Questões de Concurso Sobre português

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Q3929224 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931

A tessitura do texto se realiza por meio de períodos simples e compostos.


Assinale a alternativa que contém período simples.

Alternativas
Q3929223 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
Releia o parágrafo a seguir, para responder à questão.

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.”

Sobre os verbos que ajudam a construir a tessitura do parágrafo, pode-se afirmar:

I. O verbo “contar” exige o mesmo tipo de complemento que o verbo “descobrir”.
II. Os verbos “viver” e “ganhar” se caracterizam pela intransitividade.
III. O verbo “faltar”, no parágrafo, foi empregado como verbo de ligação.
IV. O complemento do verbo “perceber” não necessita de uma preposição para ter sentido.

Estão corretas apenas as afirmativas:
Alternativas
Q3929222 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
Releia o parágrafo a seguir, para responder à questão.

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.”

As palavras que constroem a tessitura do parágrafo enquadram-se em classes gramaticais diversas. Elas exercem funções específicas, considerando o contexto em que foram empregadas.

Assinale a alternativa correta, considerando a classificação e a função que a palavra exerce no parágrafo.
Alternativas
Q3929221 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
No texto, encontram-se vocábulos formados pelos processos de derivação e de composição. Sobre esses vocábulos, pode-se afirmar:

( ) “megalomaníacos” foi formado pelo processo de composição.
( ) “intermináveis” e “desafetos” são palavras derivadas por prefixação.
( ) “mortalidade” e “mediocridade” são exemplos de palavras híbridas.
( ) “gabolices” e “invejosos” são vocábulos formados pelo mesmo processo.

Assinalando com V ou F, conforme sejam Verdadeiras ou Falsas as assertivas, a sequência correta é:
Alternativas
Q3929220 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
No texto, predomina o uso da norma-padrão da língua. Contudo, é possível encontrar a língua em seu uso mais distenso.

Assinale a afirmativa que comprova essa assertiva. 
Alternativas
Q3929219 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
O modo como o autor organiza o texto “O tempo e as jabuticabas” leva o leitor a classificá-lo como uma sequência
Alternativas
Q3929218 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
Releia o seguinte parágrafo extraído do texto:

“Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.”

Nesse parágrafo, o elemento coesivo “que” faz a retomada de termos anteriormente expressos. Esses termos são: 
Alternativas
Q3929217 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
As palavras de um texto constroem uma rede de significados que coloca em evidência as ideias expressas pelo autor sobre um tema ou assunto. Sobre as ideias expressas no texto “O tempo e as jabuticabas”, pode-se afirmar:

I. Apresenta as jabuticabas como metáfora do tempo.
II. Mostra o tempo que já passou e o que ainda resta para ser vivido.
III. Valoriza o tempo presente e uma vida com trivialidades.
IV. Apresenta o tempo como um recurso escasso ao final da vida.

Estão corretas apenas as afirmativas: 
Alternativas
Q3928948 Português
O problema é precisamente que nenhum coração malvado, um fenômeno relativamente raro, é necessário para causar um grande mal. Por isso, em termos kantianos, precisaríamos da filosofia, o exercício da razão como a faculdade do pensamento, para impedir o mal.
Hannah Arendt. Responsabilidade e julgamento. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 232.

A partir do texto precedente, é possível inferir que 
Alternativas
Q3928945 Português
De “portas abertas” a ordens de expulsão em 20 dias. Esta é, em linhas gerais, a mudança que a política migratória de Portugal sofreu no último ano. Em 2 de junho de 2025, o governo anunciou a expulsão de 33.983 pessoas que solicitaram residência no país e cujo pedido lhes foi negado. Do total, 5.368 são brasileiros, que vão receber uma notificação para deixar Portugal.
Internet: < g1.globo.com> (com adaptações).

A partir do texto apresentado, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3928942 Português
Cidadezinha qualquer                           Carlos Drummond de Andrade
 Casas entre bananeiras  mulheres entre laranjeiras  pomar amor cantar.  Um homem vai devagar.  Um cachorro vai devagar.  Um burro vai devagar.  Devagar... as janelas olham. 



O poema apresentado remete geograficamente à relação conceitual  
Alternativas
Q3928892 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Assinale a opção em que o termo (ou expressão) destacado do texto Kuarup é empregado como elemento coesivo de referência ao filme Kuarup, mencionado no início do primeiro parágrafo.
Alternativas
Q3928891 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Assinale a opção em que, no trecho destacado do texto Kuarup, o emprego de vírgula(s) se justifica por separar elementos de função adverbial, tal como no trecho “Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses” (segundo período do terceiro parágrafo). 
Alternativas
Q3928890 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
No texto Kuarup, a palavra “circo” em “Um circo grande como aquele” (segundo período do terceiro parágrafo), evidencia o emprego  
Alternativas
Q3928889 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Considerando-se as relações de concordância e as estratégias de coesão adotadas na construção do texto Kuarup, é correto afirmar que a palavra “Acontece” (segundo período do primeiro parágrafo) classifica-se como  
Alternativas
Q3928888 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Um gênero textual é uma classificação de texto baseada em suas características estruturais, funcionais e sociais. Considerando-se essa definição de gênero textual e as características do texto Kuarup, apresentado anteriormente, é correto enquadrá-lo no gênero 
Alternativas
Q3928887 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
No texto precedente, Fernanda Torres relata sua experiência como atriz do elenco do filme Kuarup, dirigido por Ruy Guerra e inspirado no romance Quarup, de Antonio Callado. A partir dos argumentos que sustentam a opinião da atriz no relato apresentado, é correto afirmar que, na perspectiva de Fernanda Torres,  
Alternativas
Q3927455 Português

Texto para responder à questão.

 

A beleza total

 

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

 

(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)

A fim de identificar suas camadas de sentido e recursos de construção simbólica, dado o texto “A beleza total”, analise as afirmativas a seguir, com base na interpretação textual e inferência crítica.
I. O texto apresenta uma crítica simbólica aos padrões estéticos impostos pela sociedade, sugerindo que a obsessão pela beleza pode gerar isolamento e até destruição.
II. A linguagem fantástica e hiperbólica usada na narrativa reforça o caráter cômico da história, anulando qualquer possibilidade de leitura crítica ou simbólica.
III. A personagem Gertrudes é retratada como uma figura mitificada, cuja beleza transcende o corpo físico e permanece viva após sua morte.
IV. O desfecho do texto evidencia a efemeridade da beleza, mostrando que, após a morte de Gertrudes, toda sua beleza desaparece junto com o corpo.
Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q3927454 Português

Texto para responder à questão.

 

A beleza total

 

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

 

(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)

Considerando os desvios gramaticais relacionados à concordância verbal e nominal e ao uso da pontuação textual, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3927453 Português

Texto para responder à questão.

 

A beleza total

 

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

 

(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)

Em relação aos efeitos de sentido gerados por diferentes usos das palavras, além do domínio das classes gramaticais, de acordo com o conto de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmativas a seguir.
I. No trecho “Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, [...]” (1º§), o verbo “pasmavam” está empregado com valor conotativo, atribuindo comportamento humano a objetos inanimados.
II. A expressão “[...] cerrou os olhos para sempre.” (4º§) é exemplo de linguagem denotativa, pois descreve objetivamente a morte da personagem.
III. No segmento “[...] o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.” (1º§), o uso do verbo “partiu-se” está relacionado à classe dos verbos pronominais e apresenta sentido literal.
IV. O adjetivo “incomparável” (4º§), atribuído a Gertrudes, reforça uma valorização extrema da personagem e está empregado com valor conotativo.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Respostas
25661: B
25662: D
25663: A
25664: B
25665: B
25666: A
25667: D
25668: C
25669: B
25670: C
25671: D
25672: E
25673: B
25674: B
25675: A
25676: D
25677: A
25678: A
25679: A
25680: B