Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q3103114 Português
Identidade brasileira beira o indecifrável aos estrangeiros

(Entrevista concedida por Valter Hugo Mãe)


Segundo um dos escritores mais influentes da língua portuguesa, a identidade do que é ser brasileiro ainda carrega uma “aura” quase indecifrável para boa parte dos povos europeus. Para muitos deles, o “Brasil é, sobretudo, uma espécie de festa contínua, um verão único e uma propensão a uma resistência e à sobrevivência dotada de alegria, ainda que desafiada pela pior das agruras”, declara Valter Hugo Mãe.

Hugo Mãe conta que a imagem “sedutora” que os portugueses carregam do brasileiro, “de um povo que não interrompe a sua solaridade”, ficou mais evidente para ele durante a primeira vez em que esteve no país.

“Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Para um europeu, que, geralmente, costuma contar sempre com organização e classificação definida do que são as pessoas e os lugares, chegar ao Brasil se torna desafiante. “Estar disponível para todos os sentidos e todos os caminhos é algo que está no radical do brasileiro. O cidadão brasileiro é um pouco impreciso. Aqui, a coisa é só tendente e isso está em tudo: um católico tem sua mãe de santo, que também é única para ele; para quem vem de uma perspectiva muito rigorosa e de uma concessão profundamente sacralizada, isso é uma libertação.”


(Entrevista em https://umbrasil.com/)
[Questão Inédita] Para muitos deles, o “Brasil é, sobretudo, uma espécie de festa contínua...
Assinale a alternativa que não traz um sinônimo para a palavra em destaque.
Alternativas
Q3103113 Português
Identidade brasileira beira o indecifrável aos estrangeiros

(Entrevista concedida por Valter Hugo Mãe)


Segundo um dos escritores mais influentes da língua portuguesa, a identidade do que é ser brasileiro ainda carrega uma “aura” quase indecifrável para boa parte dos povos europeus. Para muitos deles, o “Brasil é, sobretudo, uma espécie de festa contínua, um verão único e uma propensão a uma resistência e à sobrevivência dotada de alegria, ainda que desafiada pela pior das agruras”, declara Valter Hugo Mãe.

Hugo Mãe conta que a imagem “sedutora” que os portugueses carregam do brasileiro, “de um povo que não interrompe a sua solaridade”, ficou mais evidente para ele durante a primeira vez em que esteve no país.

“Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Para um europeu, que, geralmente, costuma contar sempre com organização e classificação definida do que são as pessoas e os lugares, chegar ao Brasil se torna desafiante. “Estar disponível para todos os sentidos e todos os caminhos é algo que está no radical do brasileiro. O cidadão brasileiro é um pouco impreciso. Aqui, a coisa é só tendente e isso está em tudo: um católico tem sua mãe de santo, que também é única para ele; para quem vem de uma perspectiva muito rigorosa e de uma concessão profundamente sacralizada, isso é uma libertação.”


(Entrevista em https://umbrasil.com/)
[Questão Inédita] “Para um europeu, que, geralmente, costuma contar sempre com organização e classificação definida do que são as pessoas e os lugares, chegar ao Brasil se torna desafiante”
A palavra “geralmente, no contexto acima, traz o sentido de que:
Alternativas
Q3103111 Português
Identidade brasileira beira o indecifrável aos estrangeiros

(Entrevista concedida por Valter Hugo Mãe)


Segundo um dos escritores mais influentes da língua portuguesa, a identidade do que é ser brasileiro ainda carrega uma “aura” quase indecifrável para boa parte dos povos europeus. Para muitos deles, o “Brasil é, sobretudo, uma espécie de festa contínua, um verão único e uma propensão a uma resistência e à sobrevivência dotada de alegria, ainda que desafiada pela pior das agruras”, declara Valter Hugo Mãe.

Hugo Mãe conta que a imagem “sedutora” que os portugueses carregam do brasileiro, “de um povo que não interrompe a sua solaridade”, ficou mais evidente para ele durante a primeira vez em que esteve no país.

“Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Para um europeu, que, geralmente, costuma contar sempre com organização e classificação definida do que são as pessoas e os lugares, chegar ao Brasil se torna desafiante. “Estar disponível para todos os sentidos e todos os caminhos é algo que está no radical do brasileiro. O cidadão brasileiro é um pouco impreciso. Aqui, a coisa é só tendente e isso está em tudo: um católico tem sua mãe de santo, que também é única para ele; para quem vem de uma perspectiva muito rigorosa e de uma concessão profundamente sacralizada, isso é uma libertação.”


(Entrevista em https://umbrasil.com/)
[Questão Inédita] Segundo um dos escritores mais influentes da língua portuguesa, a identidade do que é ser brasileiro ainda carrega uma “aura” quase indecifrável para boa parte dos povos europeus. (1º parágrafo)

No texto, a palavra “aura” traz o sentido de
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IBADE Órgão: CRC-MS Prova: IBADE - 2024 - CRC-MS - Contador |
Q3102707 Português
No contexto da coesão textual, o uso adequado de conectivos e expressões referenciais é fundamental para a clareza e continuidade do texto.
Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta um erro de coesão.
Alternativas
Q3102591 Português

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.                       


                   

A respeito da significação vocabular no texto, indique a alternativa que apresenta inconsistência nas informações.
Alternativas
Q3102334 Português
Leia e interprete o texto a seguir, para responder à questão:

O fortalecimento da democracia ocupa, hoje, o proscênio das preocupações da comunidade internacional. É convicção generalizada que a democracia é elemento propulsor do desenvolvimento, inibidor de condutas agressivas no plano externo, pano de fundo necessário ao exercício de uma política efetiva de direitos humanos. Poder-se-ia igualmente afirmar que a salvaguarda dos direitos humanos é o critério pelo qual se mede o progresso da construção democrática das nações.

Foi em 1993, na Conferência de Viena sobre Direitos Humanos, que as mulheres entraram, enfim, na humanidade visível. Foi então que a comunidade internacional tomou consciência de que a universalidade dos direitos humanos estava comprometida por pontos cegos, assim como foi cego o conceito de democracia no qual "demos" não incluía as mulheres e os escravos. O ponto cego dos direitos humanos era a ausência de reconhecimento de que a humanidade é feita de dois sexos, diferentes e iguais em direitos e deveres.

(Rosiska Darcy de Oliveira - trecho do artigo "As Mulheres, os Direitos Humanos e a Democracia". Fonte: dominiopublico.gov.br)
Qual o sentido de "proscênio", no contexto do trecho analisado?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: ADVISE Órgão: Prefeitura de São José da Tapera - AL Provas: ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Agente Administrativo | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Agente de Vigilância Epidemiológica | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Agente de Vigilância Sanitária | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Assistente Administrativo Educacional | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Auxiliar de Arrecadação | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Auxiliar de Cirurgião Dentista | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Auxiliar de Contabilidade | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Auxiliar de Farmácia | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Auxiliar de Licitação | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Fiscal de Obras | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Fiscal de Tributos | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Guarda Municipal | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Monitor de Transporte Escolar | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Motorista Escolar | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Técnico Agrícola | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Técnico de Enfermagem | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Técnico de Informática | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Técnico em Edificação | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Técnico em Laboratório |
Q3102274 Português
Aponte a alternativa com a relação INCORRETA de significância das palavras do texto.
Alternativas
Q3102208 Português
Aponte a disposição menos coerente sobre a significação de palavras do texto.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: ADVISE Órgão: Prefeitura de São José da Tapera - AL Provas: ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Analista de Controle Interno | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Arquiteto | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Assistente Social | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Biomédico | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Conciliador Municipal | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Contador | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Enfermeiro | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Enfermeiro Obstetra | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Enfermeiro PSF | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Engenheiro Agrônomo | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Engenheiro Civil | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Farmacêutico | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Fisioterapeuta | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Médico Cardiologista | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Médico Clínico Geral | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Fonoaudiólogo | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Médico Ginecologista | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Analista de Licitação | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Médico Plantonista | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Médico Psiquiatra | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Médico Veterinário | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Nutricionista | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Odontólogo | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Odontólogo PSF | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Pregoeiro | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Psicólogo | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Secretário Escolar | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Terapeuta Ocupacional | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Zootecnista | ADVISE - 2024 - Prefeitura de São José da Tapera - AL - Procurador Municipal |
Q3102139 Português

A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Assinale a alternativa INCORRETA sobre vocabulário. 
Alternativas
Q3101397 Português

Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.


Texto 03  


Considerando o significado de “almejar” e de “aspirações”, o uso de “almejar aspirações”, na fala de Anésia, no terceiro quadro, constitui um(a)
Alternativas
Q3101357 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 03


Disponível em: https://www.pensador.com/. Acesso em: 24 set. 2024.

Sobre a estrutura linguística de composição do texto, é CORRETO afirmar:

I- A preposição “até” insere, no texto, a ideia de inclusão.
II- Os dois pontos foram usados para introduzir um aposto.
III- A expressão “a cavalo” expressa circunstância de modo.
IV- O pronome “esta” poderia, com correção, substituir “essa”.
V- O pronome “isso” retoma termos referidos anteriormente.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3101353 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01
É preciso entregar-se à vida
Débora Zanelato

    Uma das coisas de que mais gosto de fazer, quando estou arrumando a casa, é organizar o gabinete do banheiro. Incorporo a “personal organizer” que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos. Cremes para o cabelo, para o rosto, corpo etc. De tempos em tempos, revejo tudo o que tenho e descarto o que venceu. Venceu!? Pois dia desses, me dei conta: havia muitos produtos vencidos, o que me trouxe um grande pesar por ter desperdiçado aqueles cosméticos. Perdi o tempo certo para desfrutá-los.
    Eu poderia me justificar dizendo que o dia a dia é corrido (o que não deixa de ser verdade), ou que eu tinha mais coisas do que precisava (o que é mentira, porque não costumo comprar sem necessidade). Mas o que eu entendi ali, com uma clareza dada de bandeja, é que, com receio dos produtos acabarem, eu deixei de usá-los. E aí, eles venceram...E eu fiquei sem.
    A metáfora parece trivial. Produtos de banheiro. Mas pode explicar muito de um funcionamento que temos na vida. O que será que deixo de aproveitar, ou aproveito pouco, por medo de acabar? E quão contraditório é poupar certas coisas com medo que elas acabem se elas podem perder o prazo de validade? Bem, isso não é uma conversa sobre produtos de cabelo...
   Fato é que tudo na vida acaba. E, se a gente não aproveita, perdemos a chance de desfrutar com alegria daquelas oportunidades que chegaram até nós. Pode ser um trabalho, um momento de lazer entre pessoas queridas, ou até a breve infância de um filho. Tem coisas na vida que não dá pra economizar. Que não dá pra deixar pra depois.
   Isso não é um convite para que a gente se desespere e ache que tem que viver tudo aqui e agora, de forma desenfreada. Pelo contrário. É um chamado à consciência, ao momento presente. Ao que temos hoje, às chances de se alegrar e de se contentar com a vida agora. Nas sutilezas. Com presença, entendendo que tudo se transforma. E que não se economiza em afetos, em sorrisos, em telefonemas, em pôr do sol, em café da tarde com quem amamos e tantas outras coisas que, enfim, dão sentido à rotina e garantem um baú de boas memórias que vamos acessar muitos anos depois.
  Enquanto escrevia essas palavras, uma canção de que gosto muito veio ocupar meus pensamentos. É Fotografia, do Leoni. “E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz.”
  Que você possa entregar-se à vida sem economizar no que ela oferece de mais bonito.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/e-preciso-entregar-se-a-vida/. Acesso em: 24 set. 2024. Adaptado.
Considere a seguinte passagem do texto: “Incorporo a ‘personal organizer’ que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos.”
Analise as seguintes afirmativas, tendo em vista a estrutura linguística de construção dessa passagem.

I- As aspas assinalam o uso da ironia como recurso de expressão.
II- Os verbos “incorporo” e “habita” encontram-se em sentido figurado.
III- O termo “que” constrói coesão, pois retoma “personal organizer”.
IV- O verbo “categorizando” foi usado com significado de “separando”.
V- O uso da primeira pessoa comprova a presença de subjetividade.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3101350 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01
É preciso entregar-se à vida
Débora Zanelato

    Uma das coisas de que mais gosto de fazer, quando estou arrumando a casa, é organizar o gabinete do banheiro. Incorporo a “personal organizer” que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos. Cremes para o cabelo, para o rosto, corpo etc. De tempos em tempos, revejo tudo o que tenho e descarto o que venceu. Venceu!? Pois dia desses, me dei conta: havia muitos produtos vencidos, o que me trouxe um grande pesar por ter desperdiçado aqueles cosméticos. Perdi o tempo certo para desfrutá-los.
    Eu poderia me justificar dizendo que o dia a dia é corrido (o que não deixa de ser verdade), ou que eu tinha mais coisas do que precisava (o que é mentira, porque não costumo comprar sem necessidade). Mas o que eu entendi ali, com uma clareza dada de bandeja, é que, com receio dos produtos acabarem, eu deixei de usá-los. E aí, eles venceram...E eu fiquei sem.
    A metáfora parece trivial. Produtos de banheiro. Mas pode explicar muito de um funcionamento que temos na vida. O que será que deixo de aproveitar, ou aproveito pouco, por medo de acabar? E quão contraditório é poupar certas coisas com medo que elas acabem se elas podem perder o prazo de validade? Bem, isso não é uma conversa sobre produtos de cabelo...
   Fato é que tudo na vida acaba. E, se a gente não aproveita, perdemos a chance de desfrutar com alegria daquelas oportunidades que chegaram até nós. Pode ser um trabalho, um momento de lazer entre pessoas queridas, ou até a breve infância de um filho. Tem coisas na vida que não dá pra economizar. Que não dá pra deixar pra depois.
   Isso não é um convite para que a gente se desespere e ache que tem que viver tudo aqui e agora, de forma desenfreada. Pelo contrário. É um chamado à consciência, ao momento presente. Ao que temos hoje, às chances de se alegrar e de se contentar com a vida agora. Nas sutilezas. Com presença, entendendo que tudo se transforma. E que não se economiza em afetos, em sorrisos, em telefonemas, em pôr do sol, em café da tarde com quem amamos e tantas outras coisas que, enfim, dão sentido à rotina e garantem um baú de boas memórias que vamos acessar muitos anos depois.
  Enquanto escrevia essas palavras, uma canção de que gosto muito veio ocupar meus pensamentos. É Fotografia, do Leoni. “E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz.”
  Que você possa entregar-se à vida sem economizar no que ela oferece de mais bonito.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/e-preciso-entregar-se-a-vida/. Acesso em: 24 set. 2024. Adaptado.
A afirmativa “A metáfora parece trivial.” relaciona-se à comparação subjetiva de
Alternativas
Q3101349 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01
É preciso entregar-se à vida
Débora Zanelato

    Uma das coisas de que mais gosto de fazer, quando estou arrumando a casa, é organizar o gabinete do banheiro. Incorporo a “personal organizer” que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos. Cremes para o cabelo, para o rosto, corpo etc. De tempos em tempos, revejo tudo o que tenho e descarto o que venceu. Venceu!? Pois dia desses, me dei conta: havia muitos produtos vencidos, o que me trouxe um grande pesar por ter desperdiçado aqueles cosméticos. Perdi o tempo certo para desfrutá-los.
    Eu poderia me justificar dizendo que o dia a dia é corrido (o que não deixa de ser verdade), ou que eu tinha mais coisas do que precisava (o que é mentira, porque não costumo comprar sem necessidade). Mas o que eu entendi ali, com uma clareza dada de bandeja, é que, com receio dos produtos acabarem, eu deixei de usá-los. E aí, eles venceram...E eu fiquei sem.
    A metáfora parece trivial. Produtos de banheiro. Mas pode explicar muito de um funcionamento que temos na vida. O que será que deixo de aproveitar, ou aproveito pouco, por medo de acabar? E quão contraditório é poupar certas coisas com medo que elas acabem se elas podem perder o prazo de validade? Bem, isso não é uma conversa sobre produtos de cabelo...
   Fato é que tudo na vida acaba. E, se a gente não aproveita, perdemos a chance de desfrutar com alegria daquelas oportunidades que chegaram até nós. Pode ser um trabalho, um momento de lazer entre pessoas queridas, ou até a breve infância de um filho. Tem coisas na vida que não dá pra economizar. Que não dá pra deixar pra depois.
   Isso não é um convite para que a gente se desespere e ache que tem que viver tudo aqui e agora, de forma desenfreada. Pelo contrário. É um chamado à consciência, ao momento presente. Ao que temos hoje, às chances de se alegrar e de se contentar com a vida agora. Nas sutilezas. Com presença, entendendo que tudo se transforma. E que não se economiza em afetos, em sorrisos, em telefonemas, em pôr do sol, em café da tarde com quem amamos e tantas outras coisas que, enfim, dão sentido à rotina e garantem um baú de boas memórias que vamos acessar muitos anos depois.
  Enquanto escrevia essas palavras, uma canção de que gosto muito veio ocupar meus pensamentos. É Fotografia, do Leoni. “E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz.”
  Que você possa entregar-se à vida sem economizar no que ela oferece de mais bonito.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/e-preciso-entregar-se-a-vida/. Acesso em: 24 set. 2024. Adaptado.
Em “A metáfora parece trivial.”, a palavra “trivial” foi usada com valor semântico de
Alternativas
Q3099808 Português

Aprender a sublimar dores


Por Tríssia Ordovás Sartori 


Q1_10.png (872×537)




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2024/10/aprender-a-sublimar-dores-cm2p71r6a00m2013ebx7ng40p.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na linha 21, a primeira ocorrência da palavra “para” indica ___________ e poderia ser substituída por ___________, __________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenham as corretas relações gramaticais no período.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q3099806 Português

Aprender a sublimar dores


Por Tríssia Ordovás Sartori 


Q1_10.png (872×537)




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2024/10/aprender-a-sublimar-dores-cm2p71r6a00m2013ebx7ng40p.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra ou a expressão que poderia substituir o vocábulo “sublimar”, na linha 17, sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre é:
Alternativas
Q3099804 Português

Aprender a sublimar dores


Por Tríssia Ordovás Sartori 


Q1_10.png (872×537)




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2024/10/aprender-a-sublimar-dores-cm2p71r6a00m2013ebx7ng40p.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a palavra “efemeridade” (l. 18), analise as assertivas a seguir:

I. Trata-se de um substantivo abstrato.
II. A palavra “efeméride” é um adjetivo cujo sentido é relacionado ao da palavra destacada.
III. Um sinônimo possível para a palavra destacada é “transitoriedade”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3099708 Português
A geladeira e o livro

        Fazia dois dias que minha geladeira havia entrado em pane. Não deixou de resfriar, mas as luzes do painel piscavam o dia inteiro, como se fosse uma bomba a ponto de explodir, e o alarme disparava de tempo em tempo, mesmo a porta estando bem fechada. Sou otimista, achei que tudo se resolveria num passe de mágica, mas o coelho não saiu da cartola e acabei tendo que chamar um técnico, que agendou a visita para a manhã seguinte, às 9h30m. Quando eram 9h25m, as luzes do painel, antes esquizofrênicas, apagaram. O alarme já não disparava desde a noite anterior. Eu não queria mágica?
        A primeira coisa que disse ao técnico: “Acredite, há dois dias que esta geladeira está tendo chilique, só parou quando o senhor começou a subir pelo elevador”. Ele me deu um olhar compreensivo, fez um check up no aparelho e descobriu um pequeno defeito. Alívio. Morri em R$ 300, mas a geladeira ganhou uma sobrevida. E minha neura também.
        Ninguém gosta de passar por exagerado. Ao sairmos do cinema, somos capazes de listar um sem-número de elogios ao filme que assistimos, mas basta alguém se empolgar com a nossa descrição e resolver assisti-lo por nossa causa que a responsabilidade começa a pesar: “Olha, eu gostei, mas talvez não seja seu tipo de história. Vá sem expectativas. É meio longo. Tem uma partezinha devagar, mas, sei lá, acho que vale a pena”.
        Um amigo me recomendou um livro sensacional. Segundo ele, a melhor coisa que leu no último ano. Bom, então quero ler também. No dia seguinte, ele largou o livro na portaria do meu prédio, e quando liguei para agradecer, ouvi: “Talvez tu não goste tanto assim. Comprei pra ti uma edição diferente da minha, o tradutor não sei se é tão bom. Tu não é obrigada a gostar, tá?”.
        Os episódios da geladeira e do livro, cada um a seu modo, demonstram o quanto ficamos inseguros ao virarmos referência. No caso da geladeira, a única prova que eu tinha de que ela estava amarelando eram as luzes piscantes. Quando elas pararam de piscar, passou a valer apenas a minha palavra. Que solidão.
        Quando meu amigo incentivou a leitura do livro, estava expondo sua erudição, já que o autor era um filósofo. Mas no momento em que demonstrei interesse em ler também, ele passou a duvidar do próprio entusiasmo. E se o livro não fosse tão bom no meu parecer? De repente, não era mais o livro que estaria em julgamento, e sim ele. Solidão, também.
        Outra: uma amiga resolveu ir a Machu Picchu depois que comentei coisas incríveis sobre a viagem que fiz para lá recentemente. Ai, ai, ai. E se ela passar mal com a altitude? E se achar a comida muito apimentada? E se voltar pensando que me empolgo por qualquer ruína de cartão postal? Já era: terá perdido a chance de ir para outro lugar mais encantador a seus olhos. Por que fui emprestar os meus?
        No fim das contas, tudo o que queremos é ser amados. Por aqueles a quem recomendamos um livro, por quem resolveu viajar incentivado por nós, e, sim, pelo técnico que confirmou que nossa geladeira estava mesmo estragada, contra qualquer evidência. Falando na geladeira, passa bem. As luzes nunca mais piscaram, nem o alarme disparou. A não ser o meu: “Não se leve tão a sério, não se leve tão a sério, não se leve tão a sério”.

(Martha Madeiros. Revista O Globo. Em: 2012.)
No texto haverá alteração de sentido, caso se substitua:
Alternativas
Q3099707 Português
A geladeira e o livro

        Fazia dois dias que minha geladeira havia entrado em pane. Não deixou de resfriar, mas as luzes do painel piscavam o dia inteiro, como se fosse uma bomba a ponto de explodir, e o alarme disparava de tempo em tempo, mesmo a porta estando bem fechada. Sou otimista, achei que tudo se resolveria num passe de mágica, mas o coelho não saiu da cartola e acabei tendo que chamar um técnico, que agendou a visita para a manhã seguinte, às 9h30m. Quando eram 9h25m, as luzes do painel, antes esquizofrênicas, apagaram. O alarme já não disparava desde a noite anterior. Eu não queria mágica?
        A primeira coisa que disse ao técnico: “Acredite, há dois dias que esta geladeira está tendo chilique, só parou quando o senhor começou a subir pelo elevador”. Ele me deu um olhar compreensivo, fez um check up no aparelho e descobriu um pequeno defeito. Alívio. Morri em R$ 300, mas a geladeira ganhou uma sobrevida. E minha neura também.
        Ninguém gosta de passar por exagerado. Ao sairmos do cinema, somos capazes de listar um sem-número de elogios ao filme que assistimos, mas basta alguém se empolgar com a nossa descrição e resolver assisti-lo por nossa causa que a responsabilidade começa a pesar: “Olha, eu gostei, mas talvez não seja seu tipo de história. Vá sem expectativas. É meio longo. Tem uma partezinha devagar, mas, sei lá, acho que vale a pena”.
        Um amigo me recomendou um livro sensacional. Segundo ele, a melhor coisa que leu no último ano. Bom, então quero ler também. No dia seguinte, ele largou o livro na portaria do meu prédio, e quando liguei para agradecer, ouvi: “Talvez tu não goste tanto assim. Comprei pra ti uma edição diferente da minha, o tradutor não sei se é tão bom. Tu não é obrigada a gostar, tá?”.
        Os episódios da geladeira e do livro, cada um a seu modo, demonstram o quanto ficamos inseguros ao virarmos referência. No caso da geladeira, a única prova que eu tinha de que ela estava amarelando eram as luzes piscantes. Quando elas pararam de piscar, passou a valer apenas a minha palavra. Que solidão.
        Quando meu amigo incentivou a leitura do livro, estava expondo sua erudição, já que o autor era um filósofo. Mas no momento em que demonstrei interesse em ler também, ele passou a duvidar do próprio entusiasmo. E se o livro não fosse tão bom no meu parecer? De repente, não era mais o livro que estaria em julgamento, e sim ele. Solidão, também.
        Outra: uma amiga resolveu ir a Machu Picchu depois que comentei coisas incríveis sobre a viagem que fiz para lá recentemente. Ai, ai, ai. E se ela passar mal com a altitude? E se achar a comida muito apimentada? E se voltar pensando que me empolgo por qualquer ruína de cartão postal? Já era: terá perdido a chance de ir para outro lugar mais encantador a seus olhos. Por que fui emprestar os meus?
        No fim das contas, tudo o que queremos é ser amados. Por aqueles a quem recomendamos um livro, por quem resolveu viajar incentivado por nós, e, sim, pelo técnico que confirmou que nossa geladeira estava mesmo estragada, contra qualquer evidência. Falando na geladeira, passa bem. As luzes nunca mais piscaram, nem o alarme disparou. A não ser o meu: “Não se leve tão a sério, não se leve tão a sério, não se leve tão a sério”.

(Martha Madeiros. Revista O Globo. Em: 2012.)
Nos trechos “Outra: uma amiga resolveu ir a Machu Picchu depois que comentei coisas incríveis sobre a viagem que fiz para lá recentemente.” (7º§) e “Olha, eu gostei, mas talvez não seja seu tipo de história.” (3º§), as expressões destacadas exprimem circunstâncias, respectivamente, de:
Alternativas
Q3099669 Português
Primeira impressão

Emoção e memória coordenadas influenciam encontro social.

        A primeira impressão é a que fica, já diz o jargão popular sobre o primeiro encontro entre duas pessoas desconhecidas. Buscar as razões pelas quais isso acontece foi o objetivo de cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, a partir de um experimento com ratos de laboratório. Entre os achados, verificou-se que emoção social e memória social estão intimamente ligadas nesse processo, e trabalham de forma coordenada.
        Testando os ratos, os pesquisadores verificaram que a emoção do encontro social com um rato estranho criou um alto nível de atividade rítmica sincronizada no cérebro, fator que parece facilitar a formação de memória social. Uma vez que os ratos estavam familiarizados uns com os outros, a excitação diminuía, e as áreas distintas do cérebro passavam a trabalhar de forma menos coordenada.
        Os cientistas também procuraram investigar se outras emoções em particular geravam essa sincronização de atividades cerebrais, mas isso não aconteceu. Emoções negativas como medo e mesmo emoções positivas, mas relacionadas a um ser inanimado, não provocam as mesmas reações. Os especialistas sugerem que o experimento seja repetido em humanos para que se confirme ser essa atividade sincronizada no cérebro o fator que nos faz lembrar mais fortemente dos primeiros momentos que tivemos com alguém.
(Psique, Ciência e Vida. Número 117-Ano IX. Em: 2020.)
No trecho “A primeira impressão é a que fica, já diz o jargão popular sobre o primeiro encontro entre duas pessoas desconhecidas.” (1º§), é possível afirmar que a palavra grifada se trata de: 
Alternativas
Respostas
2101: D
2102: C
2103: A
2104: B
2105: D
2106: D
2107: D
2108: D
2109: C
2110: E
2111: E
2112: A
2113: D
2114: E
2115: D
2116: A
2117: E
2118: A
2119: B
2120: A