Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais oblíquos em português
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Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
Ao redigir o texto 02, Jorge Amado infringiu uma das normas gramaticais vigentes. Isso é percebido na alternativa
I. Os termos “pego” e “mato” exprimem um processo que ocorre no momento em que se fala.
II. Os termos “eu” e “te” são pronomes pessoais, pois representam as pessoas do discurso, funcionando como sujeitos.
III. O termo “me” é um pronome pessoal oblíquo que complementa o verbo “mata”, exercendo a função de objeto direto.
IV. O termo “se” é um conectivo que exprime concessão.
Estão CORRETAS
Instrução: A questão refere-se ao texto
abaixo.

Considere a seguinte relação de pronomes do texto e de elementos por eles recuperados.
I - las (l. 06) – casas (l. 04)
II - sua (l. 10) – as opiniões (l. 08)
III - lo (l. 24) – esse direito (l. 22)
IV - eles – (l. 39) – os homens (l. 37)
Quais estão corretas?
Quando veem a própria imagem refletida, os adolescentes se sentem cada vez mais diante daquele brinquedo do espelho mágico, que lhes acentua as bochechas, infla o aro da barriga e expande a curvatura dos braços e coxas, aproximando-os da figura de um pequeno barril. É o que se pode concluir com base nos dados de uma pesquisa conduzida pela psicanalista Mara Cristina de Lucia, diretora de psicologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. De cada dez adolescentes, pelo menos quatro acham que têm excesso de peso e precisam fazer regime, mesmo que a balança registre adequação aos padrões de saúde, revela a pesquisadora.
Foram entrevistados 588 estudantes de São Paulo, entre 11 e 18 anos, nas diversas faixas de renda, até abril deste ano. Em porcentagens expressivas ainda em fase final de tabulação, esses adolescentes contaram que já fizeram algum tipo de dieta, praticaram exercícios com o objetivo de emagrecer ou se submeteram a tratamento estético. Houve até casos de entrevistados que tomaram remédios sem conhecimento dos pais, experimentaram laxantes e diuréticos ou induziram o vômito, práticas condenadas pelos médicos. Da amostra de estudantes, 10,7% já fizeram de dois a quatro regimes, 13,6% de cinco a oito e nada menos que 47,4% passaram dessa casa e perderam a conta. “É um cenário preocupante porque eles mergulham em dietas radicais, não conseguem manter o ritmo e depois recuperam todo o peso de volta”, avalia Mara Cristina.
Esses números confirmam para o Brasil uma tendência já cristalizada nos Estados Unidos, conforme estudo apresentado no começo do mês pela epidemiologista Alison Field, da Faculdade de Medicina de Harvard. Ela participou do encontro anual da Associação Americana para o Estudo da Obesidade, na Califórnia, e apresentou um relato sobre um questionário aplicado a pré-adolescentes e adolescentes (de 9 a 14 anos de idade, 5.865 do sexo feminino e 4.322 do masculino, entre 1996 e 1997). Ficou comprovado que as garotas têm uma propensão muito mais acentuada do que os garotos a se considerarem acima do peso, embora a realidade mostre o inverso, isto é, quem aparece realmente com quilinhos a mais é o sexo masculino.
Há uma espécie de novo rito de passagem para as adolescentes, admitiu Alison Field na semana passada. Antes era a menstruação, hoje inclui fazer dieta. “O círculo de amizades e a mídia difundem o modismo de mulheres cada vez mais magras, e as adolescentes querem seguir esses padrões desde cedo.” No sexo masculino, a inclinação pelo regime era menos evidente, mas o comportamento está mudando. Segundo a médica, a imagem negativa associada às pessoas gordas já se sedimentou inclusive na pré-escola. Outro resultado importante do levantamento de Harvard indica que as garotas que faziam regimes frequentes tinham aproximadamente cinco vezes mais probabilidades de ficar com sobrepeso do que as que nunca aderiam a dietas. Poucas pessoas conseguem embarcar em redução da ingestão de alimentos por um longo período, e os dados de Alison Field apontam que a turma que sempre fecha a boca com mais determinação é também a mais propensa a episódios de comilança desenfreada em seguida.
(Os falsos gordos. Veja. Ed. 1679, 13 de dezembro de 2000.
Disponível em:
“(...) aproximando-os da figura de um pequeno barril.”
O pronome pessoal átono presente nesse trecho do primeiro parágrafo mantém referência anafórica com o seguinte termo:
Leia a tirinha para responder à questão.

(http://www.google.com.br/images?q=tiras+do+charlie+brown)
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
Me disseram que ele está muito doente.
I. O pronome “me”, de acordo com a norma culta, não deveria iniciar a oração.
II. O advérbio “muito” intensifica o adjetivo “doente”.
Está correto o que se afirma em:
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. O chefe pediu para ________ fazer a entrega logo.
II. Ele não ____ disse nada.
Assinale a alternativa que indica corretamente o pronome adequado para substituir o termo destacado no trecho abaixo.
Precisamos contar ao gerente o que houve aqui.
Para a questão, leia a reportagem abaixo.
Azeite de oliva ajuda a prevenir derrames, diz estudo
Estudo encontrou que o uso de azeite para cozinhar ou como acompanhamento diminui o risco de AVC em 41%
WASHINGTON - Uma dieta rica em azeite de oliva pode proteger idosos dos derrames cerebrais, que são a terceira causa de morte nos Estados Unidos depois das doenças cardíacas e o câncer, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Journal of Neurology.
O consumo de azeite de oliva foi vinculado a outros efeitos benéficos para a saúde.
O derrame cerebral ou acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando uma artéria no cérebro ou que leva sangue ao cérebro fica bloqueada por um coágulo ou se rompe. O cérebro, sem sangue e oxigênio, começa a morrer
Os derrames são mais comuns à medida que as pessoas envelhecem, quando o risco se duplica por cada década de vida depois dos 55 anos de idade, segundo a Associação Cardíaca Americano.
"Nossa pesquisa indica que deveriam emitir um novo conjunto de recomendações dietéticas para prevenir os derrames nos idosos de 65 anos", disse a autora do estudo, Cecilia Samieri, da Universidade de Bordeaux e o Instituto Nacional de Pesquisa Médica.
"O derrame cerebral é muito comum entre as pessoas idosas e o azeite de oliva seria uma forma barata e fácil de ajudar a preveni-lo", acrescentou.
Os pesquisadores revisaram os registros médicos de 7.625 idosos de 65 anos, nas cidades francesas de Bordeaux, Dijon e Montpellier. Os pacientes, no início do estudo, não tinham histórico de derrames.
Os participantes fizeram exames de acompanhamento dois, quatro e seis anos mais tarde e se registraram e verificaram os incidentes de derrame. Aos cinco anos, tinham registrado entre esses pacientes 148 derrames.
Para o estudo se classificou o consumo de azeite de oliva nas categorias de "não uso", "uso moderado", "uso intensivo," o qual inclui o uso de azeite para cozinhar, como tempero ou com pão.
Após considerações sobre dieta, atividade física, índice de massa corporal e outros fatores de risco para o derrame, o estudo encontrou que quem tinha usado azeite de oliva, regularmente, para cozinhar ou como acompanhamento, mostrava um risco 41% menor de derrame comparado com quem jamais tinha usado azeite de oliva em sua dieta.
Leia o trecho abaixo.
“O derrame cerebral é muito comum entre as pessoas idosas e o azeite de oliva seria uma forma barata e fácil de ajudar a preveni-lo", acrescentou.
O pronome pessoal “o” refere-se
Leia o texto a seguir e responda a questão.
IMAGENS BANALIZADAS
Ruiz de Souza Oviedro
A tecnologia proporciona verdadeiros milagres, mas também produz alguma
banalização. Nunca se tirou tanta fotografia instantânea como hoje: em todo lugar
há gente promovendo a permanência de um instante, que imediatamente se
ilumina na tela minúscula de uma câmera digital e de um telefone celular.
Impossível não lembrar as fotos antigas ,quando o fotógrafo, investido de alguma
solenidade, pedia aos fotografados que se preparassem, que posassem e de repente
acionava o botão, e triunfava: – Pronto! E era esperar algum tempo para que a
foto fosse revelada e encaminhada ao álbum da família. Na pressa de hoje, os
“cliques” das maquininhas eletrônicas disparam como metralhadoras, as pessoas
mal têm tempo para ver as fotos e logo, enfadadas, apagam-nas. As
eventualmente selecionadas costumam ir parar nos arquivos de um computador.
Mais cedo ou mais tarde, serão igualmente apagadas. De fato, o tempo está
passando cada vez mais rápido.
O cacto
Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:
Laocoonte constrangido pelas serpentes
Ugolino e os filhos esfaimados.
Evocava também o seco nordeste, carnaubais, caatingas...
Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.
Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de iluminação e energia:
– Era belo, áspero, intratável.
(Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 20. ed. 1993. p.127)
Texto I
A natureza das vidas que as pessoas podem levar tem sido objeto de atenção dos analistas sociais ao longo da história. Mesmo que os principais índices econômicos do progresso tendam a se concentrar no melhoramento de objetos inanimados de conveniência (por exemplo, no produto interno bruto, PIB), essa concentração poderia ser justificada, em última instância, apenas através do que esses objetos produzem nas vidas humanas que podem direta ou indiretamente influenciar. Temos excelentes razões para não confundir os meios com os fins, e para não considerarmos os rendimentos e a opulência como importantes em si, em vez de valorizá-los pelo que ajudam as pessoas a realizar, incluindo uma vida boa e que valha a pena.
A opulência econômica e a liberdade substantiva, embora não sejam desconectadas, frequentemente podem divergir. Mesmo com relação à liberdade de viver vidas longas (livres de doenças evitáveis), é notável que o grau de privação de grupos socialmente desfavorecidos em países muito ricos pode ser comparável ao das regiões mais pobres. A liberdade de evitar a morte prematura é incrementada por uma renda elevada (isso não se discute), mas ela também depende de outros fatores, em particular da organização social, incluindo a saúde pública e a garantia de assistência médica. Faz diferença se olharmos apenas para os recursos financeiros, em vez de considerarmos as vidas que as pessoas conseguem levar.
Ao avaliarmos nossas vidas, há razões para estarmos interessados na liberdade que realmente temos para escolher entre diferentes estilos de vida. O reconhecimento de que a liberdade é importante também pode ampliar nossa responsabilidade. Poderíamos usar nossa liberdade para investir em muitos objetivos que não são parte de nossas próprias vidas em um sentido restrito (por exemplo, a preservação de espécies ameaçadas). Trata-se de um tema importante na abordagem de questões como o desenvolvimento sustentável.
(Adaptado de Amartya Sen. A ideia de Justiça. São Paulo, Cia.
das Letras, 2011. p.259-61)
Temos excelentes razões para não confundir os meios com os fins, e para não considerarmos os rendimentos e a opulência como importantes em si, em vez de valorizá-los pelo que ajudam as pessoas a realizar... (1° parágrafo)
Com o uso do pronome grifado acima, evita-se a desnecessária repetição de
[Joaquim] Nabuco sentiu que, sendo produtor de riqueza, e portanto esteio da sociedade, o escravo era um trabalhador submetido à espoliação máxima; e que os interesses da oligarquia levavam não apenas a querer manter o regime escravista, mas a transformá-lo numa espécie de modelo permanente do trabalho. Esta verdadeira descoberta levou-o a sentir que os projetos de imigração, sobretudo chinesa, ou os de recrutamento do homem livre para trabalho rural a prazo fixo, eram manifestações de uma mentalidade que procurava extrapolar o sistema escravista e estender as suas características a todo trabalhador, considerado como máquina humana à disposição integral do senhor, ou do patrão.
Ele viu que, sendo a massa produtora, o trabalhador escravo era o grosso do povo, e portanto tinha direito de atuar na vida política. Ora, este direito lhe era negado não só porque ele estava excluído da cidadania, mas porque mesmo o trabalhador livre, portanto um cidadão, ficava excluído do voto pelos requisitos censitários, que restringiam ao máximo o alistamento eleitoral. Segundo Nabuco, o trabalhador não era nada, mas deveria ser tudo no futuro.
Essa visão lúcida e avançada correspondia a uma concepção realista da sociedade brasileira, que era então composta na maioria de negros e mestiços, isto é, escravos, antigos escravos, descendentes totais ou parciais de escravos.
(Fragmento extraído de Antonio Candido. Radicalismos. Vários escritos. 3.ed. S.Paulo: Duas Cidades, 1995. p.271-2)
Dados os períodos abaixo,
I. “Você fez o que te pedi?”
II. “Ninguém viu ele”.
III. “Maria, ponha isso lá fora junto com as outras”.
IV. “Calma, seu José!”
marque a opção que apresenta uma afirmação correta sobre o emprego dos pronomes.

Considere as afirmações que seguem.
I. O pronome “isso" refere-se ao fato de a moça ter pegado uma pedra.
II. No primeiro quadrinho, a próclise foi aplicada de forma incorreta, mas é aceita porque a tirinha utiliza a oralidade.
Está correto o que se afirma em:
Quando sua colega ______ a segunda vistoria, não estarei aqui para _________ encontrar com ela.
I. A enfermeira já havia participado de vinte e nove atendimentos na semana, o próximo seria o seu tricentésimo atendimento.
II. No domingo, Jair não se encontrou com o zelador do prédio.
III. Poucas pessoas, ali, usavam chapéis.
Considerando, respectivamente, o emprego do numeral, a colocação do pronome e a flexão do substantivo, destacados, verifica-se que está correto, apenas, o que consta em
