Questões de Concurso Sobre português
Foram encontradas 255.681 questões
Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível
Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.
A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados.
Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.
Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.
Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.
Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza.
Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.
No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa?
Fonte: Banca elaboradora – 2025.
Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível
Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.
A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados.
Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.
Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.
Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.
Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza.
Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.
No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa?
Fonte: Banca elaboradora – 2025.
Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível
Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.
A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados.
Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.
Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.
Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.
Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza.
Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.
No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa?
Fonte: Banca elaboradora – 2025.
A separação silábica e a posição da sílaba tônica da palavra 'diariamente' está corretamente identificada na alternativa:
Analise as afirmativas relacionadas aos vocábulos do trecho e marque a alternativa incorreta:
O vocábulo 'microplástico' não possui hífen. Os vocábulos a seguir também estão grafados corretamente sem hífen, EXCETO:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Morador de São Fidélis contrata uma moto som para encontrar uma companheira
Um morador de São Fidélis, no Norte Fluminense, faz sucesso na internet após recorrer a um método inusitado para encontrar um amor. Geovane da Silva, de oitenta anos, contratou uma moto som para divulgar seu desejo de ter uma companheira e não ficar mais sozinho.
Viúvo há dois anos e dono de um salão de festas noturno, Geovane decidiu inovar e estabeleceu um critério para as pretendentes: ter mais de cinquenta anos. Para aumentar suas chances, fechou um contrato de dois dias de divulgação pela cidade.
A empresa responsável pelo serviço revelou que essa foi a primeira vez que recebeu um pedido amoroso desse tipo. O resultado surpreendeu: em apenas um dia, Geovane recebeu dezenas de ligações, não só de São Fidélis, mas também de outras cidades do Rio e até de outros estados.
"Escolhi a moto som porque não gosto de abordar ninguém diretamente. Sempre prezo pelo respeito ao próximo, então achei essa a melhor opção", explicou o idoso.
Agora, Geovane analisa as candidatas e espera, em breve, encontrar sua nova companheira.
(Fonte: https://l1nk.dev/n563v.adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Os verbos destacados, nesta frase, comportam-se, respectivamente, como verbos:
Considerando o texto apresentado, assinale a alternativa que melhor reflete as atitudes e a iniciativa de Geovane.
Além disso, é fundamental entender as estratégias de persuasão presentes no discurso publicitário, o incentivo ao consumo e as diferenças entre comercializar um produto e "vender" uma ideia, bem como entre anúncio publicitário e propaganda.
Com base nisso, o professor deve propor atividades que possibilitem aos alunos:
(__)Identificar e analisar os efeitos de sentido que reforçam a persuasão em textos publicitários, relacionando as estratégias de apelo ao consumo aos recursos linguístico-discursivos utilizados, como imagens, tempos verbais, jogos de palavras, figuras de linguagem, entre outros, com o objetivo de fomentar práticas de consumo conscientes.
(__)Inferir e justificar, em textos multissemióticos − tirinhas, charges, memes, gifs etc. −, os efeitos de humor, ironia e/ou crítica produzidos pelo uso ambíguo de palavras, imagens.
(__)Trabalhar com os alunos a diferenciação entre liberdade de expressão e discursos de ódio, promovendo debates, reflexões e ações que incentivem o posicionamento crítico e ético diante de discursos discriminatórios, bem como orientações sobre formas de denúncia quando necessário.
A sequência que preenche adequadamente os itens acima, de cima para baixo, é:
(https://www.scielo.br/j/bak/a/r3rdR4q6XXwpbnCYCsXd8NM/?format=h tml&lang=pt)
Com base no trecho e no conhecimento sobre o ensino da oralidade, analise as afirmativas:
I.A oralidade deve ser compreendida como um objeto efetivo de ensino na escola, ultrapassando o caráter de atividades improvisadas ou meramente complementares.
II.A oralidade possui suas próprias regras e os gêneros orais devem ser trabalhados de forma sistemática, desde os mais espontâneos aos mais formais.
III.A entonação, a expressão corporal e a escuta devem ser vistos como elementos fundamentais na prática da oralidade.
IV.A oralidade deve ser ensinada apenas como apoio ao ensino da escrita, já que a fala espontânea é desorganizada e não possui regras claras de uso.
É correto o que se afirma em:
I."A tecnologia que temos hoje nos permite examinar esses exoplanetas em detalhes."
A colocação pronominal está adequada, pois quando há justificativa para a próclise o pronome pode ser colocado antes do verbo auxiliar.
II."... orbitam as estrelas usando telescópios poderosos para analisar a composição química da luz estelar que os atravessa."
A colocação em próclise está adequada, pois o pronome relativo atrai o pronome.
III."Nos acostumamos a usar radiotelescópios para detectar sinais de civilizações extraterrestres desde 1960", diz O'Brien."
A próclise está adequada , pois o pronome 'nos' já é aceito pela norma exemplar proclítico ao verbo, quando o sujeito está oculto e o pronome representa a forma átona desse sujeito.
IV."...mas não vão nos visitar tão cedo...".
A forma como o pronome foi colocado no trecho acima reflete um uso informal da norma culta, comum na linguagem coloquial.
É correto o que se afirma em:
As alternativas a seguir apresentam palavras compostas com emprego do hífen adequadamente, assim como o vocábulo 'anos-luz', EXCETO:
(__)No trecho 'Olhe para o céu à noite, pontilhado de aglomerados de estrelas...', os vocábulos 'olhe' e 'para' apresentam quantidades diferentes de fonemas, embora possuam o mesmo número de letras. Já o vocábulo 'pontilhado' contém um dígrafo vocálico e um dígrafo consonantal.
(__)No trecho 'O que sabemos sobre a vida fora do ambiente perfeitamente regulado que é a Terra?', o vocábulo 'sabemos' apresenta um dígrafo vocálico, enquanto 'ambiente' apresenta dois.
(__)No trecho 'Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais, que nunca poderíamos ouvir algo de volta', os vocábulos 'quais' e 'que' apresentam dígrafo consonantal, em que uma consoante e uma vogal representam o som de apenas uma consoante.
(__)No trecho 'É quase certo que, dentro da próxima década, ou próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez até mostre indícios potenciais de vida', os vocábulos 'quase' e 'certo' apresentam o mesmo número de letras e fonemas.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
As formas nominais 'encontradas' e 'descobertos' estão corretamente flexionadas, de acordo com os substantivos que acompanham, assim como ocorre nos enunciados a seguir, EXCETO:
(__)Os vocábulos 'evidências', 'sólidas' e 'minúsculo' são acentuados graficamente de acordo com a regra de acentuação das palavras proparoxítonas.
(__)O vocábulo 'céu' é exemplo de palavra que permanece acentuada, diferentemente dos vocábulos 'apoia', 'debiloide' e 'joia', que perderam o acento por serem paroxítonas formadas por ditongos abertos tônicos 'ói'.
(__)O vocábulo 'poderíamos' é acentuado pela regra das palavras que apresentam o 'i' tónico formando hiato, assim como 'faísca' e 'cafeína'.
(__)O vocábulo 'técnicas' é acentuado por se uma palavra proparoxítona, razão pela qual também devem ser acentuados os vocábulos 'egide', 'prototipo' e 'batega'.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Analise sintaticamente o termo destacado no enunciado acima e em seguida observe os destacados nos enunciados a seguir:
I.Nunca me disseram isso.
II.Não se precisa de maus conselhos.
III.Havia um silêncio de morte na taba.
IV.Despediram-se muito cedo os amigos.
V.Da escuridão surgiu um vulto.
Após análise, pode-se afirmar que o termo destacado no enunciado do trecho do texto exerce a mesma função sintática do termo destacado em:
I.O texto usa linguagem acessível, autoridade de especialistas e dados reais para convencer o leitor, aplicando a lógica da probabilidade, da ciência empírica e da limitação tecnológica para sustentar sua tese.
II.O texto desconstrói o imaginário popular de 'alienígenas verdes' e propõe uma abordagem racional e sensacionalista sobre o tema, destacando a possibilidade da existência de vida extraterrestre.
III.O emprego de 'contudo' em 'Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais..., introduz uma perspectiva crítica ao que foi afirmado anteriormente, reforçando a ideia de que a ausência de contato não significa ausência de vida, mas talvez apenas uma falha na forma de comunicação.
IV.No trecho 'No passado, acreditava-se...', o narrador muda o foco temporal, indicando contraste com o conhecimento atual.
V.O texto constrói um diálogo implícito com o leitor, com perguntas retóricas, além de articular argumentos que respondem a possíveis dúvidas do público.
É correto o que se afirma em:
O verbo 'esperar' pode apresentar diferentes classificações quanto à transitividade, dependendo do contexto em que é empregado.
Com base nisso, analise o emprego desse verbo no trecho acima e assinale a alternativa em que ocorre a mesma transitividade verbal.