Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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BELEZA
A beleza está nos olhos da dona Maria Francisca. Há alguns dias, ela não estava tão bela. Deitada na maca, com suplemento de oxigênio em suas narinas, sua fala ainda cansada e intercortada, buscava me deixar feliz dizendo que estava melhorando. Mesmo no seu pior dia, olhava-me com seus marejados e dizia: só um pouco de falta de ar. Em alguns dias, por preceitos que ultrapassam qualquer lógica natural da vida, ela melhorou. Respirava agora por conta própria. Enchia o peito e agora dizia com fôlego: estou ótima, graças ao senhor e a Deus! Mais belas que sua face agora corada estavam naquele momento as lágrimas que desciam de seus olhos. Mais belas estavam sua fé e força de vontade. Minha função foi cumprida, mas meu esforço foi recompensado. Não há beleza maior que a gratidão mais sincera.
Texto adaptado. Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/19626867/ exercicio-de-comu-e-expressao-questoes-objetivas-de-g1
TEXTO
AUDIÊNCIA PÚBLICA
A audiência pública realizada esta semana no DF reuniu representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) de diversas cidades do Distrito Federal e o comando da Polícia Militar do DF na manhã desta terça-feira, 1º de setembro, no plenário da Casa. O intuito foi debater questões de segurança pública. Da audiência pública saiu a cobrança ao GDF de mais eficiência do serviço 190. Conselheiros reclamaram que o serviço é inoperante: o número não atende diuturnamente, há demora durante o atendimento ao usuário e ineficiência no envio de viaturas.
Entre as sugestões de integrantes dos Conseg está a descentralização do serviço 190, localizado na Secretaria de Segurança Pública, para os comandos das PM, além da modernização e desburocratização do serviço. José Valmir dos Santos, de Samambaia, um dos conselheiros que se manifestaram em plenário, disse que o “190 pode ser útil para alimentar bancos de dados, mas não como atendimento de emergência”, porque, segundo ele, “muitas perguntas são feitas à comunidade em um serviço que era para ser emergencial”.
Liliane destacou que “o 190 é um serviço para o qual as pessoas ligam quando estão em situação de desespero”. Segundo a parlamentar, há vários relatos de dificuldade de acesso do cidadão a esse serviço. “Precisamos encontrar soluções para que o cidadão não se sinta abandonado pelo Estado”, declarou. Ela prometeu levar as sugestões dos conselheiros ao governador.
TEXTO
AUDIÊNCIA PÚBLICA
A audiência pública realizada esta semana no DF reuniu representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) de diversas cidades do Distrito Federal e o comando da Polícia Militar do DF na manhã desta terça-feira, 1º de setembro, no plenário da Casa. O intuito foi debater questões de segurança pública. Da audiência pública saiu a cobrança ao GDF de mais eficiência do serviço 190. Conselheiros reclamaram que o serviço é inoperante: o número não atende diuturnamente, há demora durante o atendimento ao usuário e ineficiência no envio de viaturas.
Entre as sugestões de integrantes dos Conseg está a descentralização do serviço 190, localizado na Secretaria de Segurança Pública, para os comandos das PM, além da modernização e desburocratização do serviço. José Valmir dos Santos, de Samambaia, um dos conselheiros que se manifestaram em plenário, disse que o “190 pode ser útil para alimentar bancos de dados, mas não como atendimento de emergência”, porque, segundo ele, “muitas perguntas são feitas à comunidade em um serviço que era para ser emergencial”.
Liliane destacou que “o 190 é um serviço para o qual as pessoas ligam quando estão em situação de desespero”. Segundo a parlamentar, há vários relatos de dificuldade de acesso do cidadão a esse serviço. “Precisamos encontrar soluções para que o cidadão não se sinta abandonado pelo Estado”, declarou. Ela prometeu levar as sugestões dos conselheiros ao governador.
Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm explosão
em novo balanço da Saúde
O número de casos de dengue em Minas Gerais, nos três primeiros meses deste ano, supera o mesmo período de 2013, quando ocorreu a pior epidemia já registrada da doença no estado. Enquanto de janeiro a março daquele ano foram 245.304 ocorrências, em igual período de 2016 já são 251.315 registros, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos Casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG). Foram confirmadas 30 mortes causadas pela doença no estado, uma a mais que no último balanço.
O boletim também aponta uma explosão nos casos de zika, atribuída à mudança no critério de diagnóstico. De 10 casos, conforme boletim divulgado na semana passada, o número saltou para 789. De acordo com critérios do Ministério da Saúde, quando há confirmação da circulação do vírus nos municípios, não é mais necessária a realização de exames laboratoriais, passando a ser considerados para a confirmação do diagnóstico apenas os exames clínicos. O documento também demonstrou que foram confirmados oito casos da febre chikungunya em Belo Horizonte, Santa Vitória, Limeira do Oeste, Nanuque e Água Comprida. A secretaria informa que todos os casos foram importados, uma vez que a infecção ocorreu em estados do Nordeste brasileiro.
O aumento dos casos contrasta com o número de vistoria em residências em Minas. As visitas domiciliares, que estão entre as principais ações para o combate ao Aedes aegypti, estão longe de alcançar a totalidade de imóveis. Das 7,2 milhões de residências no estado, apenas 45,98% foram vistoriadas, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde. O percentual coloca Minas em sétimo lugar no ranking nacional, liderado por Rondônia, onde 62,37% dos imóveis foram vistoriados. Entre as federações do Sudeste, Minas é o melhor colocado ficando à frente de Espírito Santo (40,69%), Rio de Janeiro (37,91%) e São Paulo (33,68%). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, até fevereiro, dos 886 mil imóveis da capital, foram vistoriados 370 mil.
Para tentar reduzir as pendências de casas em que o acesso foi vedado, a Defesa Civil de Belo Horizonte adotou estratégia ostensiva para localizar os proprietários. Como muitos não são encontrados durante o dia, técnicos visitarão as residências, no período noturno, para tentar agendar a visita dos agentes de combate a endemias (ACE). “Estamos fazendo um piloto no Barreiro para identificarmos as dificuldades. O nosso objetivo é diminuir ao máximo o número de pendências”, afirma o coordenador da Defesa Civil de BH, coronel Alexandre Lucas. Cerca de 20% não receberam a visita de agentes ou porque os moradores não estão em casa ou não permitiram a entrada.
Desde que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretou estado de emergência em razão da infestação do Aedes aegypti, já foram realizadas 75 ações de entrada forçada em imóveis. De acordo com o município, a partir do Decreto 16.182, de dezembro de 2015, o poder público pôde intensificar as ações intersetoriais no combate ao mosquito.
Além das visitas dos ACEs e agentes comunitários de saúde (ACS), também são realizados mutirões nas regionais. A gerente de Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Maria Tereza da Costa, pontuou que este tem sido um ano atípico. Ela lembra que o número de casos começou a aumentar em janeiro. Diante desse quadro de proliferação do vetor, a especialista destaca que uma das principais ações são os mutirões. Até o momento, foram feitos 85 e retiradas 3 mil toneladas de lixo. “Toda semana, são realizados mutirões com visita de uma média de 3 mil residências em cada uma das regionais”, informa.
Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/03/30/interna_gerais,748385/doencas-transmitidas-pelo-aedes-aegypti-tem-explosao-em-novo-balanco-d.shtml Acesso em: 09 abr. 2016.
Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm explosão
em novo balanço da Saúde
O número de casos de dengue em Minas Gerais, nos três primeiros meses deste ano, supera o mesmo período de 2013, quando ocorreu a pior epidemia já registrada da doença no estado. Enquanto de janeiro a março daquele ano foram 245.304 ocorrências, em igual período de 2016 já são 251.315 registros, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos Casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG). Foram confirmadas 30 mortes causadas pela doença no estado, uma a mais que no último balanço.
O boletim também aponta uma explosão nos casos de zika, atribuída à mudança no critério de diagnóstico. De 10 casos, conforme boletim divulgado na semana passada, o número saltou para 789. De acordo com critérios do Ministério da Saúde, quando há confirmação da circulação do vírus nos municípios, não é mais necessária a realização de exames laboratoriais, passando a ser considerados para a confirmação do diagnóstico apenas os exames clínicos. O documento também demonstrou que foram confirmados oito casos da febre chikungunya em Belo Horizonte, Santa Vitória, Limeira do Oeste, Nanuque e Água Comprida. A secretaria informa que todos os casos foram importados, uma vez que a infecção ocorreu em estados do Nordeste brasileiro.
O aumento dos casos contrasta com o número de vistoria em residências em Minas. As visitas domiciliares, que estão entre as principais ações para o combate ao Aedes aegypti, estão longe de alcançar a totalidade de imóveis. Das 7,2 milhões de residências no estado, apenas 45,98% foram vistoriadas, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde. O percentual coloca Minas em sétimo lugar no ranking nacional, liderado por Rondônia, onde 62,37% dos imóveis foram vistoriados. Entre as federações do Sudeste, Minas é o melhor colocado ficando à frente de Espírito Santo (40,69%), Rio de Janeiro (37,91%) e São Paulo (33,68%). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, até fevereiro, dos 886 mil imóveis da capital, foram vistoriados 370 mil.
Para tentar reduzir as pendências de casas em que o acesso foi vedado, a Defesa Civil de Belo Horizonte adotou estratégia ostensiva para localizar os proprietários. Como muitos não são encontrados durante o dia, técnicos visitarão as residências, no período noturno, para tentar agendar a visita dos agentes de combate a endemias (ACE). “Estamos fazendo um piloto no Barreiro para identificarmos as dificuldades. O nosso objetivo é diminuir ao máximo o número de pendências”, afirma o coordenador da Defesa Civil de BH, coronel Alexandre Lucas. Cerca de 20% não receberam a visita de agentes ou porque os moradores não estão em casa ou não permitiram a entrada.
Desde que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretou estado de emergência em razão da infestação do Aedes aegypti, já foram realizadas 75 ações de entrada forçada em imóveis. De acordo com o município, a partir do Decreto 16.182, de dezembro de 2015, o poder público pôde intensificar as ações intersetoriais no combate ao mosquito.
Além das visitas dos ACEs e agentes comunitários de saúde (ACS), também são realizados mutirões nas regionais. A gerente de Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Maria Tereza da Costa, pontuou que este tem sido um ano atípico. Ela lembra que o número de casos começou a aumentar em janeiro. Diante desse quadro de proliferação do vetor, a especialista destaca que uma das principais ações são os mutirões. Até o momento, foram feitos 85 e retiradas 3 mil toneladas de lixo. “Toda semana, são realizados mutirões com visita de uma média de 3 mil residências em cada uma das regionais”, informa.
Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/03/30/interna_gerais,748385/doencas-transmitidas-pelo-aedes-aegypti-tem-explosao-em-novo-balanco-d.shtml Acesso em: 09 abr. 2016.
Leia, atentamente, o texto.
TESTES DE TV
Walcyr Carrasco
O pedido que mais recebo, como autor de televisão, se resume no seguinte: “Quando tiver testes na Globo, me avisa!”. Tento ser gentil. Explico que esses testes não existem. Não da forma como estão pensando. Nenhuma televisão ou produtora abre testes indiscriminadamente. Imaginem se a Globo avisasse que dia tal, mês tal, haveria testes livres para quem chegasse. Juntaria uma multidão na porta, capaz de demolir o Projac! Sei por mim.
Certa vez, no início de uma novela, recebi inúmeros pedidos para testes pelo Twitter. Faz uns dez anos. Era um asno em termos de internet. Perguntei à produtora de elenco, Rosane, se podia dar o e-mail dela para quem pedisse testes. O produtor de elenco, na televisão, é quem busca os atores, de acordo com perfis de personagens, idades, tipos físicos. Quando não se trata de alguém famoso, com trabalho conhecido, eu e o diretor vemos só o material filtrado pelo produtor, de quem já tem material gravado no departamento de recursos artísticos da Globo. Ou de uma descoberta, quando é um perfil muito específico, como a Angel (Camila Queiroz) de Verdades secretas. Tinha de ter tipo de modelo, mais de 18 anos, mas rosto de ninfeta. Bem, naquela época, dei no Twitter o email da produtora Rosane. No dia seguinte, a internet do Projac caiu, tal o número de mensagens. A Rosane teve de criar outro e-mail. A direção da Globo pediu que eu nunca mais fizesse isso. Imaginem isso fisicamente. Milhares de pessoas pedindo senha para fazer teste. Teste para o quê? Não é assim que se escolhe um papel.
Eu escrevo a trama, chamada sinopse. Anexo a relação de cenários e personagens com o perfil de cada um. Testes, só de acordo com as características exigidas. Entre atores já profissionalizados. Ou seja, que têm o DRT, o direito de exercer a profissão. Para conseguir o DRT, ou se faz um curso legalizado de uns três anos ou se presta um exame no sindicato, com a comprovação de trabalhos em teatro, inclusive. Só com DRT, o ator ou atriz podem se candidatar a um papel. Pode ser a mulher mais linda do mundo. Se a personagem tiver de parecer uma mulher comum, a bonitona não fará o teste. Os atores profissionais sabem disso. Em geral, quem implora por testes tem pouca conexão real com a profissão. Quando eu trabalhava no SBT, vi uma fila de candidatas a assistentes de palco do programa Silvio Santos. Era imensa, dobrava a esquina do estacionamento.
Conhecer alguém ajuda? Claro. Se eu assistir a uma peça, gostar de um trabalho de alguém, indico. Certa vez, fui a um espetáculo, levado pelo produtor de elenco, para ver um determinado ator. Mas gostei de outro, o Fábio Lago, um grande comediante. Levou o papel em Caras & bocas e fez um enorme sucesso. Mas já era um profissional!
Pior é a situação das crianças. Em geral, são as mães, tias e avós encantadas pelo que acham ser um talento. É normal, hoje em dia, que uma criança goste de fazer vídeos, cante, dance. Isso não significa que deseje ser ator mirim. Hoje, com as leis e o Estatuto do Menor, a propaganda de produtos infantis na TV está muito restrita. Usam-se poucas crianças em publicidade, o que diminui o mercado em São Paulo. Uma rede de televisão séria, como a Globo, jamais pegaria um menino paulista para gravar no Rio de Janeiro sem residência carioca, o acompanhamento de um responsável, pai ou mãe, matrícula na escola e jornada diária pequena. Chamar alguém de São Paulo ou de outro Estado para gravar no Rio é difícil. Mas inúmeras “agências de talentos” não contam isso. Cobram a realização de um book fotográfico. Claro, o book é essencial para mostrar o tipo físico, a expressão. Uma boa parte das agências não vai arrumar publicidade alguma. Ou papel em televisão. Vive de fazer books. A família economiza, reúne centavos, faz o book e não tem mais notícias.[...]
O público é sábio, percebe quando um ator é bom. Melhor estar preparado. [...] Se você sonha com um teste na TV, precisa de formação. Talento natural existe. Mas até diamante precisa ser burilado para brilhar.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2016/02/testes-de-tv.html (Adaptado)
Não tem jeito! Ficar reclamando da má sorte, que as dificuldades são muitas, que a vida está difícil, não vai mudar nada na sua rotina e nem na vida de ninguém. Atitude como essa apenas demonstra o lado pessimista e características de alguém que não consegue perceber que oportunidades são criadas.
Às vezes ouço pessoas comentando: “fulano tem muita sorte! As coisas acontecem para ele com facilidade!” Engano! Para que existam resultados, é preciso empenho, energia, dedicação, coragem e uma dose de ousadia.
Aquilo que os outros entendem por “sorte” é o resultado, na maioria das vezes, de muito trabalho. Desde o cuidado com os relacionamentos, à conduta ética ao longo da carreira e à confiança conquistada por um histórico de bons trabalhos realizados com competência.
As grandes verdades são que viver não é para fracos e que oportunidades não caem no colo de ninguém. É preciso agir. Costumo dizer que o ser humano é o único animal capaz de enganar a si próprio.
Aprender habilidades novas requer paciência consigo mesmo, e persistir apesar das dificuldades iniciais é o que, de fato, leva ao aprendizado.
Talvez seja essa uma das características entre as mais desejadas nos profissionais: a capacidade de persistir. Mostrar interesse e motivação para aprender o novo e novas competências. Suportar as frustrações iniciais e se empenhar.
Enfim, viver é diferente de “ir durando”, como dizia uma colega.
Há dois tipos de pessoas na vida – aquelas que sabem o que querem, que fazem suas escolhas, e aquelas que deixam a vida decidir por elas.
(Adriana Gomes, Você decide ou decidem por você. Folha de S.Paulo, 22.11.2015. Adaptado)
Observe as palavras destacadas em – … uma das características entre as mais desejadas nos profissionais: a capacidade de persistir. / Suportar as frustrações iniciais e se empenhar.
São sinônimos adequados dessas palavras, respectivamente:
Alguns motivos para você ver os morcegos com outros olhos
Mariana Araguaia de Castro Sá Lima
Geralmente, morcegos não são animais que despertam simpatia nas pessoas. Provavelmente, o primeiro motivo é o fato de sempre serem associados aos vampiros, bem como a uma grande probabilidade de transmitirem a raiva. Além desses dois fatores, há também o agravante de que alguns se alimentam de sangue de gado e têm uma aparência horrível.
Primeiramente, é importante dizer que espécies hematófagas, ou seja, as que se alimentam de sangue, são apenas três. Dessa forma, dentre as mais de 1.000 espécies que temos em todo o mundo, somente essas possuem tal hábito alimentar.
Outra questão é o fato de que nossa espécie não faz parte do cardápio de nenhum outro animal, exceto em casos extremos. Assim, entre uma galinha e você, por exemplo, com certeza um morcego hematófago optará pela primeira opção, e entre uma galinha e uma espécie nativa, provavelmente esta será a escolhida. Isso porque morcegos preferem espécies que se encontram em seu habitat. No entanto, quando seu ambiente está fragilizado ou destruído, a alternativa é buscar outro local que possa oferecer a ele abrigo e alimento.
Quanto à raiva, realmente os morcegos são capazes de transmiti-la, assim como qualquer mamífero, inclusive aqueles que vivem conosco, tais como gatos e cachorros. Daí a importância da vacinação. Além disso, na maioria dos casos, os responsáveis são os hematófagos e, como você já sabe, são apenas três.
Assim como cachorros com raiva, morcegos acometidos pelo vírus responsável por essa doença apresentam sintomas característicos: são avistados durante o dia, e no chão. Caso veja algum morcego assim, é necessário somente se afastar e contactar o Centro de Zoonoses.
No que se refere à aparência, não há muito a ser dito, embora seja necessário perceber que temos uma tendência a dar juízo de valor sobre as outras espécies de acordo com a visão que temos delas, o que é algo discutível.
Morcegos são capazes de realizar, com eficiência, o controle populacional de diversas espécies, inclusive daquelas capazes de nos transmitir doenças ou causar prejuízos econômicos, como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. Além disso, graças a eles, há a polinização eficiente de diversas plantas e a dispersão de sementes, auxiliando também na recomposição de ambientes destruídos. Só para se ter uma ideia, aproximadamente dois terços das angiospermas tropicais são polinizadas por morcegos e, algumas, somente por eles!
Assim, percebe-se que os morcegos são animais muito importantes para a manutenção da vida de diversos ambientes e espécies, inclusive a nossa. Praticamente inofensivos, muitos são mortos em decorrência de preconceito e falta de conhecimento sobre a sua importância. Quanto a isso, é sabido que, em alguns países, muitas famílias constroem abrigos e disponibilizam bebedouros para tais animais, como forma de protegê-los e gozar de seus benefícios.
Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/algunsmotivos-para-voce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm>
Alguns motivos para você ver os morcegos com outros olhos
Mariana Araguaia de Castro Sá Lima
Geralmente, morcegos não são animais que despertam simpatia nas pessoas. Provavelmente, o primeiro motivo é o fato de sempre serem associados aos vampiros, bem como a uma grande probabilidade de transmitirem a raiva. Além desses dois fatores, há também o agravante de que alguns se alimentam de sangue de gado e têm uma aparência horrível.
Primeiramente, é importante dizer que espécies hematófagas, ou seja, as que se alimentam de sangue, são apenas três. Dessa forma, dentre as mais de 1.000 espécies que temos em todo o mundo, somente essas possuem tal hábito alimentar.
Outra questão é o fato de que nossa espécie não faz parte do cardápio de nenhum outro animal, exceto em casos extremos. Assim, entre uma galinha e você, por exemplo, com certeza um morcego hematófago optará pela primeira opção, e entre uma galinha e uma espécie nativa, provavelmente esta será a escolhida. Isso porque morcegos preferem espécies que se encontram em seu habitat. No entanto, quando seu ambiente está fragilizado ou destruído, a alternativa é buscar outro local que possa oferecer a ele abrigo e alimento.
Quanto à raiva, realmente os morcegos são capazes de transmiti-la, assim como qualquer mamífero, inclusive aqueles que vivem conosco, tais como gatos e cachorros. Daí a importância da vacinação. Além disso, na maioria dos casos, os responsáveis são os hematófagos e, como você já sabe, são apenas três.
Assim como cachorros com raiva, morcegos acometidos pelo vírus responsável por essa doença apresentam sintomas característicos: são avistados durante o dia, e no chão. Caso veja algum morcego assim, é necessário somente se afastar e contactar o Centro de Zoonoses.
No que se refere à aparência, não há muito a ser dito, embora seja necessário perceber que temos uma tendência a dar juízo de valor sobre as outras espécies de acordo com a visão que temos delas, o que é algo discutível.
Morcegos são capazes de realizar, com eficiência, o controle populacional de diversas espécies, inclusive daquelas capazes de nos transmitir doenças ou causar prejuízos econômicos, como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. Além disso, graças a eles, há a polinização eficiente de diversas plantas e a dispersão de sementes, auxiliando também na recomposição de ambientes destruídos. Só para se ter uma ideia, aproximadamente dois terços das angiospermas tropicais são polinizadas por morcegos e, algumas, somente por eles!
Assim, percebe-se que os morcegos são animais muito importantes para a manutenção da vida de diversos ambientes e espécies, inclusive a nossa. Praticamente inofensivos, muitos são mortos em decorrência de preconceito e falta de conhecimento sobre a sua importância. Quanto a isso, é sabido que, em alguns países, muitas famílias constroem abrigos e disponibilizam bebedouros para tais animais, como forma de protegê-los e gozar de seus benefícios.
Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/algunsmotivos-para-voce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm>
Alguns motivos para você ver os morcegos com outros olhos
Mariana Araguaia de Castro Sá Lima
Geralmente, morcegos não são animais que despertam simpatia nas pessoas. Provavelmente, o primeiro motivo é o fato de sempre serem associados aos vampiros, bem como a uma grande probabilidade de transmitirem a raiva. Além desses dois fatores, há também o agravante de que alguns se alimentam de sangue de gado e têm uma aparência horrível.
Primeiramente, é importante dizer que espécies hematófagas, ou seja, as que se alimentam de sangue, são apenas três. Dessa forma, dentre as mais de 1.000 espécies que temos em todo o mundo, somente essas possuem tal hábito alimentar.
Outra questão é o fato de que nossa espécie não faz parte do cardápio de nenhum outro animal, exceto em casos extremos. Assim, entre uma galinha e você, por exemplo, com certeza um morcego hematófago optará pela primeira opção, e entre uma galinha e uma espécie nativa, provavelmente esta será a escolhida. Isso porque morcegos preferem espécies que se encontram em seu habitat. No entanto, quando seu ambiente está fragilizado ou destruído, a alternativa é buscar outro local que possa oferecer a ele abrigo e alimento.
Quanto à raiva, realmente os morcegos são capazes de transmiti-la, assim como qualquer mamífero, inclusive aqueles que vivem conosco, tais como gatos e cachorros. Daí a importância da vacinação. Além disso, na maioria dos casos, os responsáveis são os hematófagos e, como você já sabe, são apenas três.
Assim como cachorros com raiva, morcegos acometidos pelo vírus responsável por essa doença apresentam sintomas característicos: são avistados durante o dia, e no chão. Caso veja algum morcego assim, é necessário somente se afastar e contactar o Centro de Zoonoses.
No que se refere à aparência, não há muito a ser dito, embora seja necessário perceber que temos uma tendência a dar juízo de valor sobre as outras espécies de acordo com a visão que temos delas, o que é algo discutível.
Morcegos são capazes de realizar, com eficiência, o controle populacional de diversas espécies, inclusive daquelas capazes de nos transmitir doenças ou causar prejuízos econômicos, como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. Além disso, graças a eles, há a polinização eficiente de diversas plantas e a dispersão de sementes, auxiliando também na recomposição de ambientes destruídos. Só para se ter uma ideia, aproximadamente dois terços das angiospermas tropicais são polinizadas por morcegos e, algumas, somente por eles!
Assim, percebe-se que os morcegos são animais muito importantes para a manutenção da vida de diversos ambientes e espécies, inclusive a nossa. Praticamente inofensivos, muitos são mortos em decorrência de preconceito e falta de conhecimento sobre a sua importância. Quanto a isso, é sabido que, em alguns países, muitas famílias constroem abrigos e disponibilizam bebedouros para tais animais, como forma de protegê-los e gozar de seus benefícios.
Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/algunsmotivos-para-voce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm>
“Educadores costumam ter faniquitos diante dessa “mercantilização” da paternidade.”
Identifique o verbo que melhor define a expressão grifada:
Ler com atenção o texto abaixo e responda o que se pede.
Os erros mais comuns de quem estuda para concursos públicos.
Se você tinha facilidade para estudar para provas quando estava na escola, nada garante que saiba como se preparar para um concurso público.
É que os processos seletivos para conquistar uma vaga na máquina pública são muito mais complexos - e diferentes entre si - do que os exames acadêmicos a que somos submetidos ao longo da vida.
Para começar, diz Nestor Távora, coordenador do curso preparatório LFG, há um elemento único, desconhecido pela maioria das pessoas, que faz toda a diferença para o sucesso do candidato: o edital.
O problema é que o documento, que compila informações como a sequência, o conteúdo e o peso de cada prova, não recebe atenção suficiente da maioria dos candidatos. “Parece um erro bobo, mas muita gente já começa a abrir os livros sem ter familiaridade com o edital, o que compromete toda a sua estratégia de estudo”, diz Távora.
Mas as falhas na preparação para a grande prova vão muito além disso. Veja a seguir as mais frequentes, segundo professores ouvidos por EXAME.com:
1. Não estabelecer um ritmo para os estudos. A preparação para um concurso público pode ser tão cansativa quanto uma bateria de exercícios na academia. Por isso, calibrar a intensidade e a frequência das sessões de estudo é fundamental. De acordo com Távora, alguns candidatos vão ao esgotamento total num único dia, só para depois passar semanas sem tocar nos livros. “Você precisa planejar um cronograma que seja, ao mesmo tempo, constante e saudável”, afirma o professor.
2. Estudar por materiais “duvidosos”. Pela pressa ou desconhecimento, é comum que o concurseiro confie em livros, videoaulas e cursos de má qualidade. “Além de incompletos, eles podem não estar atualizados de acordo com as últimas retificações do edital”, diz Rodrigo Menezes, diretor do site Concurso Virtual. Estudar por material desatualizado é “cair em casca de banana na certa”, segundo Rodrigo Lelis, professor do Universo do Concurso. Isso porque os avaliadores "adoram" fazer pegadinhas que envolvam a mudança trazida por uma lei recentemente atualizada.
3. Começar a preparação só depois da publicação do edital. De acordo com Marcus Bittencourt, advogado da União e professor do Damásio Educacional, muitos candidatos esperam a publicação do edital para abrir os livros. O problema é que o documento costuma sair poucos meses antes da primeira prova do concurso - um prazo muito curto para a preparação. Por isso, é melhor começar a estudar com base em editais anteriores. “Quando for publicado o novo, você terá tempo para fazer as adaptações necessárias e revisar os pontos já estudados, dando ênfase nas disciplinas de maior peso”, explica o professor.
4. Não distribuir bem as matérias ao longo da semana. Segundo Távora, muitos candidatos estudam de forma aleatória e caótica. O risco dessa atitude é chegar à prova sem ter coberto todos os assuntos mais importantes de cada área. Não adianta estudar só as matérias que você adora, porque assuntos importantes vão ficar de fora. Também não vale se dedicar apenas aos conteúdos mais difíceis, diz o professor, porque você vai se cansar. A melhor tática é estabelecer para a semana um “mix de disciplinas” completo, equilibrado e minimamente agradável.
5. Desconhecer a banca examinadora. Cada concurso é um universo com regras próprias. A maior parte das peculiaridades de cada processo seletivo se deve ao estilo dos avaliadores. Se você desconhece o estilo e as preferências dos seus avaliadores, horas e horas de estudo podem ser desperdiçadas. Enquanto algumas bancas gostam de elaborar provas enxutas e apegadas ao texto da lei, outras preferem exames mais longos e baseados em jurisprudência, exemplifica Távora. A Cespe/UnB, por exemplo, é uma banca que costuma elaborar exames em que cada resposta errada anula uma certa. Ignorar as regras de contagem de pontos, nesse caso, é fatal.
6. Estudar até a exaustão. No afã de conquistar a aprovação, muita gente estuda de manhã, à tarde e à noite, sem pausas. “É uma grande loucura”, diz Lelis, do Universo do Concurso. “É uma rotina que acaba com o equilíbrio emocional e gera muito estresse”. Segundo o professor, qualidade vale mais do que quantidade: é preferível estudar pouco, mas com afinco, do que passar por horas e horas debruçado sobre os livros. “O candidato exausto e estressado tem muito mais chances de ter um 'branco' ou até passar mal no dia da prova”, afirma o professor.
7. Não treinar. Outro erro frequente é restringir a sua preparação à leitura da matéria. “Claro que você precisa estudar textos, doutrinas e leis, mas não pode acreditar que isso será suficiente”, afirma Távora. Fazer exercícios e simulados é fundamental para a aprovação, e não só para testar o seu conhecimento. O treino também ajuda a se preparar para o formato das questões e dominar o tempo disponível para resolvê-las.
8. Estudar pensando em curto prazo. Segundo Rodrigo Menezes, diretor do site Concurso Virtual, outro erro frequente é esquecer que alguns editais demoram anos para ser publicados. A depender do seu objetivo, é preciso estudar com o foco no longo prazo.” O ideal para esse caso é usar técnicas de resumo e revisões para que o conteúdo não seja esquecido após um tempo”, afirma o especialista.
Disponível em: >http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-erros-mais-comuns-de-quem-estuda-para-concursos-publicos. <. Data
da consulta: 23/02/2016.
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
[Um leopardo no Kilimanjaro]
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.
Sutilezas da mentira
Marco Callegaro
A mentira, ou o comportamento de enganar os outros, é um padrão de comportamento que está, amplamente, difundido na natureza. Animais e até plantas se disfarçam para evitar predadores, ou para enganar as presas. Em humanos, além da mentira para enganar os outros, existem variadas formas de autoengano, um tipo de mentira em que a pessoa engana a si mesma, declarando não ter conhecimento de uma informação, embora o seu comportamento revele o contrário. Ou seja, humanos mentem para os outros, mas, também, mentem para si mesmos.
Mentir é um comportamento muito mais corriqueiro do que imaginamos, como revelaram pesquisas, nas quais os participantes eram observados durante conversas e mentiam, pelo menos, uma vez a cada oito minutos. A maioria das mentiras não era grave. Em geral, refletia desculpas para comportamentos socialmente censurados. Um exemplo de mentira detectado nessas pesquisas foi justificar um atraso por ter enfrentado um forte engarrafamento no trânsito, mesmo que o sujeito não tenha, na realidade, se empenhado para ser pontual.
Podemos definir mentira como quaisquer formas de comportamento que comunica, aos outros, informações falsas ou que serve para ocultar informações verdadeiras. Nesse sentido, mentir pode ser um ato consciente ou não, pode ser verbalizado ou transmitido pela linguagem corporal e pode envolver tanto a afirmação da informação falsa, como a negação ou a omissão da informação verdadeira.
O comportamento de mentir evoluiu em função das vantagens de sobrevivência e reprodução, que nossos antepassados obtiveram ao enganar os outros. Mentir também é um comportamento adaptativo em ambientes atuais e acaba sendo um componente central de nossas interações sociais, em certa medida. Despistar as intenções, esconder certas informações ou persuadir fazem parte do jogo social de pessoas saudáveis, embora, claro, os psicopatas usem muito mais esses recursos para manipular, de forma maquiavélica e sem consideração pelos outros.
Um estudo em Neurociências, utilizando ressonância magnética funcional, procurou mapear os circuitos neurais envolvidos na mentira. Nessa investigação, os sujeitos eram instruídos a mentir quando se deparavam com uma carta de baralho que já haviam visto anteriormente. Quando mentiam, negando que tinham visto a carta, aumentava a atividade dos neurônios das regiões do córtex pré-frontal e do giro do cíngulo anterior. O córtex pré-frontal está associado à capacidade de inibição, e o giro do cíngulo anterior, ao direcionamento da atenção e controle dos impulsos, que são faculdades necessárias para que o cérebro possa impedir o surgimento da verdade. Portanto, mentir requer mais processamento e esforço do cérebro do que falar a verdade.
Outros pesquisadores mediram o tempo de reação dos sujeitos, quando se perguntava a eles se conheciam certos fatos. Os sujeitos deveriam apertar um botão para responder a uma pergunta. A descoberta interessante desse estudo foi que a demora para apertar o botão, respondendo à pergunta, era de meio segundo para a resposta sincera, enquanto as respostas mentirosas requeriam maior processamento, levando o dobro do tempo, mais de um segundo. A resposta continuava mais lenta, mesmo quando os sujeitos eram instruídos e treinados a apertar o botão o mais rapidamente possível.
Mentir, portanto, requer mais processamento do que falar a verdade e, dessa forma, consome mais tempo, um elemento que pode dar pistas para detectar o engodo. Talvez essa seja uma razão pela qual evoluiu o enigmático autoengano, pois , quando uma pessoa esconde a verdade de si mesma, não dá sinais de mentira e, assim, esta não é detectada pelas pistas verbais ou não verbais. Nesse sentido, mentir para si mesmo pode ser uma estratégia que evoluiu para enganar melhor os outros na complexa sociedade dos primatas com maior cérebro e maior tamanho de grupo social de todos, os seres humanos. O filósofo David Smith chegou a sugerir que seria mais correto intitular nossa espécie não como Homo Sapiens (homem sábio), mas, sim, como Homo Fallax, homem mentiroso.
Disponível em: <http://psiquecienciaevida.uol.com.br>. Acesso em: 10 jul. 2016. [Adaptado]
Considere o trecho:
Mentir, portanto, requer mais processamento do que falar a verdade e, dessa forma, consome mais tempo, um elemento que pode dar pistas para detectar o engodo (1ª). Talvez essa seja uma razão, pela qual evoluiu o enigmático (2ª) autoengano, pois quando uma pessoa esconde a verdade de si mesma, não dá sinais de mentira e, assim, não é detectada pelas pistas verbais ou não verbais.
No contexto em que surgem, as palavras destacadas classificam-se, respectivamente, como
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Pequenas injustiças no calor da hora
Nestes dias tumultuados de incerteza política que estamos vivendo, há outras incertezas de menor visibilidade, que vêm de longe, e fazem parte de um sistema articulado de crise social e de decadência de que anomalias de agora são apenas parte do problema. Os sociólogos definem situações desse tipo como estados de anomia, caracterizados pela perda da eficácia dos valores e das regras sociais que tornam a vida em sociedade possível. O Brasil, aparentemente, está ultrapassando o limite dessa segurança coletiva. Alguns episódios recentes são indicativos do que está acontecendo.
Alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a que se juntou um da Pontifícia Universidade Católica, segundo as notícias, na noite do último dia 19, diante da residência estudantil, agrediram a socos e pontapés um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei Fidelis, de 31 anos, que estava acompanhado de um sobrinho. Da nação Caingangue, ele é um dos 76 alunos indígenas que ingressaram na Universidade através do vestibular especial ali implantado. (...). Os agressores incriminaram em Nerlei o fato de ser índio, e deram início a agressão com a pergunta “o que esses índios estão fazendo aí?”
Os preconceitos de vários tipos, no Brasil, raciais, sociais, religiosos, de gênero e outros estão fundados no pressuposto de que cada um é livre e tem direitos nos limites do espaço a ele ou ela destinado. Não se trata, portanto, apenas de racismo, palavra que escamoteia um conjunto grande de preconceitos. Trata-se de uma concepção remotamente fundada no preconceito de casta ou no preconceito estamental, próprio de uma sociedade baseada no pressuposto de que as pessoas nascem e morrem socialmente desiguais.
O Brasil sempre foi um país intolerante e, de vários modos, autoritário. Construímos um conjunto de disfarces formais e meramente rituais para enfrentar o desconforto da intolerância e das injustiças que dela decorrem. Mas, nos momentos de crise e de tensão sociais, os disfarces derretem-se sob o calor da hora e ficamos nus diante do espelho. Nunca conseguimos construir uma verdadeira identidade social. No papel, sim, mas, na vida, não. Com facilidade tendemos ao corporativismo e são muitos os que se fecham numa identidade restrita, sobreposta ao que deveria ser a identidade de todos, a da Pátria.
(Adaptado de: MARTINS, José de Souza. Pequenas injustiças no calor da hora. In: O ESTADO DE S. PAULO. Aliás, E2, Domingo, 3 de abril
de 2016.)