Questões de Concurso
Sobre pronome de tratamento em português
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TEXTO II
POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?
A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].
(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)
"Quando você corta a c ebola". Nesse fragmento, o vocábulo "você" é:
1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” (4ª pergunta).
2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à.
3. Em “constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais” (1a resposta), o pronome sublinhado faz referência ao desinteresse pelo tratamento dado aos presidiários.
4. Em “Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade” (3ª resposta), as formas verbais sublinhadas estão, respectivamente, na voz passiva e ativa.
5. Em “não haverá novas vítimas” (3ª resposta), o verbo haver é impessoal e pode ser substituído por “existirá”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considere o seguinte texto:
__________________, o Presidente da Câmara Municipal de XYXY, faz saber que as transmissões da “Rádio e TV Câmara” deverão se restringir à divulgação das sessões deste órgão e de matérias de interesse público.
É correto afirmar que esse texto se caracteriza como parte de
Oficio nº 005/2017
Brasília/DF, 07 de dezembro de 2017.
A Vossa Excelência o Senhor
Senador Hélio José
Senado Federal Anexo 2, Ala Teotônio Vilela, Gabinete 19- Brasília - DF
Assunto: Pede apoio na nomeação de novos Oficiais de Justiça no TJDFT
Senhor Senador,
1. Cumprimentamos Sua Excelência, ao tempo em que comunicamos que o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal (SfNDOJUS/DF) consiste na entidade sindical representativa de todos os Oficiais de Justiça dos diversos Tribunais e Instâncias do Poder Judiciário da União no Distrito [ ... ] , que atribui aos sindicatos "a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas." Segue anexa cópia da certidão sindical emitida pelo Ministério do Trabalho.
2. Cônscios do compromisso de Vossa Excelência com o acesso à justiça efetiva pela população do Distrito Federal, apresentan1os por este expediente um conjunto de fatos que pode comprometer gravemente a concretização dos direitos dos cidadãos. [ ... ].
3. Nos últimos anos, o acesso da população ao Poder Judiciário e, de maneira mais específica, ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios aumentou consideravelmente. Consequentemente, com o maior número de processos, elevou-se também de forma substancial a quantidade de mandados expedidos para cumprimento pelos Oficiais de Justiça. sobrecarregando esses servidores. [ ... ]
Respeitosamente,
GERA ROO ALVES LIMA FILHO
Presidente do SíNDOJUS/DF
http://www.aojus.org.br/ AOJ US/arquivos/oficionomeiat jdft.pdf
Leia o trecho a seguir e responda à questão:
Estava em Paris quando, na véspera de partir para
o Brasil, fui, com meu pai, visitar uma exposição de
máquinas no desaparecido “Palácio da Indústria”.
Qual não foi o meu espanto quando vi, pela primeira
vez, um motor à petróleo, da força de um cavalo,
muito compacto, e leve, em comparação aos que eu
conhecia, e... funcionando! Parei diante dele como
que pregado pelo destino. Estava completamente
fascinado. Meu pai, distraído, continuou a andar até
que, depois de alguns passos, dando pela minha
falta, voltou, perguntou-me o que havia. Contei-lhe
a minha admiração de ver funcionar aquele motor, e
ele me respondeu: “por hoje basta”. Aproveitando-me dessas palavras, pedi-lhe licença para fazer
meus estudos em Paris. Continuamos o passeio, e
meu pai, como distraído, não me respondeu. Nessa
mesma noite, no jantar de despedida, reunida a
família, entre nós, dois primos de meu pai, franceses
e seus antigos companheiros de escola, pediu-lhes
ele que me protegessem, pois pretendia fazer-me
voltar a Paris para acabar meus estudos. Nessa
mesma noite corri vários livreiros; comprei todos os
livros que encontrei sobre balões e viagens aéreas.
Trecho extraído da obra “O que vi, o que nós veremos”, de Santos Dumont, 1918.
1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” (4ª pergunta). 2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à. 3. Em “constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais” (1ª resposta), o pronome sublinhado faz referência ao desinteresse pelo tratamento dado aos presidiários. 4. Em “Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade” (3ª resposta), as formas verbais sublinhadas estão, respectivamente, na voz passiva e ativa. 5. Em “não haverá novas vítimas” (3ª resposta), o verbo haver é impessoal e pode ser substituído por “existirá”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Segundo o novo decreto sobre pronomes de tratamento, descrito no texto acima, qual das alternativas abaixo estará correta?
A coruja e a águia
Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.
— Basta de guerra — disse a coruja.
— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
— Perfeitamente — respondeu a águia.
— Também eu não quero outra coisa.
— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
— Está feito! — concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.
— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…
Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.
( Monteiro Lobato)Mario Quintana
Leia o hipotético documento padrão ofício, endereçado ao Presidente da Assembleia Legislativa; nele há lacunas que precisam ser preenchidas. ......................................,
Apresentamos a ................... o projeto para a ampliação de vagas nesta instituição para ser discutido na próxima reunião ordinária dessa Casa, conforme sua solicitação. Esperamos que, depois de uma crítica discussão, haja a aprovação do que foi proposto.
........................... ,
Zeferino da Silva
Coordenador de Planejamento Institucional
Assinale a alternativa que apresenta correto preenchimento das lacunas.
Vida útil dos produtos está cada vez mais curta
com a obsolescência programada
Por Luiza Ester
Eletrodomésticos, eletrônicos, eletroeletrônicos e dispositivos digitais são, invariavelmente, descartados depois de algum tempo. Isso ocorre, muitas vezes, pelo desgaste do produto ou pela vontade do consumidor de adquirir novas versões daquele objeto de desejo. O que muitas pessoas não sabem é que esses objetos podem ser feitos pelos próprios fabricantes para não funcionar depois de um tempo programado, caracterizando a obsolescência programada.
O produto acaba se tornando ultrapassado ou não-funcional propositalmente, com o intuito de forçar a compra das suas novas gerações, fazendo aumentar a circulação e o consumo de produtos. Por isso, mais da metade dos aparelhos móveis e domésticos são substituídos em um curto período de tempo.
80% dos brasileiros não buscam assistência técnica e 46% preferem comprar novos aparelhos a consertar os velhos. De acordo com estudo, dentre os aparelhos mais usados pelos brasileiros, o celular é o que tem menor durabilidade, com uma vida útil de, em média, três anos.
[...]
Mas como os fabricantes conseguem diminuir a vida útil dos aparelhos? Segundo o professor Geneflides Silva, 48, mestre em Informática Aplicada, a transformação provém da crescente evolução tecnológica e, consequentemente, da busca por inovação. “As pesquisas científicas permitem cada vez mais um conhecimento das propriedades físicas e químicas dos componentes, ocasionando um controle quase que absoluto do comportamento desejado de tais substâncias. Desta forma, este domínio permite aplicar na fabricação e durabilidade dos dispositivos”, afirma.
Adaptado de:<http://portaldonic.com.br/jornalismo/2017/06/16/vida-util-dos-produtos-esta-cada-vez-mais-curta-com-a-obsolescencia-programada/>
No dia 30 de outubro de 2018, após as eleições presidenciais do Brasil, foi publicada uma Carta ao Presidente no caderno de política do jornal Estadão. O texto inicia-se da seguinte maneira:
“Presidente Jair Bolsonaro, parabéns. Você venceu uma disputa extremamente difícil, penosa, agressiva, que quase lhe custou a vida. Não precisava ter sido assim, mas já foi. Você agora representa a esperança.”
Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/noticias/
eleicoes,carta-ao-presidente, 70002573331>.
Acesso em 19 fev. 2019.
Quanto ao pronome de tratamento utilizado pelo autor da carta, é correto afirmar:
A perfeição (adaptado)
O susto de reencontrar alguém que não vemos há anos é o impacto do tempo. O desmanche alheio incomoda? Claro que não, apenas o nosso refletido na hipótese de estarmos também daquele jeito. Há momentos nos quais o salto para o abismo do fim parece mais dramático: especialmente entre 35 e 55. (...)
Agatha Christie deu um lindo argumento para todos nós que envelhecemos. Na sua Autobiografia, narra que a solução de um casamento feliz está em imitar o segundo casamento da autora: contrair núpcias com um arqueólogo (no caso, Max Mallowan), pois, quanto mais velha ela ficava, mais o marido se apaixonava. Talvez o mesmo indicativo para homens e mulheres estivesse na busca de geriatras, restauradores, historiadores, egiptólogos ou, no limite, tanatologistas.
Envelhecer é complexo, a opção é mais desafiadora. O célebre historiador israelense Yuval Harari prevê que a geração alpha (nascidos no século em curso) chegará, no mínimo, a 120 anos se obtiver cuidados básicos. O Brasil envelhece demograficamente e nós poderíamos ser chamados de vanguarda do novo processo. Dizem que Nelson Rodrigues aconselhava aos jovens que envelhecessem, como o melhor indicador do caminho a seguir. Não precisamos do conselho pois o tempo é ceifador inevitável. (...)
Como em toda peça teatral, o descer das cortinas pode ser a deixa para um aplauso caloroso ou um silêncio constrangedor, quando não vaia estrondosa. É sabedoria que o tempo ensina, ao retirar nossa certeza com o processo de aprendizado. Hoje começa mais um dia e mais uma etapa possível. Hoje é um dia diferente de todos. Você, tendo 16 ou 76, será mais velho amanhã e terá um dia a menos de vida. Hoje é o dia. Jovens, velhos e adjacentes: é preciso ter esperança.
Texto 2
Investir em educação ‘fecha’ prisões
Entrevista da BBC News Brasil com Clara Grisot.
Clara Grisot, formada em ciências políticas e sociologia, é cofundadora da associação francesa Prison Insider, que coleta informações sobre as condições das prisões no mundo.
BBC News Brasil – Pesquisas no Brasil indicam que a maioria concorda com a afirmação de que “bandido bom é bandido morto”. Qual seria a reação em outros países desenvolvidos?
Grisot – Esse tipo de discurso não é algo específico do Brasil. É uma visão comum no mundo. Vemos que a sociedade tem uma real falta de empatia em relação [……] pessoas encarceradas. O tratamento dado aos presidiários não interessa [……] quase ninguém, mas constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais.
BBC News Brasil – De que forma a violência no Brasil, que afeta a população diariamente, influencia o olhar dos brasileiros sobre a situação nos presídios?
Grisot – O que acontece dentro das prisões em países com muita violência é a exacerbação do que acontece nas ruas. Isso explica [……] violência que surge regularmente no sistema carcerário brasileiro e, certamente, o olhar dos brasileiros sobre a situação do sistema prisional do país. Já é tão violento fora (nas ruas) que o que acontece dentro das prisões é praticamente algo que não lhes diz respeito.
BBC News Brasil – No Brasil e em outros países, prevalece a visão de que penas mais severas reduziriam os riscos da pessoa cometer um crime. Você concorda com isso?
Grisot – Com base nas informações que pudemos obter em todos os países do mundo, percebemos que a prisão não funciona. Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade. A prisão destrói. Estudos mostram que quanto menos a pessoa ficar presa, menos ela ficará dessocializada e menores serão as chances de reincidência. Se ela não voltar [……] praticar um delito, não haverá novas vítimas. Todo esse discurso de repressão produz efeitos contrários ao desejado. É paradoxal. Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas.
BBC News Brasil – Muitos no Brasil acham que um país sem recursos suficientes para a educação não deveria investir em presídios. Qual é a sua avaliação?
Grisot – A corrida para o aprisionamento e a construção de prisões têm um custo extremamente alto tanto economicamente quanto socialmente. O Brasil dá continuidade a uma política repressiva que fracassou, sobretudo nos Estados Unidos, onde certos Estados gastam mais com prisões do que com universidades. Isso tem efeitos devastadores, com consequências sobre comunidades e gerações inteiras. Alguns têm recuado em razão dos estragos constatados. A educação é uma das primeiras muralhas contra a pobreza. São os pobres que são presos em massa e isso em todos os lugares. Construir presídios em detrimento da educação é uma escolha infeliz porque apostar na educação significa fechar prisões.
BBC News Brasil – No Brasil, difundiu-se a ideia de que os direitos humanos são os “direitos dos manos”, dos bandidos. O que explica isso?
Grisot – Isso faz parte de uma retórica clássica que chamamos de populismo penal que quer dividir os direitos humanos. Nós dizemos que os direitos humanos são indivisíveis e não podem ser negociados. Todos devem ser tratados com dignidade. Seria um grande retrocesso pensar o contrário.
FERNANDES, Daniela. Disponível em:
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-48445684
Acesso em 18 out.2019. [Adaptado]
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto 2.
1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” (4ª pergunta).
2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à.
3. Em “constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais” (1° resposta), o pronome sublinhado faz referência ao desinteresse pelo tratamento dado aos presidiários.
4. Em “Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade” (3ª resposta), as formas verbais sublinhadas estão, respectivamente, na voz passiva e ativa.
5. Em “não haverá novas vítimas” (3ª resposta), o verbo haver é impessoal e pode ser substituído por “existirá”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.