"Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a...

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Q3617370 Português
As peculiaridades do mel

O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Ele começa como um líquido morno, aguado e açucarado, um tipo de fluido que parece um convite para as bactérias.

Só que no caminho até a colmeia, as abelhas concentram o néctar, retirando parte da água, e usando enzimas para aumentar o conteúdo ácido no líquido, o que desestimula o crescimento de algumas formas de micro-organismos e quebra os açúcares em formas mais simples.

Depois disso, as abelhas armazenam o néctar nos favos de mel.

Em seguida, elas fazem algo notável: ventilam o mel com suas asas. Essa ventilação evapora lentamente a água restante, como um ventilador evaporando o suor da pele.

Assim, aquela substância que tinha cerca de 70% ou 80% de água vai secando e secando.

O mel completamente maduro costuma ter entre 15% e 18% de água. Na verdade, a proporção das moléculas de açúcar para água é tão alta que seria fisicamente impossível dissolver tanto açúcar em tão pouca água sem um processo como o que as abelhas utilizam.

Há uma grande quantidade de açúcar ali, e claro que os micro-organismos adorariam se aproveitar dele. Mas com tão pouca água — e a acidez oferecendo um desestímulo adicional — eles simplesmente não conseguem sobreviver.

Além disso, ao vedar um pote de mel, limita-se também a disponibilidade do oxigênio, criando assim mais uma barreira para o crescimento desses seres.

Esse estado é conhecido pelos cientistas de alimentos como "baixa atividade de água" e, de fato, reduzir a atividade da água é uma técnica bastante comum para conservar alimentos processados.

É possível manter certos alimentos úmidos sem que estraguem, desde que as moléculas de água estejam ligadas a interações com sal ou açúcar, por exemplo.

Isso não significa que o mel resista a todos os desafios para se manter fresco. Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a ser exposta ao ar com frequência, e colheradas lambidas trazem bactérias e umidade que não estavam ali quando o pote foi vedado.

Se isso acontecer, assuma o controle da situação adicionando água e um micro-organismo especial e você terá um hidromel — bebida alcóolica feita a partir da fermentação do mel — um tipo de "estrago" com o qual poucos se importariam.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg4jw53p5do
"Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a ser exposta ao ar com frequência, e colheradas lambidas trazem bactérias e umidade que não estavam ali quando o pote foi vedado."
A expressão 'exposta' exige preposição, o que justifica o emprego do 'ao' em 'ao ar'.
Analise as propostas a seguir com o emprego do termo 'exposto' e identifique em qual a crase está INCORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Uso da crase e regência nominal do termo “exposto”.

A questão avalia o emprego correto da crase (à/às) em contextos típicos da norma-padrão, com base na regência nominal, tema recorrente em provas para cargos técnicos e de nível médio, como o de Mecânico.

Regra fundamental: O termo “exposto” exige a preposição “a”, e a crase só ocorre se o substantivo seguinte for feminino e aceitar artigo (“a/as”), formando “à/às”.

De acordo com gramáticas clássicas, como Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), a união da preposição “a” (exigida pela regência) com o artigo feminino “a/as” resulta em crase. A ausência do artigo impede o uso do acento grave.

Análise das alternativas:

A) Ele foi exposto à ação da luz.
A palavra “ação” é feminina e aceita o artigo “a”. Respeita a regência de “exposto” + crase. (Correta)

B) Ele foi exposto às consequências de suas ações.
“Consequências” é feminino plural, aceitando “as”. Respeita a fusão preposição + artigo: “às”. (Correta)

C) O projeto foi exposto à avaliação do cliente.
“Avaliação” também é feminino, requerendo artigo “a” → uso correto da crase. (Correta)

D) Os documentos foram expostos à autoridades competentes.
Aqui está o erro: “autoridades” (feminino plural) pede artigo “as”, mas na frase só há “à”. O correto seria “às autoridades competentes”, pois “a” + “as” = “às”. Portanto, falta o artigo: a crase está errada.

Resumo – Estratégia para Gabaritar: Sempre teste se o termo após a preposição admite artigo (coloque o substantivo no masculino: “ao chefe”, “aos chefes” → crase; se não admitir, não use). Cuidado com pegadinhas em frases no plural!

Conforme orienta o Manual de Redação da Presidência da República: só use crase na fusão “a + a(s)” antes de termos femininos. Se faltar artigo, não há crase.

Gabarito: D

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Comentários

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para estar correto, teria de estar no plural (às) ou sem o sinal indicativo de crase (expostos a autoridades)

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