Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais oblíquos em português
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I. Quando lembro-me de você, fico feliz. II. Não me diga que a prova de Língua Portuguesa é hoje! III. Em demorando-se a pagar, a duplicata irá a juízo. IV. O pai esperava-a no aeroporto. V. Vê-la-ia ao menos uma vez, após a briga?
ASSINALE A OPÇÃO CORRETA:
A expressão “as tecnologias” é retomada por
I. Em: “Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.”, os termos destacados são pronomes pessoais oblíquos átonos.
II. Em: “os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca”, o termo destacado poderia ser substituído por “meia” uma vez que “meio” está acompanhando um adjetivo feminino, podendo ser flexionado para o gênero feminino.
Marque a alternativa correta:


I - deles (l. 03) – escassos (l. 01)
II - o (l. 24) – poder (l. 24)
III- o (l. 36) – Profissional (l. 35)
Quais estão corretos?
Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.
"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.
Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.
"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.
"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.
"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.
De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.
"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.
Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.
"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.
De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.
Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.
Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".
Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.
Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".
"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.
'Rogo-lhe (1)' a fineza de 'servir-nos (2)' dois uísques com gelo.
Nos termos destacados, é correto afirmar que, em:
O termo destacado na frase substitui o vocábulo:
I. Quando os pronomes oblíquos forem precedidos da preposição “com”, deve-se empregar as formas “comigo”, “contigo”, “consigo”, “conosco” e “convosco”. As construções “com ele”, “com ela”, “com eles” e “com elas” são incorretas sob o ponto de vista da gramática normativa.
II. A tradição gramatical aconselha o emprego das formas oblíquas tônicas depois da preposição “entre”.
III. Com a preposição “até”, usam-se as formas oblíquas “mim”, “ti”, etc.
Quais estão corretas?
Uma das melhores e mais antigas formas de se ensinar e aprender é por meio de histórias e experiências vividas. Histórias, mitos ou contos, essas preciosas bagagens da experiência humana com a vida, são coisas que podem e devem nos ajudar. Por sobre esses nossos tempos líquidos, como os chama Bauman, as literaturas podem atravessar, ilustrando os anseios das eras, revelando o que de constante ressoa na alma humana. Ainda mais se falarmos dos clássicos, diria Ítalo Calvino, esses livros que relemos e que nos releem.
PEREIRA, André Rodrigues. A porta sem trancas nem fechaduras.
Brasília: Editora IFB, 2016, p 29.
De acordo com os aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
