Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Seria mantida a correção gramatical do texto caso fosse empregado o sinal indicativo de crase no “a” em “ligados a computação, informática, TI e análise de sistemas” (R.30-31).
Tecnologia da informação

Benjamin de Medeiros Vale. Tecnologia da informação
no contexto organizacional. In: Revista Ciência
da Informação, v. 25, n.º 1, 1996 (com adaptações).
Sem prejuízo do sentido original do texto, a forma verbal “interagir” (R.23) poderia ser substituída por relacionar-se ou por comunicar-se.
Sobre este trecho, analise as assertivas a seguir:
I. A primeira vírgula justifica-se por separar a oração principal de uma oração coordenada sindética. II. A simples substituição da expressão “o termo” por “a palavra” não alteraria a correção da oração. III. O pronome “sua”, empregado neste parágrafo do texto, encontra seu referente em “os dicionários”. IV. A simples substituição da expressão “do rigor” por “da intransigência” não alteraria a correção da oração.
Assinale a alternativa que contenha análise correta das assertivas acima:
Considere as seguintes assertivas sobre a reescrita de trechos do texto:
I. A substituição de me pareceu (1.06) por se mostrava não exigiria outras alterações no período,
Il. A substituição de me achava (1.19) por me via invadido exigiria a alteração de em que (1.19) para de que.
IIl. A substituição de são (1.27) por se faz não exigiria outras alterações no período.
Quais são corretas gramaticalmente?
Considere o trecho abaixo, extraído do texto, e as três propostas para reescrevê-lo:
(...) o temor da presidência (...) era que a escalada da violência atingisse um ponto incontrolável, o que seria prejudicial para o futuro político do partido e para a aclamada democracia norteamericana (...) (l.06-08).
I. (...) o temor da presidência (...) era que a escalada da violência pudesse atingir um ponto incontrolável; isso poderia ser prejudicial não apenas para o futuro político do partido, mas também para a aclamada democracia norte-americana (...)
II. (...) o temor da presidência (...) era que a escalada da violência viesse a atingir um ponto incontrolável; isso viria a ser prejudicial tanto para o futuro político do partido quanto para a aclamada democracia norte-americana
III. (...) o temor da presidência (...) era que a escalada da violência tivesse atingido um ponto incontrolável; o que não apenas teria sido prejudicial para o futuro político do partido mas também para a aclamada democracia norte-americana (...)
Quais propostas são gramaticalmente corretas e conservam o sentido do texto original?
Considere as seguintes afirmações sobre a reescrita de trechos do texto:
I. A substituição de defendem (I.02) por argumentam a favor de não exigiria outras alterações no período.
II. A substituição de são responsáveis por (I.08) por se atribui a responsabilidade por não exigiria outras alterações no período.
III. A substituição de deverá apresentar (l.16) por se espera exigiria a substituição do pronome relativo que (l.16) por de quem.
Quais são corretas gramaticalmente?
Considere as seguintes propostas de alteração de ordem de expressões do texto:
I. deslocamento de economicamente (I.03) para imediatamente depois de envolvidos (I.03).
II. deslocamento de também (I.05) para imediamente antes de das maiores cidades (I.05).
III. deslocamento de nas próximas semanas (l.16) para imediatamente antes de deverá (l.16).
Quais propostas conservam o sentido do trecho original no texto?
Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.
Não surpreende que, em todo lugar, esteja em curso uma corrosão do sono, dada a dimensão do que está economicamente em jogo.
Já em meados do século XVII, a incompatibilidade do sono com noções modernas de produtividade passou a ser notada. Descartes, Hume e Locke foram apenas alguns dos filósofos que apontavam para a sua irrelevância na busca do conhecimento.
Última das “barreiras naturais”, para usar a expressão de Marx, à completa realização do capitalismo "24 horas", o sono não pode ser eliminado. Mas pode ser arruinado e despojado, e existem métodos e motivações para destruí-lo.
Pesquisas recentes mostram que cresce exponencialmente o número de pessoas que acordam uma ou mais vezes durante a noite para verificar mensagens ou informações. Uma figura de linguagem recorrente e aparentemente inócua é o sleep mode [modo de hibernação], inspirada nas máquinas. A ideia de um aparelho em modo de consumo reduzido e de prontidão transforma o sentido mais amplo do sono em mera condição adiada ou diminuída de operacionalidade.
O dano ao sono é inseparável do atual desmantelamento da proteção social em outras esferas. Estado mais privado e vulnerável de todos, o sono depende crucialmente da sociedade para se sustentar. Um dos exemplos vívidos da insegurança do estado de natureza no Leviatã de Thomas Hobbes é a vulnerabilidade de um indivíduo adormecido diante dos inúmeros perigos de cada noite. Assim, uma obrigação rudimentar dos membros da comunidade é oferecer segurança para os que dormem, não apenas contra perigos reais, mas − igualmente importante − contra a ansiedade e temores que geram.
Diversos pressupostos fundamentais a respeito da coesão das relações sociais se aglutinam em torno da questão do sono − na reciprocidade entre vulnerabilidade e confiança, entre exposição e proteção.
(Adaptado de: Revista Piauí. Ed. 96, 09/14)
Texto I
O apocalipse digital
O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos
diante da correspondência digital uma atitude ansiosa e passiva.
Deu no jornal que o primeiro‐ministro da Bélgica, Elio Di Rupo, interrompeu um discurso que fazia no Parlamento para atender e responder a uma mensagem pelo celular. A discussão na imprensa (e entre as pessoas que leram a notícia) acabou tendendo na direção do “apocalipse digital”. É algo mais previsto e mais anunciado do que o fim do mundo pelo Calendário Maia. O apocalipse digital, segundo os seus profetas, é um processo acelerado de despersonalização das relações humanas face a face, que serão substituídas pelas engenhocas eletrônicas: computadores, notebooks, palmtops, smartphones, tablets etc. As pessoas só falarão umas com as outras por meio desses aparelhos.
Ninguém vai mais sair de casa para visitar os amigos: ficarão conversando pelo Messenger ou pelo Skype. E um dos primeiros sinais disso é que qualquer conversa face a face é interrompida se o aparelho de alguém tocar. O aparelho tem sempre prioridade, como comprovou o ministro belga.
Eu detestaria viver num mundo onde as pessoas não saíssem mais juntas, não conversassem olhando para o rosto da outra, e tudo o mais. Sinto falta (por exemplo) do tempo em que alguns amigos passeavam juntos, conversando. Lembram‐se disso? É excêntrico, mas se praticava bastante. As pessoas se encontravam e saíam andando pela calçada, conversando sobre qualquer assunto, e percorrendo cinco, dez, 15 ou 20 quarteirões até chegarem ao lugar para onde se dirigiam, ou então até avistarem por acaso um café simpático ou uma praça acolhedora e fazerem ali uma parada. Hoje ninguém caminha mais.
Todo mundo vai de carro até para uma distância de dois quarteirões. Se você disser que quer caminhar de uma ponta à outra da Avenida Paulista ou da Rio Branco, vão dizer que você não está regulando bem. Quem vai dizer isso são pessoas que andam 50 minutos de carro até uma academia, onde pagam uma nota preta para ficar andando numa esteira que não sai do lugar.
O ministro belga calaria os críticos se provasse que o torpedo recebido durante o discurso era de um assessor ou secretário enviando‐lhe uma informação essencial para aquele pronunciamento público. Só isso (no meu entender) o redimiria; mas é bem capaz de ter sido a mulher dele perguntando: “Vai dar tempo de irmos à ópera hoje?”, ou algo assim.
O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos diante da correspondência digital uma atitude ansiosa (“preciso urgentemente saber que recado é este”) e passiva (“se a mensagem chegou, tenho de obedecer, tenho de olhar”).
(Braulio Tavares. Disponível em: http://www.cartafundamental.com.br/single/show/80. Publicado em: Nov./2013. Adaptado.)
Fumo em lugares fechados será vetado no Brasil
Ministério da Saúde regulamenta regras da Lei Antifumo; fumódromo está proibido.
O Ministério da Saúde anunciou ontem, em função das comemorações do “Dia Mundial sem Tabaco”, as regras do decreto que vai regulamentar a Lei Antifumo, aprovada em 2011. As novas normas preveem a proibição do fumo em locais fechados e de uso coletivo em todo o país, extinguindo, inclusive, os fumódromos. Além disso, veta toda e qualquer propaganda comercial, até mesmo nos pontos de venda. Nesses locais, só será possível a exposição dos produtos acompanhada por mensagens sobre perigos do fumo. O decreto da presidente Dilma Rousseff deverá ser publicado amanhã no Diário Oficial e entrará em vigor 180 dias depois.
O consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos ligados ao fumo está proibido em locais de uso coletivo públicos e privados. Isso inclui hall e corredores de condomínios, restaurantes, clubes e até pontos de ônibus, não importa se o ambiente é apenas parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. Em bares e restaurantes, o fumo só será permitido caso haja ambientes totalmente livres, como mesas na calçada. O consumo continuará livre em vias públicas, residências e áreas ao ar livre. As embalagens deverão ter, em 100% da face posterior e em uma de suas laterais, avisos sobre os danos provocados pelo tabaco. Em 2016, o mesmo deverá ser feito também em 30% da face frontal dos maços.
O Ministério da Saúde informou que os fumantes não serão alvo de fiscalização. Isso recairá sobre os estabelecimentos comerciais. Caso não cumpram a lei, eles podem ser advertidos, multados, interditados ou até ter a autorização para funcionamento cancelada. As multas vão de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de vigilância sanitária de estados e municípios. Os responsáveis pelos estabelecimentos poderão, inclusive, chamar a polícia quando o cliente se recusar a apagar o cigarro.
Até hoje, não havia definição sobre o conceito de local coletivo fechado, onde o fumo é proibido. Além disso, atualmente ainda são permitidas a existência de fumódromos e a propaganda nos pontos de venda. A regulamentação iguala as normas para todo o Brasil, e extingue as variações no caso dos estados que possuem suas próprias legislações. No Rio, por exemplo, já existe uma lei rigorosa em vigor desde 2009, muito semelhante à estabelecida pelo governo federal. Há algumas diferenças, como os valores de multas, por exemplo. No estado, elas variam de R$ 3.933 a R$ 38 mil.
– A Lei Antifumo é um grande avanço. O decreto é fundamental para que possamos continuar enfrentando o tabaco como problema de saúde pública – disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, acrescentando que o propósito não é criminalizar o fumante nem tornar sua vida um inferno. – O tabaco faz mal. Mas é uma droga legal e as pessoas têm direito de usar.
(O Globo, 01 de junho de 2014.)
Yeda Oswaldo
No ambiente de trabalho, onde passamos cerca de um terço de nossa vida, é fundamental saber conviver com as pessoas e respeitá-las em suas individualidades. Caso contrário, somente o fato de pensar em ir para o trabalho passa a ser insuportável e sofrível.
A contribuição que é recebida das pessoas no trabalho equivale à forma com que elas são tratadas e respeitadas em suas diferenças e particularidades. Com isso, é possível receber como retorno o apoio e um bom trabalho dos profissionais.
Outro fator de destaque e que merece reflexão é o perfil do líder, que, no processo das relações interpessoais, requer habilidades assertivas, humanizadas e conciliadoras, conduzindo a equipe de forma harmoniosa e coesa. Por outro lado, se o líder for conflituoso, autoritário, isolado, invejoso e soberbo, só acumulará discórdias, desentendimentos e falta de união.
Alguns indivíduos não conseguem lidar com a adversidade nem com opiniões diferentes da sua, deixando-se levar por uma impressão negativa das pessoas, sem ao menos procurar compreendê-las ou conhecê-las. Com esses sujeitos, ficam difíceis a convivência e o diálogo, pois eles se fecham em suas ideias e convicções e se isolam do restante da equipe.
Para que o clima organizacional seja harmonioso e as pessoas tenham um bom relacionamento interpessoal, é necessário que cada um deixe de agir de forma individualizada e egoísta, promovendo relações amigáveis, construtivas e duradouras.
Disponível em:<http://yedaoswaldo.blogspot.com.br/2012/10/relacoes -interpessoais-no-trabalho.html>.Acesso em: 2 ago. 2014.[Adaptado]
Leia o seguinte trecho:
“Alguns indivíduos não conseguem lidar com a adversidade nem com opiniões diferentes da sua, deixando-se levar por uma impressão negativa das pessoas [...]”.
Sem mudar o sentido desse trecho, a expressão destacada pode ser substituída por
“Existirmos, a que será que se destina?” − pergunta um verso de Caetano Veloso em sua bela canção “Cajuína”, nascida numa visita a amigo em Teresina. Que faz numa canção popular essa pergunta fundamental sobre o propósito mesmo da vida humana? − perguntarão aqueles que preferem separar bem as coisas, julgando que somente os gêneros “sérios” podem querer dar conta das questões “sérias”. O preconceito está em não admitir que haja inteligência − e das fulgurantes, como a de Caetano Veloso − entre artistas populares. O fato é que a pergunta dessa canção, tão sintética e pungente, incide sobre o primeiro dos nossos enigmas: o da finalidade da nossa existência. Não seria difícil encontrarmos em nosso cancioneiro exemplos outros de pontos de reflexão essencial sobre nossa condição no mundo. Em “A vida é um moinho”, de Cartola, ou em “Esses moços”, de Lupicínio Rodrigues, ou ainda em “Juízo final”, de Nelson Cavaquinho, há agudos lampejos reflexivos, nascidos de experiências curtidas e assimiladas. Não se trata de “sabedoria popular”: é sabedoria mesmo, sem adjetivo, filtrada por espíritos sensíveis que encontraram na canção os meios para decantar a maturidade de suas emoções. Até mesmo numa marchinha de carnaval, como “A jardineira”, do Braguinha, perguntamos: “Ó jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu?” − para saber que a tristeza dela vem da morte de uma camélia. Essa pequena tragédia, cantada enquanto se dança, mistura-se à alegria de todos e funde no canto da vida o advento natural da morte: “Foi a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu...” Mesmo em nosso folclore, compositores anônimos alcançaram um tom elevado na dicção aparentemente ingênua de uma cantiga de roda. Enquanto se brinca, canta-se: “Menina, minha menina / Faz favor de entrar na roda / Cante um verso bem bonito / Diga adeus e vá-se embora”. Não será essa uma expressão justa do sentido mesmo de nossa vida: entrar na roda, dizer a que veio e ir-se embora? É o que cantam as alegres crianças de mãos dadas, muito antes de se preocuparem com a metafísica ou o destino da humanidade.
(BARROSO, Silvino, inédito)
Transpondo-se para a voz ativa a frase Aquele compositor teria sido brindado pelas mais inspiradas musas, a forma verbal resultante será
Considere as seguintes assertivas sobre a reescrita de trechos do texto:
I. A substituição de me pareceu (I.06) por se mostrava não exigiria outras alterações no período.
II. A substituição de me achava (1.19) por me via invadido exigiria a alteração de em que (1.19) para de que.
III. A substituição de são (I.27) por se faz não exigiria outras alterações no período.
Quais são corretas gramaticalmente?
Considere as seguintes propostas de alteração de ordem de segmentos do texto (com os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas e de pontuação onde necessário):
I. Deslocamento de segundo hábito antigo (I.02), entre vírgulas, para imediamente depois de Não tendo conseguido (1.01).
II. Deslocamento de Bebendo aqui, bebendo ali, (1.12), precedido de vírgula, para imediatamente depois de acabei presa de grande excitação (1.12).
III. Deslocamento de desmesuradamente (I.26), entre vírgulas, para imediatamente depois de em mim (I.26).
Quais conservam o sentido do trecho original no texto?






