Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1141951 Português

                                                 TEXTO II

                                    Como se livrar da culpa


Vivemos numa sociedade que cobra perfeição na vida pessoal e profissional, e as pessoas se sentem cada vez mais exigidas.


Destrinchar as fontes de culpa tem sido um desafio dos especialistas em comportamento. Aprender a lidar com elas seria o próximo passo. Todo método que pretende ajudar a encarar as manifestações do sentimento parte de sua origem. De maneira geral, a semente está no desejo da perfeição – física, profissional, pessoal ou espiritual –, que, por ser inatingível, leva à frustração, mas no processo nos força a ultrapassar nossos limites. São muitos os exemplos que mostram quão distantes estamos de abandonar metas impossíveis. O aumento de casos da chamada síndrome burnout, uma espécie de esgotamento intelectual e físico, é um deles. Embora não haja estatísticas consolidadas sobre o tema, sabe-se que entre 1998 e 2008 o número de trabalhos acadêmicos sobre o assunto subiu de 231 para 390, segundo a TransInsight, entidade que cataloga documentos científicos. E nos consultórios também cresceu a procura por tratamento. “Não é só o diagnóstico que ficou mais fácil, o número de casos também vem aumentando”, explica Duílio Camargo, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).

[…] As vítimas do burnout geralmente chegam ao médico submersas em responsabilidades e metas impossíveis. Insônia, dores de cabeça crônicas e distúrbios gastrointestinais são alguns dos sintomas. “Embora o diagnóstico surja à luz do esgotamento profissional, é muito comum identificar o stress generalizado em quem sofre do mal”, afirma Camargo. Faz sentido, visto que os sintomas afetam a vida como um todo. “O mundo moderno exige super-homens e supermulheres”, diz ele. E superespécimes humanos. […]


Disponível em:<https://istoe.com.br/69692_COMO+SE+LIVRAR+DA+ CULPA+ PARTE+1/>  . Acesso em: 15 Jan. 2020. 

Considere o trecho “Todo método que pretende ajudar a encarar as manifestações do sentimento parte de sua origem.” e assinale a alternativa em que a substituição do verbo em destaque exige a ocorrência de crase no termo posterior a ele.
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Q1141241 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


O que faz as coisas darem certo


          Duas pessoas. Ambas têm a mesma escolaridade. A mesma origem social. As mesmas oportunidades. Por que a vida é generosa com uma e fecha a cara para a outra? O destino e a sorte têm pouco a ver com isso. O que tem a ver é o nosso comportamento. Coisas simples nas quais não prestamos atenção alguma. Coluna assumidamente autoajuda, aproveite a promoção.             Vou me demorar no que me parece mais importante: a forma com que cada um se comunica. A maioria dá o seu recado muito mal. Não estou me referindo apenas ao uso correto do português. A pessoa pode ser um acadêmico e mesmo assim ser um desastre ao transmitir o que pensa e o que deseja. Tampouco estou falando de sedução, xaveco. Estou falando de convocação para reuniões, convite para eventos, e-mails profissionais, bilhete para funcionários, mensagens de WhatsApp, postagens no perfil do Face e, claro, as conversas, todas elas: presenciais, telefônicas, gravação de áudios. A gente simplesmente reluta em deixar as coisas esclarecidas, não dá a informação completa, não contextualiza. É tudo racionado, fragmentado, e a culpa nem é dos atuais vícios tecnológicos: ser preguiçoso na comunicação vem da pré-história. Sempre foi assim. As pessoas acreditam que as outras são adivinhas, têm bola de cristal.
            “Olá, desculpe o atraso da resposta, muita correria, mas vamos em frente, queremos muito fechar um bate-papo com você. Pode ser dia 21 de outubro?” Exemplo que extraí da minha caixa de e-mails ontem, assinado por uma desconhecida. Fui checar na minha lista de excluídos se havia algum outro e-mail dela, para tentar descobrir do que se tratava. Havia. De fevereiro, quando ela fez um convite em nome de uma empresa. Ressurgiu agora como se tivesse pedido licença para ir ao banheiro e voltado em 10 minutos. Não, não posso dia 21, obrigada, fica para próxima.
           Fazemos isso o tempo todo: não nos apresentamos direito, não retornamos contatos, não damos coordenadas, não cumprimos o que prometemos, não deixamos lembretes, não confirmamos presença, não explicamos nossos motivos, não avisamos cancelamentos, não falamos toda a verdade, não tiramos as dúvidas, não perguntamos, não respondemos. Parece tudo tão desnecessário. Aí o universo não coopera e a gente não entende por quê.
        Além de se comunicar bem, há outros três grandes facilitadores na vida, coisas que interferem no modo como as pessoas nos analisam e que garantem nossa credibilidade: ser pontual, ser responsável e ser autêntico — esta última, das coisas mais cativantes, pois rara. Se o Papa Francisco não é presunçoso, por que raios você seria?

É quase inacreditável: as coisas dão certo por fatores que estão totalmente ao nosso alcance.

Martha Medeiros
No trecho, retirado do texto, “A gente simplesmente reluta em deixar as coisas esclarecidas”, a palavra destacada tem o seu sinônimo em:
Alternativas
Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: IBGE Prova: IBADE - 2020 - IBGE - Recenseador |
Q1140091 Português

Léia o texto a seguir e responda ao que se pede.



Texto 1


                                                        Água


A água é um recurso natural abundante essencial para a existência de vida na Terra. O planeta Terra é constituído por uma extensa massa de água, correspondendo ao que conhecemos como hidrosfera. Além de estar presente na composição do planeta, a água também compõe parte do nosso corpo, permitindo-nos pensar que falar de água é falar de sobrevivência. Essa substância é utilizada em atividades essenciais ao ser humano, como a produção agrícola, e também usada como solvente universal.

       A água era considerada um recurso inesgotável. Contudo, desde que foi considerado um símbolo de riqueza, por ter sido transformada em uma mercadoria, passou também a ser sinônimo de conflito. O mau uso, o desperdício, sua distribuição, bem como sua ocorrência são responsáveis por criar conflitos em diversas regiões do mundo. A preocupação com a disponibilidade de água é pauta frequente nas discussões ambientais e geopolíticas.

Água no Brasil

     O Brasil é um país abundante em recursos hídricos, representando cerca de 12% do total mundial. Contudo, sua distribuição não é uniforme no território. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), a água doce é distribuída nas regiões brasileiras da seguinte maneira: Região Norte corresponde a 68% dos recursos hídricos; Região Centro-Oeste corresponde a 16% dos recursos hídricos; Região Sul corresponde a 7% dos recursos hídricos; Região Sudeste corresponde a 6% dos recursos hídricos e Região Nordeste corresponde a 3% dos recursos hídricos.

    Quanto à Distribuição de água no Brasil, há um contraste visível em relação à distribuição populacional. A Região Norte, que detém o maior volume de água doce do país, é a região com menor densidade demográfica, ou seja, é uma das regiões menos povoadas, contando com apenas 7% da população. Já a Região Sudeste, a mais povoada do país com cerca de 42,63% da população, conta com apenas 6% da disponibilidade de recursos hídricos.

      No que tange ao desperdício de água, o Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente, desperdiça entre 20% a 60% da água destinada ao consumo ao longo da distribuição. Os hábitos dos brasileiros também não favorecem a economia de água, já que boa parte dessa substância é desperdiçada seja em uso pessoal ou atividades de limpeza.



(Texto adaptado de

https://brasilescola.uol.com.br/geografia/agua.htm, acesso em

janeiro de 2020).





Texto 2 


Planeta Água

Água que nasce na fonte serena do mundo

E que abre um profundo grotão

Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias e matam a sede da população

Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão

E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos


Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção

Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão

Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação

Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão

E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra


Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água


Água que nasce na fonte serena do mundo

E que abre um profundo grotão

Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias e matam a sede da população

Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão

E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra

Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra planeta água.


Guilherme Arantes

(Fonte: https://www.letras.mus.br/guilherme-arantes/46315/, acesso em janeiro de 2020.)



No trecho “A água era considerada um recurso inesgotável.”, a palavra destacada pode ser substituída sem alteração de significado por:
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Q1140032 Português

    Texto 1

               Refugiados climáticos: uma realidade brasileira


      Compreender os processos migratórios no Brasil tem sido objeto de pesquisadores da área ambiental, especialmente de mudanças climáticas, nos últimos anos. O que antes era praticamente creditado a questões estritamente socioeconômicas, hoje já tem uma análise mais aprofundada. Os deslocamentos humanos ou processos migratórios ambientais têm ganhado uma atenção especial. Um contingente da população já é definido como migrantes, deslocados ou refugiados climáticos ou ambientais, um conjunto de terminologias que está sendo construído internacionalmente, pois ainda não há uma definição oficial no direito ambiental. Porém, o que é certo por aqui é que uma significativa parte deles provém da região Nordeste do país. A proposta é que deixem de ser invisibilizados, neste contexto, nas estruturas burocráticas.

      Com este enfoque, o estudo Mudanças no padrão espaço-temporal de secas no nordeste brasileiro, publicado na Atmopsheric Science Letters, no ano passado, revelou que a seca, entre 2012 e 2017, foi a pior em 30 anos e prejudicou a população de 24 milhões de pessoas que vive na região, promovendo milhares de deslocamentos, em especial para a região Sudeste, algo que já ocorria em determinados períodos, desde a década de 1990. As secas anteriores também analisadas aconteceram entre 1982- 1983, 1992-1993 e 1997-1998. O trabalho foi realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e de outras instituições, sob coordenação da pesquisadora Ana Paula Cunha.

      Segundo os cientistas, alguns dos aspectos a serem considerados no processo da seca severa é a interferência do El Niño (em grande parte das ocorrências), que contribuiu para o aquecimento do oceano Pacífico Equatorial e fez com que as nuvens de chuva se dirigissem para longe do Nordeste e do continente. Mais uma causa associada é atribuída ao aquecimento do Oceano Atlântico no Hemisfério Norte do planeta, o mesmo fenômeno que tem motivado o aumento de registro de furacões, entre outras.

      O levantamento alerta que a combinação de alta variabilidade espacial e temporal das chuvas, falta de irrigação, degradação da terra devido ao manejo inadequado do solo e a pobreza em larga escala nas áreas rurais tornam a região uma das áreas mais vulneráveis do mundo aos impactos das mudanças climáticas. 

      Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), desde o ano de 2009, estima-se que a cada segundo uma pessoa é deslocada em razão de um desastre ambiental. Em 2018, foram 17 milhões de novos deslocamentos relativos a desastres naturais e às mudanças climáticas, no planeta, de acordo com o Centro de Monitoramento de Deslocados Internos, que fica em Genebra. Nas próximas três décadas, o alerta é ainda maior. Segundo o Banco Mundial, a mudança climática deverá expulsar 140 milhões pessoas de suas casas. Todos estes dados reforçam que não é mais possível desconsiderar esta questão nas agendas das políticas públicas dos países e do próprio direito internacional.


(Texto adaptado de :

https://envolverde.cartacapital.com.br/refugiados-climaticos-uma-realidade-brasileira/)







                  

Assinale a alternativa que representa o antônimo para o vocábulo destacado: “A proposta é que deixem de ser invisibilizados, neste contexto, nas estruturas burocráticas.”
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Q1139838 Português

     Leia o texto, para responder à questão.


    Os fatos foram opostos – inundação e fogaréu –, e a reação a eles também. Em uma mesma semana, a cidade italiana de Veneza e a costa leste da Austrália materializaram o embate que contrapõe “ambientalistas” a “negacionistas” quando o assunto são as mudanças climáticas que afetam o planeta. Na quarta-feira 13, o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, declarou estado de emergência na extraordinariamente bela capital da região do Vêneto, no norte da Itália, notabilizada por seus canais. Motivo: a maior cheia já registrada nos últimos cinquenta anos. O nível da água se elevou tanto que agravou a degradação de construções históricas – e, pior, fez duas vítimas logo nos primeiros dias, mortas em suas casas. As águas subiram quase 2 metros, e ondas de mais de 1 metro e meio atingiram cerca de 85% da cidade. Um horror.

      “Pedimos ao governo que nos ajude. O custo será alto. Esse é o resultado da mudança climática”, escreveu o prefeito nas redes sociais. Um relatório de 2017 de uma Agência Nacional italiana advertiu que a cidade dos canais ficará submersa até o final deste século se o aquecimento global não for contido por medidas como as previstas no Acordo de Paris de 2015.

      Mas, se em Veneza o Poder Executivo reconheceu publicamente que as inundações decorriam do peso da interferência humana no clima da Terra, a 16000 quilômetros de lá, outra catástrofe para o meio ambiente foi definida como “natural” – apesar de seu inédito impacto. O fogo começou a destruir a mata costeira em regiões muito próximas a Sidney. As labaredas devastaram cerca de 1000 quilômetros de área florestal, provocando a morte de pessoas e de animais únicos da fauna do país. Encarando tudo como fenômeno da natureza, o vice-premiê australiano chamou de “lunáticos” os que acreditam no aquecimento global.

                             (Sabrina Brito, Entre a água e o fogo. Veja, 20.11.2019. Adaptado)

As expressões – materializaram e notabilizada –, destacadas no primeiro parágrafo, têm como sinônimos adequados ao contexto, respectivamente,
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Q1139635 Português

      Para qualquer outro país do mundo, uma população de um bilhão e trezentos milhões seria com certeza um grande problema, não um tremendo recurso de poder na esfera internacional. Mas a China compreendeu que aquela enorme massa de gente, combinada com seu rápido avanço econômico e com o férreo controle exercido pelo Partido Comunista, poderia ser usada como uma arma poderosa. E a China de fato a utiliza. Utiliza-a não apenas para sustentar uma posição de força em suas negociações com outras potências, mas para projetar sobre elas, até sobre os Estados Unidos, sua concepção totalitária de poder.

      Os estúdios de Hollywood, por exemplo, estão aprendendo uma dura lição. Se quiserem mostrar seus filmes no vasto mercado chinês, têm de __________ a um interminável labirinto de censura. Para serem aprovados, têm de mostrar que a sociedade ideal é ordeira, disciplinada, quase idílica, tal como o governo quer que sua sociedade seja apresentada aos cidadãos chineses.

      A sociedade idílica é só o pano de fundo. Na China, existem quatro assuntos nos quais uma pessoa ou empresa estrangeira sensata não deve tocar: Hong Kong, Taiwan, Tianamen e Tibete. O jornalista Jonah Blank, da revista The Atlantic, relata um exemplo assaz ilustrativo. No dia 4 de outubro último, Daryl Morey, administrador da associação de basquete Houston Rockets, disse a seguinte frase: “Lutar pela liberdade, apoiar Hong Kong”. Em questão de horas, a associação chinesa de basquete, que detém direitos exclusivos de transmissão dos Rockets para a China, mandou o recado. Nem vem que não tem. Mais que depressa, a mencionada associação americana veio a público declarar que o Sr. Morey NÃO fala pela associação.

      Entre as diversas histórias relatadas por Jonah Blank, há o caso muito impressionante das empresas aéreas internacionais. Ano passado, mais de quarenta companhias foram obrigadas a apagar de seus websites todas as referências a Taiwan como um “país”. Para a China, como se sabe, Taiwan é um “território rebelde”. Todas obedeceram, claro. Sem choro nem vela.

      Eis aí, em breves linhas, uma das maiores, __________ a maior indagação do século XXI. O que virá primeiro: o início de democracia na China ou a submissão de grande parte do Ocidente ao padrão de governo totalitário que rege a vida do país?

(Bolívar Lamounier. Disponível em: https://istoe.com.br/a-limonada-chinesa/. Adaptado.) 

Para caracterizar a população chinesa como “arma poderosa”, o autor explora o viés:
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Q1139418 Português

  INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



Milhares de pessoas adotam em Madri o
grito de Greta Thunberg diante da
crise climática


A falta de ação dos Governos contra o aquecimento
global leva manifestantes às ruas. “Os líderes estão nos
traindo”, lamenta a jovem ativista sueca.



Milhares de pessoas saíram às ruas nesta sexta-feira em Madri para exigir que os líderes políticos ajam contra o aquecimento global. Os manifestantes uniram sua voz à dos cientistas que alertam há anos através de seus relatórios que as emissões de gases de efeito estufa decorrentes das atividades humanas levam a um aquecimento global que terá duras consequências.

Para a capital da Espanha, que acolhe até 13 de dezembro a Cúpula do Clima da ONU — conhecida como COP25 — , a manifestação maciça significou uma explosão extraordinária de reivindicações climáticas. Para a jovem ativista Greta Thunberg, promotora de um movimento global de protesto contra o aquecimento e a falta de ação dos Governos, foi mais uma sexta-feira de protesto depois de uma longa travessia desde os EUA. E, novamente, rodeada por milhares de pessoas, como acontece com ela há muitos meses. A ativista, finalmente, não conseguiu completar o percurso caminhando por causa do grande afluxo de gente, embora tenha participado do ato final. “Os líderes estão nos traindo. Já chega”, lamentou Thunberg no fim da manifestação, no palco que foi montado. “A mudança vem, quer vocês gostem ou não”, acrescentou a respeito da pressão sobre os presidentes vinda das ruas.

Neste último ano — esta é a segunda cúpula climática de que Thunberg participa, a primeira foi em Katowice (Polônia) e ela era uma ativista muito pouco conhecida — a jovem se tornou uma estrela midiática e um ícone da luta contra a mudança climática, que, como aconteceu nesta sexta-feira antes da manifestação, não pode caminhar pela COP25 sem uma forte escolta para protegê-la dos jornalistas. A tal ponto se tornou uma estrela que um dos momentos mais importantes da anódina Cúpula do Clima de Madri, que está na metade, é a manifestação desta sexta-feira e a participação de Thunberg, que utilizou meios de transporte mais baixos em emissões para chegar à Espanha.

“É preciso fazer algo já, antes que seja irreversível”, resumiu o espírito do protesto Ainhoa Sánchez, uma jovem de 17 anos, membro do coletivo da Extinction Rebellion, durante a manifestação. A manifestação desta sexta-feira é a terceira grande marcha contra a passividade diante da mudança climática que acontece em Madri. A primeira foi em março e foi protagonizada por adolescentes e jovens que estão na vanguarda desse protesto global. Da segunda, já em setembro e enquadrada naquela que ficou conhecida como greve mundial pelo clima, os adultos também participaram. E na desta sexta-feira já não havia diferença de idade, mas uma grande disparidade entre os números de participação fornecidos pelos organizadores (que falaram de 500 000 pessoas) e os dados divulgados pela Delegação do Governo, 15 000. Uma porta-voz explicou que esses últimos dados são baseados nos cálculos feitos por agentes do Corpo Nacional de Polícia por meio de um helicóptero.

“É preciso fazer algo”, disse sobre a falta de ação contra a mudança climática Ana Malón, de 54 anos, que veio de Pamplona. A manifestação busca instar os cerca de 200 países que se reúnem durante estes dias em Madri — depois da renúncia do Chile a sediar este evento anual devido aos intensos protestos que vive — a serem mais ambiciosos na luta contra a mudança climática. “Temos apenas dez anos para deter as piores consequências da mudança climática”, explicou o ator Javier Bardem, que do palco atacou o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, e o presidente Donald Trump, chamando-os de estúpidos por suas medidas contra o meio ambiente.

“Não queremos que vocês declarem a emergência climática, mas que ajam”, espetou os responsáveis políticos Vanessa Nakate, ativista ugandense do movimento Fridays for Future, liderado por Thunberg. Embora a cúpula de Madri seja uma reunião de transição, durante a próxima semana, os países terão uma oportunidade de ouro para serem mais ambiciosos e se comprometerem a apresentar planos mais duros de redução de suas emissões de efeito estufa. Manuel, de 56 anos, advertiu durante a marcha sobre a existência de “um monte de relatórios e de centros de pesquisa” que alertam que o caminho agora não é o correto. A ciência, e isso os ativistas esgrimem com força, aponta que os planos que os Estados têm sobre a mesa não serão suficientes para que o aquecimento permaneça dentro de níveis não catastróficos, razão pela qual são necessárias reduções muito mais duras. “Temos de ser capazes de dar uma resposta aos jovens”, reconheceu antes da manifestação Valvanera Ulargui, diretora do Escritório Espanhol de Mudança Climática.


Disponível em: <http://twixar.me/VmvT>.

Acesso em: 8 dez. 2019 (Adaptação).

Considere as afirmativas a seguir.


I. No trecho “A manifestação busca instar os cerca de 200 países que se reúnem durante estes dias em Madri [...]”, a palavra destacada significa pedir com insistência, insistir.

II. No trecho “'Não queremos que vocês declarem a emergência climática, mas que ajam', espetou os responsáveis políticos [...]”, a palavra destacada significa criticar sem muita intensidade.

III. No trecho “[...] não havia diferença de idade, mas uma grande disparidade entre os números de participação fornecidos pelos organizadores [...]”, a palavra destacada significa insensatez, despropósito.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1139411 Português

  INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



Milhares de pessoas adotam em Madri o
grito de Greta Thunberg diante da
crise climática


A falta de ação dos Governos contra o aquecimento
global leva manifestantes às ruas. “Os líderes estão nos
traindo”, lamenta a jovem ativista sueca.



Milhares de pessoas saíram às ruas nesta sexta-feira em Madri para exigir que os líderes políticos ajam contra o aquecimento global. Os manifestantes uniram sua voz à dos cientistas que alertam há anos através de seus relatórios que as emissões de gases de efeito estufa decorrentes das atividades humanas levam a um aquecimento global que terá duras consequências.

Para a capital da Espanha, que acolhe até 13 de dezembro a Cúpula do Clima da ONU — conhecida como COP25 — , a manifestação maciça significou uma explosão extraordinária de reivindicações climáticas. Para a jovem ativista Greta Thunberg, promotora de um movimento global de protesto contra o aquecimento e a falta de ação dos Governos, foi mais uma sexta-feira de protesto depois de uma longa travessia desde os EUA. E, novamente, rodeada por milhares de pessoas, como acontece com ela há muitos meses. A ativista, finalmente, não conseguiu completar o percurso caminhando por causa do grande afluxo de gente, embora tenha participado do ato final. “Os líderes estão nos traindo. Já chega”, lamentou Thunberg no fim da manifestação, no palco que foi montado. “A mudança vem, quer vocês gostem ou não”, acrescentou a respeito da pressão sobre os presidentes vinda das ruas.

Neste último ano — esta é a segunda cúpula climática de que Thunberg participa, a primeira foi em Katowice (Polônia) e ela era uma ativista muito pouco conhecida — a jovem se tornou uma estrela midiática e um ícone da luta contra a mudança climática, que, como aconteceu nesta sexta-feira antes da manifestação, não pode caminhar pela COP25 sem uma forte escolta para protegê-la dos jornalistas. A tal ponto se tornou uma estrela que um dos momentos mais importantes da anódina Cúpula do Clima de Madri, que está na metade, é a manifestação desta sexta-feira e a participação de Thunberg, que utilizou meios de transporte mais baixos em emissões para chegar à Espanha.

“É preciso fazer algo já, antes que seja irreversível”, resumiu o espírito do protesto Ainhoa Sánchez, uma jovem de 17 anos, membro do coletivo da Extinction Rebellion, durante a manifestação. A manifestação desta sexta-feira é a terceira grande marcha contra a passividade diante da mudança climática que acontece em Madri. A primeira foi em março e foi protagonizada por adolescentes e jovens que estão na vanguarda desse protesto global. Da segunda, já em setembro e enquadrada naquela que ficou conhecida como greve mundial pelo clima, os adultos também participaram. E na desta sexta-feira já não havia diferença de idade, mas uma grande disparidade entre os números de participação fornecidos pelos organizadores (que falaram de 500 000 pessoas) e os dados divulgados pela Delegação do Governo, 15 000. Uma porta-voz explicou que esses últimos dados são baseados nos cálculos feitos por agentes do Corpo Nacional de Polícia por meio de um helicóptero.

“É preciso fazer algo”, disse sobre a falta de ação contra a mudança climática Ana Malón, de 54 anos, que veio de Pamplona. A manifestação busca instar os cerca de 200 países que se reúnem durante estes dias em Madri — depois da renúncia do Chile a sediar este evento anual devido aos intensos protestos que vive — a serem mais ambiciosos na luta contra a mudança climática. “Temos apenas dez anos para deter as piores consequências da mudança climática”, explicou o ator Javier Bardem, que do palco atacou o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, e o presidente Donald Trump, chamando-os de estúpidos por suas medidas contra o meio ambiente.

“Não queremos que vocês declarem a emergência climática, mas que ajam”, espetou os responsáveis políticos Vanessa Nakate, ativista ugandense do movimento Fridays for Future, liderado por Thunberg. Embora a cúpula de Madri seja uma reunião de transição, durante a próxima semana, os países terão uma oportunidade de ouro para serem mais ambiciosos e se comprometerem a apresentar planos mais duros de redução de suas emissões de efeito estufa. Manuel, de 56 anos, advertiu durante a marcha sobre a existência de “um monte de relatórios e de centros de pesquisa” que alertam que o caminho agora não é o correto. A ciência, e isso os ativistas esgrimem com força, aponta que os planos que os Estados têm sobre a mesa não serão suficientes para que o aquecimento permaneça dentro de níveis não catastróficos, razão pela qual são necessárias reduções muito mais duras. “Temos de ser capazes de dar uma resposta aos jovens”, reconheceu antes da manifestação Valvanera Ulargui, diretora do Escritório Espanhol de Mudança Climática.


Disponível em: <http://twixar.me/VmvT>.

Acesso em: 8 dez. 2019 (Adaptação).

Releia este trecho.

“A tal ponto se tornou uma estrela que um dos momentos mais importantes da anódina Cúpula do Clima de Madri, que está na metade, é a manifestação desta sexta-feira e a participação de Thunberg, que utilizou meios de transporte mais baixos em emissões para chegar à Espanha.”

A palavra destacada indica, pelo contexto, que a Cúpula do Clima

Alternativas
Q1138851 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

Nos trechos a seguir, a palavra destacada pode ser substituída pela palavra entre parênteses sem alterar o sentido original do trecho, exceto em:
Alternativas
Q1138579 Português

Julgue o item no que se refere às estruturas linguísticas do texto.


Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos originais do texto caso a expressão “lançou mão” (linha 7) fosse substituída por abrir mão.

Alternativas
Ano: 2020 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Barão de Cocais - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Assistente Social - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Técnico de Cadastro Único | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Terapeuta Ocupacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Pedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Advogado - Procuradoria do Município | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Advogado - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Analista de Políticas Públicas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Coordenador - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Psicólogo - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Enfermeiro ESF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor - MAP I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Dentista - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor de Sala de Recursos Multifuncionais | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor de Educação Física - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Médico Especialista Psiquiatra | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Farmacêutico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Médico - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Psicólogo ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Assistente Social - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II- Edução Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Arquiteto |
Q1138542 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto IV a seguir para responder à questão .

TEXTO IV

“Causou-me certa irritação ler um folheto, no consultório do meu médico, alertando sobre o perigo de parar de tomar comprimidos de antibiótico antes do tempo prescrito. Não há nada de errado no aviso em si, mas a justificativa apresentada preocupou-me. O folheto explica que as bactérias são ‘espertas’ e ‘aprendem’ a lidar com antibióticos. Presumivelmente os autores acharam que o fenômeno da resistência aos antibióticos seria mais fácil de entender se eles o chamassem de aprendizado em vez de seleção natural. Mas falar em esperteza e aprendizado para bactérias é confundir o público, e sobretudo não ajuda o paciente a compreender por que ele deve seguir a instrução de continuar tomando comprimidos até o fim. […] Se entre as bactérias houver variação genética que as torne mais suscetíveis ao antibiótico do que outras, uma dose intermediária será sob medida para uma seleção benéfica aos genes que favorecem a resistência.” 

Disponível em: <encurtador.com.br/dCKMP >.
Acesso em: 16 nov. 2019 [Fragmento adaptado].

Releia este trecho. “Mas falar em esperteza e aprendizado para bactérias é confundir o público, e sobretudo não ajuda o paciente a compreender por que ele deve seguir a instrução de continuar tomando comprimidos até o fim.”

Considere as afirmativas a seguir a respeito do termo destacado.


I. Trata-se, nesse contexto, de um advérbio, que por definição gramatical é invariável.

II. Pode ser, em alguns contextos, um substantivo, ou grafado separadamente (sobre tudo), em outros.

III. Pode ser substituído pela palavra “mormente”, sem alteração do sentido da frase.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1138416 Português
Leia o texto sobre o caranguejo-uçá para responder á questão .

O caranguejo-uçá vive nos manguezais e sua reprodução ocorre de dezembro a abril. Nessa época, os caranguejos saem das tocas para acasalamento e liberação de ovos. Durante esse período, chamado “andada”, ocorre o defeso. Nesses dias, são proibidos, além da captura, a manutenção em cativeiro, o beneficiamento, o transporte, a industrialização, a comercialização, o armazenamento dos caranguejos-uçá, bem como das partes isoladas (desfiado, puãs, pinças e garras) de qualquer origem, conforme orientações da Prefeitura de Vila Velha para o primeiro defeso de 10 a 15 de janeiro.

Uma turma de 4º ano do EF leu o texto sobre o caranguejo-uçá durante o desenvolvimento do projeto sobre a preservação dos ambientes locais desenvolvido pela escola. A tarefa seguinte seria a de confeccionar cartazes para o mural, explicando conceitos importantes para o público. Assim, no cartaz sobre o defeso, deveria constar o seguinte conceito:

Alternativas
Q1138401 Português
Leia o que se pede e responda à questão .

Pessoas são diferentes

São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes...

Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!

Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.

Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.

Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.

Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!

Ruth Rocha

http://poesiaparacrianca.blogspot.com/2010/02/pessoas-sao-diferentessao-duas.html 24/01/2020

Nas duas primeiras estrofes do poema, para expressar a oposição entre as características possíveis de crianças diferentes, observa-se o emprego de:
Alternativas
Q1138221 Português

                  O bar que vende doses de oxigênio em Nova Déli,

                                  cidade tomada pela poluição


Com a cidade tomada pela poluição, um bar em Nova Déli, capital da Índia, vende doses de oxigênio aromatizado para a população. A promessa é que a inalação ajuda o corpo a se desintoxicar de poluentes.

O estabelecimento cobra dos clientes o equivalente a até R$ 27 por 15 minutos de “ar puro”. Entre as opções de aroma, estão menta e lavanda.

Nova Déli sofre com altos índices de poluição e até estado de emergência já foi declarado na cidade por esse motivo. E o problema também afeta outras áreas do país.

Das 30 cidades mais poluídas, 22 estão na Índia, segundo pesquisa da ONG Greenpeace e do IQ AirVisual, grupo baseado na Suíça.

Médicos questionam, no entanto, os benefícios da inalação de oxigênio como oferecido no bar, já que o problema é a baixa qualidade do ar na cidade, e não o baixo nível de oxigênio.

Além disso, não há comprovação científica a respeito dos benefícios do suplemento de oxigênio.


Disponível em:<https://www.bbc.com/portuguese/

geral-50580098>. Acesso em: 4 dez. 2019 (Adaptação).

Releia este trecho.


“Das 30 cidades mais poluídas, 22 estão na Índia, segundo pesquisa da ONG Greenpeace e do IQ AirVisual, grupo baseado na Suíça.”


A palavra destacada indica, pelo contexto, que o IQ AirVisual

Alternativas
Q1137913 Português

No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do  texto, julgue o item.


No trecho da linha 16, a expressão “[mistura] de raízes tuberosas com leguminosas”  sugere se tratar de farinha  de mandioca com feijão, ingredientes que compõem o  famoso “tutu” (linha 17). 

Alternativas
Q1137911 Português

No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do  texto, julgue o item.


No  texto, a expressão “Por sua vez” (linha  8) relaciona‐se com o período iniciado na  linha 5, qual seja, “Alimentos de origem animal são boas fontes de proteínas”, e pode ser substituída por Por seu turno, sem prejuízo gramatical. 

Alternativas
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRO-DF Prova: Quadrix - 2020 - CRO-DF - Fiscal I |
Q1137791 Português

Texto para o item.


Internet: <emfocomidia.com.br> (com adaptações).


Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“que surgiram no mercado” (linha 17) por à disposição no mercado

Alternativas
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRO-DF Prova: Quadrix - 2020 - CRO-DF - Fiscal I |
Q1137790 Português

Texto para o item.


Internet: <emfocomidia.com.br> (com adaptações).


Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“estão” (linha 15) por veem

Alternativas
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRO-DF Prova: Quadrix - 2020 - CRO-DF - Fiscal I |
Q1137788 Português

Texto para o item.


Internet: <emfocomidia.com.br> (com adaptações).


Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“modos abruptos” (linha 4) por rudes métodos

Alternativas
Q1137546 Português

TEXTO I


                                     Para o futuro chegar mais rápido

É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos rankings globais de participação feminina na política. Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado nas últimas eleições. [...]

Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se celebrar.

Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários 108 anos para que o mundo alcance a igualdade de gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É uma projeção que precisa ser lida como um compêndio gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos ainda em formação, de noivas que deveriam estar brincando – de boneca ou de carrinho.

Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra cujo novo significado ainda não foi compreendido pela geração que hoje está no poder: meninas.

Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em transição, menina. Uma busca pelo termo no Google Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas, quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.

Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta meninas para que sejam líderes na mudança em direção a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você está entre aqueles para quem o termo menina denota condescendência, permita-me contar o que elas andam aprontando.

Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela, que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense, queria fazer um evento para algumas dezenas de meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam os adultos que ainda não entenderam do que elas são capazes – quando um par de meninas sentou à sua frente para negociar os detalhes de uma tarde que envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das maiores jornalistas esportivas do país.

Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco continentes em Washington. Contando com uma rede enorme – elas aprendem cedo o poder das redes – Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78 estudantes selecionados para participar do Parlamento Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência da Câmara.

Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que havia agendado uma audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade tem particular interesse por advocacy, e essas meninas cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina, que encampou o plano do Clube.

A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela preencheu com absoluta facilidade os requisitos que me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up, a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000 habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o estudo do inglês.

A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma delas vive em um dos metros quadrados mais caros do país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google: elas não estão sozinhas.

Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão em um grupo de WhatsApp onde trocam informações sobre processos seletivos de universidades no exterior, um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas, muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos às meninas uma vida livre de violências e asseguramos seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso benéfico para todos nós.

É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito, ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes de uma onda poderosa, inteligente, conectada e crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.

Disponível em:<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/10/opinion/1570715827_ 082487.html > . Acesso em: 14 out. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta palavra entre parênteses que não substitui corretamente a palavra em destaque.
Alternativas
Respostas
4921: D
4922: A
4923: A
4924: A
4925: D
4926: E
4927: A
4928: D
4929: C
4930: E
4931: D
4932: B
4933: C
4934: B
4935: C
4936: C
4937: C
4938: E
4939: C
4940: D