Questões de Concurso
Sobre regência em português
Foram encontradas 6.860 questões
“O professor não alfabetiza uma criança sozinho”
As disputas sobre a melhor maneira de alfabetizar já duram algumas décadas no Brasil. Não é de hoje que um método é posto em cheque, como o caso de Paulo Freire na atual gestão do Ministério da Educação (MEC). De um lado, há quem defenda o foco no ensino das relações entre os sons e as letras. Do outro, estão os partidários de uma abordagem que parta do uso de textos reais para fazer com que as próprias crianças desenvolvam o seu conhecimento sobre a escrita.
Debatendo suas experiências em sala de aula no 3º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, em São Paulo, as professoras Ticiane Maria de Souza, especialista em Gestão Escolar e docente da Rede Municipal de Sobral, no Ceará, e Mirlene Barcelos, do Núcleo de Alfabetização e Letramento, um projeto da Secretaria de Educação da prefeitura Municipal de Lagoa Santa, concordam que a principal discussão não é o método ideal de alfabetização a ser aplicado, mas, sim, como englobar todos os alunos nesse processo.
“A preocupação é fazer com que os alunos aprendam de forma lúdica, porque brincando também se aprende, e assim conseguimos atingir a todos”, explica Mirlene. A professora participa de projetos adequados à Base Comum Curricular (BNCC) em que alunos do Ensino Fundamental retomam conteúdos por meio de jogos. É o caso do Alfalendo, em que as crianças expõem trabalhos literários que o professor desenvolve em sala de aula, de leituras escolhidas por elas. Há ainda o Soletrando, em que diferentes escolas da rede competem entre si pelos maiores acertos em Língua Portuguesa.
Essas experiências lúdicas nas escolas da cidade trazem resultados animadores para a aprendizagem. O Ideb 2017 nos anos iniciais da rede pública de Lagoa Santa atingiu a meta, cresceu e alcançou a nota 6,5, acima da média dos municípios do país, que foi 5,8.
Para que os bons trabalhos continuem, a professora de Sobral, Ticiane de Souza, vê como imprescindível que as decisões em Educação sejam tomadas em rede. “O professor não alfabetiza sozinho, ele precisa de apoio da gestão da escola e da secretaria de sua rede de ensino”, defende. Nas escolas da cidade do Ceará, os professores fazem a escuta individual dos alunos, diagnosticando o que a criança ainda precisa aprender e como o professor e a coordenação podem intervir, além de visitar as famílias e compartilhar com elas essas avaliações.
A rede também foca na leitura como gancho para a Alfabetização e o envolvimento subjetivo e familiar dos alunos. “Os pais participam de contação de histórias na escola, os professores fazem cafés e cirandas da leitura, descobrindo o que desperta a curiosidade das crianças”. Essa atuação coletiva faz da cidade o destaque nacional em Educação. Sobral atingiu resultados acima da meta estipulada desde a criação do Ideb, em 2007. De lá para cá, o município cearense se manteve em curva crescente e no Ideb 2017 conseguiu a nota 9,1, quando a meta estabelecida para o ano era 5,6.
“O método de Alfabetização bom é aquele que o professor conhece, é uma mistura de estratégias diferentes, é o desafio de cativar os alunos, sem deixar ninguém para trás”, afirma Mirlene Barcelos. Segundo a professora, para replicar boas experiências, é preciso dar autonomia ao professor para trabalhar com a sua turma. De acordo com ela, ainda é necessário aproveitar a idade certa da Alfabetização. “Dos 4 aos 6 anos, as crianças aprendem muito”, diz. “Usar essa facilidade a favor do letramento é ideal”.
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/18211/o-professor-nao-alfabetiza-uma-crianca-sozinho
Flamengo, bem cotado nos gramados e à sombra
da maior tragédia de sua história
Apesar do time vencedor e rentável, clube é cobrado pelos
familiares de garotos mortos em incêndio do
Ninho do Urubu, em fevereiro
Duas realidades opostas se chocam ao expressar as emoções de 2019 para o Flamengo. De um lado, o time avassalador que investiu mais de 200 milhões de reais em reforços pode se sagrar campeão brasileiro e da América neste fim de semana e, com os cofres turbinados por premiações, bate o recorde de faturamento em sua história. Do outro, a instituição abalada pelas repercussões do incêndio que matou 10 jovens em seu centro de treinamento, no início de fevereiro. Apesar do sucesso da equipe de Jorge Jesus, Gabigol e companhia, a sombra da tragédia não se descola da imagem do clube nem da cúpula rubro-negra.
Na última segunda-feira, familiares de Samuel Thomas Rosa, lateral-direito de 15 anos que foi uma das vítimas que morreram no incêndio, fizeram um protesto em frente ao Ninho do Urubu reivindicando que o clube não se esqueça dos garotos. Em uma faixa exposta na portaria, também desejaram sorte à equipe na final da Libertadores, contra o River Plate. Até o momento, a diretoria do Flamengo acertou o pagamento de indenizações às famílias de todos os 16 jogadores sobreviventes, reincorporados às categorias de base, e de quatro meninos que não resistiram às queimaduras — em uma delas, apenas o pai, que é separado da mãe, aceitou a proposta.
O impasse com as outras famílias, no entanto, deve se encaminhar para uma longa batalha nos tribunais. A maioria dos pais e responsáveis que não entraram em acordo com o clube aguarda a conclusão do inquérito para dar seguimento aos processos na Justiça. A primeira versão liberada pela Polícia Civil determinava o indiciamento de oito pessoas por homicídio doloso (quando se assume o risco de matar), incluindo dois engenheiros do Flamengo e o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. O Ministério Público pediu a realização de novas investigações, mas a versão final do documento, prevista para o fim de agosto, ainda não ficou pronta.
Após o incêndio, dirigentes do Flamengo recusaram um acordo extrajudicial mediado pelo Ministério Público do Trabalho e a Defensoria do Rio para indenização conjunta dos familiares. Pela proposta, o clube pagaria 2 milhões de reais a cada família e uma pensão de 10.000 reais mensais até a data em que as vítimas completariam 45 anos. As indenizações somariam um montante de 20 milhões de reais, equivalente ao que o clube gastou para trazer da Europa os defensores Filipe Luís, Pablo Marí e Rafinha, contratados no meio do ano.
Em outubro, o Flamengo venceu uma ação que solicitava o bloqueio de 100 milhões de reais de suas contas a fim de garantir o pagamento das indenizações em processos futuros. O juiz Ricardo Georges Affonso Miguel argumentou que avaliar casos relacionados a categorias de base não é competência da Justiça do Trabalho, por entender que a formação de jogadores em clubes de futebol possui “caráter recreativo”. Autor da ação de bloqueio, o Ministério Público do Trabalho recorre da decisão, mas teme que a sentença do juiz abra um precedente para que a Justiça desconsidere as relações trabalhistas inerentes ao processo de iniciação esportiva.
“Quer dizer, então, que meu filho estava se divertindo?”, questiona Cristiano Esmério, pai do goleiro Christian, que morreu aos 15 anos. “No Flamengo, ele era cobrado como um trabalhador. Se chegasse atrasado aos treinos, recebia punição.” Sua família é uma das que aguardam a conclusão do inquérito para cobrar indenização do clube na Justiça. Esmério, porém, salienta o receio de que a tragédia caia no esquecimento e os responsáveis por negligências no CT do Ninho do Urubu apontadas pelas autoridades não sejam punidos. O bom momento do time nos gramados contrasta com o sentimento ambíguo de um pai em luto que, ao mesmo tempo, é torcedor.
“Toda nossa família é rubro-negra. Mas, depois que perdi o Christian, não tenho mais aquele ímpeto de ir ao Maracanã. Não tenho força pra isso”, diz Esmério, que continua torcendo para que o clube conquiste títulos, apesar do litígio com a diretoria encabeçada pelo presidente Rodolfo Landim. “O maior descaso vem dos cartolas. A instituição não tem culpa, mas sim quem a dirige. O Flamengo pode ganhar o Brasileiro e a Libertadores, mas nada vai apagar a mancha que ficará pra sempre na história: o incêndio que matou 10 garotos, um deles meu filho.”
[...]
Disponível em
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/21/deportes/1574351902_719707.html
ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder a questão.

Martha Medeiros
Disponível em: http://saiavip.com.br/a-mulher-e-a-patroa/
Acessado em 29/03/2018
Segundo a gramática normativa do português, o texto abaixo desconsiderou normas de que tipo?
“O advogado HT disse que ‘o conjunto da obra é grandioso’. Que o mecanismo do Empreender foi feito para permitir seu uso político (...). O relator, JRP rejeitou todas as preliminares da defesa e foi seguido pelo Tribunal. A sessão foi suspensa e os votos dos demais integrantes ficou para a próxima sessão.” (L.G. 12/7/19)
TEXTO 1
Ao entrarmos em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas – os sentidos, as emoções e a própria mente. Por meio da música, a criança expressa emoções que não consegue materializar com palavras.
Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de ouvir. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do organismo) e reconhece a sua voz. É na fase fetal que se forma a memória sonora das crianças, responsável por preparar o vínculo entre mãe e filho depois do corte do cordão umbilical.
Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz), ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras.
A música possibilita o desenvolvimento intelectual e a interação do indivíduo no ambiente social, contribuindo diretamente para o desenvolvimento cognitivo, linguístico, psicomotor e socioafetivo do aluno, independente de sua faixa etária. Através dela é possível transmitir não somente palavras, mas também sentimentos, ideias e ideais que podem ganhar grandes repercussões didáticas se bem direcionados.
A E I O U… dabliú, dabliú, na cartilha da Juju”: quem já ouviu esse refrão na voz de Margareth Menezes nem suspeita que tais palavras foram extraídas da marchinha de carnaval composta em 1932 por Lamartine Babo e Noel Rosa, na música “A.E.I.O.U – A Cartilha da Juju”. De maneira bem-humorada, os autores mostram que, desde aquela época, havia uma preocupação com o sistema educacional no Brasil.
A ideia de representar o Brasil em música já era forte no projeto modernista de Mário de Andrade e Villa-Lobos, nas décadas de 1920-40, partindo do estudo do folclore para chegar a uma representação de brasilidade na música de concerto. Mas, a partir da década de 1950, quem assume a missão de representar o Brasil em música são os compositores populares, e o lugar que o folclore ocupava antes como depósito de autenticidade e originalidade passa a ser substituído pelo samba dos anos 20/30.
No ABC do Sertão, música composta por Luiz Gonzaga em 1953, o autor expressa o som autêntico do abecedário usado pelo povo nordestino. Foi a maneira que ele encontrou para homenagear e mostrar para o Sul que os seus conterrâneos tinham uma forma genuína – e não errada – de falar.
O Trenzinho do Caipira, uma composição de Heitor VillaLobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2, é uma obra emblemática. A música se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra. A melodia fez com que um dos nossos maiores poetas, o Acadêmico Ferreira Gullar, entrasse “em transe” (palavras dele), como se tivesse recebido um “choque mágico”, resultando na composição de um inspirado poema que se transformou na letra. Trata-se de um belo exemplo (e resumo) de como a linguagem da música, numa organização sistemática entre sons e silêncios, é capaz de comunicar sensações que ultrapassam nosso entendimento racional.
Arnaldo Niskier. Disponível em: http://www.academia.org.br/artigos/linguagem-da-musica. Acesso em 15/09/2019. Adaptado.
TEXTO 1
Não existe criatura sobre a face da terra que não reflita todo dia sobre a própria língua, embora nem sempre se dê conta disso. Às vezes até “colocamos no ar” pedaços dessa reflexão. Certamente você já se pilhou dizendo ao seu interlocutor: “me deixa dizer isso de outro modo”, “esse assunto, digamos assim, terá outros desdobramentos”, “por assim dizer, tudo o que preciso agora é que você me empreste uma grana”, “agora estou pensando em calar a boca”, etc., etc.
Os linguistas chamam esses lances de “atividade epilinguística”. Complicado? Não, se você pensar que “epi” é uma preposição-prefixo tomada de empréstimo ao grego, e que quer dizer “a respeito de, sobre”. Uma atividade epilinguística é isso aí: ao mesmo tempo que você fala, você reflete a respeito das formas linguísticas que usou, para ver se estão adequadas à situação de fala em que se encontra. E seu cérebro dá conta de tudo isso. Por outras palavras, ninguém é “burro” se consegue falar.
Outros linguistas dispõem esse tipo de atividade no campo da Psicopragmática. Esse é um rumo de estudos que considera o uso da língua “para-si-mesmo”: você pensa em português, sonha em português, e nessas situações está usando a língua para si mesmo. Não para o outro. Abrindo um parêntese: o divertido nessa história é que, enquanto sonhamos, constituímos um interlocutor, que nos diz coisas de que não sabíamos.
Mas como é isso? Não fomos nós mesmos que inventamos o sonho e o interlocutor?! Então por que não sabíamos o que o “locutor inventado” nos ia dizer? Não, não, não pense que isto é coisa de maluco! Pondo de lado que todo mundo tem dessas “maluquices”, essas perguntas nos mostram que a língua é um fenômeno basicamente mental, criado por nossa mente, e a mente é um setor do conhecimento hoje em dia sujeito a muita pesquisa.
Outro exemplo: alguém pergunta sobre determinado assunto a respeito do qual não se tem uma noção clara. É normal, nesses casos, que a resposta seja mais ou menos assim:
-- Bem... o caso é que... não... o caso é que tudo isso tá muito enrolado.
O que foi que o locutor negou? Ele nem tinha dado a resposta ainda! O que se negou aqui foi o pensamento, negou-se o que ia ser dito, mediante uma “negação psicopragmática”. Outros fatos epilinguísticos e psicopragmáticos são estudados por uma disciplina chamada Análise da Conversação.
Enfim, depois de pensar calado, “falando com os nossos botões”, somente depois disso é que sentimos a necessidade de nos comunicar com outros. Aqui está a outra natureza das línguas, que não existiria sem a primeira: a língua serve para comunicar. Bem, isso você já sabia.
Mesmo assim, pense nisto: quando nos comunicamos, produz-se outro dos “mistérios linguísticos”, pois lançamos ao ar um conjunto de sons que são portadores de sentidos. Nosso interlocutor, se sabe nossa língua, apreende esses sons e interpreta grande parte dos sentidos que quisemos transmitir. Aí dizemos que ele “captou a mensagem”. Ninguém sabe como explicar direito esse emparelhamento entre som e sentido. Daí ter-se considerado como arbitrária a ligação som-sentido. A relação som-sentido é uma convenção que estabelecemos entre nós. E por aqui teremos de ficar, até que os neurologistas e os neurolinguistas entendam melhor o funcionamento do cérebro, e nos apresentem uma explicação para esse mistério.
Ataliba T. de Castilho. Disponível em: http://museudalinguaportuguesa.org.br/wp-content/uploads/2017/09/O-que-se-entende-por-língua-elinguagem.pdf. Acesso em 28/10/2019. Adaptado.
TEXTO 3
Por que ler Literatura?
Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.
Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.
Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.
Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...
Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos.
A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.
Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado
TEXTO 3
Por que ler Literatura?
Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.
Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.
Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.
Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...
Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos.
A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.
Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado
I. Conforme Cunha & Cintra, as relações de regência podem ser indicadas pela ordem por que se dispõem os termos da oração; pelas preposições, cuja função é justamente a de ligar palavras estabelecendo entre elas um nexo de dependência; pelas conjunções subordinativas, quando se trata de um período composto. II. A sintaxe de regência, conforme Cegalla, ocupa-se das relações de dependência que as palavras mantêm na frase; é o modo pelo qual um termo rege outro que o complementa. III. Segundo Bechara, as relações que implicam adaptação de gênero e número levam em conta as relações entre os determinantes e o determinado. Nesse caso, essa relação pode ser estabelecida entre palavra para palavra ou de palavra para sentido. IV. Conforme Luft, regência é derivado do verbo reger (governar, comandar, dirigir); em sentido amplo, regência equivale à subordinação em geral.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:
I. Aquele é o professor __________ sou grato.
II. Localizei o site ________ ele tem acesso.
( ) Fiquei muito abalado com o que ocorreu. ( ) Ele precisa imediatamente de acesso ao terraço.
TEXTO 1
Andarilho beija-flor
(Composição: Marquinhos da Serrinha/ Intérprete: Flávio José)
Eu não creio que somente palavras me façam viver
Nem que os sonhos perdidos me impeçam de sentir prazer
Nada quanto sonhei ou que fiz e errei foi em vão
Eu prefiro escutar o que pede esse meu coração
Eu não posso negar que ainda sofro lembrando você
E que, às vezes, faz mal um só peito tentando querer
Mas também superei pra mim mesmo e parei de sonhar
E aprendi que, quem ama, é preciso primeiro se amar
Não mudo, não!
Meu coração me fez assim,
Me ensinou gostar de mim, deu mais sentido em meu viver
Prefiro ser um andarilho beija-flor
Pra que vou dar o meu amor pra quem sequer amor quer ter?
(Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/andarilho-beija-flor/)
Considerando a regência verbal em Andarilho beija-flor, analise as proposições abaixo e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) O verbo “impedir” é usado corretamente na letra da música, apresentando uma regência bitransitiva.
( ) No sentido de “recordar”, o verbo lembrar é pronominal e necessita da preposição “de”. Por isso, se usada a norma culta, o verso apresentaria a regência: “Eu não posso negar que ainda sofro me lembrando de você”.
( ) Na canção, o uso de “superar” como verbo intransitivo, em “Mas também superei pra mim mesmo” está de acordo com a norma culta.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses: