Questões de Concurso Sobre português

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Q4215424 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

O propósito do texto, ao mencionar obras literárias como Frankenstein, O Re trato de Dorian Gray e Drácula, foi 
Alternativas
Q4215423 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

Sobre a conversa entre Putin e Xi Jinping, o texto destaca

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Q4214962 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando a estrutura fonética da palavra “comportamento”, quanto ao número de fonemas e de dígrafos, pode-se afirmar que há, respectivamente:
Alternativas
Q4214961 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
 A forma verbal presente no segmento “Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo”, identifica-se o tempo e o modo verbal empregados, podendo-se afirmar que se trata de:
Alternativas
Q4214960 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando a palavra “prática”, empregada no texto, identifica-se que o acento gráfico ocorre em razão de se tratar de palavra:
Alternativas
Q4214959 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando o emprego das palavras sublinhadas no segmento “o aumento da atividade física leva a essa melhoria”, quanto às respectivas classes gramaticais, pode-se afirmar que “aumento” é classificado como ________, e “essa” é classificada como ________.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?
Alternativas
Q4214958 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Ainda considerando a organização sintática da oração “Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse”, pode-se afirmar que as vírgulas são empregadas para:
Alternativas
Q4214957 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando a estrutura sintática da oração “Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse”, o tipo de sujeito presente é classificado como:
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Q4214956 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando as informações apresentadas no texto sobre a intervenção e seus desdobramentos científicos, analise as assertivas:
I. O estudo foi conduzido por pesquisadores vinculados ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. II. O artigo que descreve a intervenção foi divulgado em periódico científico da área de alergia e imunologia clínica. III. O reconhecimento internacional ocorreu em decorrência da publicação prévia do estudo em congresso científico europeu.
Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Q4214955 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando as informações apresentadas sobre a amostra e os resultados do estudo, identifica-se que a pesquisa incluiu:
Alternativas
Q4214954 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando os procedimentos adotados pelos pesquisadores durante a realização da intervenção, verifica-se que os participantes receberam:
Alternativas
Q4214953 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
 Considerando a descrição da intervenção realizada com pessoas com asma moderada e grave, identifica-se, segundo o texto, que a meta diária estabelecida no programa correspondia a:
Alternativas
Q4214751 Português
Leia o texto 2 para responder à questão:


Texto 2



Turismo e Gastronomia em Xinguara/PA


   Xinguara, no sul do Pará, é um destino que encanta pela autenticidade e pelo acolhimento típico do interior amazônico. A cidade se destaca não apenas pelo seu crescimento econômico, mas também por oferecer experiências únicas para quem busca conhecer a cultura regional. Entre ruas movimentadas, encontros comunitários e tradições locais, Xinguara revela um estilo de vida simples, porém vibrante, que conquista visitantes logo no primeiro contato.

   O lazer em Xinguara combina momentos de tranquilidade e convivência social. Praças, eventos locais e encontros entre amigos fazem parte da rotina da cidade, criando um ambiente caloroso e familiar. A proximidade com rios e paisagens naturais também contribui para experiências de descanso e contemplação, especialmente em períodos de veraneio, quando a região ganha ainda mais vida.

   Mas é na gastronomia que Xinguara surpreende de forma especial. A cidade oferece uma culinária rica, marcada principalmente pela qualidade das carnes e pelos sabores regionais. Nesse cenário, destaca-se o restaurante Primavera Gastronomia, um verdadeiro ponto de referência para moradores e visitantes. Localizado em uma área estratégica da cidade, o espaço se apresenta como mais do que um restaurante: é uma experiência gastronômica completa.

   O Primavera Gastronomia se destaca pela qualidade no atendimento e pela diversidade do cardápio, que combina pratos saborosos com um ambiente agradável e acolhedor. Seja para um almoço tranquilo, uma pausa durante a viagem ou um encontro entre amigos, o local oferece uma experiência que valoriza tanto o sabor quanto o conforto. Sua localização, próxima a pontos de parada e circulação, reforça seu papel como um dos principais espaços gastronômicos da cidade.

    A experiência, o próprio Thiago Lima, à frente do Primavera Gastronomia, resume o espírito do lugar: “A nossa ideia sempre foi oferecer mais do que comida. A gente quer que as pessoas se sintam bem, acolhidas, como se estivessem em casa. Xinguara tem esse calor humano, e o Primavera nasce justamente disso: boa comida, atendimento de qualidade e um espaço onde amigos e famílias possam viver bons momentos. Quem passa por aqui não leva só o sabor, leva também a experiência.”


(Revista TurGastronômico. Edição de Março de 2026, p. 11-12)
A palavra “gastronômica”, presente no texto, é formada por
Alternativas
Q4214750 Português
Leia o texto 2 para responder à questão:


Texto 2



Turismo e Gastronomia em Xinguara/PA


   Xinguara, no sul do Pará, é um destino que encanta pela autenticidade e pelo acolhimento típico do interior amazônico. A cidade se destaca não apenas pelo seu crescimento econômico, mas também por oferecer experiências únicas para quem busca conhecer a cultura regional. Entre ruas movimentadas, encontros comunitários e tradições locais, Xinguara revela um estilo de vida simples, porém vibrante, que conquista visitantes logo no primeiro contato.

   O lazer em Xinguara combina momentos de tranquilidade e convivência social. Praças, eventos locais e encontros entre amigos fazem parte da rotina da cidade, criando um ambiente caloroso e familiar. A proximidade com rios e paisagens naturais também contribui para experiências de descanso e contemplação, especialmente em períodos de veraneio, quando a região ganha ainda mais vida.

   Mas é na gastronomia que Xinguara surpreende de forma especial. A cidade oferece uma culinária rica, marcada principalmente pela qualidade das carnes e pelos sabores regionais. Nesse cenário, destaca-se o restaurante Primavera Gastronomia, um verdadeiro ponto de referência para moradores e visitantes. Localizado em uma área estratégica da cidade, o espaço se apresenta como mais do que um restaurante: é uma experiência gastronômica completa.

   O Primavera Gastronomia se destaca pela qualidade no atendimento e pela diversidade do cardápio, que combina pratos saborosos com um ambiente agradável e acolhedor. Seja para um almoço tranquilo, uma pausa durante a viagem ou um encontro entre amigos, o local oferece uma experiência que valoriza tanto o sabor quanto o conforto. Sua localização, próxima a pontos de parada e circulação, reforça seu papel como um dos principais espaços gastronômicos da cidade.

    A experiência, o próprio Thiago Lima, à frente do Primavera Gastronomia, resume o espírito do lugar: “A nossa ideia sempre foi oferecer mais do que comida. A gente quer que as pessoas se sintam bem, acolhidas, como se estivessem em casa. Xinguara tem esse calor humano, e o Primavera nasce justamente disso: boa comida, atendimento de qualidade e um espaço onde amigos e famílias possam viver bons momentos. Quem passa por aqui não leva só o sabor, leva também a experiência.”


(Revista TurGastronômico. Edição de Março de 2026, p. 11-12)
Considerando a oração “O Primavera Gastronomia se destaca pela qualidade no atendimento”, assinale a alternativa correta quanto à sua estrutura verbal.
Alternativas
Q4214749 Português
Leia o texto 2 para responder à questão:


Texto 2



Turismo e Gastronomia em Xinguara/PA


   Xinguara, no sul do Pará, é um destino que encanta pela autenticidade e pelo acolhimento típico do interior amazônico. A cidade se destaca não apenas pelo seu crescimento econômico, mas também por oferecer experiências únicas para quem busca conhecer a cultura regional. Entre ruas movimentadas, encontros comunitários e tradições locais, Xinguara revela um estilo de vida simples, porém vibrante, que conquista visitantes logo no primeiro contato.

   O lazer em Xinguara combina momentos de tranquilidade e convivência social. Praças, eventos locais e encontros entre amigos fazem parte da rotina da cidade, criando um ambiente caloroso e familiar. A proximidade com rios e paisagens naturais também contribui para experiências de descanso e contemplação, especialmente em períodos de veraneio, quando a região ganha ainda mais vida.

   Mas é na gastronomia que Xinguara surpreende de forma especial. A cidade oferece uma culinária rica, marcada principalmente pela qualidade das carnes e pelos sabores regionais. Nesse cenário, destaca-se o restaurante Primavera Gastronomia, um verdadeiro ponto de referência para moradores e visitantes. Localizado em uma área estratégica da cidade, o espaço se apresenta como mais do que um restaurante: é uma experiência gastronômica completa.

   O Primavera Gastronomia se destaca pela qualidade no atendimento e pela diversidade do cardápio, que combina pratos saborosos com um ambiente agradável e acolhedor. Seja para um almoço tranquilo, uma pausa durante a viagem ou um encontro entre amigos, o local oferece uma experiência que valoriza tanto o sabor quanto o conforto. Sua localização, próxima a pontos de parada e circulação, reforça seu papel como um dos principais espaços gastronômicos da cidade.

    A experiência, o próprio Thiago Lima, à frente do Primavera Gastronomia, resume o espírito do lugar: “A nossa ideia sempre foi oferecer mais do que comida. A gente quer que as pessoas se sintam bem, acolhidas, como se estivessem em casa. Xinguara tem esse calor humano, e o Primavera nasce justamente disso: boa comida, atendimento de qualidade e um espaço onde amigos e famílias possam viver bons momentos. Quem passa por aqui não leva só o sabor, leva também a experiência.”


(Revista TurGastronômico. Edição de Março de 2026, p. 11-12)
No trecho: “A cidade se destaca não apenas pelo seu crescimento econômico, mas também por oferecer experiências únicas para quem busca conhecer a cultura regional.”, o termo “quem” é classificado como
Alternativas
Q4214748 Português
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
No trecho “o programa funciona como um espelho da sociedade”, a figura de linguagem predominante é o(a)
Alternativas
Q4214746 Português
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
Leia os trechos adaptados do texto e analise o uso da colocação pronominal:

I. “Em Xinguara, se observam comportamentos semelhantes aos do programa.”
II. “Os participantes preocupar-se-ão com a forma como serão vistos pelo público.”
III. “No cotidiano, muitas pessoas preocupam-se com sua reputação social.”

Com base na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4214745 Português
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
Ao afirmar que o BBB possui limitações, o texto sugere que o programa 
Alternativas
Q4214744 Português
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
No texto, a comparação entre o BBB e a cidade de Xinguara tem como principal função a de
Alternativas
Q4214743 Português
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
A partir da leitura global do texto, analise as alternativas e assinale aquela que sintetiza a tese defendida pelo autor, considerando a articulação entre exemplos locais e reflexão social.
Alternativas
Respostas
6661: C
6662: B
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