Questões de Concurso Sobre português
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TEXTO 1
O PARADOXO DA SORORIDADE: AMIGAS OU RIVAIS?
"Mirian, o que é sororidade? Fico confusa, porque, na realidade, é frequente encontrar mulheres tentando diminuir e desqualificar outras mulheres. Algumas mulheres são mais competitivas do que os homens, não só no meu lugar de trabalho, mas até mesmo na minha família. Afinal, o que é sororidade na prática?", uma jornalista me perguntou.
Respondi que a reflexão que prefiro fazer não é sobre a definição do termo, mas sobre até que ponto estamos praticando a sororidade em nossas vidas cotidianas.
Nos anos 1960 e 1970, mulheres feministas, especialmente nos Estados Unidos, passaram a usar o termo "sisterhood" (irmandade entre mulheres) para incentivar a solidariedade, a amizade e a união entre as mulheres.
No Brasil, a palavra "sororidade" (do latim soror, que significa irmã) passou a ser usada a partir dos anos 2000, com o impacto dos debates feministas no mundo acadêmico e nos movimentos sociais.
Recentemente, no programa Revista CBN, conversei sobre sororidade com minha querida amiga Petria Chaves.
Revelei a contradição entre o discurso de sororidade e a prática de rivalidade entre mulheres. E como essa tensão reforça a lógica da dominação masculina.
"Nós denunciamos o machismo, o patriarcado, a dominação masculina, e parece que as mulheres estão fora dessa lógica. Infelizmente não é assim porque a lógica cultural é a da competição, da comparação e da inveja. O que mais me entristece é constatar que, apesar do discurso de sororidade, algumas mulheres, consciente ou inconscientemente, reproduzem a lógica da dominação masculina. Em meio a tanta competição tóxica, é difícil fazer uma amizade verdadeira porque elas enxergam a outra mulher como uma inimiga a ser destruída."
"Por que tantas mulheres reproduzem essa lógica que aprisiona as próprias mulheres?", Petria perguntou.
"Talvez porque aprenderam, desde muito cedo, que no jogo de dominação só há espaço para uma mulher no mercado profissional e até mesmo no chamado mercado afetivo e sexual. Por isso, competem entre si para serem as únicas, a número um", respondi.
Desde o início das minhas pesquisas, com a publicação do livro "A Outra: Um Estudo Antropológico sobre a Identidade da Amante do Homem Casado", em 1990, tenho enfatizado a importância da amizade entre as mulheres.
Na minha pesquisa sobre envelhecimento, autonomia e felicidade, quando perguntei "Quem vai cuidar de você na velhice?", as respostas femininas foram "eu mesma" e, em seguida, "minhas amigas".
As respostas da maior parte das mulheres, inclusive das que são casadas e têm filhos, reforçam a ideia de que a amizade entre mulheres é a nossa maior riqueza, em todas as fases da vida. Mais valiosa do que qualquer status, fama ou notoriedade. Acredito que a união entre mulheres é uma estratégia de sobrevivência e de resistência frente à lógica da dominação masculina, que aprisiona mulheres de todas as idades.
Apoiar, fortalecer e celebrar as mulheres não pode ser apenas um discurso politicamente correto; deve se tornar uma prática cotidiana.
Sozinha, nenhuma de nós consegue sobreviver física e emocionalmente.
Sororidade se constrói na prática, não no discurso.
Em tempos de tanta violência contra as mulheres, a amizade verdadeira é um patrimônio. É, acima de tudo, um ato revolucionário.
Será que estamos praticando a sororidade? Ou estamos reproduzindo, entre nós, a mesma lógica que precisamos combater?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2026/05/o-paradoxo-da-sororidade-amigas-ou-rivais.shtml Acesso em: 20 jul. 2026
Assinale a alternativa em que a palavra "persistência" pode ser substituída, sem alteração do sentido original, por:


I. O balão de pensamento "Se eu plantar hoje, meus filhos terão sombra amanhã" expressa uma visão de longo prazo e de responsabilidade intergeracional.
II. A presença do lixo acumulado ao fundo contrasta com a ação do homem, evidenciando a degradação que se pretende superar.
III. A faixa "A transformação começa com um simples gesto" reforça a ideia de que mudanças significativas dependem de grandes investimentos financeiros.
IV.O pássaro no galho seco pode ser interpretado como símbolo da natureza que aguarda regeneração.
Assinale a alternativa que apresenta apenas afirmativas corretas.

I. Em "Jovens e idosos se uniram", o verbo "uniram" está no plural porque o sujeito é composto e anteposto.
II. Em "Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas", o "se" em "Conversas se iniciavam" é partícula apassivadora, sendo "Conversas" o sujeito paciente.
III. Em "A comunidade passou a se reunir aos sábados", o "se" em "se reunir" é pronome apassivador, sendo "A comunidade" o sujeito paciente.
IV. Em "os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos", o sujeito da oração é "todos", o que justifica o verbo "eram" no plural.
Assinale a alternativa correta.
"Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida."
I. "Mas" é uma conjunção coordenativa adversativa.
II. "que" é um pronome relativo, pois retoma o antecedente "persistência".
III. "se", em "não se deu por vencida", é um pronome apassivador.
IV. "a", em "a caracterizava", é um pronome pessoal oblíquo que funciona como objeto direto.
Assinale a alternativa correta.
I. A estrutura silábica das palavras “delícia” e “esfomeado” – “Todas as noites, esfomeado [...] tragava-o com delícia.”(11º§) – revela identidade quanto à classificação de seus encontros vocálicos, visto que ambas encerram ditongos em suas sílabas finais.
II. O adjetivo “capitosos”, em “vapores capitosos” (2º§), ilustra um caso de metafonia na língua portuguesa; ou seja, o processo no qual a vogal tônica originalmente fechada no singular (/ô/) sofre abertura de timbre (/ó/) quando flexionada no plural.
III. O vocábulo “boiavam”, em “[...] cabelos de gordura boiavam no caldo frio.” (47º§), prescinde de acento gráfico em conformidade com as regras ortográficas vigentes, as quais determinaram a extinção do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” das palavras paroxítonas.
IV. Nos vocábulos “lentamente”, em “Subiu lentamente a escada, [...]” (1º§), e “cozinha”, em “Entrou na cozinha [...]” (1º§), verifica-se a ocorrência de dígrafos de naturezas distintas: na primeira palavra, há duas ocorrências de dígrafos vocálicos; na segunda, há um dígrafo consonantal.
Está correto o que se afirma apenas em