Questões de Concurso Sobre português
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Considerando as regras de uso do hífen nas palavras compostas, assinale a alternativa que apresenta grafia incorreta.
Considerando a classificação gramatical da expressão 'Além disso', assinale a alternativa correta.
Analise o uso do verbo 'apresentar' no contexto e identifique as frases que apresentam outros verbos conjugados no mesmo tempo e modo.
I.Viemos cedo para participar da reunião.
II.Ele punha os livros na estante todas as noites antes de dormir.
III.Nós quisemos participar do projeto desde o início.
IV.Fomos ao cinema no fim de semana e assistimos a um filme interessante.
Assinale a alternativa que apresenta frases no mesmo tempo e modo do verbo 'apresentar'.
(__)A forma verbal 'comeram' está flexionada no plural para concordar com 'pessoas', podendo também ser utilizada no singular, 'comeu', para concordar com o número '87'.
(__)A forma verbal 'envolveu' está no singular para concordar adequadamente com o núcleo do sujeito 'estudo', que também está no singular.
(__)A palavra 'amêndoas' está no plural para concordar adequadamente com o substantivo 'porção', que indica quantidade no plural.
(__)Os adjetivos 'inteiras' e 'moídas' caracterizam um mesmo substantivo, indicando suas características.
A sequência correta dos itens acima, de cima para baixo, é:
Analise o processo de formação do período acima e julgue as afirmativas.
I.O período é simples, formado por uma única oração, uma vez que apresenta apenas um verbo que indica ação.
II.O período acima constitui uma frase e também uma oração com verbo de ligação, pois apresenta um enunciado completo com verbo que liga o sujeito a uma característica.
III.O período apresenta uma frase, mas não constitui oração, uma vez que o verbo não indica ação.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Analise o sentido do verbo 'combater' no trecho e assinale a alternativa que apresenta o vocábulo que define de forma correta esse sentido.
A expressão 'Em um estudo' exerce a função sintática de:
Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no texto, analise as afirmativas e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
(__)O vocábulo 'país' recebe acento pela mesma regra que justifica a acentuação de 'amiúde' e 'faúlha', embora difiram quanto à posição da sílaba tônica.
(__)O vocábulo 'voam' não sofreu alteração com o Novo Acordo Ortográfico. Já o substantivo correspondente, que designa o efeito de voar, era acentuado, mas deixou de sê-lo com a vigência do acordo.
(__)O vocábulo 'África' recebe acento por ser um proparoxítono. Os vocábulos 'período' e 'lêvedo', também estão corretamente acentuados pela mesma regra.
(__)O vocábulo 'está' recebe acento por ser uma oxítona terminada em 'a'. Os vocábulos 'repercussão' e 'marfim' apresentam a mesma classificação tônica que 'está'.
Assinale a alternativa que apresenta apenas a sequência correta.
No trecho apresentado, observa-se o uso adequado da colocação pronominal, em conformidade com uma regra específica. Com base nisso, analise as frases a seguir e assinale aquela em que a colocação pronominal está incorreta.
• A Índia bloqueia avanços em temas sensíveis, como tributação digital. (2º parágrafo)
• Ainda assim, o comércio global não desacelerou na mesma proporção. (3º parágrafo)
• As regras não desapareceram, mas já não dependem do fórum que as consolidou. (4º parágrafo)
• Isso exige flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum esforço de coordenação... (5º parágrafo)
As expressões destacadas estabelecem entre as orações do texto, correta e respectivamente, relações de sentido de:
• Delegações voltaram para casa com declarações vagas. (1º parágrafo)
• A Índia bloqueia avanços em temas sensíveis, como tributação digital. (2º parágrafo)
• Sem esse equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização, mas sua degradação. (5º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
• Ele acompanhou várias epidemias nas últimas décadas e, durante a pandemia de covid-19, esteve à frente...
• ... que coordenou parte das ações do país para lidar com o novo coronavírus, o Sars-CoV-2.
• ... para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao menos uma vacina.
As vírgulas são empregadas nas três passagens com a função de separar, correta e respectivamente:
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
O MISTÉRIO DOS NÃO LUGARES E ESPAÇOS LIMÍTROFES
Bruno Vaiano
Esses dias, tropecei em uma imagem dos carrosséis de bagagem no aeroporto de Beijing – aquelas esteiras em que as malas despachadas desfilam preguiçosamente à espera de seus donos recém-desembarcados.
Era uma foto especial justamente porque não tinha nada de especial. Não fossem os ideogramas nas placas, poderia ter sido feita em Guarulhos ou no Galeão.
O etnógrafo francês Marc Augé propôs, em 1995, que aeroportos, shoppings, redes de fast-food, hotéis e praças de pedágio – tudo que é homogêneo mundo afora, mesmo em países com culturas radicalmente diferentes – fossem definidos como não lugares.
Em geral, trata-se de construções ocupadas provisoriamente por viajan tes entediados e funcionários uniformizados. Lugares de trânsito, em vez de permanência.
Esses ambientes são um contraponto ao choque cultural de pousar em um país distante. Coisa que até o mais experiente dos viajantes, o chef Anthony Bourdain, já sentiu: ao chegar ao Japão pela primeira vez, ele considerou matar a fome em uma Starbucks em vez de entrar em um boteco típico de Tóquio: “Eu estava agudamente consciente do quão bizarro e gringo eu parecia”.
Aeroportos são um exemplo do que a internet convencionou chamar de espaço liminar ou limítrofe. Eles são velhos conhecidos da ficção. Em Crônicas de Nárnia, uma espécie de Jardim do Éden serve de hub de conexão entre di ferentes mundos, acessados por lagoas.
Em Matrix Reloaded, o herói Neo acessa um corredor branco repleto de portas “de serviço” – cada uma dá acesso a um dos cenários da simulação de computador em que a humanidade foi aprisionada.
A neutralidade excessiva, porém, pode ser tão aterrorizante quanto a diferença. Vide a lenda urbana das backrooms*, que nasceu no submundo online do fórum 4chan em 2019.
A ideia é de que seria possível se teletransportar acidentalmente para uma realidade paralela formada por labirintos intermináveis de salas vazias, silenciosas e desprovidas de janelas, com carpete, papel de parede desbotado e luzes brancas, como os corredores de um hotel decadente.
Parece inofensivo, mas não é: curtas de terror sobre as backrooms*, feitos com CGI e publicados no YouTube, são ansiedade engarrafada.
O que isso tem a ver com a vida real? Bom: até o século 19, basica mente toda a arquitetura envolvia ornamentação. Pense nas gárgulas, colunas, cúpulas e arcos dos teatros, bibliotecas e prédios públicos dessa época, comuns nos centros históricos das cidades brasileiras.
No começo do século 20, os modernistas levaram o design e a arquitetura para um caminho diferente. O austríaco Adolf Loos escreveu que “a evolução da cultura é sinônimo da remoção de ornamentos dos objetos de uso diário”. Essa foi uma visão influente, que deu início à era dos arranha-céus quadradões com fachadas de vidro e aço (como as torres do World Trade Center, ícones modernistas).
Muitas dessas construções, como o Palácio Capanema, no Rio, são bastiões do bom gosto. Mas a onipresença das fachadas de vidro foi longe de mais, e transformou o centro de nossas cidades em grandes aeroportos.
Os paredões acinzentados e reluzentes dos arranha-céus ocultam as especificidades da cultura local e transformam Farias Limas e Wall Streets do mundo todo em uma coisa só: labirintos translúcidos percorridos por engravata dos apressados. É uma tendência triste. Cidades, afinal, são lares. E não dá para ser um lar sem antes ser um lugar.
Disponível em: https://super.abril.com.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
*As Backrooms são uma famosa lenda urbana e creepypasta da internet que descreve uma dimensão paralela infinita, composta por corredores labirínticos, carpete úmido e luzes fluorescentes zumbindo. Acredita-se que uma pessoa pode cair acidentalmente nesse "não lugar" ao atravessar a realidade incorretamente.