Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q3147768 Português
JOÃO GRILO – Já fui barco, fui navio,
                           Mas hoje sou escaler.
                          Já fui menino, fui homem,
                          Só me falta ser mulher.
                          Valha-me Nossa Senhora (...)

A COMPADECIDA – Não, João, por que eu iria me zangar? Aquele é o versinho que Canário Pardo escreveu para mim e que eu agradeço. Não deixa de ser uma oração, uma invocação. Tem umas graças, mas isso até a torna alegre e foi coisa de que eu sempre gostei. (...)

PADRE (ajoelhando-se) – Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus.

JOÃO GRILO – Antes de respondermos, lembrem-se de dizer, em vez de “agora e na hora de nossa morte”, “agora na hora de nossa morte”, porque do jeito que nós estamos, está tudo misturado.

TODOS – Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora na hora de nossa morte. Amém.

Ariano Suassuna. Auto da Compadecida.
26 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1993 (com adaptações)
Em relação à linguagem, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, que apresenta um trecho da obra dramatúrgica Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, julgue os seguintes itens. 
Na segunda fala de João Grilo, o emprego da conjunção ‘e’ no trecho ‘agora e na hora de nossa morte’ indica a existência de dois momentos distintos, que se transformam, na proposta apresentada pelo personagem, sob o argumento de que “está tudo misturado”, em um único momento específico.
Alternativas
Q3147681 Português
        É bem verdade que um número considerável de brasileiros utiliza outros idiomas como sua língua primeira. Há os usuários da LIBRAS, a língua brasileira de sinais, que é um idioma pleno e totalmente diferente do português; há os falantes das línguas originárias do Brasil que não foram extintas durante esses séculos de colonização (no censo de 2010, pouco menos de 140 mil dessas pessoas disseram não usar o português em família); há falantes das diversas línguas de colonização que aportaram aqui especialmente no final do século XIX e no começo do XX (o talian dos migrantes italianos, o hunsrückisch ou o pommeranisch dos alemães, entre várias outras, como o árabe, o japonês, o polonês); e há também falantes de línguas que chegaram com migrações mais recentes, como a dos sírios, haitianos e venezuelanos. Parte dessa diversidade, inclusive, é hoje reconhecida por atos legais que, nos últimos anos, concederam a certos idiomas originários (o baníwa e o tukano, por exemplo) e a algumas línguas de herança (como o pommeranisch) o estatuto de línguas oficiais de seus municípios.

Caetano W. Galindo. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português.
São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações).

Considerando a significação de palavras e construções empregadas no texto precedente, julgue o item a seguir. 


No texto, os vocábulos “idioma” e “língua” são empregados como sinônimos, assim como as formas verbais “aportaram” e “chegaram”. 

Alternativas
Q3147680 Português
        É bem verdade que um número considerável de brasileiros utiliza outros idiomas como sua língua primeira. Há os usuários da LIBRAS, a língua brasileira de sinais, que é um idioma pleno e totalmente diferente do português; há os falantes das línguas originárias do Brasil que não foram extintas durante esses séculos de colonização (no censo de 2010, pouco menos de 140 mil dessas pessoas disseram não usar o português em família); há falantes das diversas línguas de colonização que aportaram aqui especialmente no final do século XIX e no começo do XX (o talian dos migrantes italianos, o hunsrückisch ou o pommeranisch dos alemães, entre várias outras, como o árabe, o japonês, o polonês); e há também falantes de línguas que chegaram com migrações mais recentes, como a dos sírios, haitianos e venezuelanos. Parte dessa diversidade, inclusive, é hoje reconhecida por atos legais que, nos últimos anos, concederam a certos idiomas originários (o baníwa e o tukano, por exemplo) e a algumas línguas de herança (como o pommeranisch) o estatuto de línguas oficiais de seus municípios.

Caetano W. Galindo. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português.
São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações).

Considerando a significação de palavras e construções empregadas no texto precedente, julgue o item a seguir. 


São antônimos os vocábulos “final” e “começo” (segundo período).

Alternativas
Q3147679 Português
        É bem verdade que um número considerável de brasileiros utiliza outros idiomas como sua língua primeira. Há os usuários da LIBRAS, a língua brasileira de sinais, que é um idioma pleno e totalmente diferente do português; há os falantes das línguas originárias do Brasil que não foram extintas durante esses séculos de colonização (no censo de 2010, pouco menos de 140 mil dessas pessoas disseram não usar o português em família); há falantes das diversas línguas de colonização que aportaram aqui especialmente no final do século XIX e no começo do XX (o talian dos migrantes italianos, o hunsrückisch ou o pommeranisch dos alemães, entre várias outras, como o árabe, o japonês, o polonês); e há também falantes de línguas que chegaram com migrações mais recentes, como a dos sírios, haitianos e venezuelanos. Parte dessa diversidade, inclusive, é hoje reconhecida por atos legais que, nos últimos anos, concederam a certos idiomas originários (o baníwa e o tukano, por exemplo) e a algumas línguas de herança (como o pommeranisch) o estatuto de línguas oficiais de seus municípios.

Caetano W. Galindo. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português.
São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações).

  Imagem associada para resolução da questão


Considerando a significação de palavras e construções empregadas no texto precedente, julgue o item a seguir. 


No último período, o emprego da palavra “atos” gera ambiguidade, uma vez que ela pode significar o mesmo que documentos ou o mesmo que ações.  

Alternativas
Q3146660 Português
        Por que estimam os homens o ouro e a prata, mais que os outros metais? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam os diamantes e as pedras preciosas mais que as outras pedras? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam mais as sedas que as lãs? Porque têm alguma coisa de luz. Pela luz avaliam os homens a estimação das coisas, e avaliam bem, porque, quanto mais têm de luz, mais têm de perfeição. Vede o que notou Santo Tomás: neste mundo visível, umas coisas são imperfeitas, outras perfeitas, outras perfeitíssimas. E nota ele, com sutileza e advertência angélica, que as perfeitíssimas têm luz e dão luz; as perfeitas não têm luz, mas recebem luz; as imperfeitas nem têm luz, nem a recebem. Os planetas, as estrelas e o elemento do fogo, que são criaturas sublimes e perfeitíssimas, têm luz e dão luz; o elemento do ar e o da água, que são criaturas diáfanas e perfeitas, não têm luz, mas recebem luz; a terra e todos os corpos terrestres, que são criaturas imperfeitas e grosseiras, nem têm luz, nem recebem luz, antes a rebatem e deitam de si. Ora, não sejamos terrestres, já que Deus nos deu uma alma celestial; recebamos a luz, amemos a luz, busquemos a luz e conheçamos que nem temos, nem podemos, nem Deus nos pode dar bem nenhum que seja verdadeiro bem, sem luz.

Padre Antônio Vieira. Sermão do nascimento da Virgem Maria.
In: Sermões. Erechim: Edelbra, 1998.
Internet:<literaturabrasileira.ufsc.br>  (com adaptações). 

Julgue o item seguinte, referente aos indícios contextuais, à organização retórica e à construção dos sentidos no texto precedente.


No penúltimo período, o termo “estrelas” é hipônimo da expressão “criaturas sublimes e perfeitíssimas”, que, por sua vez, é hipônimo da palavra “luz”.

Alternativas
Q3146659 Português
        Por que estimam os homens o ouro e a prata, mais que os outros metais? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam os diamantes e as pedras preciosas mais que as outras pedras? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam mais as sedas que as lãs? Porque têm alguma coisa de luz. Pela luz avaliam os homens a estimação das coisas, e avaliam bem, porque, quanto mais têm de luz, mais têm de perfeição. Vede o que notou Santo Tomás: neste mundo visível, umas coisas são imperfeitas, outras perfeitas, outras perfeitíssimas. E nota ele, com sutileza e advertência angélica, que as perfeitíssimas têm luz e dão luz; as perfeitas não têm luz, mas recebem luz; as imperfeitas nem têm luz, nem a recebem. Os planetas, as estrelas e o elemento do fogo, que são criaturas sublimes e perfeitíssimas, têm luz e dão luz; o elemento do ar e o da água, que são criaturas diáfanas e perfeitas, não têm luz, mas recebem luz; a terra e todos os corpos terrestres, que são criaturas imperfeitas e grosseiras, nem têm luz, nem recebem luz, antes a rebatem e deitam de si. Ora, não sejamos terrestres, já que Deus nos deu uma alma celestial; recebamos a luz, amemos a luz, busquemos a luz e conheçamos que nem temos, nem podemos, nem Deus nos pode dar bem nenhum que seja verdadeiro bem, sem luz.

Padre Antônio Vieira. Sermão do nascimento da Virgem Maria.
In: Sermões. Erechim: Edelbra, 1998.
Internet:<literaturabrasileira.ufsc.br>  (com adaptações). 

Julgue o item seguinte, referente aos indícios contextuais, à organização retórica e à construção dos sentidos no texto precedente.


Identifica-se, no texto, relação de antonímia nos seguintes pares de palavras: “imperfeitas” e “perfeitas” (oitavo período); “fogo” e “água” (décimo período); “recebem” e “rebatem” (penúltimo período). 

Alternativas
Q3146478 Português
        Ao primeiro contato com um texto qualquer, por mais simples que ele pareça, normalmente o leitor se defronta com a dificuldade de encontrar unidade por trás de tantos significados que ocorrem na sua superfície. Numa crônica ou numa pequena fábula, por exemplo, surgem personagens diferentes, lugares e tempos desencontrados e ações as mais diversas. Na primeira leitura, parece impossível encontrar qualquer ponto para o qual convirjam tantas variáveis e que dê unidade à aparente desordem. Mas, quando se trata de um bom texto, por trás do aparente caos, há ordem. Quando, após várias leituras, encontra-se o fio condutor, a primeira impressão de desagregação cede lugar à percepção de que o texto tem harmonia e coerência. Para exemplificar o que foi dito, vamos ler uma pequena fábula de Monteiro Lobato e tentar demonstrar que, a partir da observação dos dados concretos da superfície, pode-se chegar à compreensão de significados mais abstratos, que dão unidade e organização ao texto.

José Luiz Fiorin; Francisco Platão Savioli.
Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2007, p. 35. 

Considerando as informações e estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o seguinte item.


No primeiro período, há relações de sentido baseadas na antonímia entre “mais simples” e “dificuldade”.

Alternativas
Q3146470 Português
        Pode-se verificar em que medida, em Dom Casmurro, Machado de Assis inova o tema: em primeiro lugar, ele abandona o clichê da mulher simultaneamente romântica e entediada, mesmo porque o leitor, por acompanhar a narrativa desde o foco de Bento Santiago, não tem acesso à interioridade de Capitu. Esse é, pois, o segundo elemento inovador proposto por Machado de Assis: a perspectiva é dada pelo marido traído, que, porém, nunca domina inteiramente a situação. Assim como não consegue conduzir sua vida de modo independente, permitindo que outros resolvam seus problemas, ele não tem sucesso ao tentar controlar a narração, razão porque o leitor não fica plenamente convencido do adultério de Capitu. O narrador não é, pois, inteiramente confiável, já que Machado de Assis semeia ao longo do texto uma série de dúvidas e incertezas, que minam a convicção que Bento Santiago procura transmitir. O romance acaba por abalar as certezas que se poderia ter em relação a seu assunto, já que o juízo relativamente à infidelidade conjugal de Capitu fica em suspenso. Por essa atitude, pode-se medir a coragem de Machado de Assis ao tratar a questão; afinal, seus precursores, entre os quais os renomados Gustave Flaubert e Eça de Queirós, não titubearam ao condenar as esposas pérfidas, pois essas prevaricam aos olhos do leitor. Além disso, a sociedade brasileira da época de Machado de Assis era fortemente machista, e a mera suspeita de adultério era motivo suficiente para um marido condenar a esposa. Evidencia-se o modo como o escritor brasileiro aceita compor um romance na contracorrente das ideologias vigentes e das tendências literárias dominantes. Ao romper com os paradigmas literários e sociais relativos ao adultério e à condição da mulher na sociedade brasileira, ele produz uma obra revolucionária que acabou por se converter em um clássico respeitado pela história da literatura brasileira.

Regina Zilberman. Recepção e leitura no horizonte da literatura.
In: Alea: Estudos Neolatinos. V. 10, N. 1, janeiro-junho 2008, p. 95 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, referente à leitura do texto precedente.


As expressões “em primeiro lugar” (primeiro período) e “o segundo elemento” (segundo período) contribuem para a progressão textual coerente em direção à ideia principal: “O narrador não é, pois, inteiramente confiável” (quarto período).

Alternativas
Q3146420 Português
        Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos.

Lygia Fagundes Telles. Verão no Aquário. Rio de Janeiro:
Livraria José Olympio Editora, 1978, p. 100 (com adaptações).  

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsecutivo.


No sexto período, a forma verbal “fora” poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, por tinha sido.

Alternativas
Q3146404 Português
        No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas.

Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 146.

Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue o item seguinte.


No primeiro período do texto, o deslocamento do termo “excepcionalmente” para imediatamente antes do verbo “pode” não alteraria os sentidos do texto nem prejudicaria sua correção gramatical, desde que fosse empregada uma vírgula logo após aquele termo.

Alternativas
Q3146403 Português
        No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas.

Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 146.

Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue o item seguinte.


No último período do texto, o vocábulo “onde” indica o lugar ou contexto em que também ocorre “o modelo obrigatório” a que se refere o autor no período imediatamente anterior. 

Alternativas
Q3146398 Português
Seja qual for o caminho que nos faça regressar ao princípio, sempre chegaremos à mesma conclusão: que o pacto social estabelece entre os cidadãos uma tal igualdade que todos ficam obrigados às mesmas condições e todos devem gozar dos mesmos direitos. E assim, pela natureza do pacto, todo ato de soberania, isto é, todo autêntico ato de uma vontade geral, obriga ou favorece igualmente todos os cidadãos; de tal modo que o soberano apenas conhece a nação e não distingue ninguém entre aqueles que a compõem. O que é isto, senão um ato de soberania? Não é um acordo entre o superior e o inferior, mas um pacto entre o todo e cada um dos seus membros: pacto legítimo, pois tem por base o contrato social; equitativo, por ser comum a todos; útil, porque só pode ter como finalidade o bem geral; e sólido, uma vez que tem por garantia a força pública e o poder supremo.

Jean-Jacques Rousseau.
O contrato social. Tradução de Mário Franco de Sousa.
Oeiras, Portugal: Editorial Presença, 2010, p. 46 (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado.


Conclui-se da leitura do último período do texto que, consoante às ideias apresentadas, a palavra “pacto” tem o mesmo significado de “acordo”.

Alternativas
Q3145851 Português
    Pesquisadores da Universidade Raboud, na Holanda, analisando cerca de 5.000 participantes de 358 tarefas cognitivas, chegaram à conclusão de que pensar dói. Não ria. A análise foi feita com o auxílio de um programa especial da NASA. Pelo que entendi, certas atividades cerebrais, como fazer cálculos matemáticos, ler Gertrude Stein ou tomar decisões que envolvam um sim ou não de vida ou morte, provocam sensações orgânicas que podem ser classificadas como dolorosas.
     Segundo o estudo, quanto maior o esforço mental, maior o desconforto físico. Não é preciso pensar muito para se chegar a este óbvio, por definição, ululante. A pesquisa não considera a hipótese de todo esforço mental ser relativo — para muitos, calcular uma reles raiz quadrada será uma tarefa intransponível, enquanto, para outros, discutir a conjectura de Poincaré com Alfred North Whitehead pode ser tão simples como falar de futebol no botequim.
     O que me espanta é que a conclusão de que pensar dói tenha vindo de uma instituição da Holanda, país admirado por produzir pensadores em tantos ramos. Eram holandeses Erasmo de Roterdão (1466-1536) e Spinoza (1632-1677), dois pilares da filosofia, atividade cuja única ferramenta é o pensamento. E não há registro de que os filósofos sofressem de lombalgia ou dor de dentes por pensar.
     Os holandeses inventaram também a fita cassete, o CD e o DVD, e temos de lhes ser gratos por isso. Mas depois os desinventaram — e pensar nisso, sim, dói. 

Ruy Castro. Pensar dói? Internet: <folha.uol.com.br> (com adaptações). 
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

O vocábulo “Segundo” (primeiro período do segundo parágrafo) poderia ser substituído por Conforme, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.
Alternativas
Q3145846 Português
    Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição.
     O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno.
     Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio.

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica.
Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.
São Paulo: Editora Cultrix, 2008, p. 23 (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsequente.

No primeiro período do último parágrafo, a expressão “passam por” está empregada com o mesmo sentido de perpassam
Alternativas
Q3145844 Português
    Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição.
     O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno.
     Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio.

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica.
Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.
São Paulo: Editora Cultrix, 2008, p. 23 (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsequente.

Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o segmento “por que” (último período do primeiro parágrafo) poderia ser substituído por pela qual.
Alternativas
Q3145830 Português
    A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro.
     Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing.
     É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA).
     Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão.

Internet: <bbc.com> (com adaptações).  
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.

No penúltimo período do segundo parágrafo, o segmento “uma vez que” poderia ser substituído, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, pelo termo porquanto
Alternativas
Q3135732 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 46 do texto, a locução conjuntiva “No entanto” poderia ser substituída, sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre, por:
Alternativas
Q3135722 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o vocábulo “mudança” (l. 08), assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, um sinônimo e um antônimo para esse termo.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2024 - TJ-PI - Juiz Leigo |
Q3903766 Português
Com base no versículo abaixo, responda a questão:


Agora, pois, vemos apenas um refl exo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido.

(Coríntios, 1:13).
O termo obscuro, presente no texto, pode ser substituído sem alteração semântica, EXCETO por:
Alternativas
Q3882672 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Morrer de câncer deve se tornar algo cada vez menos frequente


As vacinas baseadas em mRNA (RNA mensageiro) surgiram como uma nova e promissora abordagem na medicina. Desenvolvidas nos anos 1990, essas vacinas ganharam destaque na pandemia de covid-19, quando demonstraram sua eficácia e segurança na prevenção da doença.


O princípio das vacinas de mRNA é simples: elas utilizam um fragmento do código genético do vírus ou de células tumorais para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos. Diferentemente das vacinas tradicionais, que utilizam vírus atenuados ou inativados, as vacinas de mRNA não contêm o patógeno em si, tornando-as mais seguras e fáceis de produzir.


A pandemia de covid-19 acelerou o desenvolvimento e a aplicação das vacinas de mRNA. Em tempo recorde, pesquisadores conseguiram criar vacinas altamente eficazes contra o vírus Sars-CoV-2, demonstrando o potencial dessa tecnologia.


No Brasil, o desenvolvimento de vacinas baseadas em mRNA também tem avançado. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan têm investido em pesquisas nessa área, buscando não apenas a produção de vacinas contra a covid-19 mas também a aplicação da tecnologia em outras áreas, como o tratamento do câncer.


Dominar a tecnologia de vacinas de mRNA é crucial para a sociedade brasileira por várias razões. Primeiro, permite uma resposta mais rápida e eficaz a futuras pandemias e surtos de doenças infecciosas. Segundo, impulsiona a capacidade do país em inovar na área da biotecnologia, promovendo avanços não apenas na vacinação mas em tratamentos personalizados para doenças complexas, como o câncer. Por fim, fortalece a economia e a soberania nacional ao reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.


Além da prevenção de doenças infecciosas, as vacinas de mRNA têm se mostrado promissoras no tratamento do câncer. Pesquisadores estão desenvolvendo vacinas personalizadas que utilizam o mRNA de células tumorais específicas de cada paciente. Essas vacinas têm como objetivo estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas, sem afetar as células saudáveis.


Estudos clínicos iniciais têm mostrado resultados encorajadores no uso de vacinas de mRNA para o tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão e câncer de próstata. Embora ainda não estejam amplamente disponíveis na rotina clínica, essas vacinas representam uma nova esperança para pacientes com câncer, especialmente àqueles que não respondem bem às terapias convencionais. 


As vacinas de mRNA fazem parte de uma revolução mais ampla no tratamento do câncer, impulsionada pelos avanços na imunoterapia e na genômica. A imunoterapia busca fortalecer o sistema imunológico do paciente para combater o câncer, enquanto a genômica permite a identificação de mutações específicas nas células tumorais, possibilitando tratamentos mais precisos e personalizados.


Apesar dos avanços promissores, ainda existem desafios a serem superados para viabilizar as vacinas de mRNA para pacientes com câncer. Um dos principais obstáculos é a identificação precisa dos antígenos tumorais específicos de cada paciente, essenciais para o desenvolvimento de vacinas personalizadas.


Além disso, é necessário aprimorar a eficácia das vacinas, garantindo uma resposta imunológica robusta e duradoura contra as células cancerígenas. Em uma perspectiva futura, é possível vislumbrar um cenário em que a combinação de vacinas de mRNA, imunoterapia e outras abordagens inovadoras transformem o câncer numa doença controlável e até mesmo curável. Com o avanço da medicina personalizada e o aprimoramento contínuo das terapias, é plausível imaginar que, nas próximas décadas, morrer de câncer se torne algo cada vez menos frequente, permitindo que milhões de pessoas tenham uma vida mais longa e saudável.


Com o avanço das pesquisas e o aprimoramento da tecnologia, essas vacinas poderão ser adaptadas para tratar uma ampla gama de tipos de câncer, oferecendo uma abordagem mais eficaz e menos tóxica em comparação às terapias convencionais.


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Embora ainda não estejam amplamente disponíveis na rotina clínica, essas vacinas representam uma nova esperança para pacientes com câncer, especialmente àqueles que não respondem bem às terapias convencionais.


Assinale a alternativa em que a alteração do segmento destacado no período acima tenha se dado sem alteração de sentido.

Alternativas
Respostas
601: C
602: C
603: C
604: E
605: E
606: E
607: C
608: C
609: C
610: E
611: C
612: E
613: C
614: E
615: C
616: C
617: D
618: C
619: E
620: B