No poema, observa-se a presença de imagens sensoriais e re...
I. O verso No rumor do cais, no bulício do rio apresenta um recurso de linguagem que evoca a sensação auditiva, criando uma espécie de sinestesia com o movimento.
II. No poema, a alternância entre O que tem que ser e O que tem que não ser pode ser interpretada como uma oposição entre fatalismo e liberdade de escolha.
Pode-se afirmar que:
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Gabarito comentado – Interpretação de Texto e Figuras de Linguagem
Tema central: Esta questão exige interpretação de texto, especialmente analisando figuras de linguagem (com destaque para a sinestesia), além de identificar o sentido das oposições conceituais propostas pelo poema.
Comentário sobre a afirmativa I:
A afirmativa I está correta. O verso "No rumor do cais, no bulício do rio" utiliza palavras associadas à audição ("rumor", "bulício"), mas também sugere movimento e elementos visuais ("cais", "rio"). Essa fusão de impressões auditivas e visuais caracteriza a sinestesia, figura que mistura sensações de sentidos diferentes. Como reforça Evanildo Bechara, a sinestesia é uma “fusão de impressões sensoriais distintas em uma só expressão”. Assim, o texto oferece uma experiência sensorial completa ao leitor.
Comentário sobre a afirmativa II:
A afirmativa II está incorreta. O poema apresenta "O que tem que ser" e "O que tem que não ser", realçando uma reflexão sobre destino e aceitação daquilo que não pode ser mudado. Porém, analisar essa alternância como uma oposição entre fatalismo e liberdade de escolha não é fiel ao texto. O eu lírico expressa resignação (“quer eu queira que seja ou não”), sinalizando falta de controle sobre o destino, e não realmente um confronto direto entre destino e livre-arbítrio. Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra, a interpretação correta deve se fundamentar nos indícios explícitos do texto, evitando suposições que não estejam justificadas.
Análise das alternativas:
- A) Errada. Afirmativa II está incorreta.
- B) Errada. Somente a afirmativa I está correta.
- C) Correta. Apenas a afirmativa I está correta, pois se fundamenta numa leitura atenta do recurso estilístico utilizado.
- D) Errada. Afirmativa I está correta.
Estratégias para outras questões semelhantes:
Preste muita atenção às figuras de linguagem nos textos poéticos, observe cuidadosamente se o texto realmente sustenta as relações propostas nas alternativas (principalmente oposições conceituais). Sempre fundamente sua escolha nos elementos explícitos do texto e evite interpretações subjetivas não ancoradas nas palavras do autor.
Alternativa correta: C
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Comentários
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entendi nada.
alguém ajuda?
I. “No rumor do cais, no bulício do rio”
- “Rumor” e “bulício” evocam sons e movimento, ou seja, imagens auditivas associadas à agitação.
- Não há propriamente sinestesia (mistura de sentidos diferentes), mas sim uma evocação auditiva ligada ao movimento. Portanto, a ideia central da afirmativa está correta.
II. Alternância entre “O que tem que ser” e “O que tem que não ser”
- O poema trabalha o destino inevitável, mas não há defesa de liberdade de escolha.
- A segunda expressão (“O que tem que não ser / Algures será”) ainda mantém a noção de inevitabilidade, não de escolha.
- Logo, a leitura de oposição entre fatalismo e liberdade está incorreta.
✅ Correto: Apenas a afirmativa I está correta.
Resposta: C
Namu Amida Butsu
RESPOSTA DO PROFESSOR DO QC
Gabarito comentado – Interpretação de Texto e Figuras de Linguagem
Tema central: Esta questão exige interpretação de texto, especialmente analisando figuras de linguagem (com destaque para a sinestesia), além de identificar o sentido das oposições conceituais propostas pelo poema.
Comentário sobre a afirmativa I:
A afirmativa I está correta. O verso "No rumor do cais, no bulício do rio" utiliza palavras associadas à audição ("rumor", "bulício"), mas também sugere movimento e elementos visuais ("cais", "rio"). Essa fusão de impressões auditivas e visuais caracteriza a sinestesia, figura que mistura sensações de sentidos diferentes. Como reforça Evanildo Bechara, a sinestesia é uma “fusão de impressões sensoriais distintas em uma só expressão”. Assim, o texto oferece uma experiência sensorial completa ao leitor.
Comentário sobre a afirmativa II:
A afirmativa II está incorreta. O poema apresenta "O que tem que ser" e "O que tem que não ser", realçando uma reflexão sobre destino e aceitação daquilo que não pode ser mudado. Porém, analisar essa alternância como uma oposição entre fatalismo e liberdade de escolha não é fiel ao texto. O eu lírico expressa resignação (“quer eu queira que seja ou não”), sinalizando falta de controle sobre o destino, e não realmente um confronto direto entre destino e livre-arbítrio. Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra, a interpretação correta deve se fundamentar nos indícios explícitos do texto, evitando suposições que não estejam justificadas.
Análise das alternativas:
- A) Errada. Afirmativa II está incorreta.
- B) Errada. Somente a afirmativa I está correta.
- C) Correta. Apenas a afirmativa I está correta, pois se fundamenta numa leitura atenta do recurso estilístico utilizado.
- D) Errada. Afirmativa I está correta.
Estratégias para outras questões semelhantes:
Preste muita atenção às figuras de linguagem nos textos poéticos, observe cuidadosamente se o texto realmente sustenta as relações propostas nas alternativas (principalmente oposições conceituais). Sempre fundamente sua escolha nos elementos explícitos do texto e evite interpretações subjetivas não ancoradas nas palavras do autor.
Alternativa correta: C
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