Questões de Concurso Sobre português

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Q3720634 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Considere o trecho: “Ronaldinho Gaúcho... demonstrou confiança... O ex-jogador relembrou a parceria... e revelou a expectativa...”. Se quiséssemos expressar essas ações no futuro do presente do indicativo, qual seria a sequência correta dos verbos “demonstrar”, “relembrar” e “revelar” para um sujeito singular (ele), respectivamente?
Alternativas
Q3720633 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
A palavra “ex-jogador” é formada a partir de qual processo de formação de palavras?  
Alternativas
Q3720632 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Assinale a alternativa que não apresenta erros de acordo com as regras gramaticais de conjunção adversativa e advérbio de intensidade. 
Alternativas
Q3720631 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


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Assinale a alternativa que apresenta o significado mais adequado para o vocábulo “ídolo” no contexto da frase “Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético”. 
Alternativas
Q3720630 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Assinale a alternativa que apresenta a divisão silábica correta do vocábulo “trabalhar”, presente na oração: “tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan”. 
Alternativas
Q3720583 Português
Analise as frases abaixo e assinale a que apresenta linguagem formal, adequada a um relatório empresarial.
Alternativas
Q3720581 Português
Assinale a alternativa em que o uso do conector mantém a coerência da ideia apresentada: 
Alternativas
Q3720580 Português

“Se você pode sonhar,

também pode realizar”.


O principal sentido da frase é: 

Alternativas
Q3720118 Português
A história sobre a Usina da Cascata evidencia a transição do uso de fontes de energia rudimentares para sistemas mais estruturados de fornecimento de energia. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3720106 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

No trecho “As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco”, o sujeito da forma verbal “alternam-se” é classificado como: 
Alternativas
Q3720105 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

No período “A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia”, a oração destacada “que atende no antiquário” desempenha, na estrutura sintática, a função de: 
Alternativas
Q3720104 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

No trecho “As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco”, o termo “esmaecidas” contribui para a criação de uma atmosfera simbólica no texto. Nesse contexto, o vocábulo expressa a ideia de: 
Alternativas
Q3720103 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

Ao citar a saudação do povo Na’vi — “eu vejo você”, do filme Avatar —, a autora estabelece uma relação entre o olhar que reconhece a existência do outro e a raridade dessa atitude na contemporaneidade. Nessa passagem, o texto sugere que: 
Alternativas
Q3720102 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu vejo você 


        Pequenas vasilhas de madeira antiga, adornadas com flores pintadas e já desbotadas repousam, umas sobre as outras. As cores esmaecidas alternam-se ao que outrora já foram verde, vermelho ou branco. Têm o tamanho de um vaso pequeno de flores, quadrado. Passam quase anônimas em meio a estátuas de budas e divindades hindus e móveis orientais pintados a mão.


        A senhora que atende no antiquário explica que as peças serviam como medida de arroz na Mongólia e, agora, tentam novas incursões em lares ocidentais como itens decorativos.


        Gosto de pensar em objetos para além da funcionalidade. Em como colheres ou sapatos de bebê em um quadro adquirem outro significado com o passar dos anos. Em como uma máquina de fotos ou um rádio antigo podem contar histórias mesmo sem funcionar há décadas.


        Se até coisas têm essa premissa, imaginem como seria interessante se as pessoas fossem vistas sem levar em conta a utilidade — aqui, aproveito para lembrar a declaração de amor do povo Na’vi, de Pandora, no filme Avatar, que era justamente “eu vejo você”. Talvez seja mesmo uma das formas mais bonitas de se conectar com alguém: fazer alusão ao presente e ao que a criatura é. Parece uma obviedade, mas em um mundo mediado por imagens manipuláveis, isso está cada vez mais raro.


        Gosto de pensar que objetos insignificantes para um têm muito valor para outro. Como os quadros do sagrado coração que adornam casas das nonnas, como o desenho emoldurado dos filhos, como o instrumento musical ou a ferramenta que pertenceu a um antepassado...


        Só quem olha para a pessoa que está diante de si consegue perceber valor naquilo que faz o coração dela ecoar.


        Transformar um medidor de arroz mongol em vaso é fácil demais. Difícil é permitir que alguém nos veja e nos aceite exatamente do jeito que a gente é, mesmo em um salão repleto de móveis suntuosos e atrativos por todos os lados.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).

O texto reflete sobre o modo como o valor simbólico dos objetos e das pessoas é atribuído socialmente, contrapondo a lógica da funcionalidade à da afetividade. Nesse contexto, a autora estabelece uma analogia entre o uso decorativo dos objetos e o modo como os indivíduos são percebidos na sociedade contemporânea. Assinale a alternativa que melhor expressa o sentido implícito dessa analogia.
Alternativas
Q3719971 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. (6º parágrafo) Com base na sequência de ideias expostas no último parágrafo, a frase acima poderia ser introduzida pelo seguinte conectivo:
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Q3719970 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida (5º parágrafo) A expressão sublinhada acima indica a voz passiva do verbo “reconhecer”. Mantendo o mesmo tempo e modo verbais, na voz ativa, esse verbo assumirá a seguinte forma:  
Alternativas
Q3719969 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. (5º parágrafo) A oração sublinhada se classifica como subordinada do seguinte tipo: 
Alternativas
Q3719968 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. (4º parágrafo) No trecho, a palavra “outro” é classificada gramaticalmente como: 
Alternativas
Respostas
26581: B
26582: A
26583: D
26584: C
26585: B
26586: A
26587: C
26588: B
26589: D
26590: B
26591: D
26592: A
26593: C
26594: A
26595: B
26596: A
26597: A
26598: C
26599: B
26600: B