Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q2425302 Português

Texto para responder às questões de 37 a 39.


Uma esperança


Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.

Houve um grito abafado de um de meus filhos:

– Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.

– Ela quase não tem corpo, queixei-me.

– Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças.

Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saída entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender.

– Ela é burrinha, comentou o menino.

– Sei disso, respondi um pouco trágica.

– Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.

– Sei, é assim mesmo.

– Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas.

– Sei, continuei mais infeliz ainda.

Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grécia ou em Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse.

– Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim.

Andava mesmo devagar – estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo.

Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma aranha, mas me parecia “a” aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós também queríamos e, oh! Deus, queríamos menos que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a esperança:

– É que não se mata aranha, me disseram que traz sorte...

– Mas ela vai esmigalhar a esperança! respondeu o menino com ferocidade.

– Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros – falei sentindo a frase deslocada e ouvindo o certo cansaço que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar o caminho da esperança.

O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o inseto e a nossa esperança. Meu outro filho, que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a esperança pousara em casa, alma e corpo.

Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca

tentei pegá-la.

Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: “e essa agora? que devo fazer?” Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada.


(LISPECTOR, Clarice. Uma esperança. In: Felicidade Clandestina. Rio de

Janeiro: Rocco, 1998. p. 92-94.)

“Não a clássica, que tantas vezes verifica -se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre.” Em uma atividade de reformulação de texto, o professor de língua portuguesa disse aos alunos que o trecho destacado anteriormente deveria ser reescrito, considerando o contexto em que está inserido, de modo que as correções gramatical e semântica fossem mantidas, uma das sugestões apresentadas foi:


“Não foi a esperança, sentimento de quem espera por alguma coisa, que muitas vezes é ilusão, ainda que nos sustente sempre.”


Diante da resposta anterior de um dos alunos, algumas observações foram feitas. Indique a seguir o comentário feito pelo professor em que há correção.

Alternativas
Q2116856 Português
Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade… (1º parágrafo)
Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, esse trecho pode ser assim reescrito:
Alternativas
Q2094180 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Mentoria reversa e empatia nos tempos de pandemia

Por Marcos Ueda


(Disponível em: https:revistaeducacao.com.br/2020/06/19 - texto especialmente adaptado para esta prova.)
Avalie as seguintes propostas de inserção, supressão e alteração de palavras no texto:
I. Troca de “Um corpo de jovens professores” (l. 12) por “Professores de corpo juvenil”.
II. Na linha 09, inserção de “ditos” imediatamente antes da primeira ocorrência de “digitais”.
III. Supressão dos termos “mais” (l. 17).

Quais delas NÃO provocam alteração nos respectivos contextos?
Alternativas
Q2094179 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Mentoria reversa e empatia nos tempos de pandemia

Por Marcos Ueda


(Disponível em: https:revistaeducacao.com.br/2020/06/19 - texto especialmente adaptado para esta prova.)
Avalie as seguintes propostas de substituição de partes do texto:
I. de educação (l. 01) – educacionais.
II. circunstancial (l. 04) – de circunstância.
III. de imigrantes (l. 09) – imigrantista.
IV. de nossas escolas (l. 21) – escolares.
Quais das propostas manteriam a correção e o sentido da frase original?
Alternativas
Q2094164 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

O que faz um bom orientador educacional
(Disponível em: https://escolasexponenciais.com.br/inovacao-e-gestao/o-que-faz-o-orientadoreducacional/ - texto especialmente adaptado para esta prova.)
Na frase: “o cargo de orientador educacional costuma ser desempenhado por um pedagogo especializado em lidar diretamente com os alunos” (linhas 01-02), a expressão “costuma ser” permite afirmar que:
I. O cargo orientador educacional sempre é desempenhado por pedagogo especializado em lidar diretamente com os alunos.
II. O cargo de orientador educacional não pode ser desempenhado por pedagogo especializado em outra área.
III. Nem sempre o cargo de orientador educacional é desempenhado por pedagogo especializado em lidar diretamente com os alunos.
Quais estão de acordo com as informações contidas no enunciado original? 
Alternativas
Q1858679 Português
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver
Assim eu vejo a vida - Cora Coralina
"O passado foi duro, mas deixou o seu legado" - outra maneira de escrever a frase, sem alterar o seu significado original foi reproduzida em qual alternativa?
Alternativas
Q1814566 Português
A diversidade cultural brasileira

    De modo geral, o atual povo brasileiro é oriundo de quatro continentes: América, Europa, África e Ásia. Quando os primeiros portugueses pisaram nesta terra em 1500, eles encontraram no local um mosaico de centenas de nações ou grupos nativos a quem denominaram indistintamente “índios”.
    Todos: indígenas, estrangeiros (oriundos de outros países) e africanos deportados eram representantes de diferentes culturas e civilizações. Eles trouxeram em suas bagagens e memórias coletivas elementos representativos dessas culturas. É por isso que o Brasil, como país e como povo, oferece o melhor exemplo de encontro de culturas e civilizações. Cada um destes componentes étnicos ou culturais trouxe a sua contribuição para a formação do povo e da história dos brasileiros; na construção da cultura e de nossa identidade.
    Por esta razão, aprender a conhecer o Brasil é aprender a conhecer a história e a cultura de cada um desses componentes para melhor captar sua contribuição na cultura e na história do país. Para entender “nossa” história e “nossa” identidade é preciso começar pelo estudo de todas as suas matrizes culturais: indígena, europeia, africana, árabe, judia e asiática. Infelizmente, não é isso que acontece na história do Brasil que foi ensinada tradicionalmente na escola e sistematizada pela historiografia oficial.

(Munanga, K.; Gomes, N. L. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006. Fragmento.)
Em relação ao terceiro parágrafo do texto está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1814317 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Caravelas-portuguesas são flagradas em praias
do litoral de SP e assustam banhistas
Animais foram flagrados nas praias de Praia Grande e Guarujá neste sábado (28)

Disponível em https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2019/12/28/caravelas-portuguesas-sao-flagradas-empraias-do-litoral-de-sp-e-assustam-banhistas.ghtml
Acessado em 28 de dezembro de 2019
A palavra indicada poderia substituir a que está grifada em
Alternativas
Q1808362 Português
O fragmento “Nesses instantes, percebemos a fragilidade dos laços humanos, a nossa indiferença, a nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro...” (l. 19 e 20) permanece com a pontuação correta apenas em
Alternativas
Q1807434 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



Abrigo de Vagabundos



Eu arranjei o meu dinheiro

Trabalhando o ano inteiro

Numa cerâmica

Fabricando potes

E lá no alto da Moóca

Eu comprei um lindo lote dez de frente e dez de fundos

Construí minha maloca

Me disseram que sem planta

Não se pode construir

Mas quem trabalha tudo pode conseguir

 

João Saracura que é fiscal da Prefeitura

Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim

Por onde andará Joca e Matogrosso

Aqueles dois amigos

Que não quis me acompanhar

Andarão jogados na avenida São João

Ou vendo o Sol quadrado na detenção

 

Minha maloca, a mais linda que eu já vi

Hoje está legalizada ninguém pode demolir

Minha maloca, a mais linda deste mundo

Ofereço aos vagabundos

Que não têm onde dormir

 

(Adoniran Barbosa, 1958. Disponível em: https://www. letras.mus.br/adoniran-barbosa/43962/)

“Andarão jogados na avenida São João Ou vendo o Sol quadrado na detenção”
Assinale a alternativa que reescreve CORRETAMENTE o verso destacado acima prezando pela linguagem formal.
Alternativas
Q1805076 Português

A questão refere-se ao texto abaixo. 



Assinale a alternativa que indica a correta reescrita do período a seguir, mantendose o mesmo significado do trecho original: “Quando deixo minha filha em casa, a culpa vem.” (l. 12- 13).
Alternativas
Q1792706 Português
Observe este período:
Os problemas e as desigualdades da Educação são o grande desafio para todo governo sério.
A reescrita desse período, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto em:
Alternativas
Q1791099 Português
Leia o texto para responder à questão.

Queixo duplo

   Psicólogos, pedagogos e linguistas advertem: o smartphone é antissocial - ao mesmo tempo em que parece conectar as pessoas, na verdade as afasta e faz com que se confinem individualmente na mediocridade de uma telinha de três polegadas. Pode-se estar num restaurante, teatro, praia ou até passeando em Paris - se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. A badalhoca abole a vida ao redor.
   Apesar disso, raros se habilitam a tentar equilibrar essa servidão com a riqueza da vida real, onde as coisas têm forma, volume, peso, cheiros e cores. Neste momento, já há dezenas de milhões de crianças que não conheceram o mundo antes do smartphone. Mais um pouco e não acreditarão que esse mundo um dia existiu.
  Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo.
  Cidadãos habituados a usar o smartphone enquanto caminham pela rua tendem a torcer o pé em buracos no calçamento, ser tragados por bueiros, tropeçar no meio-fio e abalroar-se uns aos outros. Os mais compenetrados não estão livres de ser atropelados pelo pipoqueiro.
  Se isto não basta para que as pessoas deem um pouco de sossego ao smartphone, resta informar que, para alguns fisioterapeutas, a postura curvada - a cabeça em ângulo reto em relação ao pescoço, exigida para se ler ou escrever na telinha - pode vergar a coluna mais ereta à forma de um ponto de interrogação. E o queixo cravado ao peito tantas horas por dia está levando as pessoas mais bonitas a desenvolverem queixo duplo.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 12.05.2014. Adaptado) 
Sabendo-se que o termo destacado em - ... se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. - estabelece uma condição, assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do trecho, de acordo com a norma-padrão da língua.
Alternativas
Q1787372 Português
Leia o texto para responder à questão.

São Paulo revive mesmas enchentes há 91 anos
  Em uma de suas principais obras, Benedito Calixto retratou, em 1892, a inundação da área do atual Mercadão, no centro de São Paulo. A região foi atingida também em 1929, numa das primeiras grandes enchentes da capital e submergiu novamente, quase 130 anos depois do quadro histórico.
  Urbanistas afirmam que uma das principais explicações para as repetidas inundações foi a decisão de expandir a cidade para as áreas próximas às várzeas dos rios Tietê e Tamanduateí, a partir de meados de 1890. O quadro de Benedito Calixto capta o início dessa expansão da cidade. A cheia histórica de 1929 também foi registrada em uma série de fotografias que viraram sinônimo das inundações paulistanas, por ter deixado a cidade debaixo da água por sete dias.
  Há suspeita de que os efeitos da forte chuva que atingiu São Paulo naquele fevereiro de 1929 tenham sido potencializados por ações da então onipresente Light. O acordo com o poder público previa que a Light poderia desapropriar áreas atingidas por enchentes naquele ano.
  Pesquisa da professora da USP Odette Seabra indica que a Light abriu suas represas para aumentar a área inundada pelos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Essas áreas inundadas passaram para as mãos da Light, que depois as comercializou.
  Os fatos recentes mostram que a história se repete: 63% dos alagamentos neste ano de 2020 estão na mesma região atingida pela cheia de 1929, que corresponde à da subprefeitura da Sé. Mas desta vez, os locais inundados não se restringem à área do Mercadão. Áreas das subprefeituras da Lapa e de Pinheiros também foram atingidas.
  As obras e intervenções para conter as cheias dos rios nessas áreas não foram suficientes. Um outro agravante é que o solo da cidade tem ficado cada vez mais impermeável, com aumento das áreas construídas e ocupadas.
(Folha de S. Paulo.15.02.2020. Adaptado)
O trecho em destaque da frase - Há suspeita de que os efeitos da chuva tenham sido potencializados por ações da Light. – está corretamente reescrito, de acordo com a norma-padrão da regência, em:
Alternativas
Q1787371 Português
Leia o texto para responder à questão.

São Paulo revive mesmas enchentes há 91 anos
  Em uma de suas principais obras, Benedito Calixto retratou, em 1892, a inundação da área do atual Mercadão, no centro de São Paulo. A região foi atingida também em 1929, numa das primeiras grandes enchentes da capital e submergiu novamente, quase 130 anos depois do quadro histórico.
  Urbanistas afirmam que uma das principais explicações para as repetidas inundações foi a decisão de expandir a cidade para as áreas próximas às várzeas dos rios Tietê e Tamanduateí, a partir de meados de 1890. O quadro de Benedito Calixto capta o início dessa expansão da cidade. A cheia histórica de 1929 também foi registrada em uma série de fotografias que viraram sinônimo das inundações paulistanas, por ter deixado a cidade debaixo da água por sete dias.
  Há suspeita de que os efeitos da forte chuva que atingiu São Paulo naquele fevereiro de 1929 tenham sido potencializados por ações da então onipresente Light. O acordo com o poder público previa que a Light poderia desapropriar áreas atingidas por enchentes naquele ano.
  Pesquisa da professora da USP Odette Seabra indica que a Light abriu suas represas para aumentar a área inundada pelos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Essas áreas inundadas passaram para as mãos da Light, que depois as comercializou.
  Os fatos recentes mostram que a história se repete: 63% dos alagamentos neste ano de 2020 estão na mesma região atingida pela cheia de 1929, que corresponde à da subprefeitura da Sé. Mas desta vez, os locais inundados não se restringem à área do Mercadão. Áreas das subprefeituras da Lapa e de Pinheiros também foram atingidas.
  As obras e intervenções para conter as cheias dos rios nessas áreas não foram suficientes. Um outro agravante é que o solo da cidade tem ficado cada vez mais impermeável, com aumento das áreas construídas e ocupadas.
(Folha de S. Paulo.15.02.2020. Adaptado)

Assinale a alternativa que substitui o trecho em destaque, sem alteração de sentido.

Conforme os urbanistas afirmam, uma das explicações...

Alternativas
Q1760289 Português

Leia o texto para responder à questão.


Nenhum estudante vai perder o ano


     Quando as aulas foram interrompidas por causa da covid-19, as escolas de Nova York tiveram uma semana para a formação de professores e a elaboração das atividades a serem desenvolvidas com os alunos, ao mesmo tempo em que foi realizado um censo sobre a disponibilidade de equipamentos e internet em casa para que se garantisse acesso a todos.

     Após um mês, na tradicional parada de uma semana na primavera, enquanto os estudantes se dedicavam a atividades voltadas ao desenho de projeto de vida, os educadores desenharam um novo planejamento, baseado na experiência inicial e em uma pesquisa realizada com os pais e estudantes. As atividades escolares diárias foram reorganizadas, assim como os critérios de avaliação, que se baseia nas tarefas realizadas em casa, pontuadas ou não, e avaliações criadas pelos professores.

     Nem tudo é perfeito: como todas as grandes redes, a de Nova York é heterogênea. A terceira fase de mudanças desse ano letivo que se encerra no fim de junho veio com o reconhecimento de que muitos estudantes não tiveram acesso a computadores e conectividade no tempo adequado e que parte deles pode ter passado pelo trauma de perder entes queridos ou ter tido sua saúde mental abalada.

     Foram alterados os critérios de avaliação. Nenhum estudante será reprovado e serão criadas três faixas de classificação, de acordo com a situação de cada estudante, antes e depois do “fechamento” das escolas. São eles “Atende aos Padrões”, “Precisa de Melhoria” ou “Curso em Andamento”, se for necessário tempo adicional para que o estudante conclua o curso.

     A decisão não significa que “os alunos passarão sem saber”. Para os alunos que não progrediram o esperado haverá reforço nas férias de verão e ao longo do próximo ano letivo, que se inicia em setembro.

     Os americanos estão no fim de seu ano letivo, ao contrário do Brasil, que está na metade. O que sua experiência nos ensina é que em meio a uma crise nosso foco deve ser o de responder uma questão: para quem a escola pública trabalha?


(Alexandre Schneider, “Nenhum estudante vai perder o ano”.

Folha de S.Paulo, 07.05.2020. Adaptado)

Sem alteração do sentido, o título do texto – Nenhum estudante vai perder o ano – está corretamente reescrito em:
Alternativas
Q1759175 Português

Leia a tira para responder à questão.




   (Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 06.05.2020)

Em conformidade com a norma-padrão e com o sentido da tira, a fala do último quadrinho está corretamente parafraseada em:
Alternativas
Q1753886 Português
NARLOCH, Leandro. Guia politicamente incorreto da história do mundo. São Paulo: Leya, 2013, p. 277, 278 e 280.
A partir do processo de verbalização, o termo “a partilha do continente pelos impérios europeus” (l. 02) pode ser transformado em um período simples. Qual período constitui tal transformação, reescritura, mantendo-se o mesmo significado do sintagma nominal?
Alternativas
Q1734157 Português
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TELES, Lygia Fagundes. Antologia escolar. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1995, p. 147.
Em qual opção se tem a reescritura da frase “que a vida / é luta renhida” (l. 07), mantendo-se, forçosamente, o mesmo valor semântico?
Alternativas
Q1729470 Português

O governo federal entregou nesta terça-feira (5) ao Congresso a Proposta de Emenda ___ Constituição (PEC) do Pacto Federativo. O projeto pretende extinguir municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior ___ 10% da receita total. A medida afetaria até 1.254 cidades brasileiras, que, segundo a iniciativa, seriam incorporadas pelo município vizinho com melhor índice de sustentabilidade financeira, ___ partir de 2025.


Dos 295 municípios catarinenses, 106 possuem menos de 5 mil habitantes. Na região do Vale do Itajaí, de acordo com estimativa deste ano do IBGE, atualmente há 11 cidades com população inferior ao limite estabelecido na PEC: Atalanta, Braço do Trombudo, Chapadão do Lageado, Dona Emma, Doutor Pedrinho, José Boiteux, Mirim Doce, Presidente Nereu, São José do Itaperiú, Vitor Meireles e Witmarsum. [...]


Disponível em: https://ocp.news/politica/onze-municipios-do-vale-do-itajai-podem-deixar-de-existir-com-proposta-do-governo-federal. Acesso em: 08 fev. 2020. [adaptado]

A palavra destacada em “...segundo a iniciativa...”, pode ser substituída, corretamente e sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Respostas
3121: B
3122: C
3123: B
3124: A
3125: C
3126: C
3127: D
3128: B
3129: D
3130: A
3131: D
3132: B
3133: E
3134: A
3135: B
3136: C
3137: C
3138: C
3139: C
3140: E