Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 9.617 questões
Na sociedade líquido-moderna da hipermodernidade globalizante, o fazer compras não pressupõe nenhum discurso. O consumidor — o hiperconsumidor — compra aquilo que lhe apraz. Ele segue as suas inclinações individuais. O curtir é o seu lema.
Esse movimento social de hiperconsumismo, de vida para o consumo, guiou a pessoa natural para o caminho da necessidade, da vontade e do gosto pelo consumo, bem como impulsionou o descarte de cada vez mais recursos naturais finitos. Isso tem transformado negativamente o planeta, ao trazer prejuízos não apenas para as futuras gerações, como também para as atuais, o que resulta em problemas sociais, crises humanitárias e degradação do meio ambiente ecologicamente equilibrado, além de afetar o desenvolvimento humano, ao se precificar o ser racional, dissolvendo-se toda solidez social e trazendo-se à tona uma sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores vorazes e indiferentes às consequências de seus atos sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado e sobre as gerações atuais e futuras.
O consumismo é uma economia do logro, do excesso e do lixo, pois faz que o ser humano trabalhe duro para adquirir mais coisas, mas traz a sensação de insatisfação porque sempre há alguma coisa melhor, maior e mais rápida do que no presente. Ao mesmo tempo, as coisas que se possuem e se consomem enchem não apenas os armários, as garagens, as casas e as vidas, mas também as mentes das pessoas.
Nessa sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores, o desejo satisfeito pelo consumo gera a sensação de algo ultrapassado; o fim de um consumo significa a vontade de iniciar qualquer outro. Nessa vida de hiperconsumo e para o hiperconsumo, a pessoa natural fica tentada com a gratificação própria imediata, mas, ao mesmo tempo, os cérebros não conseguem compreender o impacto cumulativo em um nível coletivo. Assim, um desejo satisfeito torna-se quase tão prazeroso e excitante quanto uma flor murcha ou uma garrafa de plástico vazia.
O hiperconsumismo afeta não apenas a relação simbiótica entre o ser humano e o planeta, como também fere de morte a moral, ao passo que torna tudo e todos algo precificável, descartável e indiferente.
Fellipe V. B. Fraga e Bruno B. de Oliveira. O consumo colaborativo como mecanismo de desenvolvimento sustentável na sociedade líquido-moderna. LAECC. Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
Caso o trecho “Ao mesmo tempo” (segundo período do
terceiro parágrafo) fosse deslocado para imediatamente após
a forma verbal “possuem” e fosse isolado por vírgulas, os
sentidos originais do texto seriam prejudicados, embora sua
correção gramatical fosse mantida, feitos os devidos ajustes
de maiúsculas e minúsculas.
Para falar de racismo, é preciso antes diferenciar o racismo de outras categorias que também aparecem associadas à ideia de raça: preconceito e discriminação.
Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado, o que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.
A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder — ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força —, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda lojas que se recusam a atender clientes de determinada raça. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato — ou sobre a qual são impostas regras de “neutralidade racial” sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.
Silvio Almeida. Racismo Estrutural (Feminismos Plurais). Editora Jandaíra.
Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam
mantidos se o trecho “acerca de indivíduos que pertençam a
determinado grupo racializado” (segundo período do terceiro
parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: acerca dos
indivíduos, que pertencem a um determinado grupo
racializado.
Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.
O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.
Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.
Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Feitas as devidas alterações de maiúsculas e minúsculas, a
supressão da forma verbal “É” e do vocábulo “que” em “É
essa relação que coloca em questão o mundo digital”
preservaria a correção gramatical do texto, embora alterasse
seu sentido.
Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.
O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.
Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.
Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Sem alteração dos sentidos do texto, a oração “O leitor pode
intervir em seu próprio conteúdo” (segundo parágrafo)
poderia ser corretamente reescrita como O leitor é capaz de
intervir em seu próprio conteúdo, uma vez que o verbo
poder foi empregado, nessa oração, no sentido de ser capaz.


I. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" deve levar nos além, visto que revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar.
II. Revelar a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar, nos fará observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada", podendo nos levar aquém.
III. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, porque mostra a direção de para onde nossa alma está apontando para que criemos e atuemos.
Quais estão corretas?
Leia o texto a seguir para responder à questão.

CAIAZZO, Cinzia et al. Leonardo da Vinci: Grandes mestres. São Paulo: Abril, 2011. p.10-13. (Adaptado).

“Em tudo isso consiste a maiêutica, por meio da qual, como num jogo, estabelecem-se pontos de destaque, em dado problema filosófico, que originam perguntas que, uma vez respondidas, fomentam novas réplicas e tréplicas, e a brincadeira nunca tem fim.”
Leia a tira para responder à questão.

Releia este trecho.
“Quando perdi isso, consegui pagar os boletos, porém foi como se tivessem tirado um órgão do meu corpo.”
A reescrita que altera o sentido original do trecho é:
“Neto de Frederico Penteado, um dos cinco fundadores da escola (que nasceu em 1930), Fernando começou a desfilar aos cinco anos [...]”
Em relação ao uso dos sinais de pontuação, esse trecho não pode ser reescrito da seguinte forma:
Leia o trecho a seguir.
“Sempre paguei e de repente não quero mais.”
Assinale a alternativa em que o acréscimo de sinais de pontuação não altera a interpretação desse trecho.
Roda Viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá.
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir.
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá.
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou.
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá.
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
Chico Buarque.
Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.
Há vocábulos que, no plural, mudam de classificação quanto ao acento tônico com o deslocamento da sílaba tônica.. Assinale o item em que esse deslocamento não ocorre. (Todos estão sem acento gráfico mesmo que o tenham)
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Como a alfabetização sofreu na pandemia: 'criança que já deveria saber ler ainda não domina o abc'
Por Paula A. Idoeta
- Na turma da professora Ana Carolina Guimarães, há, hoje, desde crianças que já
- conseguem ler textos com facilidade até os alunos que, aos 8 ou 9 anos de idade, ainda ______
- criaram familiaridade com todas as letras do alfabeto. O cenário da volta às aulas preocupou a
- professora do 3° ano do ensino fundamental I na Escola Estadual São Bento, em Belo Horizonte
- (MG) – que por enquanto está funcionando em modelo híbrido, em que as crianças alternam
- entre uma semana na escola e uma semana no ensino remoto.
- A preocupação da professora se deve ao fato de que, em condições normais, na 3ª série,
- as crianças já costumam estar na fase final do aprendizado básico de leitura e escrita.
- Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade – as que cursam o final da educação infantil
- e todo o ensino fundamental I – foram um grupo particularmente sensível às dificuldades dos
- mais de 18 meses de ensino a distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase ______
- de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos
- fundamentos matemáticos. Nessa idade, elas ..... pouca autonomia no ensino remoto, e,
- portanto o contato próximo delas com os professores fez muita falta.
- Em abril, uma pesquisa divulgada pela Unicef e a organização Cenpec Educação apontou
- que a faixa etária correspondente ao ensino fundamental I foi a mais afetada pela ________
- escolar durante a pandemia. "Isso engloba desde crianças que não estavam matriculadas nas
- escolas ou que, no último mês (antes da pesquisa), não tinham tido nenhum tipo de contato com
- sua escola, nem por ou por acesso às aulas online. E o vínculo com a escola é importantíssimo",
- explica Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec.
- Além disso, o ensino fundamental I público vinha melhorando constantemente seus
- indicadores de ensino – e embora estivesse aquém do ideal, repetidamente superava as metas
- oficiais de desempenho na grande maioria dos estados brasileiros.
- Agora, a pandemia reverteu, pelo menos temporariamente, essa universalização, e corre
- o risco de trazer retrocessos conquistados ao longo de décadas, aponta o economista Marcelo
- Neri – diretor do FGV Social e especialista em mensuração de desigualdades – o qual identificou
- que a taxa de evasão escolar nas idades de 5 a 9 anos era de apenas 1,39% em 2019, mas
- subiu para 5,5% no final de 2020 – o maior aumento percentual entre todas as faixas etárias.
- "Era a faixa etária onde a gente havia tido grandes avanços não apenas na universalização, a
- partir dos anos 1990, mas também na aprendizagem", diz Neri à BBC News Brasil.
- O economista explica que, para além do fato de muitas crianças dessa idade estarem na
- delicada fase de alfabetização, elas também são desproporcionalmente mais afetadas pela
- desconectividade e pela pobreza no Brasil.
- Não à toa a evasão observada por Neri foi mais aguda nas regiões mais remotas e carentes
- do país (principalmente na região Norte), e entre a população negra, também
- desproporcionalmente afetada pela desigualdade social e de renda.
- Agora, uma preocupação de especialistas e educadores é que as lacunas na alfabetização
- durante a pandemia, caso não sejam enfrentadas, virem uma bola de neve que prejudique o
- desempenho das crianças nas etapas seguintes de ensino.
- "E para aprender a ler e escrever elas precisam de experiências pedagógicas intencionais
- e de interações (com adultos e entre si) que não aconteceram na quantidade necessária durante
- a pandemia".
- Mas isso não significa que essas crianças estejam "fadadas a arrastar esse fracasso" ao
- longo de sua vida, prossegue a educadora, sobretudo porque elas ainda ..... bastante tempo de
- anos escolares pela frente.
- "Um trabalho consistente certamente é capaz de resgatar essas competências de leitura
- e escrita. (...). É algo possível e que sabemos fazer no Brasil. Mas as escolas não farão isso
- sozinhas, os professores vão precisar de apoio".
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/19/10/21 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na frase: Mas isso não significa que essas crianças estejam "fadadas a arrastar esse fracasso" ao longo de sua vida..., retirada do texto, a expressão ‘fadadas’, sem que ocorra alteração de sentido ou necessidade de ajustes no contexto, poderia ser substituída por:
Para responder às questões 4 e 5, leia o enunciado abaixo:
Chegou o momento em que ficou difícil distinguir se estamos conversando com uma pessoa ou com uma máquina. Ao telefone, nas redes sociais, nos aplicativos e em todo tipo de situação cotidiana, os robôs estão aptos a tratar sobre qualquer assunto, desde fornecer informações básicas, como para onde ir ou quanto pagar, até cobranças automáticas e relacionamentos afetivos. Estão diuturnamente conosco. A pesquisa e o desenvolvimento em inteligência artificial (IA) nos fez chegar ao ponto de caracterizar esse momento tecnológico como a 4º Revolução Industrial. Essa imensa transformação proporciona uma simbiose entre o homem e interfaces digitais que vão além da imaginação. E é um caminho sem volta. Nas ciências da computação, no universo dos algoritmos, as máquinas aprendem sozinhas com os dados já existentes, estabelecem padrões e buscam resultados. Já podemos falar em reconhecimento facial muito acima da capacidade humana de identificar um rosto, por causa dos algoritmos. No varejo, as empresas criaram aplicativos e personagens virtuais que reconhecem textos, falas, gírias, interagem com o consumidor e estimulam as compras.
(Fernando Lavieri. Revista IstoÉ. “Falando com robôs”. Adaptado. 20 de
dezembro de 2019. Edição nº 2608.)
Considerando aspectos semânticos, leia as assertivas:
I. Na frase Estão diuturnamente conosco, o vocábulo diuturnamente refere-se a algo que ocorre todos os dias.
II. O vocábulo simbiose, no contexto em que se encontra, poderia ser substituído, sem alterar o sentido expresso no texto, por associação.
III. O vocábulo universo não poderia ser substituído por cosmos, sob pena de alterar o sentido expresso no texto.
Pode-se afirmar que:
Assinale a alternativa que NÃO substitui o termo em destaque no excerto a seguir, sem que haja alteração de sentido:
“É através do lúdico que as habilidades que possibilitam o aprendizado são desenvolvidas; os pequenos entram em contato com experiências agradáveis e desagradáveis, resolvem conflitos,compreendem regras sociais, constroem seus valores, além de ser um excelente meio de desenvolvimento e refinamento da comunicação, de construção e fortalecimento de vínculos afetivos.”
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A força da liderança feminina no mercado de tecnologia
Por Sandya Coelho
- Quando iniciei minha carreira no segmento de tecnologia e internet, lá em 2010, ainda
- via poucas mulheres ____ frente de áreas estratégicas das grandes empresas com as quais
- trabalhei. Onze anos depois, vemos um incentivo forte para que mais mulheres tenham
- oportunidades em posições de liderança, e esse movimento vem sendo puxado justamente pelas
- empresas do setor de tecnologia e servido de modelo para os demais setores. E esse movimento
- pró-liderança feminina não fica restrito apenas aos cargos diretivos.
- Historicamente, muitas mulheres foram brilhantes ao conquistarem, com muita luta, seus
- espaços na sociedade, e são importantes inspirações para as atuais gerações, ainda mais para
- quem busca oportunidades em posições de liderança. Mas, ainda hoje, ser mulher num cargo de
- liderança não é tarefa fácil, sobretudo no mercado mais tradicional, é muito desafiador ser
- mulher no comando das negociações. Em minhas experiências profissionais, já precisei
- demonstrar firmeza para fazer outra pessoa entender que não era necessário buscar um homem
- posicionado hierarquicamente acima de mim, que era possível falar diretamente comigo. Por
- outro lado, também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a
- atuar nos últimos 11 anos, um ambiente menos desigual.
- Atualmente, faço parte de uma empresa que acaba de estrear no Novo Mercado da B3,
- em um momento crucial para as empresas de tecnologia. Como mulher na liderança, tenho a
- oportunidade de inspirar outras mulheres a buscarem e alcançarem esses lugares que sempre
- foram ocupados majoritariamente por homens, além de abrir caminho para que ações efetivas
- sejam realizadas e tornem o mercado cada vez mais inclusivo.
- Apesar de ter uma percepção sobre a evidente evolução da presença feminina no mercado
- de tecnologia, em especial em cargos de liderança, ainda há um longo caminho a ser percorrido
- em relação ____ representatividade das mulheres em cargos mais estratégicos. Os desafios
- ainda são muitos e complexos, com raízes históricas que permeiam ___ sociedade, mas ao olhar
- para o futuro e, graças ao crescimento gradual da força feminina, não só no mercado tech, mas
- nos mais diversos segmentos, tenho a convicção de que juntas podemos propiciar um cenário
- cada vez mais igualitário.
(Disponível em: https://exame.com/blog/sandya-coelho – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 25, na expressão “crescimento gradual”, poderíamos substituir o adjetivo “gradual” por qual palavra?
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A força da liderança feminina no mercado de tecnologia
Por Sandya Coelho
- Quando iniciei minha carreira no segmento de tecnologia e internet, lá em 2010, ainda
- via poucas mulheres ____ frente de áreas estratégicas das grandes empresas com as quais
- trabalhei. Onze anos depois, vemos um incentivo forte para que mais mulheres tenham
- oportunidades em posições de liderança, e esse movimento vem sendo puxado justamente pelas
- empresas do setor de tecnologia e servido de modelo para os demais setores. E esse movimento
- pró-liderança feminina não fica restrito apenas aos cargos diretivos.
- Historicamente, muitas mulheres foram brilhantes ao conquistarem, com muita luta, seus
- espaços na sociedade, e são importantes inspirações para as atuais gerações, ainda mais para
- quem busca oportunidades em posições de liderança. Mas, ainda hoje, ser mulher num cargo de
- liderança não é tarefa fácil, sobretudo no mercado mais tradicional, é muito desafiador ser
- mulher no comando das negociações. Em minhas experiências profissionais, já precisei
- demonstrar firmeza para fazer outra pessoa entender que não era necessário buscar um homem
- posicionado hierarquicamente acima de mim, que era possível falar diretamente comigo. Por
- outro lado, também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a
- atuar nos últimos 11 anos, um ambiente menos desigual.
- Atualmente, faço parte de uma empresa que acaba de estrear no Novo Mercado da B3,
- em um momento crucial para as empresas de tecnologia. Como mulher na liderança, tenho a
- oportunidade de inspirar outras mulheres a buscarem e alcançarem esses lugares que sempre
- foram ocupados majoritariamente por homens, além de abrir caminho para que ações efetivas
- sejam realizadas e tornem o mercado cada vez mais inclusivo.
- Apesar de ter uma percepção sobre a evidente evolução da presença feminina no mercado
- de tecnologia, em especial em cargos de liderança, ainda há um longo caminho a ser percorrido
- em relação ____ representatividade das mulheres em cargos mais estratégicos. Os desafios
- ainda são muitos e complexos, com raízes históricas que permeiam ___ sociedade, mas ao olhar
- para o futuro e, graças ao crescimento gradual da força feminina, não só no mercado tech, mas
- nos mais diversos segmentos, tenho a convicção de que juntas podemos propiciar um cenário
- cada vez mais igualitário.
(Disponível em: https://exame.com/blog/sandya-coelho – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica palavra ou expressão que poderia substituir corretamente, sem prejuízo da correção gramatical, o locativo “onde” em “também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a atuar nos últimos 11 anos”, retirado do texto.
Leia o texto.
Conversinha mineira.
— É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
— Sei dizer não senhor: não tomo café.
— Você é dono do café, não sabe dizer?
— Ninguém tem reclamado dele não senhor.
— Então me dá café com leite, pão e manteiga.
— Café com leite só se for sem leite.
— Não tem leite?
— Hoje, não senhor.
— Por que hoje não?
— Porque hoje o leiteiro não veio.
— Ontem ele veio?
— Ontem não.
— Quando é que ele vem?
— Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
— Mas ali fora está escrito “Leiteria”!
— Ah, isso está, sim senhor.
— Quando é que tem leite?
— Quando o leiteiro vem.
— Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
— O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
— Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
— Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
— E há quanto tempo o senhor mora aqui?
— Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
— Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
— Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
— Para que Partido?
— Para todos os Partidos, parece.
— Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
— Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida…
— E o Prefeito?
— Que é que tem o Prefeito?
— Que tal o Prefeito daqui?
— O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
— Que é que falam dele?
— Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
— Você, certamente, já tem candidato.
— Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
— Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
— Aonde, ali? Ué, gente: penduraram isso aí…
(Fernando Sabino)
Considere a frase retirada do texto.
“Há quanto tempo o senhor mora aqui?”
Assinale a alternativa correta.