Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1361636 Português

Leia os textos 1 a 3:


Texto 1

    Se a escrita potenciou o discurso dos conceitos e a ordenação racional/estratégica do mundo, o fez às custas de ignorar, por outra parte, o sistema audiovisual, relegando o mundo das emoções ao espetáculo e à liturgia. Mas, em nosso século, a cultura da imagem, do som e do espetáculo passa à desforra com o cinema, a radiofonia, a televisão, sistemas já consolidados, ao mesmo tempo em que um novo patamar tecnológico aí vem para articular as muitas linguagens na rede interativa de um supertexto e em uma metalinguagem abrangente das modalidades oral, escrita e audiovisual.

    A escrita se presta à configuração sistemática de um pensar conceitual, dedutivo e seqüencial, a uma valoração da razão e da ordem, à capacidade de estabelecer distanciamento e objetividade e de aguardar resposta postergada e, de outra parte, a televisão melhor se adapta à conversação ocasional, à sedução das imagens, às linhas do menor esforço psicológico, ao tranqüilo relaxar das tensões do cotidiano repetitivo, e se faz base dos processos de comunicação ampliada, da política e dos negócios, desalojando da prática societária mais ampla as mensagens que circulam nas redes interpessoais. Por outra parte, não sendo a audiência atitude passiva, antes interação de sujeitos, abrem-se caminhos da diferenciação, da segmentação dos meios, da personalização e individuação propiciadas pelas tecnologias da comunicação em muitas direções, através de canais múltiplos independentes e de sempre novos dispositivos da reversibilidade das mensagens.

In: MARQUES, M O (1999) A escola no computador. Ijuí: UNIJUI. PP: 98-9.


Texto 2

    A problemática da interação está na agenda de discussões dos pesquisadores das tecnologias do ciberespaço e de ambientes informáticos de ensino à distância. Contudo, existe ainda uma carência por aprofundamento a respeito de tal tópico. As palavras “interatividade” e “interativo” têm sido usadas de forma muito elástica e imprecisa, além de servirem como slogan de venda para os mais diversos produtos industrializados. Nesse contexto, exige-se uma maior dedicação ao estudo da interação em ambientes mediados por computador para que se possa abordar o tema com a propriedade e cuidado necessários.

    Inicialmente, caberia perguntar, por exemplo, se a interação (a) de um aluno com seu computador e (b) do mesmo aluno com seus colegas e professores mediados pela mesma máquina tem igual qualidade. Indo mais além, pode-se aproximar a interação entre um indivíduo e uma máquina de uma relação interpessoal, entendendo-as como equivalentes? Isto é, seria desnecessário levar em conta se tratamos de interação entre vivos ou não vivos?

Extraído de: PRIMO, A. (2001) “Sistemas de interação”.In: SILVA, D. et FRAGOSO, S. Comunicação na cibercultura. São Leopoldo: UNISINOS. P: 117.


Texto 3

Interatividade não é um fim, é meio

    O termo indica um canal de relação de mão-dupla, onde um sujeito ajuda o outro para realizar uma ação conjunta. o website, a interatividade parte do hipertexto para chegar em transações reais entre cidadãos separados por centenas de quilômetros. Mesmo com todo esse potencial interativo, a maioria dos websites explora apenas o hipertexto, o e-mail e olhe lá.

    Uma clínica de emagrecimento pode oferecer seu know-how tanto em artigos quanto numa aplicação que mede as calorias da sua refeição. Outra, pode oferecer acompanhamento da dieta por e-mail. Imagina-se que no futuro, pulseiras enviarão os dados vitais do gordinho constantemente para a personal trainer dele, que responde quando ele sai da linha. Tudo isso é interatividade, mas em graus distintos.

    Essa tal de interatividade é tão boa que suportamos a situação insólita de ficar numa postura cansativa por horas só para poder interagir com os dispositivos do computador. É por isso que vem aquela coceira nos dedos quando temos que ficar muito tempo parados lendo um texto ou assistindo uma animação ou vídeo. Usar o computador implica interação.

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    Mas para estabelecer verdadeira interatividade, o usuário precisa se sentir participante da ação, precisa ver as coisas se modificarem à medida que ele emprega sua energia. Valorizar a entrada de dados (input) através de efeitos como rollover e mostrar as escolhas já feitas pelo usuário é só a ponta do iceberg. É preciso muito mais envolvimento.

    Primeiro, o usuário precisa ter um grande interesse no que o website oferece. Por isso, nem adianta pedir a opinião do usuário sobre o website. Se ele não gosta, nem se dá ao trabalho de criticar. Vai embora.

    Segundo, é preciso colocar o usuário no controle. A interface deve oferecer a ele as opções de que precisa o mais rápido possível, ser polida e obediente. Ninguém quer interagir com um computador desobediente, a não ser para objetivos de entretenimento ou puro sadomasoquismo. A interface deve funcionar como um servo de prontidão a fazer aquilo que o usuário mandar. Porém, um servo puxa-saco pode ser chato demais. Oferecer interatividade demais pode atrapalhar mais do que ajudar. Quem não se irrita com interrupções constantes que solicitam interação enquanto se está escrevendo algo, por exemplo?

    Porém, interatividade não é um fim em si mesma. O termo acabou por se banalizar e hoje, clientes procuram agências para dar o “upgrade” no seu website, pedindo, entre outras, mais interatividade. Acham que por adicionar efeitos especiais ou criar aplicações mirabolantes, vão atrair e reter a audiência que falta no site.

    Melhor explicar a esse cliente que, no website institucional, a interatividade deve estar de acordo com a identidade da empresa. Se a empresa é sisuda e raramente ouve seus próprios clientes, é até mesmo falta de honestidade criar um website supostamente interativo para ela. Porém, se ela está todo o tempo tentando criar canais de relacionamento, então é preciso fornecer mais recursos.

    Mas como medir a interatividade? Ela é algo que faz parte da experiência total do usuário com o sistema. É preciso uma visão holística, que considera as partes do todo em relação umas com as outras, para perceber como é a interatividade. Uma análise equivocada poderia considerar um formulário de sugestões num website empresarial como uma interatividade. Na verdade a interatividade mesmo é o cliente modificando a empresa através da sugestão. O formulário é apenas um meio para isso. E o sucesso da interatividade, nesse caso, vai muito além de um posicionamento tecnológico. É uma questão de postura de relacionamento com o cliente: “ou a empresa ouve ele ou não”. Concluindo, o usuário não interage com o website. Ele interage com quem está por trás do website. Pode ser uma empresa, uma história, um personagem ou qualquer outro “agente” na ação realizada. Por isso, criar um website realmente interativo é um grande desafio. É preciso convencer a instituição de que vale a pena flexibilizar seu modelo de comunicação.

AMSTEL, F. In: http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/cl/ 33. 05/12/2004

Os termos destacados em “Uma clínica de emagrecimento pode oferecer seu know-how tanto em artigos quanto numa aplicação que mede as calorias de uma refeição” podem ser respectivamente substituídos por:
Alternativas
Ano: 2005 Banca: PGM-RJ Órgão: PGM - RJ Prova: PGM-RJ - 2005 - PGM - RJ - Contador |
Q1332928 Português

Leia o texto abaixo e responda, em seguida, à questão proposta.


    Crescimento de 7,5% ao ano das igrejas evangélicas brasileiras, um milhão de católicos presentes ao velório do Papa João Paulo II no Vaticano, conversões em massa, na Índia, ao hinduísmo: o que esses eventos têm em comum? Dizer “Deus” é apostar em uma resposta arriscada. Se existe um deus, ou vários, ou não, é um dado que a ciência ainda não é capaz de provar, talvez nunca seja. Mas por que cremos é algo que já pode ser mais bem compreendido. E trabalhos recentes afirmam que as bases da fé estão nos nossos instintos primitivos, como a nossa tendência natural a comer mais do que precisamos, nossa preferência por parceiros fortes e saudáveis para a reprodução e a nossa capacidade de ser feliz (ou a falta dela).

    Até um quarto de século atrás, os cientistas acreditavam que o comportamento religioso era produto da socialização ou da educação recebida em casa. Não é o que diz a pesquisa de Laura Koenig, psicóloga americana da Universidade de Minnesota, que acaba de divulgar o resultado de seus estudos com gêmeos. Em seu relatório, Koenig atribui ao DNA cerca de 40% de participação no nível de religiosidade de uma pessoa. É um número que impressiona. Para se ter uma comparação, sabe-se que os genes são responsáveis por 27 % dos casos de câncer de mama, por exemplo.

     Mais de 250 pares de gêmeos, idênticos e nãoidênticos, responderam a perguntas sobre a freqüência de serviços religiosos, orações e discussões teológicas em suas vidas. Dados sobre pais e outros irmãos também foram coletados. Conclusão: quando eram mais novos, e conviviam mais com outros membros da família, todos tendiam a ter um nível de espiritualidade semelhante, demonstrando forte influência do ambiente na decisão; na idade adulta, somente os univitelinos (que têm carga genética 100% igual) continuavam compartilhando os mesmos índices:

    – Quando os filhos saem de casa e entram na universidade ou no trabalho, a interferência dos pais começa a enfraquecer – diz a pesquisadora. – Nesse ponto, temos de tomar as nossas próprias decisões e a biologia passa a falar mais alto.

    Em suma: sejamos crentes ou céticos, a “culpa”, em grande parte, é da nossa genética.

(Adaptado de ARTONI, Camila. Os genes de Deus. Galileu. São Paulo: Editora Globo, n. 166, maio de 2005, p. 46.)

Em cada alternativa abaixo, busca-se substituir uma palavra por um sinônimo. A substituição não é bem sucedida em:
Alternativas
Q1228798 Português
“Se amamos genuinamente gostamos que a pessoa amada seja querida por outros familiares e amigos.”



Amar genuinamente
significa que o amor é: 
Alternativas
Ano: 2005 Banca: FCC Órgão: TRE-RN
Q1199631 Português
O Brasil foi jogar bola no Haiti e isso não teve nada a ver com preparação para a próxima Copa. Quem estava em campo era a diplomacia. Para comprovar, basta ver a cobertura da televisão: em vez da Fifa, era a ONU que aparecia nas imagens. No lugar do centroavante, era o presidente do país que atraía a atenção dos repórteres. Não foi a primeira nem será a última vez em que futebol e política se misturaram. É por causa dessa proximidade que alguns estudiosos olham para o gramado e enxergam um retrato perfeito da sociedade. A bola está na moda entre os analistas políticos. Se 22 jogadores em campo podem resumir o mundo, surge então a dúvida: por que justamente o futebol, e não o cinema ou a literatura? “A arte sempre será produto da imaginação de uma pessoa. O futebol é parte da comunidade, da economia, da estrutura política. É um microcosmo singular”, diz um jornalista americano. Não apenas singular, mas global. É o esporte mais popular do planeta. Uma fama, aliás, que tem razões pouco esportivas. “O futebol nasceu na Inglaterra numa época em que os ingleses tinham um império e viajavam por muitos países. Ferroviários levaram a bola para a América do Sul, petroleiros para o Oriente Médio”, acrescenta ele.  Mas é preciso não confundir o papel do esporte. Ele faz entender, mas não muda o mundo. “Não se trata de uma força revolucionária capaz de transformar uma nação. É apenas um enorme espelho que reflete a sociedade em que vivemos”, diz outro especialista. Em 1990, quando o Brasil, sob a tutela de Sebastião Lazzaroni, foi eliminado da Copa, o presidente era Fernando Collor. Além de contemporâneos, eles foram ícones de uma onda que varreu o país na virada da década: a febre dos importados. Era uma fase em que se idolatrava o que vinha de fora – a solução dos problemas estava no exterior. Motivos existiam: com o mercado fechado aos importados, a indústria estava obsoleta e pouco competitiva. O estilo futebol-arte da seleção, por sua vez, completava 20 anos de frustrações em Copas. Collor e Lazzaroni bancaram o risco. Enquanto o presidente prometia revolucionar a economia com tecnologia estrangeira, o treinador se inspirou numa tática européia, colocou um líbero em campo e a seleção jogou na retranca. O resultado todos conhecem.    (Gwercman, Sérgio. Como o futebol explica o mundo. Superinteressante, São Paulo, num.205, p. 88 e 90, out. 2004.Com adaptações)  
Uma fama, aliás, que tem razões pouco esportivas. (meio do 2º parágrafo)
É correto afirmar, considerando-se o contexto, que a frase transcrita acima

Alternativas
Ano: 2005 Banca: FCC Órgão: CEAL
Q1197783 Português
     Ampliar a expectativa de vida da humanidade é responsabilidade da ciência e da medicina, certo? Não apenas. Cada pessoa tem uma grande contribuição a dar nesse sentido. Afinal, tão importante quanto combater as doenças é melhorar as condições gerais de vida: promover a alimentação saudável e a prática de exercícios, combater o fumo e a obesidade, reduzir a violência urbana e no trânsito. 
    Se a ciência tem feito a parte que lhe cabe, a humanidade está devendo. Acidentes automobilísticos matam 1,2 milhão de pessoas por ano, a maior parte delas abaixo dos 40 anos. À medida que fabricantes desenvolvem modelos de carros desnecessariamente velozes, o número de vítimas fatais nas estradas cresce 5% ao ano. (...)    Um dos maiores empecilhos para que a expectativa de vida da humanidade dê um salto é o abismo entre ricos e pobres. De acordo com uma nova metodologia da Organização Mundial da Saúde (OMS) − que leva em conta a expectativa de vida sem o convívio com problemas como amputações, cegueira, paralisia e seqüelas causadas por doenças como a malária −, os japoneses irão viver 74,5 anos em saúde plena, enquanto os moradores de Serra Leoa, o país com as piores condições de vida no mundo, viverão 28,6 anos.    A diferença brutal indica que o acesso aos avanços da medicina continuará nas próximas décadas restrito à elite. Enquanto a ciência desenvolve exames apurados e terapias sofisticadas, muitas nações africanas enfrentarão problemas básicos como a falta de água potável.  (OLIVEIRA, Maurício. O livro do futuro. Superinteressante. Abril, p. 35, mar. 2005)
Cada pessoa tem uma grande contribuição a dar nesse sentido. (início do texto)

A frase que substitui a expressão grifada acima, sem alterar o sentido original do texto, é:
Alternativas
Ano: 2005 Banca: FCC Órgão: CEAL
Q1191023 Português
  Pão de Açúcar, em Alagoas, não é a capital fluminense. Mas é quase. Tem vontade de ser e se diverte com o parentesco maluco que ganha vida nos bairros homônimos, como Bonsucesso e Humaitá, numa orla de areia conhecida como Copacabana, num Cristo Redentor, no culto à vida ao ar livre e até em um incrível povoado vizinho chamado Niterói, do lado sergipano do São Francisco. O curioso é que não há nenhuma explicação oficial para o caso. Ninguém sabe como nem por que surgiram tantas coincidências, nem se foram planejadas ou não.    Os primeiros colonizadores, no século XVII, descobriram um lugar conhecido como Jaciobá (“espelho da lua”), um devaneio dos índios urumaris diante da beleza do reflexo lunar no rio. O nome atual nasceu durante o ciclo da cana e deriva da genuína ligação natural entre a cidade e o Rio de Janeiro: dois montes idênticos, cujo desenho lembra o de uma forma usada para refinar açúcar – o “pão-de-açúcar”. Já o “mar” do sertão sempre foi o rio São Francisco.  (RIBEIRO, Ronaldo. O sertão que virou mar. National Geographic, ano 2, no 15, p. 124-125, jul. 2001, com adaptações) 
... que ganha vida nos bairros homônimos ... (3ª linha) 

Entende-se, do contexto, que a palavra grifada quer dizer
Alternativas
Ano: 2005 Banca: IPAD Órgão: CBTU
Q1182282 Português
No trecho “... atividades que não requerem do educando uma abertura para o outro, para um interlocutor, podem estar  fadadas ao insucesso profissional.”, o termo destacado tem o sentido de:
Alternativas
Q452880 Português
      Na inventada época em que se amarrava cachorro com lingüiça,lutei e consegui emprego de jornalista na redação de um matutino paulistano. A palavra lutar é correta. Tive de passar por uma prova de conhecimentos que nem de longe se comparava às exigências que hoje se fazem para oferecer trabalho com honestidade. O aprendizado era feito de descobertas e novidades; havia prazer e emoção no enfronhar-me no ofício que viria a ocupar boa parte de minha vida. Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos. Esse período permitiu conviver com numerosos colegas cujos destinos se cruzavam, tomavam caminhos paralelos ou simplesmente alteravam o curso.
      Algumas figuras se tornaram sombras, nunca mais ouvi falar, a não ser vagamente. Se a memória pudesse ser reavivada para livrar-se do azinhavre do tempo, tentaria recuperar a história do desaparecimento do capitão Vânio, companheiro de redação. Fiquei sabendo por alto, morreu nas masmorras do Chile, defendendo uma causa política, com suas idéias heróicas. Nunca soube com exatidão como foi o fim daquele oficial que parecia suave anjo de voz tranqüila.
      Amenizando o passado, poderia também evocar a lembrança de outro colega, mais voltado para as conquistas do capitalismo prático, que largou o jornalismo e o trocou por uma agência de publicidade - onde os salários poderiam ser menos virtuosos, porém mais compensadores. E nesse meritório ramo desenvolveu grande capacidade criativa. O resultado mais notável foi uma frase que ajudou a vender a rodo a então ainda tímida cerveja Níger. A frase, parentemente simples, cativava inteligências e paladares: Níger - nem doce nem amarga. Foi um sucesso estrondoso. Eu próprio, movido pela curiosidade do bordão, me tornei freguês do achado publicitário, se bem que nunca fui de abandonar as “loirinhas bem geladas”. A Níger era escura. Ou, se preferem, mulata. Questão de gosto, de paladar.
(Lourenço Diaféria. Almanaque Brasil de Cultura Popular,julho de 2004)

A frase inicial do 3º parágrafo permite afirmar corretamente que, para o cronista, o passado
Alternativas
Q452879 Português
      Na inventada época em que se amarrava cachorro com lingüiça,lutei e consegui emprego de jornalista na redação de um matutino paulistano. A palavra lutar é correta. Tive de passar por uma prova de conhecimentos que nem de longe se comparava às exigências que hoje se fazem para oferecer trabalho com honestidade. O aprendizado era feito de descobertas e novidades; havia prazer e emoção no enfronhar-me no ofício que viria a ocupar boa parte de minha vida. Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos. Esse período permitiu conviver com numerosos colegas cujos destinos se cruzavam, tomavam caminhos paralelos ou simplesmente alteravam o curso.
      Algumas figuras se tornaram sombras, nunca mais ouvi falar, a não ser vagamente. Se a memória pudesse ser reavivada para livrar-se do azinhavre do tempo, tentaria recuperar a história do desaparecimento do capitão Vânio, companheiro de redação. Fiquei sabendo por alto, morreu nas masmorras do Chile, defendendo uma causa política, com suas idéias heróicas. Nunca soube com exatidão como foi o fim daquele oficial que parecia suave anjo de voz tranqüila.
      Amenizando o passado, poderia também evocar a lembrança de outro colega, mais voltado para as conquistas do capitalismo prático, que largou o jornalismo e o trocou por uma agência de publicidade - onde os salários poderiam ser menos virtuosos, porém mais compensadores. E nesse meritório ramo desenvolveu grande capacidade criativa. O resultado mais notável foi uma frase que ajudou a vender a rodo a então ainda tímida cerveja Níger. A frase, parentemente simples, cativava inteligências e paladares: Níger - nem doce nem amarga. Foi um sucesso estrondoso. Eu próprio, movido pela curiosidade do bordão, me tornei freguês do achado publicitário, se bem que nunca fui de abandonar as “loirinhas bem geladas”. A Níger era escura. Ou, se preferem, mulata. Questão de gosto, de paladar.
(Lourenço Diaféria. Almanaque Brasil de Cultura Popular,julho de 2004)

Observa-se, no 2º parágrafo do texto,
Alternativas
Q450592 Português
Julgue o trecho transcrito no próximo item quanto à correção gramatical.

A grande quantidade de aerossóis em suspensão torna o vapor d’água disponível na atmosfera insuficiente para que as nuvens atinjam o tamanho necessário para que haja chuva.
Alternativas
Q450590 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue o trecho transcrito no próximo item quanto à correção gramatical.

As nuvens de poeira podem influenciar o clima, já que os aerossóis (partículas em suspensão na atmosfera) absorvem e refletem a radiação solar, o que causa o resfriamento da superfície terrestre.
Alternativas
Q450588 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

Os travessões das linhas 27 e 29 podem ser corretamente substituídos por vírgulas.
Alternativas
Q450587 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

O segundo e o terceiro parágrafos do texto, por apresentarem linguagem objetiva e clara, poderiam, com propriedade, ser parte de relatório elaborado por técnicos da ANTAQ.
Alternativas
Q450583 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

O pronome o qual pode corretamente substituir “que”, nas ocorrências nas linhas 6 e 15.
Alternativas
Q450582 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

Formada por diferentes elementos químicos, a poeira a que se refere o texto é responsável por fenômenos que ocorrem em diversas partes do mundo.
Alternativas
Q450581 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

Segundo o texto, no Caribe, ocorreu um processo de desertificação na época em que corais foram infectados por um fungo trazido para essa região pelas nuvens de poeira.
Alternativas
Q450580 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

Para alguns estudiosos, as nuvens de poeira têm função essencial para a sobrevivência da Amazônia.
Alternativas
Q450579 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

A trajetória das nuvens de poeira é definida por diversos fatores, entre eles, o desmatamento, a mineração, a drenagem de rios e a proximidade entre as regiões de origem e as de chegada dessas nuvens.
Alternativas
Q450578 Português
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Época, 25/4/2005, p. 100 (com adaptações).


Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.

O objetivo do texto é informar o leitor acerca dos caminhos que percorre cada uma das nuvens de poeira que saem da África.
Alternativas
Q411626 Português
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Assinale a opção em que a substituição proposta tornaria o texto incorreto.
Alternativas
Respostas
20721: B
20722: C
20723: A
20724: D
20725: A
20726: E
20727: A
20728: C
20729: A
20730: C
20731: C
20732: C
20733: E
20734: E
20735: C
20736: E
20737: C
20738: E
20739: E
20740: E