Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
Foram encontradas 13.774 questões
Leia o texto a seguir para responder a questão.
O que é a 'cultura de cancelamento' Mariana Sanches - @mariana_sanches - Da BBC News Brasil em Washington - 25 julho 2020 (adaptado)
O movimento hoje conhecido como "cultura do cancelamento" começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Seria uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.
Funciona assim: um usuário de mídias sociais, como Twitter e Facebook, presencia um ato que considera errado, registra em vídeo ou foto e posta em sua conta, com o cuidado de marcar a empresa empregadora do denunciado e autoridades públicas ou outros influenciadores digitais que possam amplificar o alcance da mensagem. É comum que, em questão de horas, o post tenha sido replicado milhares de vezes.
O cancelamento (da cultura) é diferente da trollagem
típica de internet, eventualmente com insultos
coordenados, frequente em disputas de opinião
entre usuários das redes. O "cancelamento" é um
ataque à reputação que ameaça o emprego e os
meios de subsistência atuais e futuros do cancelado.
Extremamente frequente nos Estados Unidos, ela
hoje abate personalidade, mas também anônimos.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
O que é a 'cultura de cancelamento' Mariana Sanches - @mariana_sanches - Da BBC News Brasil em Washington - 25 julho 2020 (adaptado)
O movimento hoje conhecido como "cultura do cancelamento" começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Seria uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.
Funciona assim: um usuário de mídias sociais, como Twitter e Facebook, presencia um ato que considera errado, registra em vídeo ou foto e posta em sua conta, com o cuidado de marcar a empresa empregadora do denunciado e autoridades públicas ou outros influenciadores digitais que possam amplificar o alcance da mensagem. É comum que, em questão de horas, o post tenha sido replicado milhares de vezes.
O cancelamento (da cultura) é diferente da trollagem
típica de internet, eventualmente com insultos
coordenados, frequente em disputas de opinião
entre usuários das redes. O "cancelamento" é um
ataque à reputação que ameaça o emprego e os
meios de subsistência atuais e futuros do cancelado.
Extremamente frequente nos Estados Unidos, ela
hoje abate personalidade, mas também anônimos.
“O pessimismo, depois que você se acostuma com ele, é tão agradável quanto o otimismo.”
Assinale a opção que mostra a maneira de reescrever essa frase que modifica o seu sentido original.
Um escritor francês disse que
“Nem os estadistas, nem os atores sabem se aposentar na hora certa.”
Assinale a opção que apresenta a frase que reproduz corretamente o sentido dessa frase.
Para manter o sentido original, o vocábulo mas no texto do cartaz
“Mãe, desculpe! Deixei o quarto bagunçado,
mas fui arrumar o Brasil.”
não pode ser substituído por
“Os negociantes não têm amigos, apenas clientes.”
Nesta frase há uma ligação semântica entre negócios/clientes, ligação essa que não se repete de forma adequada em
“Um governo que se sustenta é um governo que cai.”
Assinale a opção que mostra um problema de estruturação da afirmativa acima.
“Os deuses certamente não revelaram tudo aos mortais desde o princípio, mas, procurando os homens encontram pouco a pouco o melhor.” (Xenófanes, poeta e filósofo grego)
As opções a seguir mostram mudanças vocabulares que mantém seu sentido original, à exceção de uma. Assinale-a.
Observe as frases abaixo:
I- A aluna fez uma excelente descrição dos casos de subordinação e coordenação;
II- A discrição é muito importante no ambiente profissional.
Após observar as duas frases acima, pode-se dizer
que o par de palavras DESCRIÇÃO/ DISCRIÇÃO
relaciona-se ao estudo da:
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Você é um número
Por Clarice Lispector
Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista tem carteira com número, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento -- tudo é número.
Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira.
É por isso que vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral.
Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.
Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número no recenseamento. Se é católico recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.
Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.
Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica.
Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.
E Deus não é número.
Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em 987. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?
Fonte:
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12336/voce-e-um-numero
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A ÁRVORE QUE PENSAVA BASTANTE
(1o§) Houve uma árvore que pensava e ficou conhecida porque pensava muito. E não parava de pensar. Um dia transpuseram-na para a praça no centro da cidade. (2o§) Fez-lhe bem a deferência e ela ficou satisfeita. Ela se entusiasmou, cresceu, agigantou-se.
(3o§) Aí vieram os homens e podaram seus galhos. A árvore estranhou o fato e corrigiu seu crescimento, pensando estar na direção de seus galhos a causa da insatisfação dos homens.
(4o§) Mas quando ela novamente se agigantou, os homens voltaram e novamente amputaram seus galhos. E continuaram destruindo a árvore que não fazia mal a ninguém.
(5o§) A árvore queria satisfazer os homens por julgá-los seus benfeitores, e parou de crescer. E como ela não crescesse mais, os homens a arrancaram da praça e plantaram outra em seu lugar.
(Oswaldo França Júnior. As laranjas iguais. Rio de janeiro. Nova Fronteira.)
(https://brainly.com.br/tarefa/367413630)
https://brainly.com.br/tarefa/367413630
Marque o que NÃO se comprova no período: "Fez-lhe bem a deferência e ela ficou satisfeita".

Andreas Jahn e Wibke Larink. Aula de anatomia. In: Revista
Mente&Cérebro, edição especial Neurociência 2,
n.o 50, jun./jul. de 2015 (com adaptações)
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item.
No primeiro período do texto, não aparece o sujeito de “cogitou” (linha 1), que significa o mesmo que perguntou.

Andreas Jahn e Wibke Larink. Aula de anatomia. In: Revista
Mente&Cérebro, edição especial Neurociência 2,
n.o 50, jun./jul. de 2015 (com adaptações)
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O sentido original e a correção gramatical do texto
seriam preservados se o trecho “por baixo do
crânio” (linha 15) fosse reescrito da seguinte maneira:
sob o crânio.
Texto para o item.

Jairo Bouer. Homo paradoxalis. In: Revista da Cultura,
edição 105, jul./ago. 2016 (com adaptações).
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A substituição da expressão “em que” (linha 43) pelo
vocábulo onde manteria a correção gramatical e os
sentidos originais do texto.
Texto para o item.

Jairo Bouer. Homo paradoxalis. In: Revista da Cultura,
edição 105, jul./ago. 2016 (com adaptações).
Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A palavra “fortuita” (linha 12) está empregada com o
mesmo sentido de sagrada.
TEXTO I
É assim que acontece a bondade
Rubem Alves
(...)
O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora:
astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras.
Mas há coisas que não estão do lado de fora, coisas que moram dentro do corpo.
Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera…
Sim, sim! Imagine isto: o corpo como um grande canteiro!
Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes.
Elas poderão acordar, como a Bela Adormecida acordou com um beijo.
Mas poderão também não brotar.
Tudo depende…
As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra.
E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas…
De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam:
as pragas, tiriricas, picões…
Uma dessas sementes é a “solidariedade”.
A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora,
ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos.
Se ela fosse uma entidade do mundo de fora poderia ser ensinada e produzida.
A solidariedade é uma entidade do mundo interior.
Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz.
A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente…
Veja o ipê florido!
Nasceu de uma semente.
Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica,
nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça.
Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz:
“A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”.
O ipê floresce porque floresce.
Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.
A solidariedade é como o ipê:
nasce e floresce.
Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos.
Não se pode ordenar: “Seja solidário!”
A solidariedade acontece como um simples transbordamento:
as fontes transbordam…
Já disse que solidariedade é um sentimento.
É esse o sentimento que nos torna humanos.
A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo.
Ela me pede que eu compre um pacotinho das suas balas.
Eu e a criança – dois corpos separados e distintos.
Mas, ao olhar para ela, estremeço:
algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo.
E então, por uma magia inexplicável, esse sentimento imaginado se aloja junto dos meus próprios sentimentos.
Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres,
e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles.
O que sinto não são meus sentimentos.
Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar.
Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim.
Meu corpo sofre uma transformação:
ele não é mais limitado pela pele que o cobre.
Expande-se.
Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo.
Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por um mandamento ético.
É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade.
Pela magia do sentimento de solidariedade meu corpo passa a ser morada do outro.
É assim que acontece a bondade.
O menino me olhou com olhos suplicantes.
E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes…
Disponível em https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/09/11/e-assim-que-acontece-a-bondade/