Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3574353 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
Nos versos Não há mais sossego, nem menos sossego sequer / Para o meu esperar, o vocábulo esperar apresenta uma particularidade morfossintática relevante para a interpretação do texto. Considerando o contexto e a estrutura da língua portuguesa, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3574352 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
Considerando o uso e a significação de determinados vocábulos no poema, julgue as assertivas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) A palavra rumor é empregada no poema como sinônimo de fofoca ou comentário indiscreto.
( ) O termo bulício refere-se ao movimento e ao ruído intensos, associados à vida urbana ou a fluxos naturais, como o do rio mencionado.
( ) O termo Algures significa “em algum lugar ou tempo não especificado”, projetando uma ideia de indefinição espacial ou temporal.
Preenche, corretamente, os parênteses: 
Alternativas
Q3574351 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
No verso A pálida luz da manhã de inverno, o poeta conjuga adjetivação e referência temporal. Considerando o efeito dessa construção, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3574350 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
No poema, o eu-lírico afirma: O que tem que ser / Será, quer eu queira que seja ou que não. Considerando o contexto do texto e a postura do eu lírico, essa afirmação expressa, principalmente: 
Alternativas
Q3574349 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
No poema, observa-se a presença de imagens sensoriais e reflexões existenciais que revelam tanto a percepção do ambiente quanto a postura do eu lírico diante do destino. Considerando esses elementos, analise as afirmativas a seguir:
I. O verso No rumor do cais, no bulício do rio apresenta um recurso de linguagem que evoca a sensação auditiva, criando uma espécie de sinestesia com o movimento.
II. No poema, a alternância entre O que tem que ser e O que tem que não ser pode ser interpretada como uma oposição entre fatalismo e liberdade de escolha.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3574348 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
Com base no texto, analise as assertivas a seguir sobre as ideias centrais do poema:
I. A paisagem descrita no poema transmite vitalidade e otimismo, refletindo a alegria do eu-lírico.
II. O poema reflete sobre a inevitabilidade do destino, sugerindo que certas coisas “têm que ser” independentemente da vontade do eu-lírico.
III. O poema sugere que sonhar e imaginar o futuro é mais importante do que aceitar a realidade do destino inevitável.
Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3573066 Português
Texto 2


VEJA O MANUAL PRÁTICO DE VIRAR 'MÃE DA SUA MÃE'

Martha Medeiros




Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/04/veja-o-manual-pratico-de-virar-mae-da-suamae.ghtml Acesso em: 07 maio 2025. Fragmento adaptado. 
Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

“Cada pessoa tem seu próprio prazo de validade, e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros. Mas não é a norma.” (Linhas 28-31)

No enunciado “e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros” (Linhas 29-31), o emprego do “se” indica:
Alternativas
Q3573010 Português

Texto 3


VEJA O MANUAL PRÁTICO DE VIRAR 'MÃE DA SUA MÃE'


Martha Medeiros





Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/04/veja-o-manual-pratico-de-virar-mae-dasua-mae.ghtml.Acesso em: 07 maio 2025. Fragmento adaptado.

Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

“Cada pessoa tem seu próprio prazo de validade, e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros. Mas não é a norma.” (Linhas 28-31)

No enunciado “e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros” (Linhas 29-31), o emprego do “se” indica:
Alternativas
Q3570597 Português

Leia o texto a seguir:


S.O.S. Português


Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as regras para utilizá-los?


As expressões “pronome oblíquo” e “pronome reto” são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus). Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo com a função sintática. Quando estavam como sujeito, pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto”. Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto; e os que normalmente têm a função de complementos verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do caso oblíquo.


NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida”, dez. 2008, p. 20.) Quando estudamos os pronomes, conhecemos um procedimento como colocação pronominal. A estrutura que está de acordo com as regras apresentadas no texto é:



Alternativas
Q3570596 Português
Marque a alternativa incorreta quanto ao emprego da vírgula, de acordo com as normas gramaticais.
Alternativas
Q3570595 Português
Identifique o tipo de discurso predominante nos trechos a seguir:
I. Capitu segredou-me que a escrava desconfiara, e ia talvez contar às outras. Novamente me intimou que ficasse, e retirouse; eu deixei-me estar parado, pregado, agarrado ao chão. (Dom Casmurro, Machado de Assis)
II. Flávia estava cansada e logo se deitou. Ela precisava trabalhar em poucas horas. Acordei desesperada. Já era para estar no trabalho. As poucas horas passaram e nem percebi.
Alternativas
Q3570594 Português
Leia as proposições e depois assinale a alternativa correta:
I. De acordo com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, a palavra governo deve ser escrita com a letra inicial minúscula.
II. A palavra Estado, de acordo com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, deve ser escrita com a inicial maiúscula.
III. De acordo com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, é opcional que a palavra Constituição seja escrita com letra maiúscula.
Alternativas
Q3570593 Português
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do trecho seguinte:
Proibido para menores de 50 anos. Nos últimos meses, em meio ___ debate sobre as reformas da Previdência, um ponto acabou despertando a atenção. Afinal, existem empregos para quem tem mais de 50 anos? Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil. ___ vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional. Foi ___ partir de uma experiência familiar, nesta linha que o paulistano Mórris Litvak criou a startup MaturiJobs. Trata-se de uma agência virtual de empregos, especializada em profissionais com mais de 50 anos.
Revista Isto é Dinheiro. Mercado de Trabalho. Maio/2017. p. 6.
Alternativas
Q3570592 Português
Complete as lacunas a seguir com os homônimos corretos:
I - O carro ficou no ________.
II - O ________ será hoje no teatro municipal.
III - Ele estava querendo me ________ porque eu estava cinco minutos atrasado.
IV - Precisei _____ o produto.
Alternativas
Q3570591 Português

Leia o texto a seguir:


De domingo

— Outrossim?

— O quê?

— O que o quê?

— O que você disse.

— Outrossim?

— É.

— O que que tem?

— Nada. Só achei engraçado.

— Não vejo a graça.

— Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.

— Ah, não é. Aliás, eu só uso domingo.

— Se bem que parece uma palavra de segunda-feira.

— Não. Palavra de segunda-feira é "óbice".

— “Ônus". 

— “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.

— “Resquício” é de domingo.

— Não, não. Segunda. No máximo terça.

— Mas “outrossim”, francamente…

— Qual o problema?

— Retira o “outrossim”.

— Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás, é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.

(VERÍSSIMO. L.F. Porto Alegre: LP&M, 1996)



Quanto ao texto acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3570589 Português

Leia o texto a seguir de “Música ao longe”, escrito por Érico Veríssimo:


HORA DA SESTA.


Um grande silêncio no casarão.

Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e úmidos.

Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão

grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na

prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um

pouco de vida.

Na frente da farmácia está um homem metido num

grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro

atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela.

Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.

Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e

desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e

depois se volta para dentro do quarto.

Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa

indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas

esperando quê?

Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão

dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia

um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto,

Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa

travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de

doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam

durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem

entrava, dos pequenos, corria o risco de levar

palmadas no lugar de costume.

Mas o silêncio da sesta estava cheio de convites

traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.

Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia

no quartinho do sótão.

Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar.

Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e

a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia

estremecer.

Clarissa subia, com a grande chave na mão.

Ninguém… Silêncio…

Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos

pulos. Experimentou a chave. A princípio não entrava

bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela,

abriu a porta e se viu no meio duma escuridão

perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a

doces, bolinhos e pão.

Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D.

Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia

dúzia de palmadas.

Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande

claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha

serve na porta do quarto do sótão.” O quarto de Vasco

fica no sótão…

Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!

E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse,

entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande

mistério?

Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma

moça entrar no quarto dum rapaz.

Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que

estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa.

Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão

pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta:

“Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das

malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não,

não vou. Vou, sim!

(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133) 

No final do texto acima, lê-se o seguinte trecho: “Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!”. Considerando-o, analise as seguintes afirmações e em seguida assinale a alternativa correta:
I - O termo “aonde” pode ser substituído por “onde” sem que haja alteração de sentido.
II - De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, a vírgula depois de “vais” pode ser retirada sem que haja alteração de sentido.
III - Todos os verbos do trecho acima estão na primeira pessoa do singular.
Alternativas
Q3570588 Português
Identifique qual das alternativas a seguir possui um erro quanto ao acento grave (`):
Alternativas
Q3570092 Português
Indique a alternativa que contém um erro quanto à pontuação:
Alternativas
Q3570091 Português
Identifique o verso que possui uma conjunção adversativa:
Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava. (PRADO, Adélia. O Coração disparado. 3ª ed. Rio de Janeiro: Salamandra, 1984. p. 28.)
Alternativas
Q3570090 Português
Leia o texto a seguir e indique o gênero textual predominante:
Carlos [Drummond de Andrade],
Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas – João Pessoa. É. Mas veja como estamos... trocados. Esse entusiasmo devia ser meu e sou eu que conservo o ceticismo que deveria ser de você. (...). Eu... eu contemplo numa torcida apenas simpática a candidatura Getúlio Vargas, que antes desejara tanto. Mas pra mim, presentemente, essa candidatura (única aceitável, está claro) fica manchada por essas pazes fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos (...), com democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e oposicionistas cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo reconhecendo a existência de males necessários, porém me afasta do meu país e da candidatura Getúlio Vargas. Repito: única aceitável.
Mário [de Andrade] Renato Lemos. Bem traçadas linhas. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 305 (Enem - 2007)
Alternativas
Respostas
27121: B
27122: C
27123: A
27124: B
27125: C
27126: A
27127: C
27128: C
27129: A
27130: E
27131: C
27132: A
27133: C
27134: E
27135: A
27136: E
27137: D
27138: E
27139: D
27140: D