Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3618047 Português
As práticas sociais realizadas entre os indivíduos por meio da linguagem estão inevitavelmente fundamentadas no letramento. Esse conhecimento é adquirido à medida que os indivíduos interagem com práticas sociais de leitura e escrita, próprias de uma sociedade letrada.

(https://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/grades/salto_ple.p df)

Com base no contexto de letramento apresentado no trecho, julgue as afirmativas a seguir marcando com (V) as verdadeiras ou com (F) as falsas.

(__)O letramento pode ser considerado um processo complexo, associado à alfabetização. Ele é um processo histórico-social que influencia culturas e indivíduos que dominam a escrita, existindo uma relação direta entre escolaridade e letramento, em que a escolarização possibilita a inserção mais democrática do sujeito nas sociedades letradas.
(__)O letramento abrange a capacidade de o sujeito colocar-se como autor (sujeito) do próprio discurso, no que se refere não só à relação com o texto escrito, mas também à relação com o texto oral. Logo, para uma concepção histórico-social do letramento, há de se considerar uma concepção de língua - e de linguagem - constitutiva das ações sociais.
(__)Dominar as características e o funcionamento do sistema de escrita, assim como saber utilizar a linguagem em diferentes contextos sociocomunicativos, são fatores fundamentais para a alfabetização em situações de letramento. Isso significa que a aprendizagem da leitura e da escrita deve estar vinculada aos contextos de letramento, exigindo do educador a articulação entre o cotidiano social e o escolar, de forma a promover a reflexão sobre a escrita.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3618046 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.


Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.


A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.


Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.


Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.


No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.


O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.


E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento


"Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho."
O verbo 'abrir' está na voz passiva concordando com o sujeito 'cortinas'. Agora, analise outras formas de concordância nos enunciados a seguir:

I.Eram dez pessoas no máximo, espalhadas pela sala ampla e mal iluminada.
II.Fazem cinco dias que não chove, e o calor tem aumentado a cada tarde, deixando o ar seco e as plantas do jardim já começando a murchar.
III.Bastam de mentiras! Já não aguentamos mais tantos enganos e falsas promessas.
IV.É necessária muita paciência para lidar com situações que fogem ao nosso controle e exigem equilíbrio emocional.
V.Conversar e discutir contribui para o nosso amadurecimento.

Quanto à concordância, estão corretas:
Alternativas
Q3618045 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.


Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.


A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.


Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.


Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.


No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.


O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.


E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento


Em sua obra Nova gramática do português contemporâneo, Celso Cunha e Lindley cintra afirmam que, nem sempre, as frases se organizam com absoluta coesão gramatical. O empenho de maior expressividade leva-nos, com frequência, a superabundância, a desvios, a lacunas nas estruturas frásicas tidas por modelares. Em tais construções a coesão gramatical é substituída por uma coesão significativa, condicionada pelo contexto geral e pela situação. Com isso, surgem os vícios de linguagem, que podem ser observados nos trechos a seguir:

I.Julia Roberts é a principal protagonista do filme "Uma linda Mulher".
II.Quando meu irmão chegou de uma viagem longa, abracei-lhe fortemente.
III.É difícil advinhar o que ela está pensando só pelo olhar.

Os vícios de linguagem observados nos trechos acima são, respectivamente:
Alternativas
Q3618044 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.


Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.


A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.


Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.


Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.


No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.


O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.


E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento


"Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Com base nas regras de acentuação gráfica do Novo Acordo Ortográfico aplicáveis ao vocábulo 'ideia', bem como a outros encontrados fora do contexto, julgue as afirmativas a seguir, marcando (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.

(__)O vocábulo 'ideia' perdeu o acento conforme a mesma regra aplicada às palavras como 'hebreia', 'heroico' e 'apoia', que também deixaram de receber acento. Todavia, segundo outra regra, permanecem acentuados os vocábulos 'heróis', 'anéis' e 'ilhéu'.
(__)Os vocábulos 'veem', 'acoo' e 'enjoo' não são mais acentuados, pois caiu o acento de paroxítonas terminadas em 'ôo' e 'êem'.
(__)Nos verbos 'arguir' e 'redarguir', deixa-se de usar acento agudo no 'u' tônico nas flexões rizotônicas. Assim, 'argúo' e 'redargúo', que antes eram acentuados, passam a ser grafados como 'arguo' e 'redarguo', sem acento.
(__)As paroxítonas terminadas em ditongo crescente, como 'memórias', que antes eram consideradas proparoxítonas aparentes, agora podem ser classificadas como proparoxítonas.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3618043 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.


Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.


A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.


Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.


Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.


No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.


O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.


E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento


"No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos."
Analise a transitividade do verbo 'pedir' no trecho acima e, em seguida, examine seu emprego nos enunciados a seguir:

I.Por favor, não me peça perdão; de nada adiantará.
II.Os policiais entraram em greve, pedindo ao governo aumento de salário.
III.A educação de uma criança pede carinho e limites.
IV.O padre, em suas missas, sempre pede pelos necessitados.
V.Aquela loja está pedindo um preço absurdo pelo fogão.

Os enunciados que apresentam o verbo 'pedir' com a mesma transitividade do trecho apresentado anteriormente são:
Alternativas
Q3618041 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.


Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.


A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.


Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.


Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.


No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.


O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.


E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento


"Durante a apresentação, todos os alunos (1)da turma permaneceram em absoluto silêncio,(2) atentos às explicações da professora."
Analise os vocábulos destacados no trecho acima e nos dos enunciados a seguir, considerando a função que desempenham em seus respectivos contextos.

I.Pisou-me o pé.
II.Muitos fogos de artifício iluminaram as duas praias principais.
III.A visita aos pais deixou os filhos felizes.
IV.Alice, meiga e carinhosa , cativava todos ao seu redor com seu jeito doce e sorriso sincero.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta corretamente a função sintática atribuída aos termos destacados.
Alternativas
Q3618040 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.


Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.


A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.


Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.


Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.


No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.


O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.


E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento


"Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer."
A oração 'o que veio fazer' é classificada como :
Alternativas
Q3617490 Português
Parceiros que são inicialmente considerados fortes ou poderosos se tornam "arrogantes" ou "controladores" após o rompimento.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8vn2d7mvpo. adaptado

Sintaticamente, nesta frase, os termos destacados exercem a função de:
Alternativas
Q3617471 Português
Reavaliar a satisfação no relacionamento é importante "porque prevê muitos aspectos da vida, segundo a psicóloga Samantha Joel, da Universidade Western em Ontário, no Canadá".
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8vn2d7mvpo. adaptado

A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3617469 Português
Pessoas em relacionamentos infelizes têm saúde física mais fraca, pressão sanguínea mais alta, maior risco de prejuízos "à" saúde mental e maior desequilíbrio entre a vida e o trabalho, entre muitos outros problemas.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8vn2d7mvpo. adaptado

Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3617412 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
"Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca?" Sobre o emprego da crase, analise as afirmativas a seguir:
I.O 'a' em 'a sua toca' não foi craseado, pois o emprego da crase antes de pronomes possessivos é facultativo, ou seja, pode ou não ocorrer a crase.
IIO 'a' em 'a sua toca'' é uma preposição exigida pelo verbo 'invadir'.
III.O 'a' em 'a sua toca' é um artigo definido que se refere ao substantivo 'toca'.
IV.Se a expressão 'invade a sua toca' fosse substituída por 'foi à toca', a crase seria obrigatória.

É correto o que se afirma e
Alternativas
Q3617411 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti. Observe o emprego da vírgula entre as repetições da palavra 'pensa' e identifique a alternativa que justifica corretamente o seu emprego
Alternativas
Q3617410 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
"Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou."
O vocábulo 'machucou' está grafado com 'ch' corretamente. Identifique a alternativa que apresenta um vocábulo escrito com essa mesma letra de forma INCORRETA.
Alternativas
Q3617409 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
"Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo."
De acordo com o texto, a única afirmativa que está incorreta é:
Alternativas
Q3617408 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
"O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira."
Quanto à acentuação dos vocábulos extraídos do trecho e do texto, identifique a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3617407 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
"A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador." "Era um leopardo mesmo, dos grandes!" Com base na concordância estabelecida nos trechos acima, analise as afirmativas a seguir:
I.A forma verbal 'veio' está no singular concordando com o sujeito mais próximo 'escuridão', mas poderia flexionar no plural em 'vieram' para concordar com 'escuridão' e 'medo', que representam o sujeito composto.
II.A forma correta de concordância seria 'vieram' , pois o verbo deve sempre concordar com o sujeito, que é representado por duas expressões, ou seja, é um sujeito composto.
III.O adjetivo 'grandes' está inadequado, pois o correto seria concordar com 'leopardo'.
IV. Se a expressão 'a noite' fosse flexionada no plural em 'as noites', o verbo seria flexionado em 'caiam'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3617406 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
"Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco." Com base na fonética, marque com (V) as afirmativas verdadeiras e (F) as falsas:
(__)A palavra 'não' apresenta um encontro vocálico inseparável, classificado como ditongo nasal.
(__)A palavra 'arremessou' apresenta dois dígrafos consonantais e um ditongo, sendo considerado uma palavra polissílaba.
(__)O vocábulo 'que' apresenta dígrafo consonantal, já que o 'qu' representa um único fonema.
(__)A palavra 'leopardos' apresenta um ditongo, um encontro consonantal e é considerada uma palavra trissílaba.

A sequência que preenche corretamente os parênteses é:
Alternativas
Q3617405 Português
O jabuti e o leopardo

Curiosamente, aquele jabuti andava depressa. Mas era descuidado. Caminhando sobre as folhas caídas no chão na floresta, não viu um buraco e − ploft! − foi parar lá no fundo. Por sorte, seu casco o protegeu da queda e ele não se machucou. Enquanto espanava a poeira do corpo, suspeitou que aquele não era um buraco qualquer, e tinha razão. Era uma armadilha feita por caçadores.

O jabuti ficou desesperado. Suas patinhas curtas não facilitavam a escalada e ele se deu conta de que estava mesmo preso no buraco. A noite caía, veio a escuridão e com ela o medo de virar comida de caçador.

− E agora? Quem vai me ajudar? − pensou alto o jabuti. Tão alto que, mal terminou a frase e... − ploft! −, um leopardo caiu no mesmo buraco.

Ainda meio tonto com a poeira levantada pelo felino na queda, o jabuti passou suas curtas patinhas nos olhos e viu que não estava sonhando. Era um leopardo mesmo, dos grandes! Seu desespero agora era duplo: estava preso no buraco e tinha a companhia de um leopardo que poderia devorá-lo a qualquer momento.

− Pensa, pensa, pensa... − repetia mentalmente o jabuti.

Que nervoso! Não lhe ocorria nada muito genial. Com o leopardo olhando fixamente na sua direção, o jabuti resolveu gritar, falar alto, irritado, com a raiva de quem tem muita coragem, embora fosse puro medo por dentro.

− O que é isso? O que é isso? Como você, leopardo, ousa invadir o meu território? Será que um jabuti não pode ter um minuto de privacidade que logo um bicho sem permissão invade a sua toca? O que você está fazendo aqui sem pedir licença? − berrava o jabuti, disfarçando a tremedeira.

O leopardo parecia atordoado, não entendia direito o que estava acontecendo. O jabuti percebeu que seu chilique era convincente e continuou:

− Não vou admitir que leopardo nenhum venha aqui, na minha casa, atrapalhar o meu descanso. Ponha-se daqui para fora agora mesmo − arriscou o jabuti, fazendo a cara mais feia que tinha para um momento de terror.

Ao que tudo indica, leopardos não gostam de receber ordens. Sem paciência, o felino agarrou o jabuti pelo casco e o arremessou para fora do buraco.

Empoeirado, aliviado e feliz, o jabuti apertou o passo, correu o mais depressa que pôde e foi para a sua verdadeira toca na floresta.

Às vezes, a gente tira coragem de onde nem imagina.


https://chc.org.br/artigo/o-jabuti-e-o-leopardo/
Nos trechos a seguir retirados do texto, foram destacadas algumas expressões. Identifique em qual o destaque NÃO está classificado corretamente :
Alternativas
Q3617372 Português
As peculiaridades do mel

O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Ele começa como um líquido morno, aguado e açucarado, um tipo de fluido que parece um convite para as bactérias.

Só que no caminho até a colmeia, as abelhas concentram o néctar, retirando parte da água, e usando enzimas para aumentar o conteúdo ácido no líquido, o que desestimula o crescimento de algumas formas de micro-organismos e quebra os açúcares em formas mais simples.

Depois disso, as abelhas armazenam o néctar nos favos de mel.

Em seguida, elas fazem algo notável: ventilam o mel com suas asas. Essa ventilação evapora lentamente a água restante, como um ventilador evaporando o suor da pele.

Assim, aquela substância que tinha cerca de 70% ou 80% de água vai secando e secando.

O mel completamente maduro costuma ter entre 15% e 18% de água. Na verdade, a proporção das moléculas de açúcar para água é tão alta que seria fisicamente impossível dissolver tanto açúcar em tão pouca água sem um processo como o que as abelhas utilizam.

Há uma grande quantidade de açúcar ali, e claro que os micro-organismos adorariam se aproveitar dele. Mas com tão pouca água — e a acidez oferecendo um desestímulo adicional — eles simplesmente não conseguem sobreviver.

Além disso, ao vedar um pote de mel, limita-se também a disponibilidade do oxigênio, criando assim mais uma barreira para o crescimento desses seres.

Esse estado é conhecido pelos cientistas de alimentos como "baixa atividade de água" e, de fato, reduzir a atividade da água é uma técnica bastante comum para conservar alimentos processados.

É possível manter certos alimentos úmidos sem que estraguem, desde que as moléculas de água estejam ligadas a interações com sal ou açúcar, por exemplo.

Isso não significa que o mel resista a todos os desafios para se manter fresco. Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a ser exposta ao ar com frequência, e colheradas lambidas trazem bactérias e umidade que não estavam ali quando o pote foi vedado.

Se isso acontecer, assuma o controle da situação adicionando água e um micro-organismo especial e você terá um hidromel — bebida alcóolica feita a partir da fermentação do mel — um tipo de "estrago" com o qual poucos se importariam.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg4jw53p5do

" É possível manter certos alimentos úmidos sem que estraguem.'


A oração destacada no trecho é classificada como uma oração:

Alternativas
Q3617370 Português
As peculiaridades do mel

O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Ele começa como um líquido morno, aguado e açucarado, um tipo de fluido que parece um convite para as bactérias.

Só que no caminho até a colmeia, as abelhas concentram o néctar, retirando parte da água, e usando enzimas para aumentar o conteúdo ácido no líquido, o que desestimula o crescimento de algumas formas de micro-organismos e quebra os açúcares em formas mais simples.

Depois disso, as abelhas armazenam o néctar nos favos de mel.

Em seguida, elas fazem algo notável: ventilam o mel com suas asas. Essa ventilação evapora lentamente a água restante, como um ventilador evaporando o suor da pele.

Assim, aquela substância que tinha cerca de 70% ou 80% de água vai secando e secando.

O mel completamente maduro costuma ter entre 15% e 18% de água. Na verdade, a proporção das moléculas de açúcar para água é tão alta que seria fisicamente impossível dissolver tanto açúcar em tão pouca água sem um processo como o que as abelhas utilizam.

Há uma grande quantidade de açúcar ali, e claro que os micro-organismos adorariam se aproveitar dele. Mas com tão pouca água — e a acidez oferecendo um desestímulo adicional — eles simplesmente não conseguem sobreviver.

Além disso, ao vedar um pote de mel, limita-se também a disponibilidade do oxigênio, criando assim mais uma barreira para o crescimento desses seres.

Esse estado é conhecido pelos cientistas de alimentos como "baixa atividade de água" e, de fato, reduzir a atividade da água é uma técnica bastante comum para conservar alimentos processados.

É possível manter certos alimentos úmidos sem que estraguem, desde que as moléculas de água estejam ligadas a interações com sal ou açúcar, por exemplo.

Isso não significa que o mel resista a todos os desafios para se manter fresco. Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a ser exposta ao ar com frequência, e colheradas lambidas trazem bactérias e umidade que não estavam ali quando o pote foi vedado.

Se isso acontecer, assuma o controle da situação adicionando água e um micro-organismo especial e você terá um hidromel — bebida alcóolica feita a partir da fermentação do mel — um tipo de "estrago" com o qual poucos se importariam.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg4jw53p5do
"Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a ser exposta ao ar com frequência, e colheradas lambidas trazem bactérias e umidade que não estavam ali quando o pote foi vedado."
A expressão 'exposta' exige preposição, o que justifica o emprego do 'ao' em 'ao ar'.
Analise as propostas a seguir com o emprego do termo 'exposto' e identifique em qual a crase está INCORRETA.
Alternativas
Respostas
26121: B
26122: C
26123: B
26124: B
26125: B
26126: C
26127: C
26128: B
26129: D
26130: B
26131: B
26132: A
26133: C
26134: C
26135: D
26136: D
26137: A
26138: B
26139: B
26140: D