🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 251.696 questões

Q3928775 Português
Textos para a questão.


Captura_de tela 2026-03-12 132928.png (395×481)

Governo do Acre. Perfil oficial no Instagram (@governo.acre). Internet: <www.instagram.com>.


Captura_de tela 2026-03-12 132935.png (438×413)

Diário do Acre, 2 out. 2023. Internet: <https//diariodoacre.com.br>.
Uma das estratégias utilizadas no texto publicado no Diário do Acre para persuadir o público-alvo é o apelo à 
Alternativas
Q3928774 Português
Textos para a questão.


Captura_de tela 2026-03-12 132928.png (395×481)

Governo do Acre. Perfil oficial no Instagram (@governo.acre). Internet: <www.instagram.com>.


Captura_de tela 2026-03-12 132935.png (438×413)

Diário do Acre, 2 out. 2023. Internet: <https//diariodoacre.com.br>.
Apesar de partilharem a mesma temática e função sociocomunicativa, os textos precedentes apresentam diferenças quanto aos recursos linguísticos neles utilizados. Uma das características do segundo texto, publicado no Diário do Acre, que o diferencia do primeiro texto, divulgado na rede social do governo do Acre, é o emprego de 
Alternativas
Q3928773 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
No último período do primeiro parágrafo do texto Sobre estar doente, a autora afirma que “a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, (...) e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente”. Desse trecho, entende-se que o termo “negligenciável” caracteriza o corpo como algo que, para a literatura, pode ser tratado com 
Alternativas
Q3928772 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto Sobre estar doente caso fosse realizada
Alternativas
Q3928771 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
Julgue os itens a seguir, em relação à articulação de ideias e ao uso de recursos coesivos no texto Sobre estar doente.

I Mantendo-se os sentidos do texto e as relações de coesão nele estabelecidas, a expressão “No entanto” (início do terceiro parágrafo) poderia ser substituída por Todavia.
II No trecho “Mas justamente o contrário disso é que é verdade” (primeiro período do segundo parágrafo), a forma pronominal “isso”, presente em “disso”, faz referência à afirmação de que “a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente” (último período do primeiro parágrafo).
III Dada a relação de sentido entre os dois primeiros períodos do terceiro parágrafo, seria coerente e gramaticalmente correto inserir, entre vírgulas, o termo portanto logo após “Todos” (segundo período).
IV A expressão “esse drama cotidiano do corpo” (primeiro período do terceiro parágrafo) retoma toda a ideia contida no trecho “o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa” (último período do segundo parágrafo).

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3928770 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
Mantendo-se o grau de formalidade, a correção gramatical e os sentidos do texto Sobre estar doente, o termo “há” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituído por
Alternativas
Q3928769 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
No terceiro parágrafo do texto Sobre estar doente, a forma pronominal “lhe” (segundo período) retoma o vocábulo
Alternativas
Q3928768 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 

Um dos recursos empregados pela autora do texto Sobre estar doente como estratégia argumentativa para defender seu ponto de vista é a antonímia, relação de oposição de sentido entre dois termos. Assinale a opção em que o trecho apresentado exemplifica o uso desse recurso.

Alternativas
Q3928767 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
No texto Sobre estar doente, Virginia Woolf discorre sobre a relação entre doença e literatura com o objetivo de argumentar que
Alternativas
Q3928765 Português
    A inteligência artificial (IA), enquanto promete eficiência e progresso, reproduz desigualdades históricas, precariza o trabalho e alimenta estratégias autoritárias. Longe de ser uma ferramenta neutra, estimula preconceitos, concentra poder e redefine o que significa democracia, trabalho e liberdade. Plataformas digitais, alimentadas por fake news e impulsionadas por bolhas ideológicas, escondem estratégias de manipulação que transformam dados em armas. Não apenas refletem divisões sociais, mas também as intensificam, criando ecossistemas em que o ódio se viraliza e a verdade se fragmenta. A máquina pode ser reinventada. O algoritmo, ressignificado. O poder, redistribuído. Mas isso dependerá da nossa capacidade coletiva de resistir, reimaginar e reconstruir. 

Cristian Arão. IA entre fantasmas e monstros.Curitiba: Kotter, 2025, p. 13-17 (com adaptações).

Com base na leitura desse texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3928762 Português
    Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado, que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Se, muito antes da puberdade e, às vezes, até mesmo desde a primeira infância, a menina já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada.

Simone de Beauvoir. O segundo sexo – II: A experiência vivida. Sérgio Milliet (Trad.). Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1967 [1949], p. 9-10 (com adaptações).

Com base no trecho apresentado, é correto concluir que Simone de Beauvoir defende que
Alternativas
Q3928760 Português
No mesmo rio entramos e também não entramos. Somos e também não somos.
Heráclito. Fragmentos. Emmanuel Carneiro Leão (Trad.). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1980, p. 81 (com adaptações).

Como uma onda
Lulu Santos e Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar (...)
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo.

A partir das proposições de Heráclito e do trecho reproduzido da canção Como uma onda, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3928758 Português
Garimpo ilegal provoca criminalidade em terras indígenas

    Um estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime revela que, ao longo da última década, as áreas de mineração ilegal em terras indígenas nos países que integram a região amazônica cresceram mais de seis vezes.
    Segundo o documento, a mineração invade unidades de conservação e terras indígenas e provoca danos por causa do uso do mercúrio, além do desmatamento e de resíduos químicos. Facções ligadas ao tráfico de drogas na América Latina também estariam explorando o minério para lavar dinheiro. Esses grupos têm-se infiltrado nas cadeias de fornecimento de ouro, atraídos pelo aumento dos preços e aproveitando as rotas e a infraestrutura que já são usadas pelo tráfico de drogas.
    A agência da ONU destacou ainda atividades de mineração de ouro, em pequena escala, na bacia do rio Tapajós, no estado do Pará, onde dois terços da produção de ouro é considerada ilegal.
    A partir de mais de 800 entrevistas com garimpeiros, no início de 2023, o Escritório da ONU constatou que 40% deles podem ter sido vítimas de tráfico humano para trabalho forçado. Quase a metade relatou recrutamento fraudulento e más condições de trabalho, com média de mais de 12 horas por dia, e muitas vezes 7 dias por semana. Os problemas de saúde decorrentes da situação precária da atividade garimpeira também são muitos. 

Internet: <agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).
Em relação ao garimpo como uma atividade econômica, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3928605 Português
Analise a colocação do pronome oblíquo átono nas frases abaixo e assinale a única alternativa que está em total conformidade com a norma culta: 
Alternativas
Q3928604 Português
O emprego do acento indicativo de crase é um sinal de regência que deve seguir a norma-padrão. Assinale a opção em que o uso da crase está correto:
Alternativas
Q3928603 Português
A Biologia do Aprender: Neurociência e o Resgate da Atenção no Chão da Escola

Historicamente, a pedagogia e a biologia caminharam por trilhas paralelas, raramente se cruzando no cotidiano das salas de aula. No entanto, o avanço da neurociência cognitiva nas últimas décadas rompeu esse isolamento, revelando que a aprendizagem não é apenas um fenômeno social ou psicopedagógico, mas um evento fisiológico complexo. Compreender que o cérebro possui uma "plasticidade" inerente — a capacidade de se remodelar fisicamente a cada novo estímulo — redefine o papel do professor, que passa a atuar, ainda que indiretamente, como um mediador de conexões sinápticas.

O grande entrave para a educação contemporânea, contudo, reside na disputa pela atenção. Em uma era de estímulos dopaminérgicos constantes, promovidos pela arquitetura das redes sociais, o ambiente escolar muitas vezes parece "lento" ou "desinteressante" para o sistema límbico dos estudantes. O erro comum tem sido tentar acelerar o ensino para competir com o digital, quando a ciência aponta para o caminho inverso: o aprendizado profundo exige pausa, repetição estratégica e, primordialmente, uma carga emocional significativa. Sem o engajamento do sistema emocional, a informação dificilmente atravessa a barreira da memória de curto prazo para se consolidar no neocórtex.

Portanto, a escola do século XXI não precisa de mais conteúdos, mas de uma gestão mais inteligente da arquitetura cerebral. Reconhecer que cada aluno possui um ritmo biológico e que o estresse crônico é o maior inibidor da neuroplasticidade é o primeiro passo para uma prática docente verdadeiramente inclusiva. Ensinar sem considerar como o cérebro funciona é como tentar projetar uma luva sem nunca ter visto uma mão. 

Fonte: Departamento de Elaboração de Provas da FRONTE CONCURSOS (2026). Texto inédito para fins pedagógicos.
No contexto da gestão escolar, a redação técnica exige o uso correto das formas causais e interrogativas. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo:
"O conselho pedagógico não justificou o __________ da alteração no calendário; os docentes questionam __________ a decisão foi tomada de forma unilateral, talvez __________ a urgência do prazo impedisse o debate, situação __________ todos aguardam uma retificação oficial."
Alternativas
Q3928602 Português
A Biologia do Aprender: Neurociência e o Resgate da Atenção no Chão da Escola

Historicamente, a pedagogia e a biologia caminharam por trilhas paralelas, raramente se cruzando no cotidiano das salas de aula. No entanto, o avanço da neurociência cognitiva nas últimas décadas rompeu esse isolamento, revelando que a aprendizagem não é apenas um fenômeno social ou psicopedagógico, mas um evento fisiológico complexo. Compreender que o cérebro possui uma "plasticidade" inerente — a capacidade de se remodelar fisicamente a cada novo estímulo — redefine o papel do professor, que passa a atuar, ainda que indiretamente, como um mediador de conexões sinápticas.

O grande entrave para a educação contemporânea, contudo, reside na disputa pela atenção. Em uma era de estímulos dopaminérgicos constantes, promovidos pela arquitetura das redes sociais, o ambiente escolar muitas vezes parece "lento" ou "desinteressante" para o sistema límbico dos estudantes. O erro comum tem sido tentar acelerar o ensino para competir com o digital, quando a ciência aponta para o caminho inverso: o aprendizado profundo exige pausa, repetição estratégica e, primordialmente, uma carga emocional significativa. Sem o engajamento do sistema emocional, a informação dificilmente atravessa a barreira da memória de curto prazo para se consolidar no neocórtex.

Portanto, a escola do século XXI não precisa de mais conteúdos, mas de uma gestão mais inteligente da arquitetura cerebral. Reconhecer que cada aluno possui um ritmo biológico e que o estresse crônico é o maior inibidor da neuroplasticidade é o primeiro passo para uma prática docente verdadeiramente inclusiva. Ensinar sem considerar como o cérebro funciona é como tentar projetar uma luva sem nunca ter visto uma mão. 

Fonte: Departamento de Elaboração de Provas da FRONTE CONCURSOS (2026). Texto inédito para fins pedagógicos.
Qual das alternativas abaixo resume corretamente a intenção comunicativa principal do autor no texto? 
Alternativas
Q3928571 Português

Leia o texto a seguir.


No azul do céu o teu pavilhão desfralda,

Teu verde lembra a cor da esmeralda,

Com graça e fibra o povo de Goiás,

Rumo ao futuro, ao progresso e à paz.

Teu povo é desse chão verde-amarelo,

Orgulho de um país tão grande e belo,

O sol cativo dá ao vale a bonança,

E abre as portas a um amanhã de esperança.


Hino da cidade de Valparaíso de Goiás. Letra por Esmael Lopes. Disponível em: https://valparaisodegoias.go.gov.br/cidade/hino-municipal/. Acesso em: 15 jan. 2026. 



O trecho apresentado corresponde ao hino da cidade de Valparaíso de Goiás. O trecho reforça a vontade de Valparaíso de Goiás de 

Alternativas
Q3928570 Português

Leia o texto a seguir.


Valparaíso de Goiás é apontada pelo IBGE como uma das cidades que mais crescem no Brasil e conta com grande oferta de serviços, indústria e comércio, setores que compõem a sua base econômica. A localização, no entorno de Brasília, coloca Valparaíso de Goiás em um campo economicamente importante para o estado e vocacionada para o turismo de negócios.


GOIÁS. Estudo 39 – Sistema Territorial Turístico de Valparaíso de Goiás. Mapeamento Situacional – DTI Destinos Turísticos Inteligentes. 2023. Disponível em: https://goias.gov.br/turismo/wpcontent/uploads/sites/4/2023/12/39-%E2%80%93-Municipio-de-Valparaiso-deGoias.pdf. Acesso em: 14 jan. 2026. [Adaptado].



Por qual motivo o texto considera Valparaíso de Goiás vocacionada ao turismo de negócios? 

Alternativas
Respostas
12441: E
12442: A
12443: D
12444: D
12445: A
12446: A
12447: D
12448: C
12449: A
12450: A
12451: E
12452: A
12453: A
12454: B
12455: B
12456: C
12457: A
12458: D
12459: D
12460: B