Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Estação de águas
Esta poética designação – estação de águas – nada tem a ver, como eu imaginava quando menino, com alguma estação de trem onde chovesse muito e tudo se inundasse. Em criança a gente tende a entender tudo meio que literalmente. “Estação de águas”, soube depois, indica aqui a época, a temporada ou mesmo a estância em que as pessoas se dispõem a um lazer imperturbado ou a algum tratamento de saúde baseado nas específicas qualidades medicinais das águas de uma região. Água para se beber ou para se banhar, conforme o caso. Tais estâncias associam-se, por isso mesmo, a lugares atrativos, ao turismo de quem procura, além de melhor saúde, a tranquilidade e o repouso que via de regra elas oferecem a quem as visita ou nelas se hospeda.
Em meio ao turbilhão da vida moderna ainda se encontra nessas paragens um oásis de sossego e descompromisso com o tempo. O desafio pode estar, justamente, em saber o que fazer com um longo dia de ócio, em despovoar a cabeça das imagens tumultuosas trazidas da cidade grande. Nessas pequenas estâncias, o relógio da matriz opera num ritmo lerdo e preguiçoso, em apoio à calmaria daquele mundo instituído para que nada de grave ou agitado aconteça. Os visitantes velhinhos dormitam no banco da praça, as velhinhas vão atrás de algum artesanato, os jovens se entediam, os turistas adultos se dividem entre absorver a paz reinante e planejar as tarefas da volta.
Não se sabe quanto tempo ainda durará essa rara oportunidade de paz. As informações do mundo de hoje circulam o tempo todo pelos nervosos celulares, a velocidade da vida digital é implacável e não tolera espaços de vazio ou tempos vazios. Mas enquanto não morrer de todo o interesse de se cultuar a vida interior, experiência possível nessas estâncias sossegadas, não convém desprezar a sensação acolhedora de pertencer a um mundo sem pressa.
(Péricles Moura e Silva, inédito)
Leia o trecho a seguir:
Por conseguinte (1), cabe à escola articular, com a comunidade e as famílias, laços de integração com a sociedade. A gestão dá-se em interação com o outro, destarte (2) implica sempre em muito diálogo, respeitando as peculiaridades e as finalidades da proposta pedagógica que considera, outrossim (3), a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a da comunidade escolar e local nos Conselhos Escolares. Indica, concomitantemente (4), o direito e o dever de garantir a participação dos sujeitos nos sistemas e nas escolas públicas, como está na lei.
(Adaptado de ANCIUTTI, M.C.R. A gestão escolar: materialização de uma política de gestão democrática. Revista de Administração Educacional, Recife, v. 9, n. 2, fev. 2019. ISSN 23591382. Disponível em:
<https://periodicos.ufpe.br/revistas/ADED/article/view/239952/31475>. Acesso em: 11 mar. 2019.)
As palavras ou expressões enumeradas poderão ser substituídas sem prejuízo do sentido do texto, pelas palavras ou expressões a seguir:
Argumentos falaciosos - Pequeno compêndio
para evitar a compra de gato por lebre
Fredric M. Litto
Todo mundo sabe o que é uma mentira. Feita de uma pessoa para outra, ou para muitas outras, é uma afirmação cujos fatos enunciados não correspondem à verdade. Mentiras são maneiras de evitar uma possível punição ou de encobrir uma situação ridícula; pode ser também uma estratégia para não comprometer outras pessoas injustamente. Afinal, ninguém gosta de ser, ou merece ser, vítima de mentiras no que elas têm de condenável porque escondem a verdade. (...) A vítima de uma mentira sempre está em desvantagem porque não sabe a verdade, não tem a informação correta para tomar uma decisão acertada, podendo ainda se sentir em dúvida, num ceticismo perturbador, até que a verdade se imponha. A vítima de uma mentira age sob a influência de um ardil verbal. Acredita naquilo que supõe ser verdadeiro quando não o é.
Podemos ser vitimados também por um outro tipo de desvio de pensamento, que é tão perigoso e enganador quanto a mentira: a falácia. Enquanto a mentira é uma informação falsa, uma falácia é um argumento falso, ou uma falha num argumento, ou ainda, um argumento mal direcionado ou conduzido. A origem da palavra “falaz” remete à ideia do deceptivo, do fraudulento, do ardiloso, do enganador, do quimérico. Para entender bem isso, é preciso lembrar que quando pessoas esclarecidas tentam convencer outras também esclarecidas a acreditar em suas afirmações, precisam usar argumentos, isto é, exemplos, evidências ou casos ilustrativos que confirmem a veracidade do enunciado. Como se vê, estamos falando de discursos, de enunciados, de declarações feitas com o fim de persuadir, levando alguém ou um grupo a acreditar numa coisa ou outra. (...) A diferença entre uma pessoa esclarecida e uma não esclarecida é a maneira como ambas lidam com discursos: a primeira tem critérios para aceitar ou rejeitar argumentos; a segunda ainda não aprendeu os critérios para distinguir argumentos que carecem de fundamentação.
Note bem: não confunda mentiras com falácias. Mentiras são desvios ou erros propositais sobre fatos reais; falácias, por outro lado, são discursos, ou tentativas de persuadir o ouvinte ou leitor; promovendo um engano ou desvio, porque suas estruturas de apresentação de informação não respeitam uma lógica correta ou honesta, pois foram manipuladas certas evidências ou há insuficiência de prova concreta e convincente. Uma afirmação falaciosa pode ser composta de fatos verdadeiros, mas sua forma de apresentação conduz a conclusões erradas. Toda pessoa esclarecida, instada a elaborar argumentos, por força do trabalho que executa ou de situações cotidianas, deve reconhecer nos próprios argumentos o uso proposital do raciocínio falacioso (intenção de ludibriar) e a imperícia de raciocínio (lógica acidentalmente comprometida). (...) Uma vez sabendo identificar falácias, você vai começar a vê-las por todo lado. Nos discursos de candidatos a cargos políticos, nas notícias de jornal (tanto impresso quanto televisivo), nas reuniões de condomínio, nas frases de vendedores (de imóveis, de carros e planos de saúde, de cartões de crédito). Há quem cometa falácias sem malícia, meramente como resultado de raciocínio apressado ou ingênuo. Mas é mais frequente encontrar falácias em argumentos de pessoas ou instituições que querem enganar o ouvinte, querem convencê-lo a concordar com o enunciado.
Assim, uma falácia não é apenas um erro; é um erro de um certo tipo, que resulta do raciocínio impróprio ou fraudulento. A falácia tem todo o aspecto de um argumento correto e válido, embora não o seja. Esse é seu grande perigo: parece correto, mas não é, além do que, leva a outros erros de pensamento, como conclusões erradas. (...)
Texto acessado em 12/02/2019 e adaptado de
https://educacao.estadao.com.br/blogs/rolando-narede/tecnologia-ensinando-pensamento-critico/
Os prefeitos de Timbó, Jorge Krüger, e de Indaial, André Moser, estão entre os gestores públicos catarinenses vencedores da etapa estadual do 10º Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. [...] A premiação tem como objetivo reconhecer iniciativas locais que incentivem a formalização, o desenvolvimento e a competitividade dos pequenos negócios, contribuindo de forma efetiva para o crescimento econômico, ambiental e social dos municípios. Nesta edição, o Sebrae recebeu a inscrição de 48 projetos, de 34 municípios, nas oito categorias. Os vencedores de cada uma delas irão concorrer na etapa nacional do prêmio, que será realizada no dia 5 de junho, em Brasília (DF). Os projetos finalistas receberam o “Selo Prefeito Empreendedor”. [...]
Disponível : https://ocp.news/politica/prefeitos-de-timbo-e-indaial-vencem-premio-sebrae-prefeito-empreendedor Acesso em: 30/abr/2019.[adaptado]
Leia as assertivas abaixo, com atenção às frases sublinhadas:
I. A situação era oposta àquilo que queríamos. (antítese daquilo)
II. O corcel deu um salto para trás e não mais andou. (cavalo)
III. A injeção poderia ter sido letal! (mortal)
A relação da frase sublinhada, em relação à frase entre parênteses é:
O gerenciamento de recursos tem um papel crucial no sucesso dos negócios. Para organizações de médio ou grande porte, os recursos não podem ser administrados manualmente. A informática tem um papel vital na automação de tais problemas complexos, trazendo soluções fáceis para o usuário.
Assinale a alternativa que traz os sinônimos das palavras sublinhadas, de acordo com o contexto:
Ao invés de serem jogadores de futebol somente, quer dizer, craques da bola, alguns boleiros aparecem antes de mais nada como craques da mídia, faturando alto tanto nos gramados como diante das câmeras.
Escolha a opção em que as expressões podem substituir, na mesma sequência, as locuções grifadas, sem ferir o sentido da frase.
“A intervenção da polícia não acalmou os ânimos. Foi, antes, o estopim do tumulto”.
O termo grifado corresponde a:
Os resultados superaram a expectativa.
Em relação ao sentido da frase, assinale a opção verdadeira
“Ao invés de ser um atleta de comportamento correto dentro e fora dos gramados, quer dizer, um profissional que se define antes de mais nada por suas ações sensatas, o ídolo parece sucumbir a atitudes que acabam manchando sua imagem pública”.
Sem alterar o sentido do trecho, as expressões destacadas podem ser substituídas por uma das alternativas a seguir. Assinale-a.
Um estudo publicado em junho de 2018 analisa as transformações ocorridas em Hong Kong ao longo de duas décadas, dos anos 1980 aos 2000, com foco em como a mudança de status das mulheres na sociedade e de atitude delas em relação ao casamento impactou o mercado imobiliário da cidade.
Descobriu-se que as mulheres solteiras tiveram um papel “surpreendente e pouco estudado” na gentrificação de Hong Kong.
O termo vem do inglês “gentrification”, cunhado nos anos 1960 pela socióloga Ruth Glass para descrever mudanças no perfil de bairros da Zona Norte de Londres e se refere a um processo no qual investimentos que promovem a renovação de um bairro ou região atraem frequentadores e moradores de classes mais altas e provocam a saída de seus habitantes originais, de uma faixa de renda mais baixa.
Ainda que as mulheres tenham tido papel de agente nesse processo, o estudo ressalta que elas são as principais vítimas da gentrificação, “em decorrência da feminização da pobreza, fenômeno global e onipresente”.
O conceito de feminização da pobreza corresponde ao aumento absoluto ou relativo da pobreza entre mulheres ou entre famílias chefiadas por mulheres.
(Juliana Domingos de Lima. O papel de mulheres solteiras na gentrificação de Hong Kong. www.nexojornal.com.br, 08.04.2019. Adaptado)
Leia as sentenças a seguir:
I. Há uma sessão histórica acontecendo neste momento no evento.
II. Quando há cessão de direitos, é necessário que se preste muita atenção às entrelinhas.
As palavras cessão e sessão podem ser classificadas como:
Nas orações a seguir:
I. Há um gargalo histórico no preenchimento das vagas para médicos nas equipes.
II. O gargalo da garrafa é tão estreito que é impossível tirar as pimentas de dentro.
A palavra gargalo, nas sentenças acima:
Um senhor vai ao médico por um problema de estômago que o incomoda há um tempo. O médico lhe diz:
-Tome esta medicação pela manhã, pule um dia e assim por diante. Fará isso por uma semana, depois volte aqui. Tenho a certeza de que ficará bom.
Três dias depois o homem volta ao médico com grandes olheiras, cara de cansaço e 5 quilos mais magro. O médico, assustado, pergunta o que houve.
-Doutor, pensei que fosse morrer.
-O remédio lhe fez mal?
- Não, o remédio foi ótimo! Mas pensei que fosse morrer de tanto pular!!!
(Travaglia, Luiz Carlos. Homonímia, mundos textuais e humor. Organon, Porto Alegre, v. 9, n. 23, p. 41-50, 1995. ISSN/ISBN: 01026267)
O efeito cômico deste diálogo se deve a um tipo de:
No texto CG2A1-I, a palavra “vontade” (l.46) foi empregada como sinônima de
Trata-se de uma Carta ao Leitor, que abre uma Edição Especial “Organize suas contas” da revista Você S/A, publicada em 2015. A Carta é assinada pelo Editor Sênior Murilo Ohl.
Temos uma estratégia para você
Aqui na VOCÊ S/A, nossa missão é dar a orientação necessária para você construir um
caminho profissional feito de escolhas conscientes e voltado para a realização. Cumprimos nosso
dever quando entregamos informações úteis e práticas de carreira e dinheiro, os dois pilares da
construção de um projeto de vida. Quando essas duas frentes andam juntas, você pode tomar
decisões profissionais corajosas, consegue enfrentar os momentos difíceis e ainda pode desfrutar
dos prazeres que vão motivá-lo a evoluir mais.
Essa estratégia deve valer para os períodos em que os rumos da economia estão claros e para outros em que a incerteza é maior, como este atual. E, aqui, na VOCÊ S/A, não temos tempo para cair num pessimismo improdutivo. Se o cenário está nebuloso, vamos enfrentá-lo. Enquanto estiver lendo este especial, convém fazer esta distinção: a dificuldade de prever o cenário econômico não significa que só coisas ruins vão acontecer. Estamos falando de incerteza e do remédio para ela: a cautela. Este guia tem este propósito: ajudá-lo a atravessar 2015 no azul, traduzindo para a linguagem do seu bolso as ameaças e as oportunidades do momento. O time de especialistas em finanças e carreira reunidos na reportagem inicial deste guia, por exemplo, dá um panorama de como agir diante das dívidas, de investimentos, da inflação e da carreira no ano que começa.
Uma última recomendação: planejar as finanças é ótimo. Não encare essa tarefa como aquela lição de casa chata da 4ª série. Sim, há muitas contas para fazer. Mas na hora de olhar para seus números, mantenha à vista seus projetos pessoais de curto e longo prazo. É em nome das coisas boas da vida que você topará fazer sacrifícios. Encontre um tempo, leia o especial e bom 2015.
OHL, Murilo. Temos uma estratégia para você. Você/S/A - Edição Especial Organize suas contas. n. 24. São Paulo: Abril Editora, 2015, p. 7.
Trata-se de uma Carta ao Leitor, que abre uma Edição Especial “Organize suas contas” da revista Você S/A, publicada em 2015. A Carta é assinada pelo Editor Sênior Murilo Ohl.
Temos uma estratégia para você
Aqui na VOCÊ S/A, nossa missão é dar a orientação necessária para você construir um
caminho profissional feito de escolhas conscientes e voltado para a realização. Cumprimos nosso
dever quando entregamos informações úteis e práticas de carreira e dinheiro, os dois pilares da
construção de um projeto de vida. Quando essas duas frentes andam juntas, você pode tomar
decisões profissionais corajosas, consegue enfrentar os momentos difíceis e ainda pode desfrutar
dos prazeres que vão motivá-lo a evoluir mais.
Essa estratégia deve valer para os períodos em que os rumos da economia estão claros e para outros em que a incerteza é maior, como este atual. E, aqui, na VOCÊ S/A, não temos tempo para cair num pessimismo improdutivo. Se o cenário está nebuloso, vamos enfrentá-lo. Enquanto estiver lendo este especial, convém fazer esta distinção: a dificuldade de prever o cenário econômico não significa que só coisas ruins vão acontecer. Estamos falando de incerteza e do remédio para ela: a cautela. Este guia tem este propósito: ajudá-lo a atravessar 2015 no azul, traduzindo para a linguagem do seu bolso as ameaças e as oportunidades do momento. O time de especialistas em finanças e carreira reunidos na reportagem inicial deste guia, por exemplo, dá um panorama de como agir diante das dívidas, de investimentos, da inflação e da carreira no ano que começa.
Uma última recomendação: planejar as finanças é ótimo. Não encare essa tarefa como aquela lição de casa chata da 4ª série. Sim, há muitas contas para fazer. Mas na hora de olhar para seus números, mantenha à vista seus projetos pessoais de curto e longo prazo. É em nome das coisas boas da vida que você topará fazer sacrifícios. Encontre um tempo, leia o especial e bom 2015.
OHL, Murilo. Temos uma estratégia para você. Você/S/A - Edição Especial Organize suas contas. n. 24. São Paulo: Abril Editora, 2015, p. 7.
Contribuição bem-vinda
“É difícil parar e refletir filosoficamente nos dias de hoje. As pessoas estão sempre apressadas, atrasadas para compromissos profissionais e esquecem de desenvolver o lado intelectual”, opina o filósofo Luiz Meirelles. Nesse tumultuado cenário ganham destaque os cafés filosóficos, que em uma noite, uma vez por mês, abrem as portas para a Filosofia.
O movimento ainda engatinha no país, mas mantém uma postura firme diante dos desafios da falta de espaço. Aos poucos, o público frequentador vai aumentando e a Filosofia ganha novos adeptos, ou pelo menos, simpatizantes. O importante é que o café filosófico vai alcançando seu principal objetivo, que é promover o debate de temas filosóficos, ou seja, de temas humanos.
Platão já dizia que geralmente as pessoas vão se interessar por Filosofia quando ganham mais maturidade. Muitas vezes o despertar acontece quando a pessoa já se formou em outra faculdade e acaba se interessando por temas filosóficos.
Por melhor que seja o café filosófico, ele não garante que o participante sairá do local comprometido com o tema. Depende de cada pessoa. “Às vezes, certas leituras têm o papel de instigar a pessoa a procurar por algo mais”, acredita a filósofa Mônica Hummel.
O café filosófico apresenta modificações desde sua criação no início da década de 1990. O compromisso com o filosofar permanece presente, mas outros artefatos, como música e teatro, são usados como chamariz para o público. Apesar das alterações, a iniciativa é digna e positiva na sociedade. “Se há um espaço público no qual as pessoas buscam o conhecimento, qualquer filósofo vai festejar a iniciativa, pois é importante não somente para a Filosofia, mas, sim, para a vida”, conclui Mônica.
CÍCERO, Talita. Das ruas gregas para os cafés. Filosofia. Ano 1, n. 6. São Paulo: Editora Escala, 2007, p. 70-77. (Fragmento)
A autora do texto se vale recorrentemente de aspas para introduzir, no texto, citações que apresentam o ponto de vista de outros locutores. As citações negritadas no texto cumprem, respectivamente, a função de apresentar
