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Questões de Concurso Comentadas sobre regência em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 5.049 questões

Q4144527 Português
 Assinale a alternativa CORRETA de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q4144472 Português
Texto para a questão.


8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens


    A educação financeira tem sido apontada por especialistas como uma ferramenta importante para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade entre crianças e adolescentes. Em um cenário marcado pelo aumento do consumo digital e pela facilidade de acesso ao crédito, famílias e escolas passaram a discutir com maior frequência estratégias capazes de estimular hábitos financeiros mais conscientes desde cedo.

    Segundo educadores consultados pela reportagem, o aprendizado relacionado ao dinheiro não deve ocorrer apenas em momentos de dificuldade econômica. A orientação financeira pode ser incorporada ao cotidiano por meio de práticas simples, como planejamento de gastos, diferenciação entre necessidade e desejo, organização de metas e acompanhamento de despesas. Além disso, especialistas destacam que o exemplo dado pelos adultos exerce influência significativa sobre o comportamento financeiro dos jovens.

    Outro aspecto mencionado refere-se ao impacto das redes sociais sobre o consumo impulsivo. A exposição constante a padrões de vida idealizados contribui para o aumento da ansiedade e para a construção de hábitos de compra pouco sustentáveis. Nesse contexto, a educação financeira é apresentada como mecanismo de formação cidadã, pois favorece decisões mais equilibradas e maior compreensão sobre planejamento econômico.

    A reportagem também destaca que a abordagem do tema nas escolas pode contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e da responsabilidade social. Para especialistas, ensinar educação financeira não significa incentivar acúmulo de riqueza, mas ampliar a capacidade de tomada de decisões conscientes relacionadas ao consumo, à poupança e ao uso responsável dos recursos disponíveis.


Adaptado de CNN BRASIL. 8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens. São Paulo, 6 jan. 2026. Disponível em: CNN Brasil Educação. Acesso em: 11 maio 2026.
No trecho “Outro aspecto mencionado refere-se ao impacto das redes sociais sobre o consumo impulsivo”, a regência e o emprego do sinal indicativo de crase devem ser analisados criteriosamente. Assinale a alternativa que apresenta uma reescritura correta segundo a norma culta.
Alternativas
Q4143574 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


   “Florentino Ariza perdeu a fala e o apetite e passava as noites em claro rolando na cama. Mas, quando começou a esperar a resposta à sua primeira carta, sua ansiedade se complicou com diarreias e vômitos verdes, perdeu o sentido da orientação e passou a sofrer desmaios repentinos, e a mãe se aterrorizou porque seu estado não se parecia com as desordens do amor e sim com os estragos do cólera. O padrinho de Florentino Ariza, antigo homeopata que tinha sido confidente de Trânsito Ariza desde seus tempos de amante oculta, se alarmou também à primeira vista com o estado do enfermo porque tinha o pulso tênue, a respiração rascante e os suores pálidos dos moribundos. Mas, o exame revelou que não tinha febre, nem dor em nenhuma parte, e a única coisa que sentia de concreto era uma necessidade urgente de morrer. Bastou ao médico um interrogatório insidioso, primeiro a ele e depois à mãe, para comprovar, uma vez mais, que os sintomas do amor são os mesmos do cólera.”


(Gabriel Garcia Márquez. O Amor nos Tempos do Cólera, 1985.)

“[...] perdeu o sentido da orientação e passou a sofrer desmaios repentinos [...]”


A regência do verbo “perder”, no contexto em que se insere, é:

Alternativas
Q4138688 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Palavras de amor


    Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias fatais. Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida. A gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre nisso um prazer autônomo.

    Por isso mesmo, em geral, não confio nos sentimentos: nem nos meus, nem nos dos outros. Não é que suponho que os humanos mintam quando amam, odeiam, ou se desesperam: nada disso. Apenas verifico que os sentimentos podem ser condições autoinduzidas, transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos que, se não procuram sarna para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adoram coçar as sarnas que têm. 

    Tomemos o exemplo do amor. Eu encontro, conheço ou vislumbro de longe uma pessoa que preenche algumas condições básicas para que eu goste dela. Sussurrando entre quatro paredes ou gritando em praça pública, anotando no meu diário ou escrevendo para grandes editoras, passo a encher o ar ou as páginas com as descrições da beleza inigualável da pessoa amada e com as declarações hiperbólicas do meu sentimento.

    Claro, minha prosa ou minha poesia poderão, quem sabe, conquistar o meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. O efeito mais importante de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto dos meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações.

    Em linguística chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo "Declaro a guerra": essa frase é a própria declaração de guerra. Algo semelhante ocorre com o amor: a gente aprende a amar e a declarar o amor pelas palavras dos escritores, o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura. Sim, os tempos mudam, e talvez se afirme hoje, aos poucos, uma retórica nova, menos sentimental, capaz de dar valor literário a uma vida sem amores e paixões. 


(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 155-157)
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: 
Alternativas
Q4134232 Português
Considerando as regras de regência verbal, é correto afirmar que o verbo destacado, na frase a seguir, comporta-se como um verbo:

“A polícia da cidade de Providence deteve neste domingo, 14, um suspeito ligado ao ataque a tiros na Universidade Brown”.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/mundo/policia-detem-suspeito-ligado-a-ataque-a-tiros-na-universidade-brown-nos-eua/
Alternativas
Q4134194 Português
Ibama registra primeiros filhotes de Arara-vermelha-grande após extinção.


Quase 200 anos após a extinção da Arara-vermelha-grande na na Mata Atlântica, foi registrado o nascimento dos primeiros filhotes neste mês de abril.

O nascimento das novas araras foi a primeira reintrodução documentada delas no bioma.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o monitoramento das araras identificou um casal passando longos períodos em ninhos projetados pelos pesquisadores do Projeto de Reintrodução da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica. A equipe optou por acompanhar os dois à distância para não interferir no processo.

Tempos depois, o nascimento de dois filhotes foi confirmado. Eles já foram observados voando e se alimentando.

O Ibama registrou algumas imagens durante o processo de observação e até mesmo um dos filhotes.

Como não existem populações selvagens dessas aves na Mata Atlântica, eles são criados em cativeiro, vindos de adoções ou apreensões realizadas em combate ao tráfico de animais.

Atualmente, os seres selvagens da espécie estão concentrados no interior do país, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte, por mais que os criados em cativeiro estejam localizados no litoral brasileiro.

O Ibama aponta que, para além da reintrodução das Araras-vermelhas-grandes, a experiência também mostra que aves inicialmente mantidas em cativeiro podem retornar à natureza.

A instituição tem registros anteriores da reprodução de papagaios-do-mangue e periquitos-rei na natureza, mesmo sendo oriundos de cativeiro. 


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/ibama-registra-primeiros-filhotes-d
e-arara-vermelha-grande-apos-extincao/

"A instituição tem registros anteriores da reprodução de papagaios-do-mangue e periquitos-rei na natureza, mesmo sendo oriundos de cativeiro."
Com base na regência nominal e verbal do vocábulo 'oriundo' assinale a alternativa correta.

I.O adjetivo 'oriundos' rege complemento introduzido pela preposição 'de', sendo inadequado seu emprego sem essa preposição, pois a regência nominal do termo exige tal elemento para indicar a relação de procedência expressa no trecho.
II.O adjetivo 'oriundo' compartilha a mesma regência dos adjetivos 'contrário' e 'sensível', uma vez que os três regem complemento introduzido pela preposição 'de', estabelecendo relação de procedência, oposição e receptividade, respectivamente.
III.O substantivo 'reprodução' rege complemento introduzido pela preposição 'de', seguindo a mesma regência do verbo 'reproduzir', do qual deriva, o que evidencia que a regência nominal frequentemente acompanha a regência do verbo primitivo correspondente.
IV.O verbo 'ter', neste contexto, atua como transitivo direto e rege objeto direto sem preposição, podendo ser substituído pelo verbo 'possuir' mantendo o sentido e correção gramatical, uma vez que a regência de ambos não necessita de preposição.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4133612 Português
Brasil tem quatro museus entre os 100 mais visitados do mundo


O Brasil tem quatro museus de arte entre os 100 mais visitados do mundo em 2025, segundo levantamento compilado pela publicação "The Art Newspaper". Endereços em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte figuram na lista.

Do país, o local que mais recebeu visitantes foi o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na capital paulista, com registro de 1.195.935 indivíduos. Assim, o Masp ocupa o 64º lugar da lista. Segundo o ranking, o número representa um aumento de 106% em relação a 2024.

A publicação destaca a inauguração do prédio anexo ao Masp, o Edifício Pietro Maria Bardi, e a exposição dedicada a Claude Monet, que atraiu cerca de 503 mil pessoas durante o período em cartaz, entre maio e setembro do ano passado.

O segundo museu mais visitado do Brasil, que aparece na 67ª posição da lista, é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, com 1.142.012 visitantes em 2025. Os números indicam diminuição de 8% em comparação com 2024.Localizado no centro histórico da cidade, o espaço ocupa um prédio de 1906, de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças, aos negócios e à história do Banco do Brasil. Desde 2011, o CCBB-RJ aparece no ranking do "The Art Newspaper", colocando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo.

Em Belo Horizonte, o CCBB também figurou entre os locais mais frequentados no ano passado, recebendo 1.123.409 visitantes, o que representa um crescimento de 8% em relação a 2024. Na lista, aparece na 69ª posição.

O centro cultural está localizado em um prédio da década de 1930, que nasceu para fazer parte de um complexo da administração pública do estado de Minas Gerais. Em 2013, o CCBB da capital mineira foi inaugurado com 1.200 metros quadrados de área para exposições, duas salas de mostras permanentes, teatro e sala multiuso. Ao todo, são oito mil metros quadrados abertos ao público.

Segundo o ranking, as filiais do CCBB foram impulsionadas por uma exposição de arte brasileira da década de 1980, que começou no Rio de Janeiro antes de passar por Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. No Rio, a mostra atraiu 325 mil pessoas e, em Belo Horizonte, 205 mil.

Por fim, a Pinacoteca de São Paulo, na 94ª posição, registrou 820 mil visitantes em 2025, um aumento de 1% em comparação com o ano anterior. Fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, o local é um museu de artes visuais voltado para a produção brasileira desde o século XIX até a contemporaneidade.

O acervo original foi formado a partir da transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e outras seis adquiridas de importantes artistas da cidade. Hoje, a coleção já conta com 11 mil peças de nomes como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral e Candido Portinari.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/brasil-tem-quatro-museus-entreos-100-mais-visitados-do-mundo/
Assinale a alternativa que apresente a justificativa CORRETA, respectivamente, para o emprego das crases no período: Localizado no centro histórico da cidade, o espaço ocupa um prédio de 1906, de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças, aos negócios e à história do Banco do Brasil. 
Alternativas
Q4132916 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

No 3º§, a regência em destaque está corretamente empregada “[...] especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole.” Com base nas regras de regência e no emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa que mantém a correção gramatical e o sentido original do trecho em destaque.
Alternativas
Q4132306 Português
O Atendimento Educacional Especializado (AEE) compreende a oferta de recursos, serviços e estratégias pedagógicas voltadas à promoção da acessibilidade e à eliminação de barreiras no processo de escolarização. Ao longo de todo o percurso escolar, esse atendimento deve estar (X) à proposta pedagógica do ensino comum. Assinale a alternativa que substitui corretamente o termo (X). 
Alternativas
Q4132282 Português
Considerando as regras de emprego da crase, complete as lacunas a seguir com as formas adequadas, com ou sem crase.

I.Refiro-me___ Vossa Senhoria.
II.O bom filho volta___ casa dos pais todos os dias.
III.Devo obedecer___ em que acredito.
IV.Era um sentimento muito semelhante___ amor.

Assinale a alternativa que apresenta os elementos que completam corretamente as lacunas acima:
Alternativas
Q4132237 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro.


Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.

"A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro."

Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto".

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.

Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.

O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf.

"Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista.

"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa.

Essa transformação começa com cada novo leitor.

"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro."

E isso abre portas para um novo mundo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
Considerando a regência dos verbos presentes no texto-base, analise as afirmativas a seguir e identifique a incorreta.
Alternativas
Q4132006 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
A crase é um fenômeno linguístico que marca, por meio do acento grave, uma fusão de vogais idênticas e contíguas (a + a = à). Em geral, trata-se de uma relação de regência que demanda uma preposição a + o artigo definido feminino a, podendo ocorrer também, no entanto, com pronomes demonstrativos (àquele, àquela, àquilo) e, ainda, com pronomes relativos (à qual, às quais). A respeito do caso de sua ocorrência no trecho “Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância […]”, e em observância às regras de uso obrigatório e facultativo, a crase, nesse caso, é 
Alternativas
Q4132005 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
No trecho, “É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos […]”, a expressão em destaque
Alternativas
Q4131598 Português
Analise atentamente as alternativas a seguir e identifique aquela em que há erro de regência verbal, de acordo com os padrões normativos.
Alternativas
Q4131561 Português
Analise atentamente as alternativas a seguir e identifique aquela em que há erro de regência verbal, de acordo com os padrões normativos.
Alternativas
Q4131490 Português
Leia atentamente as afirmativas a seguir, considerando as regras de regência nominal na norma culta da língua portuguesa. Analise cada construção com atenção e identifique aquelas em que há erro de regência nominal.
I.O aluno afirmou estar convicto que a solução apresentada era adequada ao problema discutido.
II.A equipe demonstrou estar adaptada ao novo sistema implementado pela instituição.
III.O pesquisador revelou estar desconfiado sobre os resultados obtidos na primeira análise.
IV.A proposta apresentada é compatível com os objetivos definidos no projeto inicial.
V.A gestora afirmou ter urgência que o relatório fosse concluído até o final do prazo estipulado.

Em quais afirmativas há erro de regência nominal?
Alternativas
Q4131105 Português
Considerando as regras de regência verbal previstas pela norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a regência verbal está correta.
Alternativas
Q4130812 Português
Considerando os diferentes vícios de linguagem presentes na língua portuguesa, assinale a alternativa em que há ocorrência de solecismo. 
Alternativas
Q4130688 Português
Considerando as regras de regência verbal previstas pela norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a regência verbal está correta. 
Alternativas
Q4130686 Português
Considerando os diferentes vícios de linguagem presentes na língua portuguesa, assinale a alternativa em que há ocorrência de solecismo.
Alternativas
Respostas
101: C
102: A
103: B
104: A
105: C
106: B
107: A
108: C
109: D
110: A
111: C
112: C
113: C
114: B
115: D
116: B
117: B
118: C
119: C
120: A