Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 10.039 questões
A correção gramatical do texto seria preservada caso se eliminasse a preposição ‘de’ (l.5).
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, o trecho “encontramos uma série de produtos privados de suas propriedades malignas” (l.3-4) poderia ser reescrito da seguinte forma: encontra-se uma série de produtos destituídos de suas propriedades malignas.
A oração “quando se tem certeza de que é assim” (l.37-38) poderia ser reescrita, com manutenção da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: quando se está seguro que é assim.
Sem prejuízo para a correção gramatical e a coerência do texto, o trecho “estivesse desembaraçado de seus defeitos” (l.12) poderia ser substituído, no texto, por: não apresentasse os defeitos encontrados na filosofia, na lógica e na matemática
O trecho “e de nada (...) dele” (l.22-25) poderia ser reescrito, com manutenção da correção gramatical e das ideias do texto, de uma das seguintes formas: (a) e de fazer constar de meus juízos apenas o que se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito que eu não tivesse nenhum motivo de duvidar dele; ou (b) e de fazer constar de meus juízos nada que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito que eu não tivesse nenhum motivo de duvidar dele.
A oração “o papel da biometria nas forças policiais tem crescido rapidamente” (l.34-35) poderia ser reescrita, mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, da seguinte forma: o papel da biometria nas forças policiais têm crescido rápida

TCU avalia gestão da educação básica em municípios brasileiros.
Notícia publicada em 12/9/2013.
Internet: www.tcu.gov.br/ (com adaptações).
Em relação ao texto apresentado, julgue o seguinte item.

Por dentro do Brasil. Modernização da gestão pública.
Internet: http://www.brasil.gov.br (com adaptações).
No que se refere às informações e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

Por dentro do Brasil. Modernização da gestão pública.
Internet: http://www.brasil.gov.br (com adaptações).
No que se refere às informações e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.
Uma redação alternativa para o segmento acima, respeitando-se o sentido original e mantendo-se a coesão e a clareza, está em:
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original, o período ‘Infelizmente (...) isso’ (l.17-19) poderia ser reescrito da seguinte maneira: Infelizmente, embora o processo de autópsia seja considerado tétrico, as pessoas tendem a ignorar isso.

Michel Foucault. Ilegalidade e delinquência. In: Michel Foucault. Vigiar e punir:
nascimento da prisão. 33.a ed. Petrópolis: Vozes, 1987, p. 221-2 (com adaptações).
O item seguinte apresenta proposta de reescritura de trechos do texto acima. Julgue-o quanto à correção gramatical e à manutenção do sentido original do texto.

Michel Foucault. Ilegalidade e delinquência. In: Michel Foucault. Vigiar e punir:
nascimento da prisão. 33.a ed. Petrópolis: Vozes, 1987, p. 221-2 (com adaptações).
O item seguinte apresenta proposta de reescritura de trechos do texto acima. Julgue-o quanto à correção gramatical e à manutenção do sentido original do texto.
Pavio do destino
Sérgio Sampaio
01 O bandido e o mocinho
São os dois do mesmo ninho
Correm nos estreitos trilhos
04 Lá no morro dos aflitos
Na Favela do Esqueleto
São filhos do primo pobre
07 A parcela do silêncio
Que encobre todos os gritos
E vão caminhando juntos
10 O mocinho e o bandido
De revólver de brinquedo
Porque ainda são meninos
13 Quem viu o pavio aceso do destino?
Com um pouco mais de idade
E já não são como antes
16 Depois que uma autoridade
Inventou-lhes um flagrante
Quanto mais escapa o tempo
19 Dos falsos educandários
Mais a dor é o documento
Que os agride e os separa
22 Não são mais dois inocentes
Não se falam cara a cara
Quem pode escapar ileso
25 Do medo e do desatino
Quem viu o pavio aceso do destino?
O tempo é pai de tudo
28 E surpresa não tem dia
Pode ser que haja no mundo
Outra maior ironia
31 O bandido veste a farda
Da suprema segurança
O mocinho agora amarga
34 Um bando, uma quadrilha
São os dois da mesma safra
Os dois são da mesma ilha
37 Dois meninos pelo avesso
Dois perdidos Valentinos
Quem viu o pavio aceso do destino?
O trecho “Quanto mais escapa o tempo / Dos falsos educandários / Mais a dor é o documento / Que os agride e os separa” (v.18-21) poderia, sem prejuízo para a correção gramatical, ser reescrito da seguinte forma: À medida que escapa o tempo dos falsos educandários, a dor vai se tornando o documento que os agride e os separa.
“tirou de circulação mais de 1,6 milhão desses animais entre 1903 e 1907” (l.9-10): fez que mais de 1,6 milhões desses animais fossem retirados de circulação entre 1903 e 1907.
“Mesmo com muita gente querendo se aproveitar da epidemia” (l.35-36): Conquanto houvesse muita gente querendo se aproveitar da epidemia
“Nos primeiros meses (...) mais de 24 mil ratos” (l.26-29): Nos primeiros meses de sua vigência, de setembro a dezembro de 1903, consoante relatórios de Oswaldo Cruz, capturou-se e incinerou-se mais de 24 mil ratos.
01 Quando eu tinha uns 8 ou 9 anos, saí de casa para
02 a escola numa manhã fria de inverno. Chegando ___
03 portaria, meu pai interfonou, perguntando se eu estava
04 levando um agasalho. Disse que sim. Ele me perguntou
05 qual. “O moletom amarelo”, respondi. Era mentira.
06 Não estava levando agasalho nenhum, mas estava
07 com pressa, não queria me atrasar.
08 Voltei do colégio e fui ao armário procurar o tal
09 moletom. Não estava lá, nem em nenhum lugar da
10 casa, e eu imaginava _ _ _ _. Gelei. À noite, meu pai
11 chegou de cara amarrada. Ao me ver, tirou de sua
12 pasta o moletom e me disse: “Eu não me importo que
13 tu não te agasalhes. Mas, nesta casa, nesta família,
14 ninguém mente. Tá claro?”. Sim, claríssimo. Esse foi
15 apenas um episódio memorável de algo que foi o
16 leitmotiv da minha formação familiar. Meu pai era um
17 obcecado por retidão, palavra, ética, pontualidade,
18 honestidade, código de conduta, escala de valores,
19 menschkeit (firmeza de caráter, decência fundamental,
20 em iídiche) e outros termos que eram repetitiva e
21 exaustivamente martelados na minha cabeça. Deu
22 certo. Quer dizer, não sei. No Brasil atual, eu me sinto
23 deslocado.
24 Até hoje chego pontualmente aos meus compro-
25 missos e, na maioria das vezes, fico esperando por
26 interlocutores que se atrasam e nem se desculpam
27 (quinze minutos parece constituir uma “margem de
28 erro” tolerável). Até hoje acredito quando um prestador
29 de serviço promete entregar o trabalho em uma data,
30 apenas para ficar exasperado pelo seu atraso. Fico
31 revoltado sempre que pego um táxi em uma cidade
32 que não conheço e o motorista tenta me roubar.
33 Detesto os colegas de trabalho que fazem corpo mole,
34 que arranjam um jeitinho de fazer menos que o devido.
35 Isso sem falar nas quase úlceras que me surgem ao
36 ler o noticiário e saber que, entre os governantes,
37 viceja um grupo de imorais que roubam com criativi-
38 dade e desfaçatez.
39 Sócrates, via Platão, defende que o homem que
40 pratica o mal é o mais infeliz e escravizado de todos,
41 pois está em conflito interno, em desarmonia consigo
42 mesmo, perenemente acossado e paralisado por
43 medos, remorsos e apetites incontroláveis, tendo uma
44 existência desprezível, para sempre amarrado ___
45 algo (sua própria consciência!) onisciente que o
46 condena. Com o devido respeito ao filósofo de Atenas,
47 nesse caso acredito que ele foi excessivamente
48 otimista. Hannah Arendt me parece ter chegado mais
49 perto da compreensão da perversidade humana ao
50 notar que esse desconforto interior do “pecador”
51 pressupõe um diálogo interno, de cada pessoa com a
52 sua consciência, que na verdade não ocorre com a
53 frequência desejada por Sócrates. Para aqueles que
54 cometem o mal em uma escala menor e o confrontam,
55 Arendt relembra Kant, que sabia que “o desprezo por
56 si próprio, ou melhor, o medo de ter de desprezar a si
57 próprio, muitas vezes não funcionava, e a sua explicação
58 era que o homem pode mentir para si mesmo”. Todo
59 corrupto ou sonegador tem uma explicação, uma lógica
60 para os seus atos, algo que justifique o _ _ _ _ de uma
61 determinada lei dever se aplicar a todos, sempre, mas
62 não a ele, pelo menos não naquele momento em que
63 está cometendo o seu delito.
64 Cai por terra, assim, um dos poucos consolos das
65 pessoas honestas: “Ah, mas pelo menos eu durmo
66 tranquilo”. Os escroques também! Se eles tivessem
67 dramas de consciência, se travassem um diálogo
68 verdadeiro consigo e seu travesseiro, ou não teriam
69 optado por sua “carreira” ou já teriam se suicidado.
70 Esse diálogo consigo mesmo é fruto do que Freud
71 chamou de superego: seguimos um comportamento
72 moral _ _ _ _ ele nos foi inculcado por nossos pais, e
73 renegá-lo seria correr o risco da perda do amor paterno.
74 Na minha visão, só existem, assim, dois cenários
75 em que é objetivamente melhor ser ético do que não.
76 O primeiro é se você é uma pessoa religiosa e acredita
77 que os pecados deste mundo serão punidos no próximo.
78 Não é o meu caso. O segundo é se você vive em uma
79 sociedade ética em que os desvios de comportamento
80 são punidos pela coletividade, quer na forma de sanções
81 penais, quer na forma de ostracismo social. O que
82 não é o caso do Brasil. Não se sabe se De Gaulle disse
83 ou não a frase, mas ela é verdadeira: o Brasil não é
84 um país sério.
85 Assim é que, criando filhos brasileiros morando no
86 Brasil, estou ___ voltas com um deprimente dilema:
87 acredito que o papel de um pai é preparar o seu filho
88 para a vida. Esta é a nossa responsabilidade: dar a
89 nossos filhos os instrumentos para que naveguem,
90 com segurança e destreza, pelas dificuldades do mundo
91 real. E acredito que a ética e a honestidade são valores
92 axiomáticos. Eis aí o dilema: será que o melhor que
93 poderia fazer para preparar meus filhos para viver no
94 Brasil seria não os aprisionar na cela da consciência,
95 do diálogo consigo mesmos, da preocupação com a
96 integridade? Tenho certeza de que nunca chegaria a
97 ponto de incentivá-los a serem escroques, mas poderia,
98 como pai, simplesmente ser mais omisso quanto a essas
99 questões. Tolerar algumas mentiras, não me importar
100 com atrasos, não insistir para que não colem na escola,
101 não instruir para que devolvam o troco recebido a
102 mais...
103 O fato de pensar ___ respeito do assunto e de viver
104 em um país em que existe um dilema entre o ensino
105 da ética e o bom exercício da paternidade já é causa
106 para tristeza. Em última análise, decidi dar a meus
107 filhos a mesma educação que recebi de meu pai. Não
108 porque ache que eles serão mais felizes assim – pelo
109 contrário –, nem porque acredite que, no fim, o bem
110 compensa. Mas _ _ _ _, em primeiro lugar, não conse-
111 guiria conviver comigo mesmo – e com a memória de
112 meu pai – se criasse meus filhos para serem pessoas
113 do tipo que ele me ensinou a desprezar. Além disso,
114 porque acredito que sociedades e culturas mudam.
115 Muitos dos países hoje desenvolvidos e honestos eram
116 antros de corrupção e sordidez 100 anos atrás. Um
117 dia o Brasil há de seguir o mesmo caminho, e aí a
118 retidão que espero inculcar em meus filhos há de ser
119 uma vantagem (não um fardo). Oxalá.
Adaptado de: Devo educar meus filhos para serem éticos?
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/gustavo-ioschpe-devo-educar-meus-filhos-para-serem-eticos
Acessado em 21/10/2013.

