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Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.448 questões

Q2643694 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção


A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.

Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.

Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.

A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.

A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.


Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.


Jornal da USP.


Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies -de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.

Analise o seguinte trecho, retirado de "82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção":


O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies.


Assinale a alternativa que apresenta palavras que, correta e respectivamente, poderiam substituir as palavras em destaque no trecho sem prejuízo de valor:

Alternativas
Q2637771 Português

Leia o texto e responda as questões de 01 a 05.


O comércio digital está mudando (...). O tokengated commerce transcende a simples intersecção de tecnologia e comércio. Ele representa uma confluência de exclusividade, pertencimento e inovação. Através dos NFTs (sigla em inglês para non-fungible token, que em português é token* não fungível) ou ativos digitais, as marcas podem proporcionar experiências ou produtos exclusivos aos detentores de um token específico. Mas, mais do que exclusividade, há a promessa de uma jornada de compra mais envolvente e personalizada.

Historicamente, o comércio se resumia a transações diretas: dinheiro em troca de bens ou serviços. O tokengated commerce, no entanto, adiciona uma dimensão adicional de complexidade e valor. Plataformas de e-commerce convencionais geralmente requerem um e-mail e senha para que os usuários acessem suas contas. No entanto, o tokengated commerce vai além, permitindo que os usuários vinculem suas carteiras digitais, onde seus ativos digitais são armazenados.

Se você é novo no assunto, pense na carteira digital como uma conta especializada para guardar seus "bens digitais". O avanço notável aqui é que várias empresas de tecnologia estão simplificando essa etapa. Agora, em vez de passar pelo processo de criar uma carteira do zero, existem soluções que tornam essa integração tão fácil quanto usar um login social.

Em breve, você poderá aproveitar em mais plataformas todos os benefícios de uma carteira digital sem se aprofundar nos detalhes técnicos de sua criação. Com essa conexão estabelecida, a plataforma identifica instantaneamente os tokens ou NFTs que o usuário possui. Isso permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas. Um usuário que possui um token específico de uma marca pode, por exemplo, receber acesso a produtos exclusivos ou descontos especiais. Não é apenas uma transação, mas uma forma concreta de valorizar a lealdade e o engajamento do cliente.


*“Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo - como dinheiro, propriedade ou obra de arte - registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel - ou parte dele.” (https://www.infomoney.com.br/guias/nft-token-nao-fungivel/) [Adaptado] MARQUES, Amanda. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/tokengated-commerce-a-revolucao-silenciosa-do-comercio-digital/

O texto apresenta o termo em inglês e-commerce. Na frase: “Plataformas de e-commerce convencionais...”, o termo poderia ser substituído sem prejuízo de sentido por:

Alternativas
Q2631609 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “tendência” (l. 20) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.

Alternativas
Q2631562 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir, sem prejudicar o sentido do texto, a palavra “fraquejar” (l. 30).

Alternativas
Q2631060 Português

Bem-vindo à selva digital


A realidade agora é exibida em polegadas. E o desespero se instala quando acaba a bateria.

Mas lembre-se: um pensamento só pode ser propagado se vier acompanhado de uma hashtag.


First…

Deu no jornal que caiu mais um avião. Na internet, tem gente dizendo que foram terroristas. Outros dizem que foi o próprio governo. E tem louco dizendo que foi Deus. Na era em que todos têm voz, ninguém aprendeu a calar a boca.

Talvez por isso precisemos de corretor ortográfico. Ontem mesmo ele corrigiu meu desvio de septo. Mas para transformar meus sonhos em realidade, usei um tradutor online. Isto tudo depois de engolir uma nova campanha publicitária no café da manhã. Vomitei inglês o dia todo. Da próxima vez, clico em “Pular Anúncio”.

Vivemos mergulhados na escuridão das lâmpadas de LED. Um mundo vilanesco onde sorrisos faceanos e instagraneanos escondem angústias e sonhos mortos. Ajustes de matiz e saturação para ocultar pele morta. Mas, pelo menos, a previsão pra amanhã é sol escaldante, com alguma nebulosidade e possibilidade de chuva e neve. Talvez um arrependimento e pensamentos angustiantes no fim do dia. Mas isto não vai pro microblog, claro. Redes sociais não aceitam tristezas ou imperfeições.

Mas quer saber? Não estou nem aí. Eu tenho quem me defenda e me oriente. O Google Now pensa por mim. Ele me diz o que fazer, onde preciso ir e como chegar lá. E se eu me deparar com alguma questão complexa, recorro ao GPT. By the way, meu cérebro amanhã está de folga. Vou levantar ao meio-dia e se tivesse que pagar por isso, faria pela internet. E quando acordar, o app do meu smartphone vai me dizer bom dia! Pode dar joinha.

Agora, deu no jornal que morreu um, morreram dois, morreram zilhões. Mas o problema mesmo é ver os dois tiques azuis no whats e não ter resposta alguma. Um tiro no joelho não seria tão cruel. Aposto que dá pra fazer um vídeo sobre isso, colocar no YouTube e esperar milhões de visualizações. Ou se preferir, fale sobre o que quiser. Apenas não ignore a regra mor: se for útil, não viraliza. É como diria Clarice Lispector: “Penso, logo existo”. Ou quem disse isso foi o Arnaldo Jabor?

Enfim, não precisa pensar muito. Pense um megabyte, exiba a ideia em uma tela de 6 polegadas e vá pra poltrona massageadora. Afinal, já foi comprovado por pesquisa: “Neurônius hestáticos inpulcionam o progreço” (desculpem, mas o corretor ortográfico travou).


(Juliano Martinz, Crônicas Corrosivas, 2023.)

No trecho “Mas, pelo menos, a previsão pra amanhã é sol escaldante, […]” (4º§), a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Q2630182 Português

“O lago de Sobradinho é o segundo maior lago artificial do mundo e o primeiro da América Latina, com 828 km² de área e 32200 km³ de água. Situado no norte do estado da Bahia, foi construído na década de 1970, mediante o represamento das águas do rio São Francisco, com vistas ao aproveitamento hidroelétrico do rio através da usina de Sobradinho, a maior do estado e uma das maiores usinas hidrelétricas do Brasil.”


https://rafhatur.com.br


Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2629738 Português

Mulher negra e os desafios no mercado de trabalho


A representatividade das mulheres no mercado de trabalho é uma questão cada vez mais presente na agenda de diversidade das empresas. Muitas vezes, no entanto, acaba ficando atrelada apenas aos discursos e evidencia a falta de ações práticas, o que se acentua principalmente com relação à ausência de mulheres negras em cargos superiores. É o que aponta o estudo Mulheres Negras na Liderança 2023, realizado pela plataforma 99Jobs em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil. Segundo o levantamento, 60% das entrevistadas afirmam que nas companhias onde trabalham não existem outras mulheres negras em cargos de liderança.

É necessário ressaltar que a representatividade no local de trabalho não é apenas sobre cumprir cotas, mas também proporcionar um ambiente que valorize e respeite a diversidade de experiências, perspectivas e talentos. E empresas que oferecem oportunidades para as mulheres negras de ocupar cargos de destaque faz que enriqueçam a tomada de decisões e impulsionem sua inovação, além do que a representatividade inspira outras negras a acreditar na possibilidade de alcançar seus objetivos profissionais. Inclusive, a pesquisa Trama do Pertencimento, realizada pela consultoria Bain & Company, apontou que mais de 70% das mulheres negras que trabalham em empresas no Brasil, acredita que o senso de inclusão na companhia em que trabalham aumentou devido às discussões sobre diversidade e inclusão nos últimos anos.

E, como todos já sabemos, infelizmente, a jornada da mulher negra no mercado de trabalho é frequentemente marcada por desafios adicionais, já que a discriminação racial e de gênero persiste, tornando mais difícil para elas avançarem na carreira. Sem falar que estereótipos e preconceitos ainda influenciam as percepções dos empregadores, muitas vezes levando a oportunidades limitadas e promoções negligenciadas. Além disso, a falta de modelos a seguir e redes de apoio específicas podem criar um sentimento de isolamento para essas mulheres. A minha trajetória na liderança, por exemplo, foi durante muitos anos solitária, pois não havia outras colegas negras que eu pudesse compartilhar todas as situações vividas diariamente, já que os espaços de comando no Brasil país sempre foram majoritariamente brancos.

Acredito que a área de recursos humanos pode ter a missão de sensibilizar os líderes das companhias e garantir o seu desenvolvimento em políticas e práticas que abordem desafios específicos enfrentados pelas negras, tais como: diversidade na contratação, desenvolvimento profissional, cultura de inclusão, combate à discriminação, conscientização com comunicação, entre outros.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) 2022, realizada pelo IBGE, a população brasileira é formada por 29% de mulheres negras, mas apenas 3% delas _______ cargos de liderança, que __________ a nível gerente ou superior, o que evidencia a falta de oportunidades na maioria das empresas.

Outro recorte que ressalta um dos motivos para as mulheres negras muitas vezes não obterem oportunidades é aquele feito pelo Dieese, em que dos 38 milhões de lares chefiados por mulheres, 21,5 milhões eram liderados por negras com a responsabilidade do trabalho doméstico, o que dificulta esse acesso ao mercado de trabalho.

Por outro lado, gostaria de afirmar que, mesmo com tantas dificuldades, algumas mulheres negras têm alcançado notáveis conquistas na carreira, pois temos exemplos de líderes, empreendedoras e profissionais de sucesso em muitos setores. Para isso, é importante que as negras inspirem outras pessoas com suas trajetórias. É importante que essas conquistas sejam celebradas e compartilhadas para que sirvam de exemplo e inspiração.

A maior representatividade da mulher negra no mercado de trabalho é uma questão urgente. Para isso, ela tem de deixar de ser vista como útil apenas para tarefas operacionais. Para alcançarmos uma verdadeira equidade no local de trabalho, é essencial que as empresas se comprometam com políticas e práticas que promovam a diversidade e a inclusão. Assim, algum dia, podemos construir uma realidade em que todas as mulheres, independentemente de sua raça ou origem, tenham a oportunidade de prosperar e brilhar no mundo profissional.


(Claudia Perazio. Disponível em: <https://www.hojeemdia.com.br/. Publicado em: 28/12/2023.)

Observe o fragmento destacado a seguir: “Para isso, é importante que as negras inspirem outras pessoas com suas trajetórias. É importante que essas conquistas sejam celebradas e compartilhadas para que sirvam de exemplo e inspiração.” (7º§) Substituindo a pontuação entre as frases por conectivo, o resultado adequado pode ser visto em:

Alternativas
Q2629607 Português

Texto para responder às questões de 06 a 10. Leia-o atentamente.


Celular é o novo cigarro: como o cérebro reage às notificações de apps e por que elas viciam tanto


Conferir notificações, curtidas e o feed de redes sociais já são hábitos comuns para quem tem um smartphone na mão. O simples som de uma notificação pode trazer uma sensação boa, mas, ao mesmo tempo, afetar o controle dos nossos impulsos. E, assim como o cigarro ou outros vícios, o uso constante do celular também pode se tornar uma dependência.

Tudo isso é um processo químico, que ocorre dentro do nosso cérebro através da dopamina. Estimulado por comentários e curtidas, o neurotransmissor é liberado, provocando prazer e satisfação.

Só que a dopamina vicia. Checar o celular o tempo todo, clicar em notificações, ficar rolando infinitamente as timelines sem buscar algo determinado, pode gerar um looping altamente perigoso para a saúde.

Julia Khoury, que fez mestrado e doutorado em dependência digital, afirma que o mundo digital é uma fonte inesgotável de estímulos rápidos, capaz de nos dar pequenas doses de alívio frente à vida real. “As pessoas vão em busca desses estímulos rápidos que geram prazer para se livrar de sentimentos ruins ou para ter pequenos prazeres ao longo do dia”, diz a médica psiquiatra.

Você pode não perceber, mas, ao receber uma mensagem do “crush” ou um elogio inesperado em uma foto postada, um neurotransmissor começa a correr dentro do cérebro: é a dopamina.

A dopamina, então, se desloca até a parte central do cérebro e, ao ser liberada ali, causa imediatamente sensações como prazer e satisfação na pessoa.

Mas ela também vai até a parte da frente do cérebro. Liberada, inibe as funções dessa região, chamada de córtex pré-frontal e responsável pelo controle dos impulsos, moderação do comportamento e tomada de decisões.

Com isso, pode causar impulsividade e afetar o controle do uso – nesse caso, uso do celular.

O processo é o mesmo em outros tipos de vícios, como em jogos ou drogas.

“O vício em smartphones é causado por causa desse tipo de recompensa rápida”, afirma a psiquiatra. “Como temos estímulos rápidos no celular, o cérebro não treina mais para se concentrar por um tempo maior. E isso diminui a capacidade de concentração”, diz Julia.


(Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/. Acesso em: 08/12/2023.)

Com isso, pode causar impulsividade e afetar o controle do uso – nesse caso, uso do celular.” (8º§) O vocábulo sublinhado pode ser substituído, adequadamente, por:

Alternativas
Q2629602 Português

Texto para responder às questões de 01 a 05. Leia-o atentamente.


O sonâmbulo


Certo indivíduo, conhecido como vivedor, aboletou-se no caminho de sua vida, no solar de um homem bonacheirão e abastado, que lhe abrira as portas para um descanso ligeiro.

Nos primeiros dias, o dono suportou galhardamente o hóspede, oferecendo-lhe a melhor cama, o melhor vinho, os melhores charutos. Passada, porém, a primeira quinzena, começou a pensar em um meio, que não fosse grosseiro, de livrar-se do importuno, e achou-o.

Tinham os dois acabado de almoçar e repousavam, lendo jornais e fumando “havanas”, à sombra das árvores. De repente, o hospedeiro recosta-se pesadamente na cadeira, cerra os olhos, deixa cair a folha e o charuto, simulando um sono profundo.

E, como em sonho, principia a falar:

– Vejam só: que maçada! Esse cavalheiro vem, aloja-se em minha casa, come, bebe, fuma, diverte-se, e nada de entender que sua presença já me está sendo desagradável. Será possível que ele não compreenda isso?

E, soltando um suspiro, pulou da cadeira, esfregando os olhos:

– Que diabo! É eu dormir depois do almoço, vêm-me logo os pesadelos. E que sonho mau tive eu! Parece até que falei alto, não?

E o outro, que de cenho cerrado prestava atenção a tudo:

– É exato: você esteve por aí falando; e eu, como vi que se tratava de coisas de sonhos, procurei não ouvir para não ser indiscreto. As palavras dos homens só têm valor, mesmo, quando eles as proferem acordados.

E o hóspede continuou na casa por mais três anos e quatro meses, isto é, até a transferência da propriedade, comendo do melhor prato, dormindo na melhor cama, bebendo do melhor vinho, fumando os melhores charutos.


(HUMBERTO DE CAMPOS. In: Cleófano de Oliveira. Flor do Lácio. 4ª. Edição, Saraiva, São Paulo, 1958.)

No trecho “Certo indivíduo, conhecido como vivedor, aboletou-se no caminho de sua vida, no solar de um homem bonacheirão e abastado, que lhe abrira as portas para um descanso ligeiro.” (1º§), as palavras sublinhadas podem ser substituídas, sem alteração de sentido, por:

Alternativas
Q2629566 Português

Luta


Eram duas mulheres brigando – e depois não houve nada. Embolaram-se por qualquer motivo e não queriam desprender-se uma da outra. Não havendo superioridade física acentuada de uma das partes, as duas se fundiram num corpo confuso e sacudido de vibrações, que ia e vinha pela calçada, lento e brusco, nervoso e rítmico. O instinto de dança subsistia no íntimo das contendoras, prevalecendo sobre as tentativas dos corpos para se abaterem mutuamente. E tudo se fazia em silêncio, como se baila, mesmo porque nenhuma palavra adiantaria à cólera das mulheres, que só o jogo de músculos e nervos saberia exprimir numa linguagem dinâmica e cheia de consequências.

Brigaram bem cinco minutos, é uma eternidade para entreveros. Não tinham pressa de acabar. Brigavam com fúria e ao mesmo tempo com método. O fato de uma não ser bastante vigorosa para decidir imediatamente a peleja não impediu que ela dominasse a outra. Dominava, mas a outra não se rendia. Tão rentes as duas, tão grudadas, que o mesmo gesto agressor era gesto de apoio. A mais fraca empenhava-se em salvar o rosto do agravo de unhas e dentes e, de cabeça baixa, olhos cerrados, fazia pressão sobre o pescoço da competidora, enquanto lhe apertava a cintura com a mão esquerda e com a direita atacava na medida do possível. Mas a segunda lhe ministrava pequenos tapas enérgicos nas faces sempre que podia reeguer-lhe a cabeça; e quando deixava de fazê-lo, era para ir dilacerando a blusa, que não resistiu ao assalto e logo se esfarinhou em trapos. Sem descuidar-se da defesa, atacou em seguida o soutien, e um seio negro saltou, assustado. A mais fraca estava demasiado absorvida em equilibrar-se e fisgar uma orelha da mais forte e não se afligiu com esse pormenor. Percebia-se que, se a luta durasse, a mais forte poria nua a mais fraca, mas botar nu o adversário não é vencê-lo, e estava longe o momento da exaustão absoluta de uma, ou de ambas.

Continuaram rodando e oscilando numa área limitada, até que a de maior poder ofensivo entreviu o partido a tirar da rampa da garagem subterrânea, e foi conduzindo o balé nessa direção. No empenho de não cair, a outra se deixava empurrar e ia recuando de costas, sem esperança, mas sem pânico. Ambas tinham posto demasiada alma naquela briga para dar-lhe final prematuro, e a obstinação de uma em bater não era menor que a da outra em apanhar, evidenciando igual têmpera nas duas, sem embargo da vitória física já pendida para um lado. Sumiram lá dentro, lentamente.

O escuro da garagem reteve-as por alguns momentos, até que a vencedora emergiu, vagarosa, arquejante. Os lábios tremiam, o rosto expunha sinais de combate, os olhos esgazeados não se voltavam para nenhum ponto. Inclinou-se para apanhar na calçada da rua elegante a marmita que ali deixara. Depois, andou um pouco, às tontas, até firmar rumo, e seguiu para o trabalho.

O grupo que se formara ao iniciar-se a peleja foi se dispersando, alegremente. Eram pessoas de vários tipos e condições, e nenhuma pensara em intervir, como se faz em briga de homem. Ou se alguém pensou, foi travado pela perspectiva do ridículo. Costumes. Briga de mulher é motivo de curiosidade divertida, apenas. No máximo, as pessoas distintas olham com reprovação desdenhosa. Ônibus, lotações e automóveis, parados para apreciar o espetáculo, puseram-se em movimento. A outra mulher, a derrotada, subiu afinal a rampa, também digna, com o busto envolto num jornal.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Luta. In: – Fala, amendoeira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973. p. 141-3. Adaptado.)

Inclinou-se para apanhar na calçada da rua elegante a marmita que ali deixara.” (4º§) Sem mudar o sentido da frase, a expressão nela sublinhada pode ser substituída por

Alternativas
Q2629565 Português

Luta


Eram duas mulheres brigando – e depois não houve nada. Embolaram-se por qualquer motivo e não queriam desprender-se uma da outra. Não havendo superioridade física acentuada de uma das partes, as duas se fundiram num corpo confuso e sacudido de vibrações, que ia e vinha pela calçada, lento e brusco, nervoso e rítmico. O instinto de dança subsistia no íntimo das contendoras, prevalecendo sobre as tentativas dos corpos para se abaterem mutuamente. E tudo se fazia em silêncio, como se baila, mesmo porque nenhuma palavra adiantaria à cólera das mulheres, que só o jogo de músculos e nervos saberia exprimir numa linguagem dinâmica e cheia de consequências.

Brigaram bem cinco minutos, é uma eternidade para entreveros. Não tinham pressa de acabar. Brigavam com fúria e ao mesmo tempo com método. O fato de uma não ser bastante vigorosa para decidir imediatamente a peleja não impediu que ela dominasse a outra. Dominava, mas a outra não se rendia. Tão rentes as duas, tão grudadas, que o mesmo gesto agressor era gesto de apoio. A mais fraca empenhava-se em salvar o rosto do agravo de unhas e dentes e, de cabeça baixa, olhos cerrados, fazia pressão sobre o pescoço da competidora, enquanto lhe apertava a cintura com a mão esquerda e com a direita atacava na medida do possível. Mas a segunda lhe ministrava pequenos tapas enérgicos nas faces sempre que podia reeguer-lhe a cabeça; e quando deixava de fazê-lo, era para ir dilacerando a blusa, que não resistiu ao assalto e logo se esfarinhou em trapos. Sem descuidar-se da defesa, atacou em seguida o soutien, e um seio negro saltou, assustado. A mais fraca estava demasiado absorvida em equilibrar-se e fisgar uma orelha da mais forte e não se afligiu com esse pormenor. Percebia-se que, se a luta durasse, a mais forte poria nua a mais fraca, mas botar nu o adversário não é vencê-lo, e estava longe o momento da exaustão absoluta de uma, ou de ambas.

Continuaram rodando e oscilando numa área limitada, até que a de maior poder ofensivo entreviu o partido a tirar da rampa da garagem subterrânea, e foi conduzindo o balé nessa direção. No empenho de não cair, a outra se deixava empurrar e ia recuando de costas, sem esperança, mas sem pânico. Ambas tinham posto demasiada alma naquela briga para dar-lhe final prematuro, e a obstinação de uma em bater não era menor que a da outra em apanhar, evidenciando igual têmpera nas duas, sem embargo da vitória física já pendida para um lado. Sumiram lá dentro, lentamente.

O escuro da garagem reteve-as por alguns momentos, até que a vencedora emergiu, vagarosa, arquejante. Os lábios tremiam, o rosto expunha sinais de combate, os olhos esgazeados não se voltavam para nenhum ponto. Inclinou-se para apanhar na calçada da rua elegante a marmita que ali deixara. Depois, andou um pouco, às tontas, até firmar rumo, e seguiu para o trabalho.

O grupo que se formara ao iniciar-se a peleja foi se dispersando, alegremente. Eram pessoas de vários tipos e condições, e nenhuma pensara em intervir, como se faz em briga de homem. Ou se alguém pensou, foi travado pela perspectiva do ridículo. Costumes. Briga de mulher é motivo de curiosidade divertida, apenas. No máximo, as pessoas distintas olham com reprovação desdenhosa. Ônibus, lotações e automóveis, parados para apreciar o espetáculo, puseram-se em movimento. A outra mulher, a derrotada, subiu afinal a rampa, também digna, com o busto envolto num jornal.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Luta. In: – Fala, amendoeira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973. p. 141-3. Adaptado.)

Haverá alteração de sentido caso se substitua:

Alternativas
Q2629119 Português

Mesmo que o verbo acreditar esteja por um fio, é o que nos resta

Por Martha Medeiros


  1. Foi em um remoto 24 de dezembro. "Venham, vamos dar uma volta pelo quarteirão para
  2. ver se o Papai Noel está pelas redondezas". Que ideia. Vá que o Papai Noel passe aqui em casa
  3. bem na hora que estivermos na rua, pensei, mas não tive coragem de enfrentar o pai. Era uma
  4. fedelha de seis anos, sem direito a voto: lá fomos eu e meu irmão em busca do velhinho perdido.
  5. Caminhava pela rua aflita, girando a cabeça de um lado para o outro, até que tive certeza
  6. de ter visto, de relan...e, um pedaço de calça vermelha e bota preta dobrando a esquina. Será?
  7. Corremos. Não, não havia ninguém. Está bem, vamos voltar, disse o pai.
  8. Assim que chegamos em casa, adivinhe: "Ele acabou de sair daqui", anunciou a mãe. Era
  9. muito sadismo com dois inocentes. "Perguntou por vocês e até tomou um copo d'água, mas não
  10. ______ esperar". Corri para a cozinha. ______ mesmo um copo com restinho de água dentro
  11. da pia. Segurei-o como se fosse o Santo Graal, mas logo saí do tran...e, lembrei dos presentes
  12. fechados embaixo da árvore.
  13. Prometi para mim mesma que no próximo Natal eu não arredaria pé da sala, mas o ano
  14. sempre custava a passar e, até lá, o pai teria outra ideia fantástica para nos tirar de casa,
  15. enquanto a mãe retiraria os pacotes de dentro do armário e sujaria outro copo, a fim de nos
  16. iludir por mais um tempo.
  17. Eu adorava Natal. A frustração de nunca ter visto Papai Noel não atrapalhou em nada. Me
  18. bastava acreditar.
  19. Hoje em dia, passo os Natais na casa do sogro do meu irmão. Lá se reúnem nossas
  20. famílias, constituídas por idosos, vários maduros entre 40 e 60 anos, dois adolescentes e uma
  21. única criança, o Rodrigo, que ainda acredita em Papai Noel, e é fácil entender porquê: todos os
  22. anos, meu irmão, bem no meio da noite feliz, dá uma saída, com a desculpa de buscar algo na
  23. garagem ou comprar uma bobagem que faltou para a ceia, e retorna caracterizado como o Papai
  24. Noel mais lapônico do planeta, a gente jura que as renas estão estacionadas na praça em frente
  25. (meu irmão não é gordo, nem tem uma longa barba branca, o que ele tem é um figurino de
  26. musical da Broadway e uma performan...e que o teatro está perdendo).
  27. Rodrigo, se você já for um leitor de crônicas, a tia está brincando, viu?
  28. A realidade não se comove com fantasias infantis, mas mesmo que o verbo acreditar esteja
  29. por um fio, é o que nos resta, e agora a tia não está mais brincando. Acreditar que nossa
  30. negligência com florestas, mares e rios poderá ser revertida. Que os insanos que promovem
  31. guerras terão um instante de sensatez e humanidade, cancelando o inferno. E que somos capazes
  32. de abreviar a brutalidade cotidiana, sendo mais gentis e razoáveis uns com os outros, ou adeus,
  33. futuro luminoso. Então, mantenhamos a ilusão piscando.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir, sem alterar significativamente o sentido do texto, a palavra “sensatez” (l. 31).

Alternativas
Q2628911 Português

Uma carta ao algoritmo

Por Fabrício Carpinejar

01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,

02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de

03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,

04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a

05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as

06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,

07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de

08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de

09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente

10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.

11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea

12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.

13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.

14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus

15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a

16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você

17 tudo vê, tudo sabe.

18 Portanto, eu peço:

19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,

20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com

21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.

22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a

23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais

24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar

25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,

26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.

27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los

28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso

29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de

30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,

31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem

32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de

33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar

34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam

35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o

36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando

37 por um mundo melhor.

38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “rogo” (l. 09) sem causar alterações significativas ao trecho do texto em que ocorre.

Alternativas
Q2628824 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.



Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo


Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas

de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década

de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos

climáticos extremos foram registrados.

5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em

torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos

aumentos de temperatura – número superior ao de mortes

por deslizamentos de terra.

Os dados inéditos foram compilados em estudo

10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de

sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,

como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz

(Fiocruz), no periódico científico Plos One.

"Os eventos de ondas de calor aumentaram em

15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico

Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como

parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia

da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para definir o que são ondas de calor, usou-se um

20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na

sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,

duração e frequência de aumentos na temperatura para

prever níveis considerados nocivos à saúde humana.

A pesquisa analisou dados das 14 áreas

25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%

da população nacional, um total de 74 milhões de

brasileiros.

Foram assim consideradas as seguintes cidades:

Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no

30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no

Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as

regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito

Federal, no Centro-Oeste.

Além de aumentarem em volume, as ondas de calor

35 também estão cada vez mais prolongadas.

Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos

duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,

entre quatro e seis dias.

(...)


(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)

As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos aumentos de temperatura – número superior ao de mortes por deslizamentos de terra. (L.5-8)


Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta as alterações de sentido.

Alternativas
Q2628589 Português

6 raças de cães proibidas ao redor do mundo


Recentemente, o Reino Unido baniu a raça de cães American Bully XL no país. A raça foi considerada um “perigo para a comunidade” após uma série de ataques nos últimos anos — incluindo dois fatais, contra um homem de 52 anos e uma criança de 10.

Na terra do rei, seu cão pode ser apreendido pelo governo caso seja de uma das raças proibidas — mesmo que ele não apresente qualquer comportamento agressivo ou reclamação da vizinhança. O cão não é sacrificado de imediato, mas você deve passar por um julgamento e provar que seu animal de estimação não é uma ameaça. Depois, o bichinho precisa ser castrado e registrado como “permitido” no país — além de andar sempre de focinheira, coleira e com chip.

O pit bull é banido ou possui restrições em cerca de 24 países, como Reino Unido, Espanha, Rússia, Argentina, Itália e Nova Zelândia. Outros países têm leis que regulam a adoção desses cães. É o caso dos Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Japão e Brasil — por aqui, eles precisam usar focinheira e devem ser castrados.

A raça foi criada para ser um cão de guarda, por isso é comum que ele carregue o estereótipo agressivo. Eles são conhecidos pela sua força e robustez de sua mordida. Por causa de seu físico atlético e alta energia, é preciso passear bastante para mantê-lo saudável.

O Doberman é banido em alguns países do leste europeu, além da Irlanda e de algumas partes dos EUA, que restringem a circulação da raça. Assim como o pit bull, ela foi criada como cão de guarda. Por causa de seus instintos protetores e pouca amistosidade com estranhos, eles costumam ser mal vistos. Sem o devido treinamento, seus instintos mais agressivos podem ser aflorados. Especialistas recomendam iniciar a socialização e convivência entre humanos logo quando filhote.

A raça japonesa Tosa Inu é banida em 18 países, como Reino Unido, Dinamarca e França. Ela foi criada para ser utilizada em brigas de cães e, por isso, seu banimento também é uma forma de atrapalhar a prática ilegal. A raça de grande porte pode ser paciente e tranquila, mas apresenta comportamentos destrutivos se não for educada corretamente.

No fim das contas, tudo vai depender da personalidade do bicho e da eficácia do adestramento. Independentemente da raça do cachorro, é preciso educá-lo da maneira correta.


(Fonte: Superinteressante — adaptado.)

Uma outra maneira de reescrevermos o segmento: “[...] O Doberman é banido em alguns países do leste europeu, além da Irlanda e de algumas partes dos EUA, que restringem a circulação da raça. Assim como o pit bull, ela foi criada como cão de guarda. [...]” (5º parágrafo), respeitando-se a lógica textual e as normas gramaticais é:

Alternativas
Q2628359 Português

Expectativa de vida do brasileiro sobe para 75,5 anos, mostra Censo


  1. A expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 75,5 anos, segundo dados do
  2. Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (29/12/2023) pelo IBGE. Na comparação com o
  3. último _________, realizado em 2010, os brasileiros ganharam pouco mais de 2 anos de
  4. expectativa de vida.
  5. Na comparação com 2021, ano anterior ao da pesquisa atual, o ganho foi ainda maior,
  6. efeito da pandemia, que levou .... morte de muitos brasileiros. Em 2021, a expectativa de vida
  7. ao nascer era de 72,8 anos.
  8. A esperança de vida ao nascer é determinada com base na taxa de mortalidade em todas
  9. as idades. Ao nascer, a estimativa é que um brasileiro viva, em média, até os 75 anos. No
  10. entanto, isso não quer dizer que, para quem chegou até os 70 anos, restam apenas cinco anos
  11. de vida.
  12. De acordo com o IBGE, aqueles que alcançaram essa idade têm uma expectativa de vida
  13. adicional de 14,7 anos. Colocando de outro modo, se um adulto conseguiu chegar aos 70 anos,
  14. suas chances de ultrapassar o patamar esperado ao nascer são maiores.
  15. Outro destaque é que as mulheres viveram sete anos a mais do que os homens em 2022.
  16. Entre elas, a esperança de vida ao nascer é de 79 anos. Para eles, é de apenas 72 anos.
  17. De acordo com especialistas em demografia, isso acontece porque, durante a adolescência
  18. e a idade jovem adulta, a mortalidade dos homens se acentua, por estarem mais expostos ....
  19. violência, principalmente homicídios, e .... acidentes de trânsito ou no trabalho.
  20. Além disso, a mortalidade da pandemia entre idosos pode ter contribuído para uma base
  21. fraca de comparação nos anos de 2020 e 2021, quando a esperança de vida ao nascer caiu
  22. depois de décadas avançando.
  23. Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram computados 1,556 milhão de mortes no Brasil,
  24. chegando a 1,832 milhão de mortes em 2021. Ano passado, esse patamar caiu para 1,542
  25. milhão, mas ainda se encontra elevado, considerando a tendência de queda observada antes da
  26. pandemia.
  27. Os próximos anos devem ser marcados pela diminuição do _________ de mortes entre os
  28. idosos, à medida que a pandemia é superada. Ao mesmo tempo, na comparação com os anos
  29. precedentes ao de 2019, deve haver aumento da mortalidade devido ao envelhecimento
  30. populacional.


(Disponível em: https://exame.com/brasil/expectativa-de-vida-do-brasileiro-sobe-para-755-anos-mostra-censo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “precedentes” (l. 29) sem causar alterações significativas ao trecho do texto em que ocorre.

Alternativas
Q2628195 Português

Considere o seguinte trecho do hino nacional brasileiro: “Gigante pela própria natureza / És belo, és forte, impávido colosso”. Nesse contexto, ao substituir “impávido” por cada palavra contida nas alternativas a seguir, aquela que provoca menor alteração de sentido é:

Alternativas
Q2614409 Português

Texto CG1A1

Uma pesquisa feita na Universidade Federal Fluminense (UFF) gerou um método para detecção de notícias falsas, as chamadas fake news, nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial (IA). A técnica é fruto de um estudo do engenheiro de telecomunicações Nicollas Rodrigues, em sua dissertação de mestrado pela universidade.

O estudante e seu orientador, Diogo Mattos, professor do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Redes de Nova Geração da UFF, desenvolveram uma ferramenta de IA capaz de diferenciar fatos de notícias falsas, a partir da análise de palavras e estruturas textuais, com precisão de 94%.

Isso significa que, a cada 100 notícias analisadas, a ferramenta conseguiu acertar se era fato ou boato em 94 situações. No total, foram analisadas mais de 30mil mensagens publicadas em uma rede social na Internet.

“Testamos três metodologias e duas tiveram sucesso maior. A gente indica, no final dos resultados, a possibilidade de utilizar ambas em conjunto, de forma complementar”, explica Rodrigues.

A primeira metodologia consistiu em abastecer um algoritmo com notícias verdadeiras e depois treinar o algoritmo para reconhecer essas notícias. Aquelas que não se encaixavam no perfil aprendido eram classificadas como fake news.

A outra abordagem é semelhante à primeira no que se refere a análise textual, mas, no lugar do algoritmo, foi utilizada metodologia estatística que analisa a frequência com que determinadas palavras e combinações de palavras aparecem nas fake news.

Os resultados do trabalho podem-se transformar em ferramentas uteis para o usuário da Internet identificar noticias que apresentam indícios de fake news e, assim, ter cautela maior com aquela informação.

“Pode-se transformar a ferramenta em um plugin [ferramenta que apresenta recursos adicionais ao programa principal] compatível com algumas redes sociais. E, a partir do momento em que você usa a rede social, o plugin vai poder indicar não que a notícia ¢ falsa, de maneira assertiva, mas que ela pode ser falsa, de acordo com alguns parâmetros, como erros de português. Também existe a possibilidade de fazer uma aplicação na própria Web, onde você cola o texto da notícia e essa aplicação vai te dizer se aquilo se assemelha ou não a uma notícia falsa”, explica Rodrigues.

Internet: <wwwcartacapital.combr> (com adaptações)

No último parágrafo do texto CG1A1, seria maior o grau de formalidade do trecho ‘Também existe a possibilidade de fazer uma aplicação na própria Web, onde você cola o texto da notícia e essa aplicação vai te dizer se aquilo se assemelha ou não a uma notícia falsa’, garantidos a correção gramatical e o sentido original do texto, se tal trecho fosse reescrito da seguinte maneira:

Alternativas
Q2614404 Português

Texto CG1A1

Uma pesquisa feita na Universidade Federal Fluminense (UFF) gerou um método para detecção de notícias falsas, as chamadas fake news, nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial (IA). A técnica é fruto de um estudo do engenheiro de telecomunicações Nicollas Rodrigues, em sua dissertação de mestrado pela universidade.

O estudante e seu orientador, Diogo Mattos, professor do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Redes de Nova Geração da UFF, desenvolveram uma ferramenta de IA capaz de diferenciar fatos de notícias falsas, a partir da análise de palavras e estruturas textuais, com precisão de 94%.

Isso significa que, a cada 100 notícias analisadas, a ferramenta conseguiu acertar se era fato ou boato em 94 situações. No total, foram analisadas mais de 30mil mensagens publicadas em uma rede social na Internet.

“Testamos três metodologias e duas tiveram sucesso maior. A gente indica, no final dos resultados, a possibilidade de utilizar ambas em conjunto, de forma complementar”, explica Rodrigues.

A primeira metodologia consistiu em abastecer um algoritmo com notícias verdadeiras e depois treinar o algoritmo para reconhecer essas notícias. Aquelas que não se encaixavam no perfil aprendido eram classificadas como fake news.

A outra abordagem é semelhante à primeira no que se refere a análise textual, mas, no lugar do algoritmo, foi utilizada metodologia estatística que analisa a frequência com que determinadas palavras e combinações de palavras aparecem nas fake news.

Os resultados do trabalho podem-se transformar em ferramentas uteis para o usuário da Internet identificar noticias que apresentam indícios de fake news e, assim, ter cautela maior com aquela informação.

“Pode-se transformar a ferramenta em um plugin [ferramenta que apresenta recursos adicionais ao programa principal] compatível com algumas redes sociais. E, a partir do momento em que você usa a rede social, o plugin vai poder indicar não que a notícia ¢ falsa, de maneira assertiva, mas que ela pode ser falsa, de acordo com alguns parâmetros, como erros de português. Também existe a possibilidade de fazer uma aplicação na própria Web, onde você cola o texto da notícia e essa aplicação vai te dizer se aquilo se assemelha ou não a uma notícia falsa”, explica Rodrigues.

Internet: <wwwcartacapital.combr> (com adaptações)

Cada uma das próximas opções apresenta um trecho do texto CG1A1 seguido de uma proposta de reescrita. Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada preserva o sentido e a correção gramatical do texto, considerando as regras de colocação pronominal.

Alternativas
Q2614403 Português

Texto CG1A1

Uma pesquisa feita na Universidade Federal Fluminense (UFF) gerou um método para detecção de notícias falsas, as chamadas fake news, nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial (IA). A técnica é fruto de um estudo do engenheiro de telecomunicações Nicollas Rodrigues, em sua dissertação de mestrado pela universidade.

O estudante e seu orientador, Diogo Mattos, professor do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Redes de Nova Geração da UFF, desenvolveram uma ferramenta de IA capaz de diferenciar fatos de notícias falsas, a partir da análise de palavras e estruturas textuais, com precisão de 94%.

Isso significa que, a cada 100 notícias analisadas, a ferramenta conseguiu acertar se era fato ou boato em 94 situações. No total, foram analisadas mais de 30mil mensagens publicadas em uma rede social na Internet.

“Testamos três metodologias e duas tiveram sucesso maior. A gente indica, no final dos resultados, a possibilidade de utilizar ambas em conjunto, de forma complementar”, explica Rodrigues.

A primeira metodologia consistiu em abastecer um algoritmo com notícias verdadeiras e depois treinar o algoritmo para reconhecer essas notícias. Aquelas que não se encaixavam no perfil aprendido eram classificadas como fake news.

A outra abordagem é semelhante à primeira no que se refere a análise textual, mas, no lugar do algoritmo, foi utilizada metodologia estatística que analisa a frequência com que determinadas palavras e combinações de palavras aparecem nas fake news.

Os resultados do trabalho podem-se transformar em ferramentas uteis para o usuário da Internet identificar noticias que apresentam indícios de fake news e, assim, ter cautela maior com aquela informação.

“Pode-se transformar a ferramenta em um plugin [ferramenta que apresenta recursos adicionais ao programa principal] compatível com algumas redes sociais. E, a partir do momento em que você usa a rede social, o plugin vai poder indicar não que a notícia ¢ falsa, de maneira assertiva, mas que ela pode ser falsa, de acordo com alguns parâmetros, como erros de português. Também existe a possibilidade de fazer uma aplicação na própria Web, onde você cola o texto da notícia e essa aplicação vai te dizer se aquilo se assemelha ou não a uma notícia falsa”, explica Rodrigues.

Internet: <wwwcartacapital.combr> (com adaptações)

A correção gramatical do texto CG1A1 e a coerência de suas ideias seriam preservadas caso o segmento “para detecção de notícias falsas” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse substituído por

Alternativas
Respostas
521: B
522: B
523: E
524: B
525: C
526: D
527: B
528: D
529: A
530: D
531: D
532: C
533: B
534: C
535: A
536: E
537: A
538: C
539: D
540: C