Questões de Concurso Sobre português
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Texto original:
"Requer-se ao Prefeito Municipal que encaminhe, no prazo de trinta dias, informações detalhadas acerca da execução física e financeira das obras de pavimentação asfáltica realizadas no exercício anterior."
Assinale a alternativa que apresenta a reescrita integralmente correta, preservando o sentido, a norma-padrão e a adequação linguística do texto.
"A Mesa Diretora comunicou aos vereadores que a sessão ordinária do dia 15 foi transferida, ________ o plenário necessitava de reparos emergenciais na infraestrutura elétrica."
Para que o período apresente coesão adequada e relação lógico-semântica correta entre as orações, assinale a alternativa que apresenta o conectivo que preenche corretamente a lacuna:
O bairro Waldsiedlung é atualmente um local muito desejado para se viver na Alemanha. Mas viver ali também significa lidar com o passado do país: o bairro foi construído no período da Segunda Guerra Mundial como uma comunidade para a guarda de elite do Reich nazista, cujas responsabilidades incluíam executar o Holocausto. O conjunto foi projetado para incorporar a ideologia nazista que exaltava a relação mística dos arianos com sua terra ancestral. A forma como os atuais moradores lidam com esse passado acompanha tendências culturais mais amplas. Durante décadas, o tema foi varrido para debaixo do tapete. Como resultado, alguns moradores desconhecem a história do lugar até serem informados por vizinhos. “Algumas pessoas dizem: ‘Isso foi há 80 anos, não tem nada a ver comigo’”, disse uma moradora que se mudou para lá em 2000. “Para mim, é o contrário. Quero saber o que aconteceu na minha casa. Não é possível avançar com o silêncio.” À medida que o tempo passa e as últimas testemunhas morrem, os lugares físicos tornam-se cada vez mais importantes para a memória do Holocausto. O lugar é uma conexão.
Adaptado de https://www.nytimes.com/2025/05/27/realestate/berlin-holocaustnazis-neighborhood.html
Com base no texto, assinale a opção que analisa corretamente a relação entre espaço e memória.
A força da história oral é a mesma de qualquer história que possua seriedade metodológica. Essa força decorre da diversidade das fontes consultadas e da inteligência com que foram utilizadas. A informação oral serve para verificar a confiabilidade de outras fontes, da mesma forma que estas são sua garantia. Também pode fornecer detalhes minuciosos que, de outro modo, seriam inacessíveis. A história oral, com sua riqueza de detalhes, sua humanidade, sua frequente emoção e sempre com seu ceticismo em relação ao fazer histórico, encontra-se melhor preparada para esses componentes vitais da tarefa do historiador: a tradição e a memória, o passado e o presente.
Adaptado de PRINS, Gwyn. “Historia oral”, em Formas de hacer Historia. Madri: Alianza Universidad, 1996, pp. 174- 176.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a história oral segundo o autor.
Cortar o tempo em períodos é necessário para a história, seja ela entendida como o estudo da evolução das sociedades, como um tipo particular de saber e ensino, ou mesmo como a simples passagem do tempo. No entanto, esse recorte não é um mero fato cronológico, mas também expressa a ideia de transição, de mudança e até de contradição em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Os períodos têm, portanto, um significado particular em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou nas rupturas que tal sucessão evoca, e constituem um objeto fundamental de reflexão para o historiador.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. ¿Realmente es necesario cortar la historia en rebanadas? México: Fondo de Cultura Económica, 2016, pp. 11-12.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a periodização na história.
O predomínio espiritual da tradição greco-latina no Ocidente medieval fez com que se continuasse a associar, ao longo de todo o período, os livros e a língua latina ao poder e às elites sociais. A atitude da maior parte dos governantes medievais alfabetizados em relação ao livro e às bibliotecas foi reverencial e, em alguns casos, quase “totêmica”. As bibliotecas dos reis da Antiguidade Tardia seguiram um modelo episcopal-monástico, uma vez que o modelo tardo romano de biblioteca palatina semipública ou pública havia caído no esquecimento. Contudo, a maior parte das bibliotecas dos reis da época feudal se enquadra melhor no modelo de biblioteca senhorial do que no de biblioteca monástica ou palatina ou “de Estado”. O chamado renascimento do século XII começaria a alterar essa dinâmica, quando os príncipes do Ocidente latino passariam a se tornar reis clericalizados, possuidores de bibliotecas cada vez maiores.
Adaptado de RODRÍGUEZ DE LA PEÑA, Alejandro. “Los reyes bibliófilos: bibliotecas, cultura escrita y poder en el Occidente medieval”, En la España Medieval, n.º 33, 2010, p. 9.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente aspectos da organização das bibliotecas no Ocidental medieval.
Para responder à questão, leia o texto abaixо.

Autor: Fernando Pessoa.
I. A oposição entre a transitoriedade da vela (passa) e a permanência da noite (fica) configura uma hipérbole.
II. O uso sucessivo de interrogações na última estrofe do poema funciona como um recurso de pergunta retórica, cujo objetivo não é obter respostas objetivas, mas sim enfatizar a dúvida metafísica do eu lírico.
III. A atribuição do adjetivo serena ao substantivo vela é um exemplo de metonímia, pois transfere um estado de espírito tipicamente humano a um objeto inanimado em movimento.
Está CORRETO o que se afirma em:


( ) O sujeito classifica-se como composto, visto que seu núcleo (pessoas) encontra-se flexionado no plural.
( ) A expressão Em 2003 funciona sintaticamente como adjunto adverbial de tempo e localiza-se na oração de forma anteposta (deslocada).
( ) O termo brancas exerce a função sintática de adjunto adnominal, pois modifica o substantivo pessoas, atribuindo-lhe uma característica.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Informação
não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada
Uma das
características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de
dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base
em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como
hoje.
Porém,
essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de
produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre
em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter
mais espaço no cotidiano.
Informação
e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação
se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento
implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos
dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre
diferentes experiências.
A
internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes
impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo
fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que
haja efetiva construção de conhecimento.
O mundo
hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem
reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a
conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir
o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser
treinado e compreendido.
E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.
No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade.
Adaptado de:
https://medium.com/escola-classica/informaconhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a.
Acesso em: 23 fev. 2026.


I. Se fosse utilizada uma vírgula antes do pronome 'que‘, não haveria nenhuma mudança de sentido;
II. A vírgula utilizada depois da palavra 'cozidos‘ tem valor semântico exemplificativo;
III. A alteração de número singular para plural da palavra 'limpeza‘ exigiria alteração na concordância da forma verbal 'precisa‘.
Marque a opção CORRETA:

I. A troca do vocábulo 'Se‘ por 'Quando‘ não altera o sentido do enunciado;
II. A forma verbal 'recomendam‘ deveria estar no singular, pois concorda com 'Ministério da Saúde‘;
III. O vocábulo 'que‘ pode ser trocado, sem prejuízo sintático-semântico, por 'na qual‘.
Marque a opção CORRETA:


I. As reticências no trecho podem ser substituídas por uma vírgula, sem a necessidade de qualquer outra alteração no trecho;
II. O pronome 'isso‘ se refere especificamente ao trecho 'qualquer tipo de sabão', uma vez que é a expressão mais próxima do pronome;
III. O uso do acento grave está incorretamente empregado, uma vez que não se pode usá-lo antes de pronome possessivo.
Marque a opção CORRETA:


A associação entre educação integral e desenvolvimento integral se ancora na oferta regular e contínua de oportunidades para um crescimento humano tecido na experiência sócio-histórica, na articulação das diversas dimensões da vida e na interdependência entre processos e contextos de vida.
Fonte: GUARÁ, Isa Maria F. Rosa. “Educação e desenvolvimento integral: articulando saberes na escola e além da escola”. Em Aberto, v. 22, n. 80, 2009, p. 78.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre a associação entre educação integral e desenvolvimento integral do aluno.
I. A educação integral requer a oferta de vivências educativas diversificadas, capazes de considerar os aspectos constitutivos do desenvolvimento humano, como a ética e a estética.
II. A educação integral consiste na ampliação do tempo escolar como finalidade em si mesma e considera a permanência prolongada do aluno na escola condição suficiente para assegurar seu desenvolvimento pleno.
III. A educação integral centraliza a dimensão cognitiva da aprendizagem como critério principal da ação educativa, orientando-a pelos objetivos de desempenho escolar.
Está correto o que se afirma em
Porque alfabetização e letramento são conceitos frequentemente confundidos e sobrepostos, é importante distingui-los, ao mesmo tempo que é importante aproximá-los: a distinção é necessária porque a introdução, no campo da educação, do conceito de letramento tem ameaçado perigosamente a especificidade do processo de alfabetização; por outro lado, a aproximação é necessária porque não só o processo de alfabetização, embora distinto e específico, altera-se e reconfigura-se no quadro do conceito de letramento, como também este é dependente daquele.
Fonte: SOARES, Magda. “A reinvenção da alfabetização”. Revista Presença Pedagógica, v.9, n.52, 2003.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente distinções e aproximações entre alfabetização e letramento.