“No momento em que despertei, o diálogo não fazia sentido. ...

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Q3259116 Português
“No momento em que despertei, o diálogo não fazia sentido. Ao final do dia, após regressar do tribunal, sim. Nos meus sonhos acontecem com frequência conversas como essa, implausíveis, misteriosas, rebuscadas, até ridículas. Mais tarde, todavia, ganham inesperada coerência. Por vezes sonho com versos soltos.
[...]
Nas entrevistas que fiz enquanto sonhava, os entrevistados mostraram-se muitas vezes mais autênticos, sobretudo mais lúcidos, do que estando eu em vigília” (AGUALUSA, José Eduardo. 2017)

Sobre os trechos retirados do fragmento, afirma-se corretamente que: 
Alternativas

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Comentário da questão – Tema central:

O foco desta questão está na morfologia verbal, exigindo que o candidato reconheça tempos e modos verbais, além de analisar termos coesivos e pronomes relativos segundo a norma-padrão da Língua Portuguesa.

Análise da alternativa correta (D):

A alternativa D está correta porque as formas verbais destacadas – "ganham" e "sonho" – pertencem ambas ao presente do indicativo:

  • "ganham": terceira pessoa do plural do presente do indicativo.
  • "sonho": primeira pessoa do singular do presente do indicativo.
Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), este tempo verbal expressa ações atuais, habituais ou verdades atemporais. Assim, reconhecer o presente do indicativo é essencial em provas de concursos, pois demonstra domínio sobre flexões verbais.

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que “despertei” e “fazia” pertencem à mesma flexão e modo verbais. Errado. “Despertei” está no pretérito perfeito, ação concluída no passado, e “fazia” no pretérito imperfeito, ação habitual ou contínua no passado. Ambos estão no modo indicativo, mas pertencem a tempos distintos – pegadinha clássica!

B) Sugere que "todavia" pode ser trocado por "logo" sem prejuízo de sentido. Está errada. “Todavia” é adversativa (oposição), já “logo” é conclusiva (consequência); a troca altera a relação lógica do período.

C) Classifica o “que” como conjunção subordinativa integrante. Errado. É pronome relativo, pois retoma e introduz uma oração adjetiva explicativa, conforme orientam Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo).

Dica para provas: Sempre observe se o tempo e o modo verbal coincidem em todas as formas analisadas, e não confunda advérbios, conjunções e pronomes relativos! Pegadinhas de troca de termos coesivos são frequentes.

Conclusão: A alternativa D é a única correta, pois as duas formas verbais pertencem ao mesmo tempo verbal.

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Comentários

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SOBRE A LETRA:C

e um PRONOME RELATIVO

Em ‘Nas entrevistas que fiz enquanto sonhava’, o que é uma conjunção subordinativa integrante.

GAB.D

"ganham" e "sonho" estão no presente do indicativo..

Presente do Indicativo: Usa atualmente

O presente do indicativo é o tempo verbal usado para expressar uma ação no momento em que se fala, uma ação habitual ou uma verdade universal. Ele é o "tempo primitivo", de onde se derivam outros tempos verbais, como o presente do subjuntivo e o imperativo. Por exemplo: "Eu como a maçã" (ação no presente), "Ele estuda todos os dias" (ação habitual) ou "A Terra gira em torno do Sol" (verdade universal). 

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