Questões de Concurso Sobre português

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Q3807306 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror” (6º parágrafo). Nesse trecho, o uso de travessão tem a função de:
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Q3807305 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade” (7º parágrafo). Nesse trecho, a conjunção em destaque tem valor semântico de:
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Q3807304 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses” (3º parágrafo). As palavras em destaque são, respectivamente, em seu contexto de uso, classificadas como:
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Q3807303 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“A teologia foi substituída pela astrobiologia” (3º parágrafo). A forma verbal em destaque está flexionada no:
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Q3807302 Português

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Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

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“Diante do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena” (1º parágrafo). Nesse trecho, em seu contexto de uso, o verbo em destaque está flexionado no:


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Q3807301 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

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Em “incapaz de arrumar a própria casa” (4º parágrafo), o prefixo em destaque expressa:
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Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência” (2º parágrafo). A palavra em destaque forma um par de:
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Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“[...] o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade” (2º parágrafo). No texto, com maior precisão, a palavra em destaque significa:
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Q3807298 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

O desfecho do texto, retomando a gargalhada da filha, configura:
Alternativas
Q3807297 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

Quando afirma “No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial” (9º parágrafo), nesse trecho, em específico, o narrador revela:
Alternativas
Q3807296 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

A referência a Gandhi, Mandela e Chimamanda Adichie serve, no texto, para:
Alternativas
Q3807295 Português

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Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

A expressão “mudou o vocabulário, não a fé” (3º parágrafo) indica que, segundo o autor a:
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Q3807294 Português

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Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros” (3º parágrafo). Nesse trecho, emprega-se uma estratégia argumentativa baseada em:
Alternativas
Q3807293 Português

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Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha filha e volto a acreditar” (11º e 12º parágrafos). Nesse trecho do texto, a oposição entre “ver o noticiário” e “escutar a gargalhada da filha” revela:

Alternativas
Q3807132 Português
Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: conexaoambiental.zip.net. Acesso em: 05 nov. 2025.

Na charge, o menino afirma compreender por que precisam de auxílio para sobreviver. A mensagem central do autor critica

Alternativas
Q3807129 Português
Imagem associada para resolução da questão

PANACHUK, Lilian; MELO, João Carlos; MUNHOZ, Jânua. (org.). Memórias de Rua: as vivências e as visagens históricas de Juruti. São Paulo: S/E, 2016.

Considerando o texto, é possível concluir que ele tem a função de
Alternativas
Q3807123 Português
     A menos de um mês para a COP30, em Belém, o Ibama acaba de conceder a licença para que a Petrobras explore petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, região rica em biodiversidade marinha e que abriga um massivo sistema recifal de relevante importância ecológica para o Oceano Atlântico e comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais que dependem da Amazônia costeira para sobreviver.
   “Às vésperas da COP 30, o Brasil se veste de verde no palco internacional, mas se mancha de óleo na própria casa. Enquanto o mundo se volta para a Amazônia em busca de soluções para a crise climática, vemos o Ibama conceder licença para que a Petrobras abra um poço de petróleo em pleno coração do planeta”, afirma a coordenadora da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.
    Além da contradição entre o discurso climático do Brasil e o avanço de uma nova fronteira de petróleo no país, Andrade ressalta que, em um cenário de emergência climática como o atual, a abertura de novos poços de petróleo contradiz os compromissos do próprio país com a transição energética e apenas reforça padrões excludentes, insustentáveis e ambientalmente predatórios. Disponível em: greenpeace.org. Acesso em: 26 out, 2025. A partir da leitura do texto, é possível constatar que seu objetivo é revelar

Disponível em: greenpeace.org. Acesso em: 26 out, 2025.

A partir da leitura do texto, é possível constatar que seu objetivo é revelar
Alternativas
Q3807112 Português
O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a ela.


Como garantir a Sustentabilidade Ambiental?


        Uma pergunta assalta e perturba os vários cidadãos conscientes, autoridades preocupadas com a situação do meio ambiente e as organizações que militam na área: como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades?

         A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta fica triste e sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de vida das populações urbanas nos níveis atuais, onde o consumismo desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências locais e as políticas aceitas tradicionalmente como verdades absolutas é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as mentes e os corações dos “novos políticos” e do “novo cidadão”.

        A grande realidade é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará à destruição do planeta. Num sistema insustentável de produção, os recursos naturais planetários seriam exauridos muito rapidamente e proporcionariam problemas gravíssimos que seriam sentidos com um impacto devastador nos grandes aglomerados urbanos.

      Fazer com que a aplicação de políticas garantidoras da sustentabilidade ambiental nas grandes cidades represente uma realidade em que se leva em consideração a capacidade de reposição que o planeta tem de seus recursos e, ao mesmo tempo, manter medidas que permitam uma maior justiça social, é o que deve ser feito.

       As mudanças que já foram sentidas devem ser estimuladas e seus reflexos plenamente positivos em uma escala pequena devem servir de exemplo para que nações e governos menores comecem a implementá-las e a sentir seus reflexos cada vez mais intensamente. Conseguir alterar as relações de consumo e educar a população para o real significado das políticas de conservação do meio ambiente pode ser a única forma de garantir a sustentabilidade ambiental de forma efetiva e com resultados em médio e longo prazo.

        Fazer com que nossas populações questionem o seu modo de vida e fazê-las entender que se os recursos do planeta não tiverem “a oportunidade” de se renovarem e de se sustentarem sob a pressão de uma demanda constante de consumo exacerbado, a vida no planeta, como a conhecemos, acabará de forma dramática, e, somente através desse processo de conscientização, poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.

       O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada, incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós, ricos ou pobres.

      Um dado estatístico pode corroborar muito bem com essas relações problemáticas e perigosas entre populações urbanas e recursos naturais. Basta saber que para sustentar apenas um quarto da população mundial que habita nos países ricos são necessários três quartos de todos os recursos naturais do planeta. Por essa simples constatação, pode-se perceber claramente que será impossível fornecer os recursos necessários para que todos os seres humanos possam atingir um padrão de vida razoável no ritmo de consumo atual. Somente com o desenvolvimento sustentável será possível garantir a sustentabilidade ambiental, e com isso podermos reverter nossa atual situação.

Pessoal, pensem nisso e cuidem do nosso planeta!


Fonte: http://www.ecologiaurbana.com.br/sustentabilidade/como-garantir-sustentabilidade-ambiental/ Adaptada
No trecho: “A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta fica triste e sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós”, a oração grifada se classifica em
Alternativas
Q3807111 Português
O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a ela.


Como garantir a Sustentabilidade Ambiental?


        Uma pergunta assalta e perturba os vários cidadãos conscientes, autoridades preocupadas com a situação do meio ambiente e as organizações que militam na área: como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades?

         A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta fica triste e sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de vida das populações urbanas nos níveis atuais, onde o consumismo desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências locais e as políticas aceitas tradicionalmente como verdades absolutas é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as mentes e os corações dos “novos políticos” e do “novo cidadão”.

        A grande realidade é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará à destruição do planeta. Num sistema insustentável de produção, os recursos naturais planetários seriam exauridos muito rapidamente e proporcionariam problemas gravíssimos que seriam sentidos com um impacto devastador nos grandes aglomerados urbanos.

      Fazer com que a aplicação de políticas garantidoras da sustentabilidade ambiental nas grandes cidades represente uma realidade em que se leva em consideração a capacidade de reposição que o planeta tem de seus recursos e, ao mesmo tempo, manter medidas que permitam uma maior justiça social, é o que deve ser feito.

       As mudanças que já foram sentidas devem ser estimuladas e seus reflexos plenamente positivos em uma escala pequena devem servir de exemplo para que nações e governos menores comecem a implementá-las e a sentir seus reflexos cada vez mais intensamente. Conseguir alterar as relações de consumo e educar a população para o real significado das políticas de conservação do meio ambiente pode ser a única forma de garantir a sustentabilidade ambiental de forma efetiva e com resultados em médio e longo prazo.

        Fazer com que nossas populações questionem o seu modo de vida e fazê-las entender que se os recursos do planeta não tiverem “a oportunidade” de se renovarem e de se sustentarem sob a pressão de uma demanda constante de consumo exacerbado, a vida no planeta, como a conhecemos, acabará de forma dramática, e, somente através desse processo de conscientização, poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.

       O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada, incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós, ricos ou pobres.

      Um dado estatístico pode corroborar muito bem com essas relações problemáticas e perigosas entre populações urbanas e recursos naturais. Basta saber que para sustentar apenas um quarto da população mundial que habita nos países ricos são necessários três quartos de todos os recursos naturais do planeta. Por essa simples constatação, pode-se perceber claramente que será impossível fornecer os recursos necessários para que todos os seres humanos possam atingir um padrão de vida razoável no ritmo de consumo atual. Somente com o desenvolvimento sustentável será possível garantir a sustentabilidade ambiental, e com isso podermos reverter nossa atual situação.

Pessoal, pensem nisso e cuidem do nosso planeta!


Fonte: http://www.ecologiaurbana.com.br/sustentabilidade/como-garantir-sustentabilidade-ambiental/ Adaptada
O texto “Como garantir a Sustentabilidade Ambiental?” é um artigo de opinião, ou seja, é um gênero textual pertencente ao tipo argumentativo e tem como intencionalidade apresentar o ponto de vista do/a articulista — locutor/a do texto — acerca de algum assunto relevante socialmente. E, por ser um texto argumentativo, há uma predominância, nesse texto de uma variante da língua, chamada de
Alternativas
Q3807110 Português
O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a ela.


Como garantir a Sustentabilidade Ambiental?


        Uma pergunta assalta e perturba os vários cidadãos conscientes, autoridades preocupadas com a situação do meio ambiente e as organizações que militam na área: como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades?

         A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta fica triste e sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de vida das populações urbanas nos níveis atuais, onde o consumismo desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências locais e as políticas aceitas tradicionalmente como verdades absolutas é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as mentes e os corações dos “novos políticos” e do “novo cidadão”.

        A grande realidade é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará à destruição do planeta. Num sistema insustentável de produção, os recursos naturais planetários seriam exauridos muito rapidamente e proporcionariam problemas gravíssimos que seriam sentidos com um impacto devastador nos grandes aglomerados urbanos.

      Fazer com que a aplicação de políticas garantidoras da sustentabilidade ambiental nas grandes cidades represente uma realidade em que se leva em consideração a capacidade de reposição que o planeta tem de seus recursos e, ao mesmo tempo, manter medidas que permitam uma maior justiça social, é o que deve ser feito.

       As mudanças que já foram sentidas devem ser estimuladas e seus reflexos plenamente positivos em uma escala pequena devem servir de exemplo para que nações e governos menores comecem a implementá-las e a sentir seus reflexos cada vez mais intensamente. Conseguir alterar as relações de consumo e educar a população para o real significado das políticas de conservação do meio ambiente pode ser a única forma de garantir a sustentabilidade ambiental de forma efetiva e com resultados em médio e longo prazo.

        Fazer com que nossas populações questionem o seu modo de vida e fazê-las entender que se os recursos do planeta não tiverem “a oportunidade” de se renovarem e de se sustentarem sob a pressão de uma demanda constante de consumo exacerbado, a vida no planeta, como a conhecemos, acabará de forma dramática, e, somente através desse processo de conscientização, poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.

       O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada, incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós, ricos ou pobres.

      Um dado estatístico pode corroborar muito bem com essas relações problemáticas e perigosas entre populações urbanas e recursos naturais. Basta saber que para sustentar apenas um quarto da população mundial que habita nos países ricos são necessários três quartos de todos os recursos naturais do planeta. Por essa simples constatação, pode-se perceber claramente que será impossível fornecer os recursos necessários para que todos os seres humanos possam atingir um padrão de vida razoável no ritmo de consumo atual. Somente com o desenvolvimento sustentável será possível garantir a sustentabilidade ambiental, e com isso podermos reverter nossa atual situação.

Pessoal, pensem nisso e cuidem do nosso planeta!


Fonte: http://www.ecologiaurbana.com.br/sustentabilidade/como-garantir-sustentabilidade-ambiental/ Adaptada
Releia o trecho seguinte: “O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada, incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós, ricos ou pobres.”

Marque a alternativa que contenha a afirmação correta acerca do trecho em análise.
Alternativas
Respostas
30601: D
30602: B
30603: A
30604: B
30605: A
30606: A
30607: D
30608: B
30609: D
30610: B
30611: C
30612: D
30613: D
30614: C
30615: B
30616: C
30617: A
30618: A
30619: D
30620: E