Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3581551 Português

Leia o texto a seguir:



O GATO QUE TINHA VISÕES


Fábula americana

(Arnold Lobel, 1933-1987)


    – Eu tive uma visão maravilhosa – disse o gato para a vara de pescar enquanto caminhava até o rio.

    – Vi um peixe enorme e gordo num prato de porcelana, e ele nadava num molho de manteiga derretida e suco de limão.

    Então ele colocou uma minhoca no anzol, jogou-o na água e sentou-se enquanto esperava o peixe morder. Depois de uma hora o gato disse:

    – Eu tive uma visão. Vi um peixe num prato de porcelana, e ele estava coberto de manteiga derretida com suco de limão.

    Muitas horas depois o gato disse:

    – Ainda tenho uma visão. Vejo um peixinho num prato de porcelana com algumas gotas de manteiga derretida e suco de limão.

    Finalmente o gato disse:

    – A visão mudou. Agora não vejo peixe nem manteiga derretida ou suco de limão. Tudo o que vejo é um prato de porcelana tão vazio quanto o meu estômago.

    O gato estava para desistir de pescar quando sentiu alguma coisa puxando sua linha. Um minuto depois ele tirou da água um peixe enorme e gordo. Então ele correu para casa e o fritou, colocando-o em seguida num prato de porcelana, que encheu de manteiga derretida e suco de limão.

    – Que refeição maravilhosa! exclamou ele.



Fonte: ALEX, Ben. Fábulas do mundo todo: Esopo, Leonardo da Vinci, Andersen, Tolstoi e muitos outros. Melhoramentos, 1899.

No texto, o objetivo principal do gato era: 
Alternativas
Q3577049 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Pelo fim do "ismo" e "fobia"


A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes


Renata Giraldi | 05/03/2024



    Aos 54, eu me sinto muito bem (embora saiba que não tenho mais 30, quando estava no auge) e descobri que meus amigos da mesma faixa etária têm a mesma sensação. Porém, parece que o mundo dos jovens vê tudo de outra forma. Há uma insistência em nos rotular com o infeliz sufixo do "ismo": idadismo, etarismo, ageísmo e, de quebra, a velhafobia. Uma patrulha sem fim. Não escapam nem as nossas maiores referências.


    A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a necessidade de combater o preconceito por idade, que afeta imensamente a qualidade de vida de quem segue produzindo, planejando e sonhando, como eu e tantos outros. Como fazer isso? A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes.


    Minha mãe tem 81. Em plena pandemia da covid-19, disse que queria ter 30 para estar na linha de frente e cuidar dos pacientes. Aos 91, tia Maria Raimunda, que recém se despediu da vida, estava sempre com uma viagem engatilhada e uma festa em vista. Ou seja: vivendo intensamente.


    Ney Matogrosso, aos 81, comentou que sabe que o corpo dele está mais velho — embora ninguém note —, mas a mente segue jovem. Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil — que, por sinal, está em mais uma turnê pela Austrália —, todos octogenários, idem. Sem mencionar Fernanda Montenegro, aos 94, lúcida, sempre brilhante.


    Por que o mundo dos jovens se recusa a aceitar essa nova realidade? Resolvi aos 50 fazer a terceira graduação da minha vida. Sou mais velha do que a maior parte dos meus professores. Qual o problema? Estou pronta para aprender com eles. O que faz a minha presença e a dos meus colegas, também cinquentões, incomodar tanto os recém-saídos do ensino médio?


    Sinceramente, não sei responder. Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos, e só foi reconhecida depois dos 90, quando o grande Carlos Drummond de Andrade leu os poemas dela e a revelou para o mundo. A Universidade de Brasília (UnB), mais uma vez na vanguarda, lançou um vestibular para os mais vividos — acima dos 60. Incrível. Que maravilha! Um viva aos inovadores e aos que ousam. Quero, daqui a 50 anos, seguir com sonhos e planos.



GIRALDI, Renata. Pelo fim do "ismo" e "fobia". Correio Braziliense, 05 de março de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6813214-artigo-pelofim-do-ismo-e-fobia.html. Acesso em: 06 mar. 2024. Adaptado.  

Em qual das sentenças abaixo a concordância de número do verbo destacado apresenta a mesma justificativa de “escapar” no trecho “Não escapam nem as nossas maiores referências.” (1º parágrafo)?
Alternativas
Q3577048 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Pelo fim do "ismo" e "fobia"


A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes


Renata Giraldi | 05/03/2024



    Aos 54, eu me sinto muito bem (embora saiba que não tenho mais 30, quando estava no auge) e descobri que meus amigos da mesma faixa etária têm a mesma sensação. Porém, parece que o mundo dos jovens vê tudo de outra forma. Há uma insistência em nos rotular com o infeliz sufixo do "ismo": idadismo, etarismo, ageísmo e, de quebra, a velhafobia. Uma patrulha sem fim. Não escapam nem as nossas maiores referências.


    A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a necessidade de combater o preconceito por idade, que afeta imensamente a qualidade de vida de quem segue produzindo, planejando e sonhando, como eu e tantos outros. Como fazer isso? A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes.


    Minha mãe tem 81. Em plena pandemia da covid-19, disse que queria ter 30 para estar na linha de frente e cuidar dos pacientes. Aos 91, tia Maria Raimunda, que recém se despediu da vida, estava sempre com uma viagem engatilhada e uma festa em vista. Ou seja: vivendo intensamente.


    Ney Matogrosso, aos 81, comentou que sabe que o corpo dele está mais velho — embora ninguém note —, mas a mente segue jovem. Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil — que, por sinal, está em mais uma turnê pela Austrália —, todos octogenários, idem. Sem mencionar Fernanda Montenegro, aos 94, lúcida, sempre brilhante.


    Por que o mundo dos jovens se recusa a aceitar essa nova realidade? Resolvi aos 50 fazer a terceira graduação da minha vida. Sou mais velha do que a maior parte dos meus professores. Qual o problema? Estou pronta para aprender com eles. O que faz a minha presença e a dos meus colegas, também cinquentões, incomodar tanto os recém-saídos do ensino médio?


    Sinceramente, não sei responder. Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos, e só foi reconhecida depois dos 90, quando o grande Carlos Drummond de Andrade leu os poemas dela e a revelou para o mundo. A Universidade de Brasília (UnB), mais uma vez na vanguarda, lançou um vestibular para os mais vividos — acima dos 60. Incrível. Que maravilha! Um viva aos inovadores e aos que ousam. Quero, daqui a 50 anos, seguir com sonhos e planos.



GIRALDI, Renata. Pelo fim do "ismo" e "fobia". Correio Braziliense, 05 de março de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6813214-artigo-pelofim-do-ismo-e-fobia.html. Acesso em: 06 mar. 2024. Adaptado.  

Qual figura de linguagem se manifestaria no trecho “Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos [...]”, caso a expressão “Minha querida Cora Coralina” fosse substituída por “A poetisa da simplicidade”? 
Alternativas
Q3577047 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Pelo fim do "ismo" e "fobia"


A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes


Renata Giraldi | 05/03/2024



    Aos 54, eu me sinto muito bem (embora saiba que não tenho mais 30, quando estava no auge) e descobri que meus amigos da mesma faixa etária têm a mesma sensação. Porém, parece que o mundo dos jovens vê tudo de outra forma. Há uma insistência em nos rotular com o infeliz sufixo do "ismo": idadismo, etarismo, ageísmo e, de quebra, a velhafobia. Uma patrulha sem fim. Não escapam nem as nossas maiores referências.


    A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a necessidade de combater o preconceito por idade, que afeta imensamente a qualidade de vida de quem segue produzindo, planejando e sonhando, como eu e tantos outros. Como fazer isso? A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes.


    Minha mãe tem 81. Em plena pandemia da covid-19, disse que queria ter 30 para estar na linha de frente e cuidar dos pacientes. Aos 91, tia Maria Raimunda, que recém se despediu da vida, estava sempre com uma viagem engatilhada e uma festa em vista. Ou seja: vivendo intensamente.


    Ney Matogrosso, aos 81, comentou que sabe que o corpo dele está mais velho — embora ninguém note —, mas a mente segue jovem. Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil — que, por sinal, está em mais uma turnê pela Austrália —, todos octogenários, idem. Sem mencionar Fernanda Montenegro, aos 94, lúcida, sempre brilhante.


    Por que o mundo dos jovens se recusa a aceitar essa nova realidade? Resolvi aos 50 fazer a terceira graduação da minha vida. Sou mais velha do que a maior parte dos meus professores. Qual o problema? Estou pronta para aprender com eles. O que faz a minha presença e a dos meus colegas, também cinquentões, incomodar tanto os recém-saídos do ensino médio?


    Sinceramente, não sei responder. Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos, e só foi reconhecida depois dos 90, quando o grande Carlos Drummond de Andrade leu os poemas dela e a revelou para o mundo. A Universidade de Brasília (UnB), mais uma vez na vanguarda, lançou um vestibular para os mais vividos — acima dos 60. Incrível. Que maravilha! Um viva aos inovadores e aos que ousam. Quero, daqui a 50 anos, seguir com sonhos e planos.



GIRALDI, Renata. Pelo fim do "ismo" e "fobia". Correio Braziliense, 05 de março de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6813214-artigo-pelofim-do-ismo-e-fobia.html. Acesso em: 06 mar. 2024. Adaptado.  

Ao afirmar, no último parágrafo, que certa universidade brasileira se encontra “na vanguarda”, a autora quis dizer que tal universidade apresenta ações: 
Alternativas
Q3577046 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Pelo fim do "ismo" e "fobia"


A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes


Renata Giraldi | 05/03/2024



    Aos 54, eu me sinto muito bem (embora saiba que não tenho mais 30, quando estava no auge) e descobri que meus amigos da mesma faixa etária têm a mesma sensação. Porém, parece que o mundo dos jovens vê tudo de outra forma. Há uma insistência em nos rotular com o infeliz sufixo do "ismo": idadismo, etarismo, ageísmo e, de quebra, a velhafobia. Uma patrulha sem fim. Não escapam nem as nossas maiores referências.


    A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a necessidade de combater o preconceito por idade, que afeta imensamente a qualidade de vida de quem segue produzindo, planejando e sonhando, como eu e tantos outros. Como fazer isso? A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes.


    Minha mãe tem 81. Em plena pandemia da covid-19, disse que queria ter 30 para estar na linha de frente e cuidar dos pacientes. Aos 91, tia Maria Raimunda, que recém se despediu da vida, estava sempre com uma viagem engatilhada e uma festa em vista. Ou seja: vivendo intensamente.


    Ney Matogrosso, aos 81, comentou que sabe que o corpo dele está mais velho — embora ninguém note —, mas a mente segue jovem. Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil — que, por sinal, está em mais uma turnê pela Austrália —, todos octogenários, idem. Sem mencionar Fernanda Montenegro, aos 94, lúcida, sempre brilhante.


    Por que o mundo dos jovens se recusa a aceitar essa nova realidade? Resolvi aos 50 fazer a terceira graduação da minha vida. Sou mais velha do que a maior parte dos meus professores. Qual o problema? Estou pronta para aprender com eles. O que faz a minha presença e a dos meus colegas, também cinquentões, incomodar tanto os recém-saídos do ensino médio?


    Sinceramente, não sei responder. Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos, e só foi reconhecida depois dos 90, quando o grande Carlos Drummond de Andrade leu os poemas dela e a revelou para o mundo. A Universidade de Brasília (UnB), mais uma vez na vanguarda, lançou um vestibular para os mais vividos — acima dos 60. Incrível. Que maravilha! Um viva aos inovadores e aos que ousam. Quero, daqui a 50 anos, seguir com sonhos e planos.



GIRALDI, Renata. Pelo fim do "ismo" e "fobia". Correio Braziliense, 05 de março de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6813214-artigo-pelofim-do-ismo-e-fobia.html. Acesso em: 06 mar. 2024. Adaptado.  

A palavra “idem”, utilizada no quarto parágrafo do texto, refere-se:  
Alternativas
Q3577045 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Pelo fim do "ismo" e "fobia"


A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes


Renata Giraldi | 05/03/2024



    Aos 54, eu me sinto muito bem (embora saiba que não tenho mais 30, quando estava no auge) e descobri que meus amigos da mesma faixa etária têm a mesma sensação. Porém, parece que o mundo dos jovens vê tudo de outra forma. Há uma insistência em nos rotular com o infeliz sufixo do "ismo": idadismo, etarismo, ageísmo e, de quebra, a velhafobia. Uma patrulha sem fim. Não escapam nem as nossas maiores referências.


    A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a necessidade de combater o preconceito por idade, que afeta imensamente a qualidade de vida de quem segue produzindo, planejando e sonhando, como eu e tantos outros. Como fazer isso? A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes.


    Minha mãe tem 81. Em plena pandemia da covid-19, disse que queria ter 30 para estar na linha de frente e cuidar dos pacientes. Aos 91, tia Maria Raimunda, que recém se despediu da vida, estava sempre com uma viagem engatilhada e uma festa em vista. Ou seja: vivendo intensamente.


    Ney Matogrosso, aos 81, comentou que sabe que o corpo dele está mais velho — embora ninguém note —, mas a mente segue jovem. Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil — que, por sinal, está em mais uma turnê pela Austrália —, todos octogenários, idem. Sem mencionar Fernanda Montenegro, aos 94, lúcida, sempre brilhante.


    Por que o mundo dos jovens se recusa a aceitar essa nova realidade? Resolvi aos 50 fazer a terceira graduação da minha vida. Sou mais velha do que a maior parte dos meus professores. Qual o problema? Estou pronta para aprender com eles. O que faz a minha presença e a dos meus colegas, também cinquentões, incomodar tanto os recém-saídos do ensino médio?


    Sinceramente, não sei responder. Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos, e só foi reconhecida depois dos 90, quando o grande Carlos Drummond de Andrade leu os poemas dela e a revelou para o mundo. A Universidade de Brasília (UnB), mais uma vez na vanguarda, lançou um vestibular para os mais vividos — acima dos 60. Incrível. Que maravilha! Um viva aos inovadores e aos que ousam. Quero, daqui a 50 anos, seguir com sonhos e planos.



GIRALDI, Renata. Pelo fim do "ismo" e "fobia". Correio Braziliense, 05 de março de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6813214-artigo-pelofim-do-ismo-e-fobia.html. Acesso em: 06 mar. 2024. Adaptado.  

Em qual dos trechos abaixo NÃO se podem identificar marcas opinativas da autora do artigo?
Alternativas
Q3576921 Português
Sua importância para a saúde é inegável, pois sua adequação não apenas fornece a energia necessária, mas também desempenha um papel vital na prevenção de doenças, manutenção da função orgânica e promoção de uma vida saudável e ativa. Sendo assim, podemos afirmar que o trecho supracitado faz referência:  
Alternativas
Q3576129 Português

Ciência cidadã no combate à dengue


O combate ao mosquito transmissor é capaz de controlar a proliferação da doença


Soraya Smaili, Pedro Arantes e Maria Angélica Minhoto | 1º mar 2024



    A ciência nos trouxe evidências, há mais de cem anos, sobre o vírus que causa a dengue. É inacreditável que o conheçamos há tanto tempo, assim como sua forma de transmissão, e ainda estejamos tão longe de controlá-lo. Ao contrário, a informação que temos é de que, ano após ano, o número de casos vem aumentando. Em 2024, a doença se disseminou mais cedo no Brasil e já se espalhou por vários países da América do Sul.


    Mudanças climáticas, falta de políticas de combate e baixo apoio ao SUS marcaram fortemente esse cenário nos últimos anos. Já vão longe os dias em que a cidade de São Paulo e outros municípios contavam com os agentes de saúde caçadores de mosquitos, que tinham como papel fundamental orientar a população e mostrar como combater o vetor da doença. Hoje temos fortes mudanças climáticas, quatro variantes conhecidas, um sistema de saúde sobrecarregado e pouca disposição dos diversos governos municipais em se engajar neste combate. Sabemos como é causada a dengue e também como tratá-la (graças ao conhecimento científico), mas, apesar disso, há um alastramento da doença.


    O vírus da dengue chegou ao Brasil no século 19. Poucas pessoas sabem que, naquela época, o Brasil já tinha pesquisadores sobre o tema. E, sob responsabilidade do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), anterior à Fundação Oswaldo Cruz, o trabalho pioneiro do virologista Hermann Schatzmayr mostrou um enorme resultado: o isolamento do vírus transmissor da dengue. Mais tarde, três variantes foram detectadas: DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A ciência também descobriu a forma de transmissão do vírus por meio de um mosquito, o Aedes aegypti. Do momento do seu isolamento até agora, o Brasil passou por algumas epidemias, apesar da primeira ter sido documentada em 1982. Está mais do que claro que o vírus está entre nós há bastante tempo e que as mudanças climáticas, o aquecimento global e as chuvas constantes têm favorecido a proliferação do vírus.


    As vacinas contra a dengue ainda não estão disponíveis para todos e todas, pois foram produzidas recentemente. Somente depois dos estudos clínicos de eficácia e de segurança, foi possível aprovar o seu uso de forma generalizada. Porém, o laboratório que a produz não tem capacidade para distribuir o volume necessário para atender às demandas brasileiras. Por outro lado, a tarefa está voltada para nós mesmos, pois, mesmo que tivéssemos vacinas suficientes para toda a população, o benefício talvez não gerasse a imunização a tempo.


    Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença. O combate ao mosquito transmissor é efetivo, já que ele é o responsável pela transmissão do vírus e, ao combatê-lo, é possível controlar a proliferação. Essa medida é urgente, pois, nesta semana, ultrapassamos a marca de mais de um milhão de casos de dengue registrados. Certamente esse número é maior, pois muitos deles não foram contabilizados e ficarão de fora dos dados oficiais.


    Contar com políticas públicas efetivas, governantes engajados, fortalecimento e apoio ao SUS para o atendimento do alto número de casos, bem como realizar as campanhas de conscientização e envolver toda a população fazem parte do conjunto de ações que permitirá solucionar o problema.


    Por isso, é tão importante e necessária a campanha que está sendo lançada pelo Ministério da Saúde e que se inicia no dia 2 de março. A campanha deste ano envolverá diversas iniciativas, inclusive em escolas e em setores diversos ao da Educação. É preciso agir para eliminar o vetor, já que 75% dos focos dos mosquitos estão nos domicílios. Portanto, todos podem agir, espalhando e trabalhando em prol da ciência cidadã. Com a participação da população e seguindo as diretrizes das campanhas de conscientização, é possível atuar para minimizar os danos e para salvar vidas.


    Essas são medidas fundamentais para encaminhar soluções imediatas para resolver o problema. Enquanto não contamos com as medidas de controle do aquecimento global e das fortes chuvas, teremos que buscar alternativas através da participação e da conscientização para a ciência - e o que de melhor pode vir dela - para esclarecer e transformar a realidade.



SMAILI, Soraya; ARANTES, Pedro; MINHOTO, Maria Angélica. Ciência cidadã no combate à dengue. Folha de São Paulo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/sou-ciencia/2024/03/ciencia-cidada-no-combate-adengue.shtml. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Qual é a função dos dois-pontos no trecho “Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença.”?  
Alternativas
Q3576128 Português

Ciência cidadã no combate à dengue


O combate ao mosquito transmissor é capaz de controlar a proliferação da doença


Soraya Smaili, Pedro Arantes e Maria Angélica Minhoto | 1º mar 2024



    A ciência nos trouxe evidências, há mais de cem anos, sobre o vírus que causa a dengue. É inacreditável que o conheçamos há tanto tempo, assim como sua forma de transmissão, e ainda estejamos tão longe de controlá-lo. Ao contrário, a informação que temos é de que, ano após ano, o número de casos vem aumentando. Em 2024, a doença se disseminou mais cedo no Brasil e já se espalhou por vários países da América do Sul.


    Mudanças climáticas, falta de políticas de combate e baixo apoio ao SUS marcaram fortemente esse cenário nos últimos anos. Já vão longe os dias em que a cidade de São Paulo e outros municípios contavam com os agentes de saúde caçadores de mosquitos, que tinham como papel fundamental orientar a população e mostrar como combater o vetor da doença. Hoje temos fortes mudanças climáticas, quatro variantes conhecidas, um sistema de saúde sobrecarregado e pouca disposição dos diversos governos municipais em se engajar neste combate. Sabemos como é causada a dengue e também como tratá-la (graças ao conhecimento científico), mas, apesar disso, há um alastramento da doença.


    O vírus da dengue chegou ao Brasil no século 19. Poucas pessoas sabem que, naquela época, o Brasil já tinha pesquisadores sobre o tema. E, sob responsabilidade do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), anterior à Fundação Oswaldo Cruz, o trabalho pioneiro do virologista Hermann Schatzmayr mostrou um enorme resultado: o isolamento do vírus transmissor da dengue. Mais tarde, três variantes foram detectadas: DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A ciência também descobriu a forma de transmissão do vírus por meio de um mosquito, o Aedes aegypti. Do momento do seu isolamento até agora, o Brasil passou por algumas epidemias, apesar da primeira ter sido documentada em 1982. Está mais do que claro que o vírus está entre nós há bastante tempo e que as mudanças climáticas, o aquecimento global e as chuvas constantes têm favorecido a proliferação do vírus.


    As vacinas contra a dengue ainda não estão disponíveis para todos e todas, pois foram produzidas recentemente. Somente depois dos estudos clínicos de eficácia e de segurança, foi possível aprovar o seu uso de forma generalizada. Porém, o laboratório que a produz não tem capacidade para distribuir o volume necessário para atender às demandas brasileiras. Por outro lado, a tarefa está voltada para nós mesmos, pois, mesmo que tivéssemos vacinas suficientes para toda a população, o benefício talvez não gerasse a imunização a tempo.


    Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença. O combate ao mosquito transmissor é efetivo, já que ele é o responsável pela transmissão do vírus e, ao combatê-lo, é possível controlar a proliferação. Essa medida é urgente, pois, nesta semana, ultrapassamos a marca de mais de um milhão de casos de dengue registrados. Certamente esse número é maior, pois muitos deles não foram contabilizados e ficarão de fora dos dados oficiais.


    Contar com políticas públicas efetivas, governantes engajados, fortalecimento e apoio ao SUS para o atendimento do alto número de casos, bem como realizar as campanhas de conscientização e envolver toda a população fazem parte do conjunto de ações que permitirá solucionar o problema.


    Por isso, é tão importante e necessária a campanha que está sendo lançada pelo Ministério da Saúde e que se inicia no dia 2 de março. A campanha deste ano envolverá diversas iniciativas, inclusive em escolas e em setores diversos ao da Educação. É preciso agir para eliminar o vetor, já que 75% dos focos dos mosquitos estão nos domicílios. Portanto, todos podem agir, espalhando e trabalhando em prol da ciência cidadã. Com a participação da população e seguindo as diretrizes das campanhas de conscientização, é possível atuar para minimizar os danos e para salvar vidas.


    Essas são medidas fundamentais para encaminhar soluções imediatas para resolver o problema. Enquanto não contamos com as medidas de controle do aquecimento global e das fortes chuvas, teremos que buscar alternativas através da participação e da conscientização para a ciência - e o que de melhor pode vir dela - para esclarecer e transformar a realidade.



SMAILI, Soraya; ARANTES, Pedro; MINHOTO, Maria Angélica. Ciência cidadã no combate à dengue. Folha de São Paulo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/sou-ciencia/2024/03/ciencia-cidada-no-combate-adengue.shtml. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

No sexto parágrafo do artigo, o verbo “permitir” foi conjugado da forma como se encontra empregado, pois concorda com:
Alternativas
Q3576127 Português

Ciência cidadã no combate à dengue


O combate ao mosquito transmissor é capaz de controlar a proliferação da doença


Soraya Smaili, Pedro Arantes e Maria Angélica Minhoto | 1º mar 2024



    A ciência nos trouxe evidências, há mais de cem anos, sobre o vírus que causa a dengue. É inacreditável que o conheçamos há tanto tempo, assim como sua forma de transmissão, e ainda estejamos tão longe de controlá-lo. Ao contrário, a informação que temos é de que, ano após ano, o número de casos vem aumentando. Em 2024, a doença se disseminou mais cedo no Brasil e já se espalhou por vários países da América do Sul.


    Mudanças climáticas, falta de políticas de combate e baixo apoio ao SUS marcaram fortemente esse cenário nos últimos anos. Já vão longe os dias em que a cidade de São Paulo e outros municípios contavam com os agentes de saúde caçadores de mosquitos, que tinham como papel fundamental orientar a população e mostrar como combater o vetor da doença. Hoje temos fortes mudanças climáticas, quatro variantes conhecidas, um sistema de saúde sobrecarregado e pouca disposição dos diversos governos municipais em se engajar neste combate. Sabemos como é causada a dengue e também como tratá-la (graças ao conhecimento científico), mas, apesar disso, há um alastramento da doença.


    O vírus da dengue chegou ao Brasil no século 19. Poucas pessoas sabem que, naquela época, o Brasil já tinha pesquisadores sobre o tema. E, sob responsabilidade do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), anterior à Fundação Oswaldo Cruz, o trabalho pioneiro do virologista Hermann Schatzmayr mostrou um enorme resultado: o isolamento do vírus transmissor da dengue. Mais tarde, três variantes foram detectadas: DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A ciência também descobriu a forma de transmissão do vírus por meio de um mosquito, o Aedes aegypti. Do momento do seu isolamento até agora, o Brasil passou por algumas epidemias, apesar da primeira ter sido documentada em 1982. Está mais do que claro que o vírus está entre nós há bastante tempo e que as mudanças climáticas, o aquecimento global e as chuvas constantes têm favorecido a proliferação do vírus.


    As vacinas contra a dengue ainda não estão disponíveis para todos e todas, pois foram produzidas recentemente. Somente depois dos estudos clínicos de eficácia e de segurança, foi possível aprovar o seu uso de forma generalizada. Porém, o laboratório que a produz não tem capacidade para distribuir o volume necessário para atender às demandas brasileiras. Por outro lado, a tarefa está voltada para nós mesmos, pois, mesmo que tivéssemos vacinas suficientes para toda a população, o benefício talvez não gerasse a imunização a tempo.


    Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença. O combate ao mosquito transmissor é efetivo, já que ele é o responsável pela transmissão do vírus e, ao combatê-lo, é possível controlar a proliferação. Essa medida é urgente, pois, nesta semana, ultrapassamos a marca de mais de um milhão de casos de dengue registrados. Certamente esse número é maior, pois muitos deles não foram contabilizados e ficarão de fora dos dados oficiais.


    Contar com políticas públicas efetivas, governantes engajados, fortalecimento e apoio ao SUS para o atendimento do alto número de casos, bem como realizar as campanhas de conscientização e envolver toda a população fazem parte do conjunto de ações que permitirá solucionar o problema.


    Por isso, é tão importante e necessária a campanha que está sendo lançada pelo Ministério da Saúde e que se inicia no dia 2 de março. A campanha deste ano envolverá diversas iniciativas, inclusive em escolas e em setores diversos ao da Educação. É preciso agir para eliminar o vetor, já que 75% dos focos dos mosquitos estão nos domicílios. Portanto, todos podem agir, espalhando e trabalhando em prol da ciência cidadã. Com a participação da população e seguindo as diretrizes das campanhas de conscientização, é possível atuar para minimizar os danos e para salvar vidas.


    Essas são medidas fundamentais para encaminhar soluções imediatas para resolver o problema. Enquanto não contamos com as medidas de controle do aquecimento global e das fortes chuvas, teremos que buscar alternativas através da participação e da conscientização para a ciência - e o que de melhor pode vir dela - para esclarecer e transformar a realidade.



SMAILI, Soraya; ARANTES, Pedro; MINHOTO, Maria Angélica. Ciência cidadã no combate à dengue. Folha de São Paulo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/sou-ciencia/2024/03/ciencia-cidada-no-combate-adengue.shtml. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

No trecho “O combate ao mosquito transmissor é efetivo, já que ele é o responsável pela transmissão do vírus e, ao combatê-lo, é possível controlar a proliferação.”, a parte grifada veicula, no enunciado, um sentido de:  
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Q3576126 Português

Ciência cidadã no combate à dengue


O combate ao mosquito transmissor é capaz de controlar a proliferação da doença


Soraya Smaili, Pedro Arantes e Maria Angélica Minhoto | 1º mar 2024



    A ciência nos trouxe evidências, há mais de cem anos, sobre o vírus que causa a dengue. É inacreditável que o conheçamos há tanto tempo, assim como sua forma de transmissão, e ainda estejamos tão longe de controlá-lo. Ao contrário, a informação que temos é de que, ano após ano, o número de casos vem aumentando. Em 2024, a doença se disseminou mais cedo no Brasil e já se espalhou por vários países da América do Sul.


    Mudanças climáticas, falta de políticas de combate e baixo apoio ao SUS marcaram fortemente esse cenário nos últimos anos. Já vão longe os dias em que a cidade de São Paulo e outros municípios contavam com os agentes de saúde caçadores de mosquitos, que tinham como papel fundamental orientar a população e mostrar como combater o vetor da doença. Hoje temos fortes mudanças climáticas, quatro variantes conhecidas, um sistema de saúde sobrecarregado e pouca disposição dos diversos governos municipais em se engajar neste combate. Sabemos como é causada a dengue e também como tratá-la (graças ao conhecimento científico), mas, apesar disso, há um alastramento da doença.


    O vírus da dengue chegou ao Brasil no século 19. Poucas pessoas sabem que, naquela época, o Brasil já tinha pesquisadores sobre o tema. E, sob responsabilidade do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), anterior à Fundação Oswaldo Cruz, o trabalho pioneiro do virologista Hermann Schatzmayr mostrou um enorme resultado: o isolamento do vírus transmissor da dengue. Mais tarde, três variantes foram detectadas: DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A ciência também descobriu a forma de transmissão do vírus por meio de um mosquito, o Aedes aegypti. Do momento do seu isolamento até agora, o Brasil passou por algumas epidemias, apesar da primeira ter sido documentada em 1982. Está mais do que claro que o vírus está entre nós há bastante tempo e que as mudanças climáticas, o aquecimento global e as chuvas constantes têm favorecido a proliferação do vírus.


    As vacinas contra a dengue ainda não estão disponíveis para todos e todas, pois foram produzidas recentemente. Somente depois dos estudos clínicos de eficácia e de segurança, foi possível aprovar o seu uso de forma generalizada. Porém, o laboratório que a produz não tem capacidade para distribuir o volume necessário para atender às demandas brasileiras. Por outro lado, a tarefa está voltada para nós mesmos, pois, mesmo que tivéssemos vacinas suficientes para toda a população, o benefício talvez não gerasse a imunização a tempo.


    Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença. O combate ao mosquito transmissor é efetivo, já que ele é o responsável pela transmissão do vírus e, ao combatê-lo, é possível controlar a proliferação. Essa medida é urgente, pois, nesta semana, ultrapassamos a marca de mais de um milhão de casos de dengue registrados. Certamente esse número é maior, pois muitos deles não foram contabilizados e ficarão de fora dos dados oficiais.


    Contar com políticas públicas efetivas, governantes engajados, fortalecimento e apoio ao SUS para o atendimento do alto número de casos, bem como realizar as campanhas de conscientização e envolver toda a população fazem parte do conjunto de ações que permitirá solucionar o problema.


    Por isso, é tão importante e necessária a campanha que está sendo lançada pelo Ministério da Saúde e que se inicia no dia 2 de março. A campanha deste ano envolverá diversas iniciativas, inclusive em escolas e em setores diversos ao da Educação. É preciso agir para eliminar o vetor, já que 75% dos focos dos mosquitos estão nos domicílios. Portanto, todos podem agir, espalhando e trabalhando em prol da ciência cidadã. Com a participação da população e seguindo as diretrizes das campanhas de conscientização, é possível atuar para minimizar os danos e para salvar vidas.


    Essas são medidas fundamentais para encaminhar soluções imediatas para resolver o problema. Enquanto não contamos com as medidas de controle do aquecimento global e das fortes chuvas, teremos que buscar alternativas através da participação e da conscientização para a ciência - e o que de melhor pode vir dela - para esclarecer e transformar a realidade.



SMAILI, Soraya; ARANTES, Pedro; MINHOTO, Maria Angélica. Ciência cidadã no combate à dengue. Folha de São Paulo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/sou-ciencia/2024/03/ciencia-cidada-no-combate-adengue.shtml. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

O que significa a palavra grifada no excerto “Em 2024, a doença se disseminou mais cedo no Brasil e já se espalhou por vários países da América do Sul.”? 
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Q3558664 Português
    Cultura refere-se ao significado que um grupo social dá à sua experiência, incluindo aqui ideias, crenças, costumes, artes, linguagem, moral, direito, culinária etc. A cultura é dinâmica, se recicla incessantemente incorporando novos elementos, abandonando antigos, mesclando os dois, transformando-os num terceiro com novo sentido. Tratamos, portanto, do mundo das representações, incorporadas simbolicamente na complexidade das manifestações culturais. Cultura não é acessório da condição humana, é sim seu substrato. O ser humano é humano porque produz cultura, dando sentido à experiência objetiva, sensorial. Daí a importância da interação social do “outro”, na construção dos espaços simbólicos, onde expressamos nossa existência humana, em termos de múltiplas identidades.
    

    Quando se diz que alguém “não tem cultura”, a referência é à sofisticação, sabedoria, de educação no sentido restrito do termo. Ou seja, pressupõe-se que o volume de leituras, controle de informações e títulos universitários equivalham à “inteligência”. A cultura em seu sentido antropológico, por outro lado, transcende a noção de refinamento intelectual (cujo adjetivo é “culto”, e não “cultural”). A cultura permite traduzir melhor a diferença entre nós e os outros e, assim fazendo, resgatar a nossa humanidade no outro e a do outro em nós mesmos.
    

    Dar sentido à experiência, ao estar-no-mundo, representá-la através de símbolos e orientar os indivíduos, uns em relação aos outros, dotando-os de identidades, também é característica daquilo que entendemos por arte. É uma área de conhecimento que opera com a organização imaginativa do sujeito a partir da experiência universal da humanidade e das experiências particulares de cada um, resguardados os princípios da unidade na diversidade, da harmonia na heterogeneidade e do equilíbrio nas diferenças, consolidando-se como fator de humanização, de socialização e de fortalecimento da identidade cultural.
    

    A arte é um meio de representação da realidade, uma construção social, percepção de nós mesmos no mundo possibilitando-nos assumir modelos de identidade e comportamento. Tais representações do mundo podem nos inspirar para a compreensão do presente e criação de alternativas para o futuro.


Gruman, M. Caminhos da cidadania cultural: o ensino de artes no Brasil. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 45, p. 199-211, jul/set. 2012. Editora UFPR. Adaptado. 
No texto, as expressões “unidade na diversidade”, “harmonia na heterogeneidade” e “equilíbrio nas diferenças”, em relação à arte e à cultura, 
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Q3554200 Português
“Apesar dos relatos dos moradores do Kennedy sobre o preconceito, suas percepções acerca da cidade são muito positivas. Sentem muita gratidão por terem sido acolhidos e tido a oportunidade de se reorganizarem econômica e socialmente. Consideram-na especial, constituída de pessoas simples e solidárias que, em sua maioria, preocupam-se em amparar e apoiar quem chega e se encontra em situação de vulnerabilidade.”
Fonte: RODRIGUES, Vandercy Candido O Kennedy: um bairro de migrantes no município de pequeno porte Itatiaiuçu, Minas Gerais. Dissertação (Mestrado). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Belo Horizonte, 2020, p.52.
O texto refere-se a um bairro de Itatiaiuçu formado e desenvolvido por
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Q3554179 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
“Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras”.
Na passagem transcrita do TEXTO I, o termo destacado contribui para a coesão textual porque estabelece, entre as orações, uma relação de
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Q3554178 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Na frase “...tomará espaço no desenvolvimento de carreiras...”, o substantivo “desenvolvimento” exige o termo “ de carreiras” para completar seu sentido, em que a relação entre o nome e seu complemento é estabelecida pela presença da preposição “de”.
Em qual frase transcrita do TEXTO I o termo grifado exemplifica um caso de regência nominal semelhante?
Alternativas
Q3554177 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).

Leia o trecho do TEXTO I e considere também, para a análise, o conteúdo do TEXTO II.


“Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação...”


TEXTO II

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://br.ifunny.co/picture/voce-se-preocupa-com-o-avanco-da-inteligencia-artificial-nao-OZwmLuUh9



Avalie o que se informa a respeito dos aspectos morfossintáticos destacados dos textos.


I - A expressão “algumas delas”, no trecho do TEXTO I, retoma o termo “carreiras”.


II - O emprego do pronome “se” na frase “não é de se espantar” (TEXTO I) é facultativo.


III - O que se afirma no TEXTO II sintetiza a principal reflexão contida no trecho do TEXTO I.


IV - A frase do primeiro balão da tirinha exemplifica um período simples, com oração absoluta


V - Os verbos “passar” (TEXTO I) e “preocupar-se” (TEXTO II), gramaticalmente, regem preposições.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q3554176 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).

Em relação ao ponto de vista morfológico, considere o trecho transcrito do TEXTO I e complete as lacunas a seguir.


“Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos.


O termo “essas” é um __________ porque determina o substantivo junto do qual se encontra. Já a palavra “normalmente” pertence à classe de palavras denominada __________, pois modifica o sentido do verbo ao qual se refere.


A sequência que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto é:

Alternativas
Q3554175 Português
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Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Leia o trecho do TEXTO I a seguir.
“Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis.”
No trecho destacado do TEXTO I, as vírgulas estão empregadas, fundamentalmente, para
Alternativas
Q3554174 Português
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Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Sabendo-se que uma determinada palavra pode apresentar diferentes significados conforme o contexto em que for empregada, é correto afirmar que a frase que contém sentido figurado é:
Alternativas
Q3554173 Português
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Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Avalie o que se informa acerca do processo de construção do TEXTO I.
I – O articulista, a partir do segundo parágrafo, inicia a apresentação de argumentos para defender seu ponto de vista.
II – O autor, do terceiro parágrafo até o final, dá progressão às suas opiniões, todavia sem manter conexão entre os parágrafos.
III – O último parágrafo traz um breve elenco de situações atitudinais necessárias na articulação entre Inteligência Artificial e mercado de trabalho.
Está correto apenas o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
35321: B
35322: A
35323: C
35324: B
35325: D
35326: C
35327: D
35328: C
35329: C
35330: D
35331: A
35332: E
35333: A
35334: D
35335: A
35336: B
35337: C
35338: D
35339: B
35340: D