Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

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Q3739576 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segurança alimentar deixou de ser um tema restrito à agricultura e virou assunto de saúde, economia e, cada vez mais, de clima. Quando secas prolongadas, enchentes ou ondas de calor atingem lavouras, rebanhos e cadeias de abastecimento, o preço e a qualidade dos alimentos mudam , e quem tem menos renda sente primeiro. [...] há segurança alimentar quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico, social e econômico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos, que atendam às necessidades e preferências para uma vida ativa e saudável.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/seguranca-alimentar/. Acesso em: 19 out. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir quanto à regência nominal e verbal:

I.A regência nominal está correta em "restrito à agricultura" porque o adjetivo "restrito" é regido pela preposição "a" que se funde ao artigo definido que acompanha o substantivo "agricultura". Essa fusão é marcada pelo acento grave.
II.No trecho "têm acesso físico, social e econômico a alimentos suficientes", a preposição "a" estabelece corretamente a regência nominal do substantivo "acesso" nesse contexto.
III.O verbo "atender" é um verbo com regência mais flexível, podendo ser transitivo direto ou indireto, ou intransitivo. Assim, o uso ou não da preposição regendo o verbo dependerá do contexto, do sentido pretendido e, às vezes, da decisão do autor. É o que acontece em "atendam às necessidades e preferências", em que o verbo "atender" tem o sentido de "levar em conta", "ter em vista". Nesse contexto, está correta a regência da preposição "a", considerando-o transitivo indireto, mas também poderia ser transitivo direto (atendam as necessidades e preferências).

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3739573 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A saudade como motor criativo da literatura


Luciana de Gnone


A saudade é mais do que um sentimento de falta, ela é também um dos grandes impulsionadores da literatura. Para os leitores, os livros muitas vezes saciam a nostalgia de vivências passadas. Para os escritores, a saudade é uma grande aliada da criação: molda lembranças, revive experiências e são fios condutores de grandes narrativas. Na literatura, a saudade é matéria-prima. Ela é capaz de transformar a ausência em presença e memória em palavras.


São inúmeras as razões que levam os autores a transformar a saudade em narrativa. Há motivações políticas, como as dos exilados e refugiados. Existem os gatilhos emocionais, como a migração em busca de novas terras, ou mesmo o luto em suas inúmeras facetas. Em todos esses casos, a escrita se oferece como território aconchegante para reconstruir o que foi perdido.


No início da década de 1990, morei por um ano nos EUA. Estava no final do ensino médio e fui fazer um intercâmbio cultural. Em uma cidade do interior de Michigan, estudantes estrangeiros eram facilmente reconhecidos pela comunidade local. Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. Mas havia também algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes.


Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país.


Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente. As informações simplesmente não chegavam. Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor.


Escrever sobre o que ficou para trás é uma forma de habitar novamente o que já não está ao alcance. Ainda que em escala muito diferente da vivida pelo colega bósnio, posso dizer que algo semelhante aconteceu comigo, ao viver por quase treze anos fora do Brasil.


A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. A escrita tornou-se uma ferramenta de reconexão com minhas origens. Ao criar personagens e, principalmente, cenários, eu buscava reconstruir minhas próprias vivências, tentando suprir a saudade que sentia da minha terra.


Muitas vezes a saudade pode vir com uma enorme carga de desconforto, mas é preciso reconhecer a potência desse sentimento. É divino poder usar a saudade para revisitar o passado, questionar o presente e escrever o futuro. É um recurso para preencher lacunas e curar-se da ausência. Por essa razão, tantas obras nascem desse vazio. É nesse espaço que o escritor encontra liberdade criativa.


No gênero policial, muitos protagonistas são apresentados como pessoas disfuncionais — marcados pela saudade de uma família perdida, de um amor desfeito ou de um luto mal resolvido. Quebrar essa casca e revelar a vulnerabilidade do personagem é o que provoca conexão com o mundo real. A saudade é esse fragmento entre o que se viveu e o que continua a pulsar dentro de nós.


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/08/27/a-saudade-comomotor-criativo-da-literatura. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:

"Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente".

A conjunção "nem" tem valor negativo, conectando palavras e orações negativas. Considerando o uso da conjunção "nem" no excerto, assinale a alternativa que indica corretamente a relação que ela estabelece nesse contexto:
Alternativas
Q3739201 Português
A leitura, compreendida a partir das proposições de Isabel Solé, envolve não apenas a decodificação linguística, mas também a mobilização de processos inferenciais e estratégias cognitivas que permitam ao sujeito construir significados no decorrer da interação com o texto. Considerando esse referencial, assinale a alternativa que, segundo a autora, apresenta de forma conceitualmente adequada a função das estratégias no processo de leitura.
Alternativas
Q3739182 Português
Presença de Piaget


Psicólogo e pedagogo suíço (1896-1980). Autor do desenvolvimento do pensamento e da linguagem da criança, abordando a epistemologia genética. Em sua carreira, Piaget foi considerado um educador, autor de um método consagrado, mas não foi bem assim. Não desenvolveu um método, mas sim uma teoria, que passou a ser discutida no mundo desenvolvido. Ele mesmo era um estudioso de Biologia.


Devemos nos lembrar do matemático Euclides: "Não há caminho real, caminho curto, que leve à sabedoria."


Quando abordamos a educação intelectual, citamos a faculdade de pensar. Essa faculdade é chamada a inteligência. Esta palavra tem origem em dois termos latinos: intus, que significa dentro, e legere, que significa ler. É a faculdade ou poder do homem de penetrar o sentido íntimo das coisas.


Para compreender o que ocorre na adolescência, Piaget referiu aos quatro estágios de desenvolvimento mental da criança, a partir de dois aspectos: inteligência e afetividade. Quando ela nasce, a sua inteligência é sobretudo sensório-motora. Freud se refere a esse período como "fase oral". O 2º estágio é intuitivo ou simbólico, após dois anos. Aí a criança desenvolve o egocentrismo. O 3º estágio (7 aos 12 anos) é o das operações concretas. E o 4º estágio é o das operações abstratas, quando surgem a discussão e o consenso.


Devemos considerar ligados o intelecto e a afetividade. Esta impulsiona a ação (desejo, amor, entusiasmo) e a inteligência fornece os meios, disciplina a ação. Portanto, é da ação dos dois que se chega à necessária autonomia.


O homem faz projetos a partir do desenvolvimento mental, quando amadurece na vida adulta. A tendência é ampliar cada vez mais a experiência e esta se enriquece, com o aumento da nossa capacidade de relacionamento. Em geral, ele não cessa de aprender, conhecendo o mundo, a liberdade, as relações com o outro, o exercício indispensável da democracia.


Por isso, os estudos de Jean Piaget tornaram-se basilares e ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador.


Arnaldo Niskier


https://www.arnaldoniskier.com.br/cronicas/presenca+de+piaget.html
No trecho "ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador", a construção discursiva do autor indica predominantemente: 
Alternativas
Q3739181 Português
Presença de Piaget


Psicólogo e pedagogo suíço (1896-1980). Autor do desenvolvimento do pensamento e da linguagem da criança, abordando a epistemologia genética. Em sua carreira, Piaget foi considerado um educador, autor de um método consagrado, mas não foi bem assim. Não desenvolveu um método, mas sim uma teoria, que passou a ser discutida no mundo desenvolvido. Ele mesmo era um estudioso de Biologia.


Devemos nos lembrar do matemático Euclides: "Não há caminho real, caminho curto, que leve à sabedoria."


Quando abordamos a educação intelectual, citamos a faculdade de pensar. Essa faculdade é chamada a inteligência. Esta palavra tem origem em dois termos latinos: intus, que significa dentro, e legere, que significa ler. É a faculdade ou poder do homem de penetrar o sentido íntimo das coisas.


Para compreender o que ocorre na adolescência, Piaget referiu aos quatro estágios de desenvolvimento mental da criança, a partir de dois aspectos: inteligência e afetividade. Quando ela nasce, a sua inteligência é sobretudo sensório-motora. Freud se refere a esse período como "fase oral". O 2º estágio é intuitivo ou simbólico, após dois anos. Aí a criança desenvolve o egocentrismo. O 3º estágio (7 aos 12 anos) é o das operações concretas. E o 4º estágio é o das operações abstratas, quando surgem a discussão e o consenso.


Devemos considerar ligados o intelecto e a afetividade. Esta impulsiona a ação (desejo, amor, entusiasmo) e a inteligência fornece os meios, disciplina a ação. Portanto, é da ação dos dois que se chega à necessária autonomia.


O homem faz projetos a partir do desenvolvimento mental, quando amadurece na vida adulta. A tendência é ampliar cada vez mais a experiência e esta se enriquece, com o aumento da nossa capacidade de relacionamento. Em geral, ele não cessa de aprender, conhecendo o mundo, a liberdade, as relações com o outro, o exercício indispensável da democracia.


Por isso, os estudos de Jean Piaget tornaram-se basilares e ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador.


Arnaldo Niskier


https://www.arnaldoniskier.com.br/cronicas/presenca+de+piaget.html
No contexto do texto, a etimologia apresentada para "inteligência" não se limita a uma curiosidade lexical, mas cumpre a função de: 
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Q3739150 Português

Em “Aquilo que ocorreu foi inusitado”, o pronome sublinhado é:


(todamateria.com.br/pronomes/) 

Alternativas
Q3739149 Português
Muitos substantivos têm, uma significação no masculino e outra no feminino. São exemplos, EXCETO:
(CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa 56ª ed., pág. 141)
Alternativas
Q3739148 Português

Assinale a alternativa que NÃO corresponde corretamente ao adjetivo erudito: 


(CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 56ª ed., pág. 161-163)



Alternativas
Q3739147 Português

Na frase: “Ela não me procura, nem eu ligo de volta”, a palavra sublinhada possui a função de:


(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 8ª ed., pág. 594) 

Alternativas
Q3739146 Português

“Conecte o cabo de alimentação na tomada. Pressione o botão liga/desliga para ligar o aparelho. Selecione a função desejada utilizando os botões de controle”.


Qual a tipologia do texto acima?


(www.todamateria.com.br/tipologia-textual/)

Alternativas
Q3739115 Português

Observe a imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.instagram.com/p/DPpcOKCCcY_/?igsh=MXg4NWE2cDJkbmZ4c Q==. Acesso em: 13 out. 2025.



A postagem de rede social da Prefeitura de Cidade Ocidental aproveita a repercussão de uma novela nas mídias para divulgar ações do poder executivo local. No texto da postagem, há concordância verbal entre “trabalha” e

Alternativas
Q3739114 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.


Disponível em: https://www.instagram.com/gurulino/reel/DFSdTdlx5xA/. Acesso em: 13 out. 2025.

No último quadrinho, o verbo “desapareci” concorda com 
Alternativas
Q3739113 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.


Disponível em: https://www.instagram.com/gurulino/reel/DFSdTdlx5xA/. Acesso em: 13 out. 2025.

O Texto 4 traz uma reflexão do personagem sobre os erros cometidos no passado. A sua conclusão, apresentada nos dois últimos quadrinhos, é de que os erros do passado
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Q3739112 Português

Leia o texto a seguir.


3 de maio

... Fui na feira da Rua Carlos de Campos, catar qualquer coisa. Ganhei bastante verdura. Mas ficou sem efeito, porque eu não tenho gordura. Os meninos estão nervosos por não ter o que comer.


6 de maio

 De manhã não fui buscar água. Mandei o João carregar. Eu estava contente. Recebi outra intimação. Eu estava inspirada e os versos eram bonitos e eu esqueci de ir na Delegacia. Era 11 horas quando eu recordei do convite do ilustre tenente da 12ª Delegacia.






... O que eu aviso aos pretendentes à política é que o povo não tolera a fome. É preciso conhecer a fome para saber descrevêla.

Estão construindo um circo aqui na Rua Araguaia. Circo Theatro Nilo.


9 de maio

... Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que eu estou sonhando.


DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2014. [Adaptado].



Quarto de despejo é um livro autobiográfico de Carolina Maria de Jesus, publicado em 1960, em que a autora relata sua vivência como mãe, moradora da favela e catadora de papel. A estrutura do texto demonstra que Carolina escreve seu livro como 

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Q3739111 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Quando Ponciá Vicêncio viu o arco-íris no céu, sentiu um calafrio. Recordou o medo que tivera durante toda a infância. Diziam que menina que passasse por debaixo do arco-íris virava menino. Ela ia buscar o barro na beira do rio e lá estava a cobra celeste bebendo água. Como passar para o outro lado? Às vezes ficava horas e horas na beira do rio esperando a colorida cobra do ar desaparecer. Qual nada! O arco-íris era teimoso! Dava uma aflição danada. Sabia que a mãe estava esperando por ela. 


EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas, 2023.

Na primeira frase do Texto 3, o uso da vírgula justifica-se pela presença de 
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Q3739110 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Quando Ponciá Vicêncio viu o arco-íris no céu, sentiu um calafrio. Recordou o medo que tivera durante toda a infância. Diziam que menina que passasse por debaixo do arco-íris virava menino. Ela ia buscar o barro na beira do rio e lá estava a cobra celeste bebendo água. Como passar para o outro lado? Às vezes ficava horas e horas na beira do rio esperando a colorida cobra do ar desaparecer. Qual nada! O arco-íris era teimoso! Dava uma aflição danada. Sabia que a mãe estava esperando por ela. 


EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas, 2023.

Ponciá Vicêncio é a personagem retratada por Conceição Evaristo no romance de mesmo nome. O trecho trazido no Texto 3 fala do medo de Ponciá de
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Q3739109 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2

Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li, no Jornal do Comércio, o anúncio seguinte: "Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas etc." Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me.


BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. São Paulo: Montecristo, 2013.


Em “Precisa-se de um professor de língua javanesa.”, o trecho “Precisa-se de” traz um exemplo de  
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Q3739108 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2

Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li, no Jornal do Comércio, o anúncio seguinte: "Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas etc." Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me.


BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. São Paulo: Montecristo, 2013.


O Texto 2 traz um trecho do famoso conto de Lima Barreto O homem que sabia javanês, em que o personagem Castelo explica a seu amigo como ingressou na carreira diplomática fingindo saber javanês. Ao afirmar que “Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão”, Castelo quer dizer que 
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Q3739107 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Fazia muito tempo que Rita Preta não recordava o infortúnio que marcou sua vida de maneira definitiva, e assim continuaria não fosse a chuva repentina que transformava, à sua frente, o espaço entre a avenida e o meio-fio num pequeno riacho. Era sempre assim: imagens que despertavam memórias distantes, boiando e submergindo na corrente das lembranças. A água arrasta folhas secas, sacolas plásticas, fragmentos de objetos, papéis e até mesmo pequenos animais. A lembrança então chega renovada e repleta de detalhes. Ela aperta a bolsa contra a cintura e ajeita o guarda-chuva para se proteger do aguaceiro que prometia parar a cidade. Algumas pessoas sobem no banco do abrigo do ônibus enquanto outras se reúnem debaixo da cobertura de concreto [...].



VIEIRA JUNIOR, Itamar. Coração sem medo. São Paulo: Todavia, 2025.



No Texto 1, tem-se um exemplo de concordância nominal no trecho
Alternativas
Q3739106 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Fazia muito tempo que Rita Preta não recordava o infortúnio que marcou sua vida de maneira definitiva, e assim continuaria não fosse a chuva repentina que transformava, à sua frente, o espaço entre a avenida e o meio-fio num pequeno riacho. Era sempre assim: imagens que despertavam memórias distantes, boiando e submergindo na corrente das lembranças. A água arrasta folhas secas, sacolas plásticas, fragmentos de objetos, papéis e até mesmo pequenos animais. A lembrança então chega renovada e repleta de detalhes. Ela aperta a bolsa contra a cintura e ajeita o guarda-chuva para se proteger do aguaceiro que prometia parar a cidade. Algumas pessoas sobem no banco do abrigo do ônibus enquanto outras se reúnem debaixo da cobertura de concreto [...].



VIEIRA JUNIOR, Itamar. Coração sem medo. São Paulo: Todavia, 2025.



No romance Coração sem medo, Itamar Vieira Junior narra a história de Rita Preta, uma operadora de caixa de supermercado e mãe de três filhos que vê sua vida ser transformada quando um deles some sem deixar rastro. No trecho trazido no Texto 1, a ação que a faz recordar o infortúnio que marcou sua vida de maneira definitiva é  
Alternativas
Respostas
37141: A
37142: D
37143: C
37144: A
37145: A
37146: A
37147: D
37148: B
37149: C
37150: D
37151: A
37152: D
37153: A
37154: B
37155: D
37156: C
37157: D
37158: B
37159: A
37160: C