Questões de Concurso Sobre problemas da língua culta em português

Foram encontradas 4.579 questões

Q3603401 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira, 28 de agosto, o projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico, levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da casa.
O relator do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), recomendou a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. "Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos", afirmou.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor da proposta aprovada, afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças. "Cães e gatos são sentinelas de doenças humanas, pois compartilham o mesmo ambiente de seus tutores e, frequentemente, comem a mesma comida, bebem a mesma água, dormem na mesma cama e fazem companhia em viagens", argumentou.
"Nos últimos 30 anos, três em quatro doenças emergentes foram transmitidas por animais. Com estudo amplo, geral e simultâneo, como o Censo, poderemos fazer do Brasil um modelo mundial na prevenção de zoonoses, na dinâmica populacional, no bem-estar animal e na guarda responsável de cães e gatos", continuou.
Quantos cães e gatos tem o Brasil?
Hoje, o Brasil não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos tem o país. Institutos e associações do setor pet realizam contagem para amparar o setor. Segundo o Censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, o país encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação, um aumento de 3,7% sobre os 144,3 milhões do ano anterior.
Os cães lideram o ranking, com 58,1 milhões de indivíduos. As aves canoras vêm em segundo, com 41 milhões. Os gatos figuram em terceiro lugar, com 27,1 milhões, seguidos de perto pelos peixes (20,8 milhões). E depois vêm os pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões).

Retirado e adaptado de: Redação. Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo. Revista Exame.Disponível em: m-dde-caaes--gato-nooceennso issao-aprova-proposta-que-inclui-contagem-de-caes-e-gatos-no-censo/ Acesso em: 29 ago., 2023.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira, 28 de agosto, o projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico, levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da casa.
O relator do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), recomendou a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. "Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos", afirmou.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor da proposta aprovada, afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças. "Cães e gatos são sentinelas de doenças humanas, pois compartilham o mesmo ambiente de seus tutores e, frequentemente, comem a mesma comida, bebem a mesma água, dormem na mesma cama e fazem companhia em viagens", argumentou.
"Nos últimos 30 anos, três em quatro doenças emergentes foram transmitidas por animais. Com estudo amplo, geral e simultâneo, como o Censo, poderemos fazer do Brasil um modelo mundial na prevenção de zoonoses, na dinâmica populacional, no bem-estar animal e na guarda responsável de cães e gatos", continuou.
Quantos cães e gatos tem o Brasil?
Hoje, o Brasil não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos tem o país. Institutos e associações do setor pet realizam contagem para amparar o setor. Segundo o Censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, o país encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação, um aumento de 3,7% sobre os 144,3 milhões do ano anterior.
Os cães lideram o ranking, com 58,1 milhões de indivíduos. As aves canoras vêm em segundo, com 41 milhões. Os gatos figuram em terceiro lugar, com 27,1 milhões, seguidos de perto pelos peixes (20,8 milhões). E depois vêm os pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões).

Retirado e adaptado de: Redação. Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo. Revista Exame.Disponível em: m-dde-caaes--gato-nooceennso issao-aprova-proposta-que-inclui-contagem-de-caes-e-gatos-no-censo/ Acesso em: 29 ago., 2023.

Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego dos porquês do português brasileiro:
Alternativas
Q3603345 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira, 28 de agosto, o projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico, levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da casa.
O relator do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), recomendou a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. "Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos", afirmou.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor da proposta aprovada, afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças. "Cães e gatos são sentinelas de doenças humanas, pois compartilham o mesmo ambiente de seus tutores e, frequentemente, comem a mesma comida, bebem a mesma água, dormem na mesma cama e fazem companhia em viagens", argumentou.
"Nos últimos 30 anos, três em quatro doenças emergentes foram transmitidas por animais. Com estudo amplo, geral e simultâneo, como o Censo, poderemos fazer do Brasil um modelo mundial na prevenção de zoonoses, na dinâmica populacional, no bem-estar animal e na guarda responsável de cães e gatos", continuou.
Quantos cães e gatos tem o Brasil?
Hoje, o Brasil não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos tem o país. Institutos e associações do setor pet realizam contagem para amparar o setor. Segundo o Censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, o país encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação, um aumento de 3,7% sobre os 144,3 milhões do ano anterior.
Os cães lideram o ranking, com 58,1 milhões de indivíduos. As aves canoras vêm em segundo, com 41 milhões. Os gatos figuram em terceiro lugar, com 27,1 milhões, seguidos de perto pelos peixes (20,8 milhões). E depois vêm os pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões).

Retirado e adaptado de: Redação. Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo. Revista Exame.Disponível em: m-dde-caaes--gato-nooceennso issao-aprova-proposta-que-inclui-contagem-de-caes-e-gatos-no-censo/ Acesso em: 29 ago., 2023.
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego dos porquês do português brasileiro: 
Alternativas
Q3600719 Português
A concordância verbal e nominal são regras gramaticais importantes na língua portuguesa que se referem à concordância entre elementos de uma frase, como substantivos, adjetivos, verbos e pronomes, para garantir a correta estrutura da sentença. Sabendo disso, em qual das seguintes frases há um ERRO de concordância?  
Alternativas
Q3599099 Português
Assinalar a frase gramaticalmente CORRETA:
Alternativas
Q3599097 Português
Assinalar a alternativa que apresenta uma frase com concordância verbal CORRETA: 
Alternativas
Q3599096 Português
Em relação ao uso de “demais” e “de mais”, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3598474 Português
Sobre o uso correto de “a fim” e “afim”, analisar os itens abaixo:

I. Ela não estava afim de ir na festa.
II. Laura estudou muito a fim de passar no concurso.
III. Pedro está a fim de Joana.
IV. Joana está afim de Pedro.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Q3597008 Português
Analise e assinale a alternativa correta.
I- O “por que” é empregado em interrogativas diretas, desde que não esteja no final da oração.
II- O “por quê” é empregado em frases terminadas em ponto final, em que estejam implícitas as palavras “razão” ou “motivo”, desde que não esteja no final da oração.
III- O “porque” é empregado como conjunção que indica causa, motivo, justificativa, ou explicação. Tem como sinônimo: “visto que”, “pois”, “já que”, etc.
IV- O “porquê” deixa subentendido os termos “motivo” ou “razão”, é sempre empregado no final de frase ou quando está isolado. 
Alternativas
Q3597007 Português
Assinale a alternativa que o uso do porquê está correto.
Alternativas
Q3595935 Português

A parceria intersetorial pode ser entendida como uma integração intensa, de longo prazo, deliberada e contínua entre dois ou mais setores que se unem voluntariamente na forma de arranjos de trabalho, formados por organizações com e sem fins lucrativos. Essas organizações identificam interesses e preocupações mútuos e trocam, compartilham ou desenvolvem em conjunto produtos, tecnologias e serviços que visam responder a demandas econômicas, sociais e ambientais ainda não atendidas pela agenda de políticas públicas. Entre seus benefícios estão medidas sociais avançadas relacionadas ao desenvolvimento econômico, à educação, à segurança, ao saneamento, à saúde, à redução da pobreza, à infraestrutura e à sustentabilidade ambiental. Ainda, existem os esforços para alcançar benefícios comunitários, removendo barreiras à inclusão social e mitigando os efeitos nocivos decorrentes de atividades e comportamentos socioeconômicos e socioambientais indesejáveis.


Duas características de gestão aumentam o potencial da parceria intersetorial para promover a transformação social. A primeira é a colaboração, que permite configurar e otimizar recursos e habilidades de todos os parceiros, levando a resultados mais eficientes. A segunda é o desenvolvimento de inovações que possam impactar a vida das pessoas de maneira sustentável. As parcerias intersetoriais reposicionam responsabilidades sistêmicas antes isoladas no mercado, no Estado ou na sociedade civil. Elas integram a expertise estratégica de agentes sociais comprometidos com projetos dessa natureza, superam barreiras inerentes à colaboração não gerenciada e oferecem um caminho alternativo para o desenvolvimento comunitário.


As intenções de parcerias intersetoriais e sua natureza unem instituições formais e grupos sociopolíticos informais. A estrutura de tais parcerias depende de seus integrantes e de como são selecionados, de sua motivação para o trabalho em conjunto, de seu foco principal nos processos decisórios relacionados às atividades compartilhadas (ambientais, de desenvolvimento, geográficas e jurisdicionais), dos setores representados na parceria (público, privado e sociedade civil), dos objetivos e funções dela, entre outros aspectos.


 Inicialmente qualificadas como “o paradigma colaborativo do século XXI”, as parcerias intersetoriais são fortemente debatidas nos meios envolvidos na coordenação da vida social: governo, Estado, setor público, empresariado, setor privado, organizações não governamentais e sociedade civil, entre outros. A princípio, eles correspondiam a três segmentos institucionais presentes na sociedade: o institucional exclusivamente público representado pelo governo, o Estado e o setor público; o aspecto institucional exclusivamente privado representado pelo empresariado e pelo setor privado; e o aspecto institucional exclusivamente civil no setor da sociedade civil e das organizações não governamentais.


A evolução desse contexto resultou na hibridização organizacional, particularmente em virtude do número de organizações, com fins lucrativos ou não, pertencentes a membros direta e simultaneamente ligados a organizações públicas, privadas e da sociedade civil. Como resultado dessa miscigenação, a maioria dos debates contemporâneos analisa as parcerias intersetoriais com base nos ideais e objetivos dos parceiros envolvidos.


(Fonte: BORIM-DE-SOUZA, Rafael. 2023. — adaptado.)

Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos sublinhados, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) Em “[...] removendo barreiras à inclusão social e mitigando os efeitos nocivos decorrentes de atividades e comportamentos socioeconômicos e socioambientais indesejáveis [...]”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “que decorrem em”.


( ) Em “A primeira é a colaboração, que permite configurar e otimizar recursos e habilidades de todos os parceiros, levando a resultados mais eficientes”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “à obtenção de resultados”.


( ) Em “[...] superam barreiras inerentes à colaboração não gerenciada e oferecem um caminho alternativo para o desenvolvimento comunitário”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “à formas de colaboração”.

Alternativas
Q3591031 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Pneu furado

Luís Fernando Veríssimo


   O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.

   Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.

     ─ Você tem macaco? ─ perguntou o homem.

     ─ Não ─ respondeu a moça.

     ─ Tudo bem, eu tenho ─ disse o homem ─ Você tem estepe?

     ─ Não ─ disse a moça.

     ─ Vamos usar o meu ─ disse o homem.

    E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.

   Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.

   Dali a pouco chegou o dono do carro.

    ─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.

   ─ É. Eu… Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

   ─ Coisa estranha.

   ─ É uma compulsão. Sei lá.


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/12/texto-pneu-furado-luisfernando.html. Acesso em 15 ago. 2023.
No trecho “─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.”, pode-se afirmar que o termo “pra” é um exemplo de linguagem
Alternativas
Q3589967 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:

Experiência nova

    Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.
    – Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!
    – Não era pra mim não. Era pra vender.
    – Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
    – Mas eu vendia mais caro.
     Mais caro?
    – Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
    – Mas eram as mesmas galinhas, safado.
    – Os ovos das minhas eu pintava.
    – Que grande pilantra…
     Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.
    – Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega…
    – Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.
    – E o que você faz com o lucro do seu negócio?
    – Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.
    O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
    – Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
    – Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
    – E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
    – Às vezes. Sabe como é.
    – Não sei não, excelência. Me explique.
    – É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
    – O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
    – Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
    – Sim. Mas primário, e com esses antecedentes…

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Todas as comédias.
Porto Alegre: L&PM, 1999.
O cronista Luís Fernando Verissimo preza pelo costume de usar em suas crônicas linguagem mais coloquial, inclusive em algumas ocasiões ferindo algumas regras gramaticais. Este recurso as aproxima ainda mais da linguagem do cotidiano, aumentando a identificação do leitor para com o texto.
Assinale a alternativa que apresente trecho retirado do texto que apresente um desvio gramatical:
Alternativas
Q3586914 Português
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

(Texto)

Assinale a alternativa em que o trecho retirado do Texto possui erro de concordância:
Alternativas
Q3581060 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Desmistificando a redução da maioridade penal: como enfrentar a criminalidade.

Por Daniel Marinho Corrêa – 30/08/23


Sempre que a sociedade clama por proteção pública, emerge o legislador com o desejo de fornecer uma pronta resposta às aspirações sociais e, nesse processo, frequentemente tipifica condutas como criminosas ou intensificam as penalidades, desprovidas de qualquer embasamento criminológico sólido. Isso cria a falsa impressão de que a questão será resolvida por meio do emprego da tutela penal. A mais recente novidade normativa consiste na redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Contudo, essa medida acarretará um acréscimo na população carcerária, sobrecarregando o sistema judiciário, resultando em respostas penais cada vez mais precárias [...]. Isso suscita a indagação se a redução da idade penal é de fato a única panaceia para conter a criminalidade.

A diminuição da idade penal tem potencial para causar mais malefícios do que benefícios. A experiência demonstra que uma legislação penal isolada não é suficiente para abordar o âmago da criminalidade. A modificação na maioridade penal não resultará em um aumento no contingente policial, em melhores estruturas sociais, em aprimoramentos na educação ou no ensino público [...].

O que o legislador almeja, em sua essência, é uma reforma na Constituição. Isso se sustenta em evidências empíricas. Entre 1940 e 2023, o parlamento brasileiro promulgou quase 300 reformas no âmbito penal. No entanto, em médio prazo, nenhuma forma de delito apresentou redução no Brasil. Logo é ineficaz presumir que a próxima mudança será distinta das outras modificações legislativas anteriores.

Ademais, a abordagem de diminuição da maioridade penal contraria o paradigma adotado em outros países. Por exemplo, nos países escandinavos, a ênfase recai na prevenção primária (que visa combater as raízes do crime), através da alteração das condições socioeconômicas da sociedade. [...]

Por outro viés, os Estados Unidos obtiveram uma diminuição de 50% na criminalidade ao longo das duas últimas décadas ao investirem na prevenção secundária (que se concentra em criar obstáculos ao crime). Isso envolveu o reforço da segurança pública e o treinamento adequado dos policiais, bem como a depuração das forças policiais (mediante salários justos e a exclusão de elementos corruptos). [...]

Além das ponderações até aqui expostas, a redução da maioridade penal apresenta aspectos inconstitucionais, uma vez que a Constituição de 1988, em diversas cláusulas, demanda um tratamento distinto para os menores em comparação aos adultos, enquanto a redução da maioridade almeja igualá-los. Assim, ao tocar um direito fundamental e uma cláusula pétrea da Constituição, essa reforma, se aprovada pelo Congresso Nacional, desrespeitaria a Carta Magna e estaria sujeita à declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, o seu guardião.

Como ilustrado, outros países do mundo lograram encontrar abordagens racionais para enfrentar a criminalidade. Em contraste, o legislativo brasileiro, influenciado por impulsos sociais imediatistas, insiste no caminho oposto. Melhorar a qualidade da educação, reduzir a disparidade social e expandir programas preventivos de segurança pública representariam medidas capazes de conter a violência cotidiana. [...]

Adaptado
https://www.conjur.com.br 
Marque a alternativa que apresenta uma análise incorreta sobre frases do texto, considerando-se a norma culta da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3579500 Português
Ciente das regras de concordância verbal existentes na norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa em que haja um erro de concordância:
Alternativas
Q3575431 Português
Marque a alternativa que apresenta correta regência nominal.
Alternativas
Q3574102 Português
Leia com atenção os períodos abaixo:
I.Já faz semanas que os refugiados buscam abrigo. II.Os advogados consideraram perigosas a fundamentação e a sentença do juiz. III.Os conflitos que houveram no oriente médio deixaram acalorados os debates. IV.Qual de vocês compraram estas canecas?
Em quais das afirmativas não há erro de concordância?
Alternativas
Q3573749 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:


I.As novas políticas da firma visam ao consenso dos funcionários.

II.César aspira o cargo de governador.

III.Todos assistimos o novo filme do Batman.

IV.As testemunhas precisaram o local do crime.


Quais das afirmativas lidas possuem erros de regência? 

Alternativas
Q3573431 Português

Gramática é um sistema, um código que estabelece as regras usadas numa língua. Então, a língua segue as regras da gramática no uso da linguagem. (...) (Língua e linguagem: o que é e qual a diferença? - Toda Matéria (todamateria.com.br))


Sobre a dimensão de: "Concepção de Língua e Linguagem: sistema, uso e norma", marque a alternativa incorreta.

Alternativas
Q3571980 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que a moeda brasileira se chama real?


        “Real”, no sentido de realeza, era a moeda adotada por Portugal e suas colônias desde a época das Grandes Navegações – o plural era “réis”, de onde vem a expressão “conto de réis”, que equivale a um milhão de réis. No Brasil, o Real português vigorou dos tempos coloniais até 1942, no auge do Estado Novo de Getúlio Vargas.

        Àquela altura, a inflação já tinha comido tanto o valor do velho real que a unidade básica da economia era o "mil reais" – "miréis" na fonética daqueles tempos. Getúlio, então, instituiu uma nova unidade monetária, o cruzeiro – este um nome 100% nacional, referindo-se ao Cruzeiro do Sul, a constelação mais distinta do nosso hemisfério. E cada cruzeiro valia mil reais.

         A partir dali, porém, a inflação só fez acelerar. Nos 25 anos entre 1942 e 1967, tivemos inflação de pelo menos 2 dígitos em 23. O "mil cruzeiros" já era a nova unidade monetária. A Ditadura Militar, então, mandou cortar três zeros. Surgia o Cruzeiro novo.

      Mas faltou combinar com as nossas equipes econômicas. A Ditadura seguiu imprimindo dinheiro para encher o país de obras. O Banco do Brasil, para você ter uma ideia, tinha o poder de fabricar moeda. Se o governo precisasse de dinheiro para fazer uma hidrelétrica, ou para pagar o espumante das festas, pedia para o Banco do Brasil imprimir notas, pagava tudo, e beleza. O que podia dar errado?

      Tudo, claro. Quando você enche a praça de dinheiro, o próprio dinheiro vira carne de vaca. Perde valor. A essa perda de valor, você sabe, damos o nome de "inflação".

       E a inflação saiu dos dois dígitos. Foi para três – mais de 100% ao ano. Hora de mudar a moeda de novo.

     Em 1986, o governo Sarney aposentava o cruzeiro e inaugurava o "cruzado". Como estamos falando de nome de moeda aqui, vale um adendo. "Cruzado" era a moeda de prata que Portugal usava na época das Grandes Navegações. Nisso, a equipe de Sarney encarregada de dar nome à nova moeda matava dois coelhos. Usava um nome com estofo histórico e que, ao mesmo tempo, não soava alienígena, já que lembrava a denominação da moeda anterior.

      E aí... Bom, os desmandos financeiros do Estado seguiam de vento em popa. Em 1987 a inflação chegou perto de 500%. Em 1988, passou de 1.000%. Em 1989, roçou os 2.000%.

     Hora de trocar de moeda de novo. Chegava o cruzado novo. Em 1990, Fernando Collor assumiu e determinou que o cruzado novo voltasse a se chamar "cruzeiro" – por questões estéticas e para deixar seu glorioso confisco à poupança mais didático. Os cruzeiros circulariam livremente; os "cruzados novos" ficariam retidos. Só uma baboseira linguística para fazer com que o pior plano econômico da história do país parecesse menos patético do que era de fato.

       Por essas e outras, Collor acabou saindo. Deixou no lugar o vice Itamar Franco e uma inflação que, em 1993, chegaria ao seu maior valor histórico: 2.477%.

    Itamar, que entendia tanto de economia quanto de penteado, propôs a seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, "prender o Abílio Diniz e congelar os preços" – Abílio, então dono da rede de supermercados Pão de Açúcar deveria ser preso, na cabeça do então presidente, para deixar de aumentar preços – como se quem criasse inflação fosse quem comercializa produtos, e não quem imprime moeda.

       Em 1994, enfim, a equipe de FHC lançou o Plano Real. Não foi um simples corte de zeros. Houve um trabalho que envolveu saneamento das contas públicas, com cortes violentos de gastos (de modo a controlar a própria emissão de moeda), e, mais tarde – a partir de 1999 –, com a adoção do regime de "metas de inflação". Grosso modo, esse regime diz que, se a inflação subir além de um patamar aceitável, deve-se aumentar os juros básicos da economia. Juros altos freiam o consumo e os financiamentos bancários. Isso esfria a economia. Passa a circular menos moeda, e o valor do dinheiro se mantém. É por isso que, desde a década de 1990, o risco de hiperinflação caiu a zero.

     Por que o "real" ganhou esse nome? Por que ele matava dois coelhos também. Tem fundo histórico, já que é o nome da moeda anterior ao cruzeiro, e remete à ideia de uma moeda com "valor real".


Disponível em https://www.instagram.com/p/CopyL_dgJIj/ 
Assinale a alternativa cujo trecho a seguir foi reescrito de maneira que não altere seu sentido.
“Houve um trabalho que envolveu saneamento das contas públicas, com cortes violentos de gastos (de modo a controlar a própria emissão de moeda), e, mais tarde – a partir de 1999 –, com a adoção do regime de ‘metas de inflação’”. 
Alternativas
Respostas
1461: C
1462: D
1463: A
1464: D
1465: B
1466: B
1467: B
1468: B
1469: A
1470: D
1471: A
1472: A
1473: E
1474: A
1475: A
1476: D
1477: A
1478: D
1479: D
1480: C