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Questões de Concurso Sobre pronomes indefinidos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 423 questões

Q4243135 Português
Fé e Esperança
Zeca Pagodinho

É o fim do mundo
Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto
É o fim do mundo
É o fim do mundo

Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto

Fazer o bem
O bem pra todos sem discriminar ninguém
Ajoelhar, agradecer, dizer Amém
E entender que todos nós somos irmãos
Irmãos

É tanta guerra
É a doença, é a desgraça e a fome
E tudo isso é o mal que nos consome
Mas com esperança, nós podemos reverter
Basta querer
Com muito amor

[...]

No verso

"Fazer o bem / O bem pra todos sem discriminar ninguém."

a expressão "ninguém" exerce a função de

Alternativas
Q4226380 Português
Ai, palavras


Por Helô Bacichette


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/aipalavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa em que a palavra sublinhada NÃO seja um pronome indefinido. 
Alternativas
Q4226342 Português
O jeitinho brasileiro de fazer pizza


Por Marco Matos


Q1_15.png (678×525)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileirode-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que compõe o trecho a seguir, retirado do texto, que seja um pronome indefinido.

“E talvez o segredo esteja justamente na simplicidade: massa, molho e alguma coisa por cima”.
Alternativas
Q4224139 Português
Para responder à questão, considere o texto abaixo:


“Odisseia” e “Ilíada” são só dois capítulos de oito


Por Bruno Carbinatto


Q39_40.png (672×304)

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/odisseia-e-iliada-sao-so-dois-capitulos-de-oito-conheca-ociclo-epico-de-troia/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra sublinhada do trecho a seguir, retirado do texto, que NÃO pode ser classificada morfologicamente como pronome no contexto em que ocorre.

“Provavelmente, você conhece alguns destes eventos relacionados à famosa Guerra de Troia, adaptada para as telonas recentemente no filme de Christopher Nolan. O que talvez você não saiba é que nenhum deles é contado em detalhes nem em A Ilíada nem em A Odisseia”. 
Alternativas
Q4219714 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa que analisa corretamente a palavra destacada no excerto. 
Alternativas
Q4205127 Português

Assinale a alternativa INCORRETA sobre as funções sintáticas presentes na oração a seguir, retirada do texto.


“Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto”.

Alternativas
Q4202524 Português

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe gramatical das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto.



“Independentemente da resposta, o prazer está presente em qualquer iniciativa”.

Alternativas
Q4172936 Português
“Os voluntários foram submetidos a dois tipos de consumo. Um grupo foi submetido à versão pasteurizada, enquanto outro foi submetido ao placebo.”  

Com base no trecho e nos conhecimentos sobre pronomes, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4164230 Português
A linguagem corporal do seu gato


Por Pablo Pachón Ramírez


Q1_10.png (693×629)

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/13/a-linguagem-corporal-do-seu-gato-o-que-significa-os-movimentos-do-rabo-do-animal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise os trechos abaixo, retirados do texto:

  “Por outro lado, pupilas muito dilatadas podem indicar excitação, medo ou surpresa”.

 “Em muitos casos, o gato está simplesmente descansando”.

Os vocábulos “muito” e “muitos”, nos trechos acima, são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q4156034 Português
Assinale a opção na qual a análise morfológica do termo está correta.
Alternativas
Q4145942 Português
 Assinale a alternativa que classifica corretamente o pronome “alguns” no trecho “Alguns relutam, mas o pet vai ganhando o coração”, retirado do texto.
Alternativas
Q4129561 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou." Considerando as classes de palavras, analise as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'que', nas duas ocorrências, pertence à mesma classe gramatical, exercendo idêntica função sintática.
II. O termo 'nos' classifica-se como pronome pessoal oblíquo átono, exercendo função de objeto indireto.
III. A palavra 'cada' atua como pronome indefinido, determinando o substantivo 'porto' com valor distributivo.
IV. O termo 'velha' é um adjetivo que, caso seja posposto ao substantivo a que se refere, alterará seu valor semântico, assim como ocorrerá na frase 'Ele é um simples professor'.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4121643 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Analise a estrutura morfológica dos termos destacados no título do texto 1: "Superendividamento: A lei que protege quem não consegue pagar".

A alternativa que apresenta a classificação correta e completa de cada vocábulo destacado na sequência que estão no trecho acima é 
Alternativas
Q4118206 Português

O texto a seguir refere-se  à questão.



Texto 2


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/21/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml

Assinale a alternativa cuja reescrita fornecida altere substancialmente o sentido da frase presente no primeiro quadro do texto. 
Alternativas
Q4105875 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


texto.jpg (336×324)

No que se refere aos aspectos morfossintáticos e semânticos estabelecidos na tirinha, analise as partes que seguem:
(1ª parte): A estrutura Lembre-se disso ao ouvir o canto das cigarras! expressa uma relação de temporalidade, de modo que sua perfeíta substtuição por uma oração desenvolvida exige o emprego da conjunção conquanto.
(2ª parte): O vocábulo poucos, no segundo quadrinho, classifica-se como um pronome indefínido adjetivo, cuja função sintátíca e determinar o advérbio de tempo dias.
(3ª parte): O acento circunflexo no termo têm, no segundo quadrinho, é de natureza diferencial, justificando-se pela concordância com o sujeito plural.
Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4075523 Português
A seta ornamental


    Toda cidade abriga personagens fixos. Há o filósofo de fila de padaria, o especialista em clima que prevê chuva olhando para o joelho e o cidadão que trata vaga de estacionamento como herança de família. No trânsito, porém, existe uma figura especialmente notável: o motorista que usa a seta como item de decoração.

     Ele não desconhece a existência do dispositivo. Seria até injusto acusá-lo disso. Sabe onde a alavanca fica, já a viu de perto e, em algum momento remoto da formação como condutor, ouviu dizer que ela serve para indicar ao outro o que se pretende fazer. O problema nunca foi falta de informação. Foi excesso de autoconfiança. Esse motorista acredita, com a serenidade dos mal orientados, que seu carro transmite pensamento.

     Ele vira à direita como quem muda de assunto no meio da frase. Sem aviso, sem transição, sem a menor cerimônia. O veículo atrás que descubra, por dedução, vocação profética ou reflexo de sobrevivência, qual será o próximo movimento daquela alma apressada. A seta, nesse universo mental, não é ferramenta. É adereço. Uma joia discreta instalada ao lado do volante para compor o acabamento interno, como quem diz: “sim, o automóvel veio completo”.

  O mais curioso é que esse mesmo motorista costuma se indignar profundamente quando os outros não adivinham suas intenções. Fecha a cara, buzina, gesticula, olha pelo retrovisor com a decepção de um artista incompreendido. Na cabeça dele, o erro nunca está na omissão do aviso. Está na falha geral da humanidade em perceber sinais que não foram dados. É quase uma doutrina: se eu pensei, os demais deveriam ter sentido.

     Há também o motorista seletivo, primo próximo desse tipo principal. Ele usa a seta apenas em ocasiões solenes, como quem retira uma louça fina do armário em dia de visita. Num retorno importante, talvez. Numa conversão diante de uma viatura, quem sabe. Fora disso, considera exagero. Para entrar bruscamente na frente do outro, basta coragem. Para sair de uma vaga sem prevenir ninguém, basta fé. E assim a rua vai sendo administrada por impulsos, palpites e pequenos sustos.

    Seria engraçado, e de certo modo é, se não revelasse algo maior. No fundo, a seta esquecida não é apenas uma distração mecânica. Ela denuncia uma visão particular do mundo. Quem não avisa o próprio movimento costuma agir como se o espaço comum lhe pertencesse em regime de exclusividade. Os demais aparecem como obstáculos móveis, figurantes inconvenientes de um roteiro no qual ele se imagina protagonista. A pressa vira argumento moral. A imprudência, um detalhe operacional. 

     Mas o trânsito, essa instituição onde desconhecidos negociam a paz a cada esquina, não funciona por telepatia. Funciona por pacto. E pacto exige sinais claros, previsibilidade mínima e uma dose de respeito que não custa combustível. Acionar a seta é um gesto pequeno, quase ridículo de tão simples. Justamente por isso ele tem valor. Não pede talento, riqueza nem genialidade. Pede apenas a aceitação civilizada de que o outro não foi colocado na via pública para suportar surpresas produzidas pela nossa pressa.

       Talvez esteja aí a lição, escondida sob o humor cotidiano. A seta não serve só para indicar para onde o carro vai. Ela revela de maneira discreta para onde vai o senso de coletividade de quem dirige. No trânsito e fora dele, muita confusão começa quando alguém acha desnecessário avisar, explicar ou considerar o impacto do próprio gesto. Ser adulto, afinal, talvez seja isso: parar de exigir que o mundo adivinhe nossas intenções e começar a sinalizá-las com clareza. Até porque, na vida como na avenida, quem transforma aviso em ornamento costuma chamar de azar o problema que ele mesmo fabricou.


Fonte: Banca Elaboradora 
No trecho “os demais aparecem como obstáculos móveis”, a expressão “os demais” classifica-se corretamente como: 
Alternativas
Q4063350 Português

O ovo ou a galinha?



Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação dos pronomes sublinhados:



Algumas são ovos, outras são galinhas”.

Alternativas
Q4062086 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino


Dentro do corpo humano, existe uma comunidade complexa formada por trilhões de microrganismos que influenciam diversos aspectos da saúde. Esse conjunto é conhecido como microbiota intestinal. A diversidade dessas bactérias pode ser comparada a um ecossistema natural: quanto maior a variedade de microrganismos, maior tende a ser a capacidade de equilíbrio do organismo diante de perturbações.

Estudos indicam que uma microbiota variada exerce papel importante no bem-estar geral. Ela participa de processos ligados ao metabolismo, ao funcionamento do cérebro, à qualidade do sono e ao controle de inflamações. Pessoas com menor diversidade bacteriana apresentam maior tendência a distúrbios intestinais, inflamações e problemas relacionados ao descanso. Por outro lado, uma microbiota mais diversa é frequentemente associada a melhores condições de saúde.

Esse conjunto de microrganismos funciona como um verdadeiro ecossistema interno e é comparado a um órgão adicional do corpo humano. Entretanto, evidências recentes indicam que alguns hábitos alimentares interferem nesse equilíbrio. Entre os fatores mais investigados está o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, que alteram a composição das bactérias intestinais.

Uma das explicações para esse efeito está na presença de aditivos utilizados pela indústria para conservar alimentos, modificar a textura ou intensificar o sabor. Ao observar rótulos de produtos industrializados, é comum encontrar substâncias como emulsificantes, corantes e adoçantes artificiais. Esses componentes mantêm a aparência e o prazo de validade dos produtos, permitindo, por exemplo, que pães permaneçam macios por mais tempo ou que sorvetes tenham textura cremosa.

Entre esses aditivos, os emulsificantes são particularmente frequentes. Eles permitem a mistura de substâncias que normalmente não se combinariam, como água e óleo, além de contribuírem para a estabilidade de diversos alimentos industrializados. Pesquisas identificaram milhares de produtos alimentícios contendo esse tipo de substância, o que demonstra sua ampla presença na alimentação cotidiana.

Apesar de sua utilidade tecnológica, estudos indicam que alguns emulsificantes interferem na microbiota intestinal. Pesquisas associam essas substâncias a problemas como doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável e alguns tipos de câncer do sistema digestório. Experimentos realizados com animais mostram que determinadas doses de emulsificantes alteram o comportamento das bactérias intestinais, aproximando-as da parede do intestino e favorecendo processos inflamatórios.

Em condições normais, existe uma camada de muco que protege a parede intestinal e mantém as bactérias a uma distância segura. Quando esse equilíbrio é alterado e os microrganismos atravessam essa barreira protetora, surgem inflamações persistentes. Estudos com seres humanos também indicam possíveis associações entre o consumo frequente desses aditivos e doenças metabólicas.

Pesquisas realizadas com grandes grupos de adultos observaram que indivíduos mais expostos a emulsificantes apresentaram maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Embora esses resultados indiquem relações estatísticas e não causalidade direta, análises laboratoriais sugerem que certos emulsificantes reduzem a quantidade de bactérias consideradas benéficas.

Investigações clínicas também indicam que a redução do consumo desses aditivos traz benefícios para pessoas com doenças intestinais inflamatórias. Em experimentos controlados, indivíduos que adotaram dietas com menor presença de emulsificantes apresentaram maior probabilidade de melhora dos sintomas.

Além dos aditivos, o próprio grau de processamento dos alimentos também influenciam a saúde intestinal. Pesquisas compararam dietas com valores nutricionais semelhantes, mas com diferentes níveis de processamento. Participantes que consumiram alimentos frescos e minimamente processados apresentaram maior diversidade de bactérias intestinais, enquanto aqueles cuja alimentação incluía mais produtos ultraprocessados demonstraram menor diversidade microbiana e maior ocorrência de desconfortos digestivos.

De modo geral, uma orientação simples é priorizar alimentos frescos e minimamente processados. Essa escolha tende a beneficiar não apenas o organismo humano, mas também a comunidade de microrganismos que vive no intestino e desempenha papel essencial para a manutenção da saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5002dg6o.adaptado.
Pesquisas associam essas substâncias a problemas como doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável e alguns tipos de câncer do sistema digestório.

Considerando a classificação morfológica das palavras presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4052552 Português
Leia as sentenças a seguir e analise as expressões destacadas, atentando para o termo ao qual cada uma se refere. Em seguida, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as classes gramaticais às expressões destacadas:
Primeira coluna: classes gramaticais
1.Adjetivo (locução)
2.Advérbio
3.Pronome indefinido
Segunda coluna: expressões
(__)Fale com os demais antes de tomar qualquer decisão.
(__)Que pessoa legal, ela acolhe demais!
(__)Como há candidatos de mais e poucas vagas, o processo de seleção será mais longo.
(__)Vírgulas de mais atrapalham a coesão textual.
(__)Fuja de pessoas que falam demais e ouvem de menos.
(__)Trouxe as demais para devolver. Não precisarei dessas fotografias.

Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4042754 Português

TEXTO 1



Em tempos de fórmulas, roteiros e dicas demais sobre como conquistar alguém, vou na direção contrária e evito qualquer coisa que pregue joguinhos, métodos baseados em frieza e desinteresse, chá de sumiço e essa baboseira toda.


Sou dos que simplificam tudo, mesmo as relações humanas sendo tão complexas.


Digo com todas as letras o que sinto.


Demonstro com todas as atitudes necessárias.


Mostro, comprovo, deixo completamente entendido.


Vai soar emocionado demais? Não ligo.


Vai parecer que sou fraco e vão tentar se aproveitar do que sinto?


Amadureci o bastante para saber identificar sinais e me proteger.


Vão fugir de mim, porque, hoje em dia, muita gente não sabe lidar com essa coragem? Livramento meu.


Ou vivo algo bacana, ou me poupo de viver algo que não vai me trazer o que mereço.


Ser fiel àquilo que sou é sempre um excelente jeito de resolver as coisas. Recomendo.


Fernandes, Victor. Pra você que é emocionado. São Paulo: Planeta do Brasil, 2024. 

No período “Demonstro com todas as atitudes necessárias.”, as palavras “todas”, “atitudes” e “necessárias” são, respectivamente:
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: A
4: A
5: A
6: B
7: B
8: C
9: A
10: A
11: D
12: D
13: D
14: C
15: A
16: A
17: D
18: D
19: B
20: D