No que tange à sintaxe de regência, avalie as afirmações que...
I. Conforme Cunha & Cintra, as relações de regência podem ser indicadas pela ordem por que se dispõem os termos da oração; pelas preposições, cuja função é justamente a de ligar palavras estabelecendo entre elas um nexo de dependência; pelas conjunções subordinativas, quando se trata de um período composto. II. A sintaxe de regência, conforme Cegalla, ocupa-se das relações de dependência que as palavras mantêm na frase; é o modo pelo qual um termo rege outro que o complementa. III. Segundo Bechara, as relações que implicam adaptação de gênero e número levam em conta as relações entre os determinantes e o determinado. Nesse caso, essa relação pode ser estabelecida entre palavra para palavra ou de palavra para sentido. IV. Conforme Luft, regência é derivado do verbo reger (governar, comandar, dirigir); em sentido amplo, regência equivale à subordinação em geral.
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Tema central: Sintaxe de regência
A questão aborda regência, fenômeno da sintaxe normativa que trata da relação de dependência entre dois termos, sendo um regente (nome ou verbo) e outro regido (complemento, geralmente precedido de preposição). É fundamental conhecer as definições de gramáticos de referência para não confundir regência com outros fenômenos, como a concordância.
Justificativa da alternativa correta (D):
I. Correta. Segundo Cunha & Cintra, as relações de regência manifestam-se mediante: ordem dos termos, preposições e conjunções subordinativas nos períodos compostos. Esses são mecanismos de dependência sintática indicados no estudo clássico da regência (Cf. CUNHA & CINTRA).
II. Correta. Cegalla reforça que regência é exatamente o modo como um termo complementa o outro numa relação sintática de dependência, central na definição do fenômeno.
IV. Correta. Luft relaciona a origem da palavra regência ao conceito de subordinação, termo essencial para a compreensão ampla das estruturas sintáticas (frases e períodos).
III. Incorreta. O erro está em confundir adaptação de gênero e número com regência. Esse tipo de adaptação é objeto da concordância, não da regência. Bechara dedica tais relações à concordância e não as inclui como exemplos de regência (cf. BECHARA).
Análise das alternativas incorretas:
Alternativas que incluem III (B, C, E) estão erradas por atribuírem à regência um conceito restrito à concordância. Já a alternativa A erra ao deixar de fora IV, que traz, segundo Luft, um conceito correto. Logo, a chave para acertar é identificar o deslize conceitual previsto em III.
Estratégia para a prova:
Sempre verifique se cada definição é específica da regência. Atenção em não confundir subordinação (regência) com concordância (adequação de gênero/número).
Alternativa correta: D) Apenas I, II e IV.
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I. Conforme Cunha & Cintra, as relações de regência podem ser indicadas pela ordem por que se dispõem os termos da oração; pelas preposições, cuja função é justamente a de ligar palavras estabelecendo entre elas um nexo de dependência; pelas conjunções subordinativas, quando se trata de um período composto
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Então em um período composto por coodenação somente , essas relações de regência são indicadas pelas conjunções subordinativas? Tá incompleto isso aí, se está incompleto, permite que se considere todo tipo de período, fazendo o item INCORRETO.
GABARITO INCORRETO
A assertiva I é um erro. As conjunções subordinativas fazem relações de subordinação, não de regência (levando-se em conta, é claro, o sentido restrito que a tradição convencionou dar a subordinação e regência, vídeo o comentário de Luft na assertiva IV). Como a assertiva põe a afirmação como sendo de Cunha e Cintra, é uma mentira, pois estes autores falam em regência no sentido de regência verbal e regência nominal, nunca em "regência oracional". Esta "regência oracional", feita pelas conjunções, os referidos autores chamam de subordinação. Gabarito incorreto
Gab D
Discordo do gabarito, já que a alínea A também está incorreta.
De forma resumida, a concordância, conforme Bechara (2009, p. 543), “consiste em se
adaptar a palavra determinante ao gênero, número e pessoa da palavra determinada”,
relação que se estabelece de duas formas: nominal ou verbal
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