Questões de Concurso Sobre português

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Q3826861 Português
O jornal da escola recebeu três propostas de título para a mesma matéria:

I. “Cidade cresce além do previsto e redes sofrem pressão”.
II. “Expansão urbana pressiona serviços e exige planejamento”.
II. “Planejamento garante qualidade e corrige excesso de demanda”.

Considerando efeito de sentido e responsabilidade informativa, assinale a assertiva CORRETA.
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Q3826860 Português
Com relação às funções da linguagem em situações comunicativas escolares, assinale a assertiva que identifica, com rigor, a predominância funcional em cada quadro.
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Q3826859 Português
Uma professora planeja um dossiê sobre “notícia x reportagem” com turmas de 8º ano. O material inclui manchetes, chamadas, corpo de texto, infográficos e créditos. Considerando a especificidade de gêneros e seus efeitos de sentido, assinale a proposição que qualifica o procedimento investigativo do projeto.
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Q3826858 Português
Sobre paráfrase, pressuposto e subentendido, analise as afirmativas.

I. Pressuposto permanece sob negação do enunciado original e decorre de marcas linguísticas convencionais.
II. Subentendido depende de contexto e de conhecimento de mundo, podendo variar entre interlocutores.
III. Paráfrase preserva o núcleo de sentido com reorganização lexical e sintática, respeitando o escopo argumentativo.
IV. Implicaturas podem emergir do não dito, acionando inferências com base em expectativas de cooperação discursiva.
V. Elipse opera na coesão textual por recuperação contextual de elementos omitidos estrategicamente.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
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Q3826857 Português
Com relação à progressão temática em textos expositivos, assinale a afirmação que caracteriza, com precisão, um encadeamento que favorece coesão e previsibilidade de foco informacional.
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Q3826661 Português


Primeira coluna: exemplos (considere as ocorrências destacadas)

1.Cantar de alegria, sonhar de esperança.
2.A maior parte dos erros que cometi provém da minha falta de conhecimento científico.
3.A alma vive de arte, como o corpo vive de alimentos.

Segunda coluna: sentidos

(__)Indica circunstância, o ponto de partida de uma situação.
(__)Indica o meio, o instrumento ou modo, em sentido próprio ou figurado, que algo se estabelece.
(__)Indica a razão ou causa porque algo sucede.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
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Q3826362 Português
Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?


O crescimento urbano desordenado na maioria das cidades brasileiras e latino-americanas resultou em desafios para o desenvolvimento equilibrado das áreas urbanas e comprometeu a qualidade de vida da população. O meio ambiente e as periferias são os mais afetados pela falta de um planejamento urbano, e é nesse contexto que o plano diretor ambiental ganha importância, ao propor um modelo de ordenamento territorial que integre sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano Diretor Municipal.

O Plano Diretor define as diretrizes de desenvolvimento urbano, considerando as características e necessidades específicas de cada cidade. Com o agravamento das mudanças climáticas e o avanço das questões ambientais, torna-se essencial complementar o planejamento urbano com o Plano Diretor Ambiental (PDA). Esse instrumento orienta o uso sustentável do território e a preservação das áreas verdes e de proteção ambiental.

O agravamento dos problemas ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das cidades. Já não se trata apenas de crescer, mas de crescer de forma sustentável, equilibrando progresso econômico e conservação ambiental. O desenvolvimento sustentável propõe um desenvolvimento equilibrado, preservando os recursos naturais e garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem nelas.

A fragilidade natural dos solos e o uso inadequado da terra ao longo dos anos têm causado sérios danos ambientais. O desmatamento favorece a erosão e o acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios, comprometendo o fluxo das águas e a qualidade dos recursos hídricos. Esses problemas exigem uma atenção especial à ação humana e políticas de planejamento que integrem o uso do solo, o manejo da água e a conservação da vegetação nativa.

O Plano Diretor Ambiental (PDA) é um instrumento de planejamento que estabelece orientações para o uso e a ocupação do solo e para o aproveitamento racional dos recursos naturais, considerando as potencialidades e fragilidades do meio ambiente. Além disso, o plano delimita áreas de proteção ambiental, garantindo o uso sustentável do território municipal.

De acordo com o pesquisador Flávio Sammarco Rosa, o principal resultado do PDA é o zoneamento ambiental, um mapa que delimita zonas homogêneas e define orientações específicas para cada área do território. Esse zoneamento orienta os órgãos e entidades responsáveis pela gestão territorial, promovendo uma ocupação urbana mais equilibrada. [...] o desenvolvimento urbano sustentável só acontece quando a ocupação das cidades privilegia o bem comum, reduz as desigualdades e garante que os benefícios do crescimento alcancem todas as pessoas

. Construir cidades sustentáveis requer equilíbrio entre as necessidades sociais e o respeito ambiental. É necessário valorizar a cultura local, fortalecer identidades e usar os recursos naturais, tecnológicos e financeiros de forma responsável.

Outro ponto essencial é a distribuição justa de infraestrutura, bens e serviços urbanos. O ordenamento do território deve considerar os diferentes contextos e escalas locais, promovendo o uso equilibrado do solo. Tudo isso precisa ocorrer com base em acordos sociais e políticos construídos em ambientes democráticos, por meio de uma governança colaborativa entre Estado e sociedade civil.

Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/plano-diretor-ambiental/. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
O texto tem o seguinte título: "Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?"

"Por que" é expressão formada pela sequência de preposição + pronome interrogativo ou relativo. Assinale a alternativa em que o uso do "por que" também está correto:
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Q3825936 Português

Leia o poema abaixo e responda a questão.


Mágoas - Augusto dos Anjos


Quando nasci num mês de tantas flores


Todas murcharam, tristes, langorosas


Tristes fanaram redolentes rosas


Morreram todas, todas sem olores



Mais tarde da existência nos verdores


Da infância nunca tive as venturosas


Alegrias que passam bonançosas,



Oh! Minha infância nunca teve flores!


Volvendo à quadra azul da mocidade


Minha alma levo aflita à eternidade



Quando a morte matar meus dissabores.


Cansado de chorar pelas estradas,


Exausto de pisar mágoas pisadas,


Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!



Fonte: ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível

em: <https://www.lusopoemas.net/modules/news03/article.php?storyid= 1448 © LusoPoemas>.

Releia a estrofe abaixo:



Imagem associada para resolução da questão



É possível, mantendo o sentido original, substituir os termos destacados, respectivamente, por

Alternativas
Q3825935 Português

Leia o poema abaixo e responda a questão.


Mágoas - Augusto dos Anjos


Quando nasci num mês de tantas flores


Todas murcharam, tristes, langorosas


Tristes fanaram redolentes rosas


Morreram todas, todas sem olores



Mais tarde da existência nos verdores


Da infância nunca tive as venturosas


Alegrias que passam bonançosas,



Oh! Minha infância nunca teve flores!


Volvendo à quadra azul da mocidade


Minha alma levo aflita à eternidade



Quando a morte matar meus dissabores.


Cansado de chorar pelas estradas,


Exausto de pisar mágoas pisadas,


Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!



Fonte: ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível

em: <https://www.lusopoemas.net/modules/news03/article.php?storyid= 1448 © LusoPoemas>.

Considerando o contexto em que ocorrem, identifique a alternativa que apresenta palavras que pertençam à mesma classe gramatical. 
Alternativas
Q3825934 Português

Leia o poema abaixo e responda a questão.


Mágoas - Augusto dos Anjos


Quando nasci num mês de tantas flores


Todas murcharam, tristes, langorosas


Tristes fanaram redolentes rosas


Morreram todas, todas sem olores



Mais tarde da existência nos verdores


Da infância nunca tive as venturosas


Alegrias que passam bonançosas,



Oh! Minha infância nunca teve flores!


Volvendo à quadra azul da mocidade


Minha alma levo aflita à eternidade



Quando a morte matar meus dissabores.


Cansado de chorar pelas estradas,


Exausto de pisar mágoas pisadas,


Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!



Fonte: ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível

em: <https://www.lusopoemas.net/modules/news03/article.php?storyid= 1448 © LusoPoemas>.

Na terceira e quarta estrofes, o poeta: 
Alternativas
Q3825933 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

Em “é que o Enem é uma data muito especial, quero acordar bem cedo para me atrasar calmamente para a prova!”, considerando o contexto em que ocorre, a expressão “é que”, no início do período, constitui:
Alternativas
Q3825932 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

Em “é que o Enem é uma data muito especial, quero acordar bem cedo para me atrasar calmamente para a prova!”, considerando o contexto em que ocorre, os vocábulos “muito”, “especial” e “calmamente”, do ponto de vista morfológico, classificam-se, respectivamente, como:
Alternativas
Q3825931 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

Em “...inclusive já coloquei o celular para despertar às 6 horas da manhã!”, o acento grave foi utilizado corretamente, segundo a gramática normativa. Assinale a alternativa em que o acento grave foi utilizado incorretamente:
Alternativas
Q3825930 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

Em “Parabéns, Júnior, você nunca acordou nesse horário.”, sobre o vocábulo “Júnior”, no contexto em que se encontra, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3825929 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

Analise o trecho “...inclusive já coloquei o celular para despertar às 6 horas da manhã!” e assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação do verbo “coloquei” quanto ao tempo e ao modo verbal:
Alternativas
Q3825928 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

Analise o trecho “Estou preparado para o Enem” e identifique a alternativa que apresenta a classificação correta do sujeito dessa oração:
Alternativas
Q3825927 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.




Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-enem/.

A charge faz uma crítica:
Alternativas
Q3825926 Português
Leia o texto abaixo e responda a questao.


Sociedade do cansaço: estamos cansados demais para perceber?


Mesmo no descanso, tentamos ser eficientes. E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio


Genesson Honorato


          Estamos cansados. Isso já não é novidade. Mas talvez a verdadeira novidade seja essa: estamos cansados demais para perceber o quanto estamos cansados.

          Byung-Chul Han escreveu que vivemos em uma sociedade que trocou o dever pela performance. Não somos mais cobrados por fora, mas por dentro. Não obedecemos a um sistema, somos o próprio sistema.

          Nos cobramos para produzir mais, sentir menos e melhorar o tempo todo. A produtividade virou virtude. A exaustão, uma medalha invisível.

        Acordamos já devendo energia. Trabalhamos com o corpo presente e a cabeça ausente. Nos intervalos, descansamos com a tela na mão. À noite, o sono chega ansioso, cheio de notificações.

         E, no dia seguinte... tudo de novo.

       Vivemos como se isso fosse normal. Como se o esgotamento fosse uma espécie de taxa de participação da vida adulta. Uma parte do jogo.

         Mas e se não for bem assim?

       Outro dia, em um intervalo entre dois compromissos, sentei em um café. Sem celular, sem fone, sem nada. Só eu e o tempo – ou pelo menos era essa a intenção. Foram exatos dois minutos até que o desconforto batesse. A mente acelerada, a mão inquieta, o impulso automático de abrir alguma coisa, ler qualquer coisa, produzir algo.

        “Talvez a grande inovação agora seja parar, respirar e reaprender o tempo.”

      Descansar, ali, parecia uma tarefa mais difícil do que eu imaginava. É como se o corpo tivesse desaprendido a parar, repousar. Como se a pausa tivesse virado uma fórmula inalcançável.


        Fazer nada parece ter virado um crime inafiançável. Byung-Chul Han chama isso de autoexploração. Quando a cobrança não vem Pmais de fora, mas de dentro. Você é seu próprio gestor. Seu próprio relógio. Seu próprio chicote.

       Estamos sempre em modo desempenho. Mesmo no descanso, tentamos ser eficientes: “vou aproveitar para ouvir um podcast”, “vou ler algo útil”, “vou dar uma olhada rápida no e- mail”.

       E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio. Coisas que não produzem resultado imediato, mas que sustentam tudo o que importa no longo prazo: atenção, presença, criatividade, saúde.

      Estamos tão cansados que já nem percebemos que estamos nos exaurindo. No fundo, talvez a pergunta não seja mais “como descansar”, mas sim como reaprender a existir sem estar produzindo o tempo inteiro.

      Talvez a grande inovação agora não seja acelerar ainda mais. Seja parar, respirar e reaprender o tempo. Quem sabe, perceber, mesmo que aos poucos, que o descanso não é o oposto de trabalho, é o que torna o trabalho possível.

       Até a próxima.


Fonte: https://fastcompanybrasil.com/coluna/sociedade-do-cansacoestamos-cansados-demais-para-perceber/
Em “À noite, o sono chega ansioso, cheio de notificações.”, o acento grave foi utilizado:
Alternativas
Q3825925 Português
Leia o texto abaixo e responda a questao.


Sociedade do cansaço: estamos cansados demais para perceber?


Mesmo no descanso, tentamos ser eficientes. E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio


Genesson Honorato


          Estamos cansados. Isso já não é novidade. Mas talvez a verdadeira novidade seja essa: estamos cansados demais para perceber o quanto estamos cansados.

          Byung-Chul Han escreveu que vivemos em uma sociedade que trocou o dever pela performance. Não somos mais cobrados por fora, mas por dentro. Não obedecemos a um sistema, somos o próprio sistema.

          Nos cobramos para produzir mais, sentir menos e melhorar o tempo todo. A produtividade virou virtude. A exaustão, uma medalha invisível.

        Acordamos já devendo energia. Trabalhamos com o corpo presente e a cabeça ausente. Nos intervalos, descansamos com a tela na mão. À noite, o sono chega ansioso, cheio de notificações.

         E, no dia seguinte... tudo de novo.

       Vivemos como se isso fosse normal. Como se o esgotamento fosse uma espécie de taxa de participação da vida adulta. Uma parte do jogo.

         Mas e se não for bem assim?

       Outro dia, em um intervalo entre dois compromissos, sentei em um café. Sem celular, sem fone, sem nada. Só eu e o tempo – ou pelo menos era essa a intenção. Foram exatos dois minutos até que o desconforto batesse. A mente acelerada, a mão inquieta, o impulso automático de abrir alguma coisa, ler qualquer coisa, produzir algo.

        “Talvez a grande inovação agora seja parar, respirar e reaprender o tempo.”

      Descansar, ali, parecia uma tarefa mais difícil do que eu imaginava. É como se o corpo tivesse desaprendido a parar, repousar. Como se a pausa tivesse virado uma fórmula inalcançável.


        Fazer nada parece ter virado um crime inafiançável. Byung-Chul Han chama isso de autoexploração. Quando a cobrança não vem Pmais de fora, mas de dentro. Você é seu próprio gestor. Seu próprio relógio. Seu próprio chicote.

       Estamos sempre em modo desempenho. Mesmo no descanso, tentamos ser eficientes: “vou aproveitar para ouvir um podcast”, “vou ler algo útil”, “vou dar uma olhada rápida no e- mail”.

       E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio. Coisas que não produzem resultado imediato, mas que sustentam tudo o que importa no longo prazo: atenção, presença, criatividade, saúde.

      Estamos tão cansados que já nem percebemos que estamos nos exaurindo. No fundo, talvez a pergunta não seja mais “como descansar”, mas sim como reaprender a existir sem estar produzindo o tempo inteiro.

      Talvez a grande inovação agora não seja acelerar ainda mais. Seja parar, respirar e reaprender o tempo. Quem sabe, perceber, mesmo que aos poucos, que o descanso não é o oposto de trabalho, é o que torna o trabalho possível.

       Até a próxima.


Fonte: https://fastcompanybrasil.com/coluna/sociedade-do-cansacoestamos-cansados-demais-para-perceber/
Em “Não obedecemos a um sistema, somos o próprio sistema.”, a vírgula foi usada para:
Alternativas
Q3825924 Português
Leia o texto abaixo e responda a questao.


Sociedade do cansaço: estamos cansados demais para perceber?


Mesmo no descanso, tentamos ser eficientes. E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio


Genesson Honorato


          Estamos cansados. Isso já não é novidade. Mas talvez a verdadeira novidade seja essa: estamos cansados demais para perceber o quanto estamos cansados.

          Byung-Chul Han escreveu que vivemos em uma sociedade que trocou o dever pela performance. Não somos mais cobrados por fora, mas por dentro. Não obedecemos a um sistema, somos o próprio sistema.

          Nos cobramos para produzir mais, sentir menos e melhorar o tempo todo. A produtividade virou virtude. A exaustão, uma medalha invisível.

        Acordamos já devendo energia. Trabalhamos com o corpo presente e a cabeça ausente. Nos intervalos, descansamos com a tela na mão. À noite, o sono chega ansioso, cheio de notificações.

         E, no dia seguinte... tudo de novo.

       Vivemos como se isso fosse normal. Como se o esgotamento fosse uma espécie de taxa de participação da vida adulta. Uma parte do jogo.

         Mas e se não for bem assim?

       Outro dia, em um intervalo entre dois compromissos, sentei em um café. Sem celular, sem fone, sem nada. Só eu e o tempo – ou pelo menos era essa a intenção. Foram exatos dois minutos até que o desconforto batesse. A mente acelerada, a mão inquieta, o impulso automático de abrir alguma coisa, ler qualquer coisa, produzir algo.

        “Talvez a grande inovação agora seja parar, respirar e reaprender o tempo.”

      Descansar, ali, parecia uma tarefa mais difícil do que eu imaginava. É como se o corpo tivesse desaprendido a parar, repousar. Como se a pausa tivesse virado uma fórmula inalcançável.


        Fazer nada parece ter virado um crime inafiançável. Byung-Chul Han chama isso de autoexploração. Quando a cobrança não vem Pmais de fora, mas de dentro. Você é seu próprio gestor. Seu próprio relógio. Seu próprio chicote.

       Estamos sempre em modo desempenho. Mesmo no descanso, tentamos ser eficientes: “vou aproveitar para ouvir um podcast”, “vou ler algo útil”, “vou dar uma olhada rápida no e- mail”.

       E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio. Coisas que não produzem resultado imediato, mas que sustentam tudo o que importa no longo prazo: atenção, presença, criatividade, saúde.

      Estamos tão cansados que já nem percebemos que estamos nos exaurindo. No fundo, talvez a pergunta não seja mais “como descansar”, mas sim como reaprender a existir sem estar produzindo o tempo inteiro.

      Talvez a grande inovação agora não seja acelerar ainda mais. Seja parar, respirar e reaprender o tempo. Quem sabe, perceber, mesmo que aos poucos, que o descanso não é o oposto de trabalho, é o que torna o trabalho possível.

       Até a próxima.


Fonte: https://fastcompanybrasil.com/coluna/sociedade-do-cansacoestamos-cansados-demais-para-perceber/
Sobre o uso da vírgula, analise os itens abaixo.

I. Em “A produtividade virou virtude. A exaustão, uma medalha invisível.”, a vírgula foi utilizada para marcar a elipse do verbo, essa vírgula também é chamada de vírgula vicária.
II. Em “A produtividade virou virtude. A exaustão, uma medalha invisível.”, a vírgula foi utilizada para marcar a elipse do complemento verbal, essa vírgula também é chamada de vírgula vicária.
III. Em “À noite, o sono chega ansioso”, a vírgula foi utilizada para separar um adjunto adverbial deslocado.
IV. Em “À noite, o sono chega ansioso”, a vírgula foi empregada para isolar um objeto direto pleonástico.
V. Em “À noite, o sono chega ansioso”, a vírgula foi empregada para isolar um vocativo.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
25981: D
25982: C
25983: B
25984: E
25985: E
25986: A
25987: C
25988: D
25989: B
25990: D
25991: E
25992: A
25993: C
25994: D
25995: B
25996: E
25997: A
25998: B
25999: D
26000: C