Questões de Concurso
Comentadas sobre pronomes demonstrativos em português
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Havia no Ateneu, fora desta regra, alunos gratuitos, dóceis criaturas, escolhidas a dedo para o papel de complemento objetivo de caridade, tímidos como se os abatesse o peso do benefício, com todos os deveres, nenhum direito, nem mesmo o de não prestar para nada. Em retorno, os professores tinham obrigação de os fazer brilhar, porque caridade que não brilha é caridade em pura perda.
Os vocábulos o e os, em “como se os abatesse”, “nem mesmo o de não prestar para nada” e “de os fazer brilhar”, são, respectivamente:
( ) No trecho-título “Tecnologia pode afetar positivamente”, a palavra “positivamente” é um advérbio de afirmação que está ligado ao verbo “afetar”. ( ) No trecho “ensino cognitivo e intelectual, como também o desenvolvimento socioemocional, de modo que, juntos”, a palavra “juntos” faz referência apenas às expressões “ensino cognitivo e intelectual”. ( ) No trecho “20% da carga horária do curso diurno poderá ser ofertada na modalidade de educação a distância”, a voz verbal da expressão destacada está na voz reflexiva. ( ) No trecho “Este modelo está em alta no Brasil”, o pronome demonstrativo “este” destacado tem a função anafórica de retomar um trecho, ou termo, que foi citado anteriormente. ( ) No trecho “pois trata-se de uma oportunidade para as escolas”, a expressão em destaque pode ser substituída sem prejuízo de sentido ou correção gramatical pela expressão: “às”.
Leia o texto a seguir e responda as questões 1 a 10:
Saúde, educação e qualidade de vida
Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https://www.redalyc.org/html/929/92970211/. Acesso: 21 Dez. 2018.
No que diz respeito à coesão e coerência textuais, que são indispensáveis para garantir a unidade do texto, de modo que ele faça sentido aos seus leitores, considere as seguintes afirmativas:
I- O pronome demonstrativo “isso”, que abre o
terceiro parágrafo, faz referência ao que foi
exposto nos dois primeiros parágrafos do texto.
II- O pronome possessivo “suas” presente no
quarto parágrafo do texto está retomando a
expressão “duas últimas décadas”.
III- O pronome demonstrativo “essas” situado no
quarto parágrafo do texto está retomando
“saúde e educação”.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
A frase “Os próprios estudantes foram até o diretor”, é um exemplo de:
Essas mudanças no trabalho, mesmo com foco em inteligência emocional, vão causar desemprego?
Quais habilidades serão essenciais para o trabalhador do futuro não perder seu emprego?
Quais empregos vão surgir?
Se hoje você consegue carregar o seu celular em poucas horas e usá-___________ ao longo de todo o dia, é ________________ das baterias de íons de lítio. É difícil lembrar de como era a vida sem________________ . É _________________ que o Nobel de Química de 2019 foi dado aos três cientistas que ajudaram a desenvolvê-_____________: Stanley Whittingham, Akira Yoshino e John Goodenough, sendo ___________ a pessoa mais velha a receber o prêmio Nobel, aos 97 anos de idade.
I- No excerto “...comemoramos este ano uma data muito importante...”, o pronome demonstrativo refere-se ao ano presente, 2019. II- No excerto “...Ainda segundo ela...”, a palavra destacada funciona como pronome pessoal. III- No texto apresentado, o autor utilizou somente 3 (três) pronomes possessivos.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir e responda à questão:
Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei a ler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro.
Trecho de Manuel de Barros, em Memórias
inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003.
I. O termo está no singular e no feminino. II. O termo se refere à “palavra engavetada”, presente no texto na frase anterior. III. O termo corresponde à avó do autor do texto.


Assinale a alternativa que traz uma afirmação correta sobre esta placa:
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue o item.
O vocábulo “desse” (linha 10) faz referência, no texto, à
situação em que os interesses financeiros coincidem com os interesses socioambientais.
I. Com relação à escrita dos numerais, usa-se a conjunção “e” apenas entre as centenas e dezenas, não devendo usá-la entre as unidades, como no exemplo: cento e vinte e três. II. A definição do currículo não deve ser fruto de um planejamento no ambiente escolar. III. Usam-se os pronomes este e isto para indicar o tempo passado, presente ou futuro bem distante em relação ao momento do discurso, como pode ser observado na frase: este é o meu relógio.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A vogal temática ocorre depois do radical e antes das desinências. II. Os pronomes esse, esses, essa, essas e isso são usados apenas para indicar um momento futuro mencionado anteriormente, não muito longínquo, como pode ser observado no exemplo seguinte: nesse ano, conheci meu atual noivo. III. Os pronomes são palavras que substituem os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia o texto a seguir, para responder às questão.
O direito à tristeza
Contardo Calligaris
As crianças têm dois deveres. Um, salutar, é o dever de crescer e parar de ser crianças. O outro, mais complicado, é o de ser felizes, ou melhor, de encenar a felicidade para os adultos. Esses dois deveres são um pouco contraditórios, pois, crescendo e saindo da infância, a gente descobre, por exemplo, que os picolés não são de graça. Portanto, torna-se mais difícil saltitar sorrindo pelos parques à espera de que a máquina fotográfica do papai imortalize o momento. Em suma, se obedeço ao dever de crescer, desobedeço ao dever de ser feliz. A descoberta dessa contradição pode levar uma criança a desistir de crescer. E pode fazer a tristeza (às vezes o desespero) de outra criança, incomodada pela tarefa de ser, para a família inteira, a representante da felicidade que os adultos perderam (por serem adultos, porque a vida é dura, porque doem as costas, porque o casamento é tenso, porque não sabemos direito o que desejamos).
A ideia da infância como um tempo específico, bem distinto da vida adulta, sem as atrapalhações dos desejos sexuais, sem os apertos da necessidade de ganhar a vida, é recente. Tem pouco mais de 200 anos. Idealizar a infância como tempo feliz é uma peça central do sentimento e da ideologia da modernidade. É crucial lembrar-se disso na hora em que somos convidados a espreitar índices e sinais de depressão nas nossas crianças.
O convite é irresistível, pois a criança deprimida contraria nossa vontade de vê-la feliz. Um menino ou uma menina tristes nos privam de um espetáculo ao qual achamos que temos direito: o espetáculo da felicidade à qual aspiramos, da qual somos frustrados e que sobra para as crianças como uma tarefa. “Meu filho, minha filha, seja feliz por mim.” É só escutar os adultos falando de suas crianças tristes para constatar que a vida da criança é sistematicamente desconhecida por aqueles que parecem se preocupar com a felicidade do rebento. “Como pode, com tudo que fazemos e fizemos por ela?” ou “Como pode, ele que não tem preocupação nenhuma, ele que é criança?”. A criança triste é uma espécie de desertor: abandonou seu lugar na peça da vida dos adultos, tirou sua fantasia de palhaço.
Conselho aos adultos (pais, terapeutas etc.): quando uma criança parece estar deprimida, o mais urgente não é reconhecer os “sinais” de uma doença e inventar jeitos de lhe devolver uma caricatura de sorriso. O mais urgente, para seu bem, é reconhecer que uma criança tem o DIREITO de estar triste, porque ela não é apenas um boneco cuja euforia deve nos consolar das perdas e danos de nossa existência; ela tem vida própria.
Mais uma observação para evitar a precipitação. Aparentemente, nas últimas décadas, a depressão se tornou uma doença muito comum. Será que somos mais tristes que nossos pais e antepassados próximos? Acredito que não. As más línguas dizem que a depressão foi promovida como doença pelas indústrias farmacêuticas, quando encontraram um remédio que podiam comercializar para “curá-la”. Mas isso seria o de menos. É mais importante notar que a depressão se tornou uma doença tão relevante (pelo número de doentes e pela gravidade do sofrimento), porque ela é um pecado contra o espírito do tempo. Quem se deprime não pega peixes e ainda menos sobe no bonde andando.
Será que vamos conseguir transformar também a tristeza infantil num pecado? Claro que sim. Aliás, amanhã, quando seu filho voltar da escola, além de verificar se ele não está com frieiras, veja também se ele não pegou uma deprê. E, se for o caso, dê um castigo, pois, afinal, como é que ele ousa fazer cara feia quando acabamos de lhe comprar um gameboy? Ora! E, se o castigo não bastar, pílulas e terapia nele. Qualquer coisa para evitar de admitir que a infância não é nenhum paraíso.
Disponível em: <https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2012/08/08/o-direito-a-tristeza-contardo-calligari-2/> Acesso em: 20 nov. 2018.
