Questões de Concurso Sobre português

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Q3975317 Português
“O Espelho”


     Jacobina encontrava-se, naquela noite, em profunda reflexão. Estava sentado ao lado da lareira, observando o brilho elusivo do fogo que lançava sombras oscilantes nas paredes. De súbito, levantou-se e dirigiu-se ao espelho pendurado sobre o aparador, imóvel como um guardião das formas que ocultavam sua alma.

    À luz bruxuleante, seu rosto revelou linhas inexoráveis: uma testa franzida em curiosidade e um olhar que oscilava entre a dúvida e a certeza. A alma externa — aquela moldada pelos olhares alheios — reluzia tanto quanto a chama refletida no vidro. Entretanto, a alma interna, a mais profunda, permanecia inacessível, como um lago escondido sob o espelho.

    Recordou-se do dia em que foi nomeado alferes da Guarda Nacional. Sentira-se elevado, prestigiado, admirado por familiares e conhecidos. Recebera elogios, saudações e olhares reverentes. Nesse instante, percebeu que era somente a projeção desse reconhecimento que preenchia seu ser, enquanto a essência humana permanecia em silêncio ao fundo.

   Quando sua tia trouxe-lhe um espelho de grande porte, herdado de gerações, sentiu o peso e o desejo refletidos nos olhos alheios. Já não era apenas Jacobina, mas a figura que se acomodava ao reflexo da vaidade coletiva. Nesse jogo entre o interior e o exterior, sua identidade começava a se desvanecer.

    Meses se passaram, e Jacobina percebeu o distanciamento de si mesmo. Olhava no espelho e não reconhecia o homem que o encobria; tornara-se sombra de um prestígio social momentâneo, sem vínculos com o seu eu original.

    A alma externa, outrora radiosa, desvanecia-se como a chama que se apaga sem aviso. Jacobina viu, naquela imagem esmaecida, a consequência amarga do abandono de seu centro humano. O que se revelava ali era um vazio que nem o prestígio podia preencher.

   Em desalento, vestiu novamente a farda de alferes — tentativa de reintegrar a alma exterior — e ficou perante o espelho, imóvel. A farda restituíra temporariamente a aparência de poder, mas não resgatara a alma interna que permanecia ausente, como uma presença invisível.

   Então, compreendeu que a imagem exterior jamais poderia ser mais que um espelho: refletia os anseios e os valores alheios, mas jamais revelava o âmago. Ao se afastar do vidro, Jacobina deixou não apenas a farda e o reflexo, mas a ilusão de si, iniciando uma caminhada rumo ao reencontro de sua essência oculta. 


Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Espelho. In:
Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Publicado
originalmente em Gazeta de Noticias, 8 set. 1882. (Adaptado) 
A decisão final de Jacobina, ao se afastar do espelho, representa simbolicamente: 
Alternativas
Q3975316 Português
“O Espelho”


     Jacobina encontrava-se, naquela noite, em profunda reflexão. Estava sentado ao lado da lareira, observando o brilho elusivo do fogo que lançava sombras oscilantes nas paredes. De súbito, levantou-se e dirigiu-se ao espelho pendurado sobre o aparador, imóvel como um guardião das formas que ocultavam sua alma.

    À luz bruxuleante, seu rosto revelou linhas inexoráveis: uma testa franzida em curiosidade e um olhar que oscilava entre a dúvida e a certeza. A alma externa — aquela moldada pelos olhares alheios — reluzia tanto quanto a chama refletida no vidro. Entretanto, a alma interna, a mais profunda, permanecia inacessível, como um lago escondido sob o espelho.

    Recordou-se do dia em que foi nomeado alferes da Guarda Nacional. Sentira-se elevado, prestigiado, admirado por familiares e conhecidos. Recebera elogios, saudações e olhares reverentes. Nesse instante, percebeu que era somente a projeção desse reconhecimento que preenchia seu ser, enquanto a essência humana permanecia em silêncio ao fundo.

   Quando sua tia trouxe-lhe um espelho de grande porte, herdado de gerações, sentiu o peso e o desejo refletidos nos olhos alheios. Já não era apenas Jacobina, mas a figura que se acomodava ao reflexo da vaidade coletiva. Nesse jogo entre o interior e o exterior, sua identidade começava a se desvanecer.

    Meses se passaram, e Jacobina percebeu o distanciamento de si mesmo. Olhava no espelho e não reconhecia o homem que o encobria; tornara-se sombra de um prestígio social momentâneo, sem vínculos com o seu eu original.

    A alma externa, outrora radiosa, desvanecia-se como a chama que se apaga sem aviso. Jacobina viu, naquela imagem esmaecida, a consequência amarga do abandono de seu centro humano. O que se revelava ali era um vazio que nem o prestígio podia preencher.

   Em desalento, vestiu novamente a farda de alferes — tentativa de reintegrar a alma exterior — e ficou perante o espelho, imóvel. A farda restituíra temporariamente a aparência de poder, mas não resgatara a alma interna que permanecia ausente, como uma presença invisível.

   Então, compreendeu que a imagem exterior jamais poderia ser mais que um espelho: refletia os anseios e os valores alheios, mas jamais revelava o âmago. Ao se afastar do vidro, Jacobina deixou não apenas a farda e o reflexo, mas a ilusão de si, iniciando uma caminhada rumo ao reencontro de sua essência oculta. 


Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Espelho. In:
Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Publicado
originalmente em Gazeta de Noticias, 8 set. 1882. (Adaptado) 
Por que, segundo o texto, a alma externa de Jacobina começou a se desvanecer com o passar do tempo? 
Alternativas
Q3975315 Português
“O Espelho”


     Jacobina encontrava-se, naquela noite, em profunda reflexão. Estava sentado ao lado da lareira, observando o brilho elusivo do fogo que lançava sombras oscilantes nas paredes. De súbito, levantou-se e dirigiu-se ao espelho pendurado sobre o aparador, imóvel como um guardião das formas que ocultavam sua alma.

    À luz bruxuleante, seu rosto revelou linhas inexoráveis: uma testa franzida em curiosidade e um olhar que oscilava entre a dúvida e a certeza. A alma externa — aquela moldada pelos olhares alheios — reluzia tanto quanto a chama refletida no vidro. Entretanto, a alma interna, a mais profunda, permanecia inacessível, como um lago escondido sob o espelho.

    Recordou-se do dia em que foi nomeado alferes da Guarda Nacional. Sentira-se elevado, prestigiado, admirado por familiares e conhecidos. Recebera elogios, saudações e olhares reverentes. Nesse instante, percebeu que era somente a projeção desse reconhecimento que preenchia seu ser, enquanto a essência humana permanecia em silêncio ao fundo.

   Quando sua tia trouxe-lhe um espelho de grande porte, herdado de gerações, sentiu o peso e o desejo refletidos nos olhos alheios. Já não era apenas Jacobina, mas a figura que se acomodava ao reflexo da vaidade coletiva. Nesse jogo entre o interior e o exterior, sua identidade começava a se desvanecer.

    Meses se passaram, e Jacobina percebeu o distanciamento de si mesmo. Olhava no espelho e não reconhecia o homem que o encobria; tornara-se sombra de um prestígio social momentâneo, sem vínculos com o seu eu original.

    A alma externa, outrora radiosa, desvanecia-se como a chama que se apaga sem aviso. Jacobina viu, naquela imagem esmaecida, a consequência amarga do abandono de seu centro humano. O que se revelava ali era um vazio que nem o prestígio podia preencher.

   Em desalento, vestiu novamente a farda de alferes — tentativa de reintegrar a alma exterior — e ficou perante o espelho, imóvel. A farda restituíra temporariamente a aparência de poder, mas não resgatara a alma interna que permanecia ausente, como uma presença invisível.

   Então, compreendeu que a imagem exterior jamais poderia ser mais que um espelho: refletia os anseios e os valores alheios, mas jamais revelava o âmago. Ao se afastar do vidro, Jacobina deixou não apenas a farda e o reflexo, mas a ilusão de si, iniciando uma caminhada rumo ao reencontro de sua essência oculta. 


Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Espelho. In:
Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Publicado
originalmente em Gazeta de Noticias, 8 set. 1882. (Adaptado) 
No contexto do texto, o espelho herdado de gerações simboliza:
Alternativas
Q3975314 Português
“O Espelho”


     Jacobina encontrava-se, naquela noite, em profunda reflexão. Estava sentado ao lado da lareira, observando o brilho elusivo do fogo que lançava sombras oscilantes nas paredes. De súbito, levantou-se e dirigiu-se ao espelho pendurado sobre o aparador, imóvel como um guardião das formas que ocultavam sua alma.

    À luz bruxuleante, seu rosto revelou linhas inexoráveis: uma testa franzida em curiosidade e um olhar que oscilava entre a dúvida e a certeza. A alma externa — aquela moldada pelos olhares alheios — reluzia tanto quanto a chama refletida no vidro. Entretanto, a alma interna, a mais profunda, permanecia inacessível, como um lago escondido sob o espelho.

    Recordou-se do dia em que foi nomeado alferes da Guarda Nacional. Sentira-se elevado, prestigiado, admirado por familiares e conhecidos. Recebera elogios, saudações e olhares reverentes. Nesse instante, percebeu que era somente a projeção desse reconhecimento que preenchia seu ser, enquanto a essência humana permanecia em silêncio ao fundo.

   Quando sua tia trouxe-lhe um espelho de grande porte, herdado de gerações, sentiu o peso e o desejo refletidos nos olhos alheios. Já não era apenas Jacobina, mas a figura que se acomodava ao reflexo da vaidade coletiva. Nesse jogo entre o interior e o exterior, sua identidade começava a se desvanecer.

    Meses se passaram, e Jacobina percebeu o distanciamento de si mesmo. Olhava no espelho e não reconhecia o homem que o encobria; tornara-se sombra de um prestígio social momentâneo, sem vínculos com o seu eu original.

    A alma externa, outrora radiosa, desvanecia-se como a chama que se apaga sem aviso. Jacobina viu, naquela imagem esmaecida, a consequência amarga do abandono de seu centro humano. O que se revelava ali era um vazio que nem o prestígio podia preencher.

   Em desalento, vestiu novamente a farda de alferes — tentativa de reintegrar a alma exterior — e ficou perante o espelho, imóvel. A farda restituíra temporariamente a aparência de poder, mas não resgatara a alma interna que permanecia ausente, como uma presença invisível.

   Então, compreendeu que a imagem exterior jamais poderia ser mais que um espelho: refletia os anseios e os valores alheios, mas jamais revelava o âmago. Ao se afastar do vidro, Jacobina deixou não apenas a farda e o reflexo, mas a ilusão de si, iniciando uma caminhada rumo ao reencontro de sua essência oculta. 


Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Espelho. In:
Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Publicado
originalmente em Gazeta de Noticias, 8 set. 1882. (Adaptado) 

A atitude de Jacobina em vestir novamente a farda de alferes representa uma tentativa de:  

Alternativas
Q3975313 Português
“O Espelho”


     Jacobina encontrava-se, naquela noite, em profunda reflexão. Estava sentado ao lado da lareira, observando o brilho elusivo do fogo que lançava sombras oscilantes nas paredes. De súbito, levantou-se e dirigiu-se ao espelho pendurado sobre o aparador, imóvel como um guardião das formas que ocultavam sua alma.

    À luz bruxuleante, seu rosto revelou linhas inexoráveis: uma testa franzida em curiosidade e um olhar que oscilava entre a dúvida e a certeza. A alma externa — aquela moldada pelos olhares alheios — reluzia tanto quanto a chama refletida no vidro. Entretanto, a alma interna, a mais profunda, permanecia inacessível, como um lago escondido sob o espelho.

    Recordou-se do dia em que foi nomeado alferes da Guarda Nacional. Sentira-se elevado, prestigiado, admirado por familiares e conhecidos. Recebera elogios, saudações e olhares reverentes. Nesse instante, percebeu que era somente a projeção desse reconhecimento que preenchia seu ser, enquanto a essência humana permanecia em silêncio ao fundo.

   Quando sua tia trouxe-lhe um espelho de grande porte, herdado de gerações, sentiu o peso e o desejo refletidos nos olhos alheios. Já não era apenas Jacobina, mas a figura que se acomodava ao reflexo da vaidade coletiva. Nesse jogo entre o interior e o exterior, sua identidade começava a se desvanecer.

    Meses se passaram, e Jacobina percebeu o distanciamento de si mesmo. Olhava no espelho e não reconhecia o homem que o encobria; tornara-se sombra de um prestígio social momentâneo, sem vínculos com o seu eu original.

    A alma externa, outrora radiosa, desvanecia-se como a chama que se apaga sem aviso. Jacobina viu, naquela imagem esmaecida, a consequência amarga do abandono de seu centro humano. O que se revelava ali era um vazio que nem o prestígio podia preencher.

   Em desalento, vestiu novamente a farda de alferes — tentativa de reintegrar a alma exterior — e ficou perante o espelho, imóvel. A farda restituíra temporariamente a aparência de poder, mas não resgatara a alma interna que permanecia ausente, como uma presença invisível.

   Então, compreendeu que a imagem exterior jamais poderia ser mais que um espelho: refletia os anseios e os valores alheios, mas jamais revelava o âmago. Ao se afastar do vidro, Jacobina deixou não apenas a farda e o reflexo, mas a ilusão de si, iniciando uma caminhada rumo ao reencontro de sua essência oculta. 


Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Espelho. In:
Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Publicado
originalmente em Gazeta de Noticias, 8 set. 1882. (Adaptado) 
Ao afirmar que sua alma interna permanecia inacessível como um "lago escondido sob o espelho”, o narrador revela que: 
Alternativas
Q3974712 Português
Em qual alternativa há um pronome indefinido corretamente empregado? 
Alternativas
Q3974711 Português
Em qual alternativa o “se” foi empregado como particula apassivadora? 
Alternativas
Q3974710 Português
Em qual alternativa o emprego da crase é obrigatório? 
Alternativas
Q3974709 Português
Em qual alternativa há oração subordinada adverbial condicional? 
Alternativas
Q3974708 Português
Indique a alternativa que apresenta oração coordenada adversativa. 
Alternativas
Q3974707 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
As reações do barbeiro Porfirio revelam, principalmente, que tipo de preocupação dos moradores de Itaguai: 
Alternativas
Q3974706 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
Nos acontecimentos descritos, a Casa Verde torna-se simbolo principal de quê? 
Alternativas
Q3974705 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
Considerando as ações de Simão Bacamarte ao longo do texto, qual motivo mais evidente o leva a internar a si mesmo ao final da história? 
Alternativas
Q3974703 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
A internação progressiva de indivíduos cada vez menos excêntricos por Bacamarte pode ser interpretada como uma crítica à 
Alternativas
Q3972164 Português

Viajar é fuga, sim








Autora: Martha Medeiros (adaptado).

Analise as assertivas abaixo e julgue-as V. se verdadeiras, ou F. se falsas.

( ) Na frase Não era uma viagem à Lua (1.8-9), a crase é facultativa, pois antecede um substantivo feminino
( ) A palavra supermercado (1.25) é formada pelo processo de composição por aglutinação.
( ) Na frase Jamais viajei sem carregar a sensação (l.1), a palavra sem é uma preposição.
( ) Voltar (1.51) é verbo da 1ª conjugação; Partir (1.54) é verbo da 3ª conjugação.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q3972163 Português

Viajar é fuga, sim








Autora: Martha Medeiros (adaptado).

Considere a seguinte frase Tenho lido muito neste verão, enquanto economizo para mais uma fuga malsucedida (l.56-57) e analise as assertivas:

I. A palavra enquanto consiste em uma conjunção. II. Em Tenho lido muito neste verão o sujeito é simples. III. A palavra malsucedida está grafada de maneira incorreta; o correto seria mal-sucedida, com hífen.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q3972162 Português

Viajar é fuga, sim








Autora: Martha Medeiros (adaptado).

Em Conviver é uma aventura; conversar, uma façanha (l.43), a vírgula é empregada para:
Alternativas
Q3972161 Português

Viajar é fuga, sim








Autora: Martha Medeiros (adaptado).

O que a autora sugere ao afirmar que estar a sós é um prazer quase lisérgico (l.44), considerando o significado da palavra lisérgico?
Alternativas
Q3972160 Português

Viajar é fuga, sim








Autora: Martha Medeiros (adaptado).

No trecho Atravesso avenidas como se elas fossem portais (l.37-38), a autora utiliza uma figura de linguagem para estabelecer uma relação simbólica entre a ação de atravessar avenidas e a ideia de passar por portais. Qual figura de linguagem predomina no trecho?
Alternativas
Q3972159 Português

Viajar é fuga, sim








Autora: Martha Medeiros (adaptado).

A frase Eu tenho certeza de que existo muito, e existo bem (1.49-50) revela uma atitude de:
Alternativas
Respostas
24681: D
24682: B
24683: C
24684: D
24685: A
24686: E
24687: D
24688: E
24689: C
24690: C
24691: E
24692: B
24693: A
24694: E
24695: A
24696: A
24697: B
24698: D
24699: B
24700: C