Questões de Concurso Sobre português

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Q3706926 Português
Em um artigo acadêmico, o autor retoma várias vezes o termo “educação básica” substituindo-o por “essa etapa” ou “esse nível de ensino”.

Esse procedimento linguístico contribui para a manutenção da textualidade ao realizar a:
Alternativas
Q3706835 Português
Considerando a palavra "exame", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3706834 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas de acordo com ortografia da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3706833 Português
Na oração "Ele chorava rios de lágrimas", a figura de linguagem presente é:
Alternativas
Q3706832 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



Considerando os conceitos morfológicos e sintáticos de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O adjetivo "desconhecida" representa um caso de derivação prefixal, formado pela adição de des- (com valor de negação) à palavra base "conhecida".
( ) O substantivo "aperfeiçoamento" é formado por dupla derivação, configurada pela adição do prefixo aper- e do sufixo -mento à raiz "feiçoa".
( ) O pronome "Ihe" presente em "a IA não deve lhe apresentar opções" é um pronome oblíquo átono, que atua como objeto indireto, de acordo com a regência do verbo "apresentar".

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3706831 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



Analise as assertivas a seguir sobre as relações sintáticas e as regras de regência e concordância aplicadas nos períodos a seguir, retirados do texto:

I. No trecho "[...] sob pena de transferirmos à inovação os nossos piores defeitos", o emprego do acento grave na preposição "a" (crase) é obrigatório.
II. No período composto "No Brasil, o desenvolvimento de IA ainda é incipiente, mas já existem empresas brasileiras promissoras", o verbo "existir" está corretamente flexionado no plural (existem) para concordar com o seu núcleo do sujeito posposto, "empresas".
III. No trecho "O mais recente movimento nesse sentido reuniu 350 executivos", o verbo "reunir" está na segunda pessoa do plural, concordando com o núcleo do seu sujeito simples, "executivos".

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3706830 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



Analise o uso dos sinais de pontuação nos trechos a seguir, extraídos do texto:

Trecho 1: "O mais recente movimento nesse sentido reuniu 350 executivos - entre eles o CEO da OpenAI, criadora do ChatGPT - para manifestar as suas preocupações sobre o avanço da IA no mundo".
Trecho 2: "No Brasil, o desenvolvimento de IA ainda é incipiente, mas já existem empresas brasileiras promissoras com potencial para colocar nosso país no ranking mundial".

Sobre os trechos acima e considerando a pontuação empregada, suas funções gramaticais e implicações de sentido, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3706829 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



Sobre os vocábulos "mitigar" (I. 16) e "incipiente" (l. 27), considerando o contexto em que aparecem no texto, analise as assertivas a seguir:

I. "Incipiente" tem significado de "promissor" e um possível antônimo para o termo é "novato".
II. "Mitigar" pode ser substituído por "atenuar", mantendo o sentido de "diminuir" ou "amenizar" a gravidade do risco.
III. Um possível antônimo para "mitigar" é "aumentar".

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3706828 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



Analisando a situação comunicativa, o gênero textual predominante e os recursos intertextuais empregados no texto, analise as assertivas a seguir:

I. O texto se enquadra predominantemente no gênero textual artigo de opinião/texto de divulgação, utilizando-se do tipo textual expositivo-argumentativo. Sua situação comunicativa é formal e visa informar e persuadir um público geral sobre o assunto em pauta, mantendo um registro de linguagem formal padrão.
II. O trecho "O avanço da Inteligência Artificial (IA) pode ser a grande inovação da nossa era, assim como foi a eletricidade em outros tempos" estabelece um recurso de intertextualidade por analogia histórica.
III. Devido ao tema técnico, o texto emprega um grau elevado de variação linguística, utilizando jargões da área e termos inacessíveis à maioria dos leitores. Essa escolha de registro linguístico restringe a situação comunicativa apenas a especialistas na área.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3706827 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



O texto constrói uma argumentação que apresenta a IA simultaneamente como uma força de progresso revolucionário e uma ameaça global à existência. Considerando essa estrutura e os conceitos de intencionalidade discursiva e efeitos de sentido, analise as assertivas a seguir:

I. O recurso de analogia empregado no trecho "O avanço da Inteligência Artificial (IA) pode ser a grande inovação da nossa era, assim como foi a eletricidade em outros tempos" tem como objetivo discursivo elevar o status da IA a um avanço civilizacional.
II. A menção ao fato de que 350 executivos - incluindo o CEO da OpenAI - manifestaram preocupação sobre o risco de extinção é uma ideia secundária em relação ao foco principal do texto, que é o desenvolvimento aliado ao alcance da ferramenta, contudo, o dado funciona como um recurso para criar um efeito de sentido de alarme global.
III. A afirmação dos líderes globais, "Mitigar o risco de extinção pela IA deve ser uma prioridade global ao lado de outros riscos em escala social ampla, como pandemias e guerra nuclear", tem como subentendido colocar o perigo da IA no patamar de ameaças máximas, reforçando a tese do autor sobre a urgência de uma regulação que garanta transparência e fiscalização.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3706826 Português

Inteligência Artificial: entre o bem e o mal 


Por Vitor Magnani


Q1_10.png (692×577)


(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).



Assinale a alternativa que melhor apresenta as vantagens da IA para o mercado e a forma como o Brasil deve receber essa inovação de acordo com o texto.
Alternativas
Q3706138 Português

Julgue o item subsecutivo, com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os seguintes itens.

Quanto à correta posição das aspas em frase contendo citação, quando não fizerem parte da citação, o ponto-de-interrogação e o ponto-deexclamação deverão vir depois das aspas.
Alternativas
Q3706136 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

No primeiro período do terceiro parágrafo, a substituição do termo “enquanto” por porquanto não prejudicaria a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q3706135 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Por ser composto de verbo e nome, o tipo de predicado apresentado nas orações “O universo é um mal.”, “O mundo é um cárcere.” e “A vida humana é tédio.” é verbo-nominal.  
Alternativas
Q3706134 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Sem prejuízo da correção gramatical, o último parágrafo do texto poderia ser reescrito da seguinte forma: Quando assisto um gato no sol, lembra-me sempre do homem no sol.
Alternativas
Q3706133 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

A forma verbal “digerir”, no trecho “a humanidade continua digerindo e amando” (primeiro período do terceiro parágrafo), está empregada no sentido de suportar com resignação.
Alternativas
Q3706132 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

O pronome “Os”, no trecho “Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal.” (quarto período do segundo parágrafo) retomam o termo “homens”, em “A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia.” (primeiro período do primeiro parágrafo).
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Q3706130 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

A correção gramatical do texto seria preservada caso fosse inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode” (primeiro período do terceiro parágrafo).
Alternativas
Q3706129 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Com base em suas características, o texto é majoritariamente injuntivo, já que o autor se utiliza de situações cotidianas para discutir com o leitor seu ponto de vista acerca da humanidade. 
Alternativas
Q3706128 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Infere-se do texto que as pessoas se comovem mais com o mal que acomete o mundo do que com os infortúnios que acontecem de forma individual. 
Alternativas
Respostas
27001: B
27002: A
27003: C
27004: B
27005: A
27006: D
27007: B
27008: D
27009: D
27010: E
27011: C
27012: C
27013: E
27014: E
27015: E
27016: C
27017: C
27018: E
27019: E
27020: E