🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 251.920 questões

Q3785240 Português
“A Era da Informação e o Paradoxo do Conhecimento"
Adaptado de Manuel Castells

         "Vivemos na era da informação, um tempo em que o conhecimento está acessível de maneira inédita. Entretanto, o paradoxo do conhecimento é evidente: quanto mais informações circulam, mais difícil se torna distinguir o essencial do supérfluo. A sobrecarga informacional pode levar à superficialidade, ao invés de promover o aprofundamento do saber. Nesse contexto, a capacidade crítica e a mediação são fundamentais. Precisamos não apenas acessar informações, mas compreendê-las, analisá-las e contextualizá-las. A construção do conhecimento exige mais do que acúmulo de dados; requer reflexão e síntese, elementos que muitas vezes se perdem na avalanche informacional do mundo contemporâneo."
A partir da reflexão apresentada no texto, pode-se inferir que a Era da Informação, ao democratizar o acesso ao saber, realiza plenamente o ideal iluminista de conhecimento como instrumento de emancipação humana, ainda que exija adaptações cognitivas diante da abundância de dados.
Alternativas
Q3785054 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
Na construção “voltadas exclusivamente à fé”, a preposição “a” justifica-se pela regência da forma verbal passiva “voltadas”, e o advérbio “exclusivamente” atua como intensificador sem alterar a exigência sintática do termo regido. Considerando a transitividade do verbo “voltar” em sua forma pronominal, e a possibilidade de ambiguidade semântica na frase, é correto afirmar que a estrutura está gramatical e interpretativamente irrepreensível, mesmo sob análise estilística formalista.
Alternativas
Q3785053 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
O texto “Furto de Flor” apresenta uma metáfora ampliada que permite interpretá-lo como uma alegoria da condição humana, em que o gesto de “furtar” a flor representa simbolicamente a tendência do ser humano de dominar o que é belo ou natural, e a inevitável frustração que decorre da tentativa de preservar, em ambiente artificial, aquilo que só existe plenamente em seu espaço de origem.
Alternativas
Q3785052 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
A atribuição de emoções à flor no texto “Furto de Flor”, por meio da figura da prosopopeia, desvia completamente o foco da crítica ecológica e literária, limitando-se a um discurso lúdico e desvinculado de qualquer forma de simbolismo existencial ou antropocêntrico, configurando-se como exemplo típico de literatura infantil sem densidade filosófica.
Alternativas
Q3785051 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
O texto combina lirismo e reflexão ética, sugerindo que todo ato, mesmo pequeno e poético, carrega consequências morais.
Alternativas
Q3785050 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
No conto "Furto de Flor", de Carlos Drummond de Andrade, a relação do eu lírico com a flor revela uma tensão simbólica entre ética e estética, onde o gesto de posse – embora motivado pela contemplação do belo – resulta na destruição do objeto contemplado. Considerando os recursos de personificação, deslocamento semântico da ideia de furto, e a crítica antropocêntrica subjacente, é correto afirmar que o texto articula uma crítica existencial à ação humana sobre o mundo natural, apontando a incompatibilidade entre o desejo de preservação e os mecanismos de apropriação estética.
Alternativas
Q3784993 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!

Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.


Texto Adaptado

EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considere o seguinte trecho do texto:

"Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona."

Sobre a estrutura dessa frase, analise as afirmativas a seguir, à luz da gramática normativa e dos mecanismos de organização frasal.

I.O deslocamento do segmento "tal como sua própria dona" para o início do período comprometeria a clareza referencial e a progressão temática do enunciado, pois eliminaria o paralelismo com o termo "sinais de desgaste".
II.A substituição do termo "onde" por "na qual" manteria a correção gramatical e a clareza referencial, embora atribua maior formalidade sintática ao trecho.
III.A modificação da expressão "refletia essa memória afetiva" por "guardava essas memórias afetivas" implicaria mudança de aspecto verbal e de sentido, substituindo um valor metafórico por um valor literal mais objetivo.
IV.A correção gramatical do período seria comprometida caso se suprimisse a vírgula após "afetiva", pois tal pontuação delimita uma oração adjetiva restritiva, essencial ao entendimento do referente "casa".

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3784949 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pela oração subordinada em destaque no período: Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente
Alternativas
Q3784948 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

 Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem. 
Alternativas
Q3784947 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso das duas primeiras vírgulas no período: É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. 
Alternativas
Q3784946 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente trecho cujo uso da crase é justificado pela mesma razão do seu emprego no período: A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. 
Alternativas
Q3784945 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental.
Alternativas
Q3784944 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa na qual as duas palavras sejam acentuadas pela mesma regra:  
Alternativas
Q3784943 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa na qual a letra c NÃO represente o mesmo fonema representado pela letra c na palavra xícara
Alternativas
Q3784942 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa na qual as duas palavras possuam dígrafos:  
Alternativas
Q3784941 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente termo que, ao ser usado no período, estabeleça o sentido contrário ao original no texto: É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. 
Alternativas
Q3784940 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente o tipo de relação estabelecida entre os períodos do texto pelo termo em destaque no período: Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. 
Alternativas
Q3784900 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encanto ou Ilusão



Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!


André corria e gritava:


— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.


Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.


A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.



ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho do texto — "Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana." — a vírgula foi utilizada com uma função específica. A partir dessa observação, assinale a alternativa que apresenta corretamente o motivo do uso da vírgula nesse caso. 
Alternativas
Q3784665 Português
"Os financiamentos poderão ser contratados por estados, municípios e o Distrito Federal, com juros abaixo do mercado e prazos de pagamento de até 20 anos. No caso da saúde, também estão aptas a participar organizações filantrópicas e sociais conveniadas ao SUS, como Santas Casas e Organizações Sociais (OS). As inscrições estão abertas desde 13 de outubro e seguem até 7 de novembro."
Quanto às regras de acentuação, julgue as afirmativas a seguir:
I.A palavra 'municípios' é proparoxítona, ou seja, a antepenúltima sílaba é a tônica. Segundo a regra, todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
II.A forma verbal 'poderão' recebe acento gráfico diferencial, pois refere-se à forma verbal do verbo 'poder', que é acentuada para se diferenciar da 3ª pessoa do singular.
III.O vocábulo 'saúde' está corretamente acentuado pela regra do 'u' tônico que forma hiato com a vogal anterior. A mesma regra se aplica ao vocábulo 'feiúra', que também está grafado corretamente com acento.
IV.O vocábulo 'até' recebe acento por ser uma palavra oxítona terminada em 'e'. As oxítonas terminadas em 'e' e 'o' também são acentuadas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3784664 Português
"Os trabalhadores terceirizados são parte fundamental da Administração Pública Federal e da implementação de políticas públicas para a população. Com base nisso, o MGI publicou o Decreto 12.174/24, que estabelece novas regras para garantir direitos mínimos, como salário-base e benefícios."
O vocábulo 'salário-base' está corretamente grafado com hífen. Analise o emprego do hífen nos vocábulos a seguir e assinale aquele que apresenta grafia incorreta: 
Alternativas
Respostas
23801: E
23802: C
23803: C
23804: E
23805: C
23806: C
23807: B
23808: A
23809: C
23810: B
23811: D
23812: C
23813: B
23814: E
23815: D
23816: A
23817: C
23818: E
23819: B
23820: D