Questões de Concurso Sobre português

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Q3749945 Português
Marque a alternativa onde a frase está no tempo futuro. 
Alternativas
Q3749944 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

O trecho “- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único”. A frase sublinhada é:
Alternativas
Q3749943 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

No texto “- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho...”. Os verbos são: 
Alternativas
Q3749942 Português

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Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

No texto aparece o período: “- Se não foi você foi seu irmão”, os verbos usados estão nos tempos:
Alternativas
Q3749941 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

Na Fábula O Lobo e o Cordeiro, aparecem as palavras (lobo, sujar, apetitoso), que têm as funções respectivas de:
Alternativas
Q3749940 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

No texto, o fragmento (... não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada), temos um período de frases:
Alternativas
Q3749939 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

Relacionando-se à correta divisão silábica gramatical, assinale a alternativa perfeita, quanto às palavras do texto (cordeiro, água, abaixo).
Alternativas
Q3749938 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Fábula: O Lobo e o Cordeiro. (Jean de la Fontaine).



Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido. O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.


MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor. 

De acordo com a leitura do texto, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3749827 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
"Como muitos não possuem registros históricos", o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Sintaticamente, é correto afirmar que a oração destacada é uma oração:
Alternativas
Q3749826 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
A Lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, "comprove" ancestralidade subsaariana.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3749825 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3749824 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
O texto apresenta um relato contemporâneo que reflete a busca por identidade e pertencimento histórico.

De acordo com as informações, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3749823 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
O consultor de vendas Clayton Muniz Filho enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase,
Alternativas
Q3749822 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo "beninense", que desde 2024 concede cidadania a "afrodescendentes" com raízes na região.

Os vocábulos destacados são formados pelos processos de formação de palavras denominados, respectivamente,
Alternativas
Q3749821 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes.

O número de artigos simples presentes na frase é de (considere as repetidas):
Alternativas
Q3749820 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

De acordo com a análise sintática da frase, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3749819 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

De acordo com a análise das figuras de linguagem, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3749818 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
Ao realizar um teste de DNA, descobriu "que" cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin.
Morfologicamente, o vocábulo destacado na frase exerce a função de
Alternativas
Q3749757 Português

O fim do mundo - Cecília Meireles



A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.


Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.



Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.



Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?



Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.



Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.



O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.



Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.



Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.



Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.



Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




(Quatro vozes, 1998) 

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos. Embora grafados de maneira distinta, os termos destacados apresentam o mesmo som. Dadas as palavras a seguir, marque a que apresenta desvio da norma.
Alternativas
Q3749756 Português

O fim do mundo - Cecília Meireles



A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.


Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.



Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.



Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?



Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.



Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.



O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.



Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.



Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.



Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.



Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




(Quatro vozes, 1998) 

Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas... Recebe acento pela mesma regra a palavra em destaque:
Alternativas
Respostas
25221: A
25222: B
25223: C
25224: B
25225: C
25226: B
25227: B
25228: B
25229: A
25230: A
25231: B
25232: E
25233: B
25234: C
25235: B
25236: B
25237: C
25238: B
25239: D
25240: A