia, no momento, era conhecido como um credor particularmente implacável.
(Moacyr Scliar. A orelha de Van Gogh. Em: Histórias para (quase) todos os gostos. 5. ed. Porto Alegre: L&PM, 2015. p. 57-60.) 
No texto 3, ‘implacável’ é o mesmo que:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto Access Órgão: Prefeitura de São João do Ivaí - PR Provas: Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Assistente Social | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Contador | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Dentista | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Enfermeiro | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Engenheiro Agrônomo | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Engenheiro Civil | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Farmacêutico - Vigilância Sanitária | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Fisioterapeuta | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Fonoaudiólogo | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Médico - 20 Horas | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Médico Veterinário | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Nutricionista | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Professor de Artes | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Professor de Educação Especial | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Professor de Educação Física | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Professor de Inglês | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Professor Regente | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Psicólogo | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Psicopedagogo | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Terapeuta Ocupacional | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Farmacêutico | Instituto Access - 2024 - Prefeitura de São João do Ivaí - PR - Médico - 40 Horas |
Q3021077 Português
O Morcego
(Augusto dos Anjos.)
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

“Vou mandar levantar outra parede...”
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?
No fragmento “Morde-me a goela ígneo e escaldante molho”, assinale a alternativa que indica os sinônimos mais adequados para as palavras “ígneo” e “escaldante”.
Alternativas
Q3021009 Português
Assinale a alternativa que apresenta palavras antônimas.
Alternativas
Q3020551 Português
A escolha é sua!


Por Gilmar Marcílio









(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e suacm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “aprimoramento” (l. 19), sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre. 
Alternativas
Q3020505 Português


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudia-tajes/ – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “enfadonho” (l. 24) sem causar alterações significativas ao trecho do texto em que ocorre.
Alternativas
Q3020473 Português

TEXTO 4


“Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

minha gravata e cinto e escova e pente,

meu copo, minha xícara,

minha toalha de banho e sabonete,

meu isso, meu aquilo,

Com que inocência demito-me de ser

eu que antes era e me sabia

tão diverso de outros, tão mim-mesmo,

ser pensante, sentinte e solidário

com outros seres diversos e conscientes

de sua humana, invencível condição”

(ANDRADE, Carlos Drummond. Eu etiqueta Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16-1-. 1982, Caderno B)

O vocábulo ‘sentinte’ não aparece nos dicionários, porém é possível classificá-la e definir seu significado no contexto. A opção correta acerca desse vocábulo está na alternativa:
Alternativas
Q3020259 Português


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nem-sempre-e-amorclv6pwbnc01yh013wgm0eniiq.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “Não importa o que aconteça, jamais prepara as malas”, retirado do texto, a expressão “jamais preparar as malas” significa predominantemente: 
Alternativas
Respostas
2381: A
2382: A
2383: D
2384: B
2385: C
2386: D
2387: B
2388: D
2389: D
2390: E
2391: B
2392: D
2393: B
2394: E
2395: B
2396: B
2397: E
2398: C
2399: A
2400: B