Questões de Concurso Sobre problemas da língua culta em português

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Q4008555 Português

Texto para a questão.

Carl Sagan. Ciência e esperança. In: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. Internet: (com adaptações). 

Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o trecho “Toda vez que um artigo científico apresenta alguns dados, eles vêm acompanhados por uma margem de erro” (primeiro período do terceiro parágrafo). Assinale a alternativa em que a proposta apresentada mantém a coerência e a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q3999156 Português
Identifique a frase que apresenta concordância verbal incorreta:
Alternativas
Q3998920 Português
Assinale a frase abaixo em que não foi empregada uma construção redundante, o que se deve evitar na língua escrita.
Alternativas
Q3998916 Português
Observe com atenção o início de uma crônica de Mário de Andrade.

A pesca do dourado

    “Quando chegamos na barranca do Mogi, andadas oito léguas de cabriolante forde, era madrugada franca. O rio fumava no inverninho delicioso. Vento, nada. E a névoa do rio meio que arroxeava, guardando na brancura as cores do sol futuro.
    Estivemos por ali, esquentando no foguinho caipira que é o cobertor da nossa gente. Estivemos por ali, esfregando as mãos, tomando café, preparando as varas. Eu, como não tinha esperança mesmo de pescar nenhum dourado, fui pescar iscas no ceveiro. Nove bastavam, me falaram.
     E a rodada principiou.”

Há um conjunto de características da linguagem empregada nesse texto.

Assinale a característica apontada que mostra um exemplo adequado.
Alternativas
Q3998908 Português
Uma das marcas mais fortes da literatura machadiana é a correção gramatical.

Assinale a frase abaixo que respeita integralmente a norma culta.
Alternativas
Q3998339 Português
Assinale a alternativa em cuja frase existe erro de concordância verbal ou nominal segundo a norma culta. 
Alternativas
Q3998336 Português
Assinale a alternativa que contém os termos que completam, respectivamente, as lacunas.
I - __________ limitar o uso da inteligência artificial por medo do desconhecido, seria mais produtivo investir na educação digital e na formação de profissionais capacitados.
II - A adoção precipitada de algoritmos ______ treinados pode resultar em diagnósticos equivocados na área da saúde.
III - O avanço da inteligência artificial não trará benefícios ______ houver uma regulamentação clara e ética para o seu uso.
IV - O uso ético da inteligência artificial vai _______________ interesses da sociedade, promovendo inclusão e eficiência nos serviços públicos.  
Alternativas
Q3998331 Português
Assinale a alternativa em cuja frase, com relação às palavras destacadas, há erro de regência verbal ou nominal. 
Alternativas
Q3995289 Português
Considere as afirmativas relacionadas às concepções de gramática e ao ensino da língua portuguesa apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A concepção normativa de gramática privilegia a descrição das variedades linguísticas em uso, tomando como referência os diferentes contextos sociais de produção do discurso. 
(__)A perspectiva descritiva compreende a língua como sistema em funcionamento, analisando seus usos efetivos sem estabelecer hierarquias de correção entre as variedades linguísticas.
(__)No ensino contemporâneo de língua portuguesa, a reflexão gramatical tende a ser articulada à análise de textos e práticas discursivas, superando a abordagem centrada na memorização de classificações isoladas.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q3994102 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Analise as sentenças abaixo, adaptadas da argumentação do texto, quanto ao uso da norma padrão da língua portuguesa:

I. Muitos jovens apresentam dificuldades de interpretação, mas poucos compreendem o porquê de tal fenômeno.
II. A linguagem é a casa do ser, porque é por meio dela que o homem se humaniza e dá sentido ao mundo.
III. É preciso questionar: por que a inteligência artificial tem sido associada ao empobrecimento do vocabulário?
IV. O esforço expressivo foi delegado às máquinas sem que soubéssemos por que.

Assinale a alternativa que indica quais sentenças estão grafadas CORRETAMENTE:  
Alternativas
Q3993761 Português

A PALAVRA COMO LIMITE DO MUNDO



Dizer é delimitar. Sempre que nomeamos algo, traçamos contornos, selecionamos sentidos e, inevitavelmente, excluímos possibilidades. A linguagem, longe de ser um espelho fiel da realidade, funciona como um filtro: organiza o caos do mundo em categorias compreensíveis, ainda que imperfeitas. 


Nesse processo, não apenas comunicamos, mas também construímos aquilo que julgamos compreender. Uma mesma situação pode ser descrita de múltiplas formas, e cada escolha lexical carrega uma perspectiva implícita. Não é por acaso que debates acalorados muitas vezes não decorrem de fatos distintos, mas de palavras diferentes para nomear o mesmo fenômeno.


Há, portanto, uma dimensão de poder na linguagem. Quem nomeia, define; quem define, orienta o olhar. Expressões aparentemente neutras podem carregar juízos de valor, e termos técnicos podem conferir uma aura de legitimidade a ideias que, em essência, não são menos controversas.


Isso não significa que a linguagem deva ser abandonada ou desacreditada, mas compreendida em sua complexidade. Ao tomar consciência de seus mecanismos, o falante torna se menos refém das palavras e mais capaz de utilizá-las com precisão e responsabilidade. 


Entretanto, em um cenário marcado pela pressa e pela simplificação, tende-se a ignorar essa dimensão crítica. Palavras são repetidas sem reflexão, conceitos são utilizados de maneira imprecisa e, pouco a pouco, o discurso perde densidade. Não se trata apenas de falar menos, mas de dizer pior.


Tal empobrecimento não é apenas estilístico. Ele compromete a própria capacidade de pensar, uma vez que o raciocínio se estrutura linguisticamente. Quando o vocabulário se estreita, o pensamento também se contrai, e o mundo, antes múltiplo, parece reduzir-se a versões simplificadas de si mesmo.


Talvez, por isso, o desafio contemporâneo não seja apenas falar, mas reaprender a dizer.

 

Assinale a alternativa em que o uso dos “porquês” está CORRETO:
Alternativas
Q3993704 Português
Em uma escola pública de Ensino Fundamental, um professor de Língua Portuguesa percebe que seus alunos utilizam, em produções orais e escritas, marcas linguísticas próprias de suas regiões e comunidades, como variações de pronúncia, construções sintáticas e escolhas lexicais não coincidentes com a norma-padrão. Ao planejar suas aulas de gramática, o professor decide trabalhar, inicialmente, com exemplos reais da fala dos próprios estudantes, analisando essas formas à luz da gramática descritiva. Em seguida, apresenta as regras da norma-padrão, discutindo com a turma em quais contextos sociais e comunicativos seu uso é esperado, sem desvalorizar as variedades linguísticas dos alunos. Paralelamente, promove debates sobre preconceito linguístico, identidade cultural e respeito às diferenças.
Considerando o caso descrito e as concepções de abordagem normativa, descritiva e reflexiva no ensino da gramática, bem como as orientações dos documentos oficiais de ensino da língua portuguesa, como a Base Nacional Curricular (BNCC),  assinale a alternativa CORRETA sobre a proposta adotada pelo professor.
Alternativas
Q3993661 Português

O VALOR DAS PALAVRAS


As palavras fazem parte do nosso dia a dia. Com elas, contamos histórias, expressamos sentimentos e compartilhamos ideias. No entanto, nem sempre percebemos o peso que elas carregam. Uma mesma palavra pode ter diferentes significados, dependendo do contexto em que é usada.


Quando alguém diz que está com o “coração pesado”, por exemplo, não quer dizer que o órgão físico mudou de peso, mas sim que está triste ou preocupado. Esse uso mostra como a linguagem pode ir além do sentido literal, criando novas formas de expressão.


Além disso, escolher bem as palavras é importante para evitar mal-entendidos. Uma frase mal construída pode gerar dúvidas ou até conflitos. Por isso, é fundamental conhecer o significado das palavras e saber utilizá-las corretamente.


 Aprender a usar a língua não é apenas decorar regras, mas compreender como ela funciona no cotidiano. Quanto mais praticamos a leitura e a escrita, mais ampliamos nossa capacidade de comunicação.

Assinale a alternativa em que o uso do “porquê” está correto:


Alternativas
Q3993619 Português
Considerando as normas da gramática normativa acerca do emprego dos diferentes "porquês", analise o trecho abaixo, atentando para o valor sintático e semântico exigido pela construção. Observe que a lacuna deve ser preenchida de modo a manter a correção gramatical e a coerência textual, especialmente no que se refere à função exercida pela palavra no contexto.
"Durante a reunião do conselho, o diretor solicitou que os membros explicassem o_____da queda no rendimento acadêmico, destacando que a instituição precisava compreender as causas do problema antes de propor intervenções pedagógicas."
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
Alternativas
Q3992819 Português
A concordância nominal estabelece a harmonização entre substantivos e seus determinantes ou modificadores, como adjetivos, pronomes e numerais. Considerando as orientações da norma-padrão acerca da concordância nominal, analise atentamente as alternativas a seguir.
Assinale a alternativa em que há erro de concordância nominal.
Alternativas
Q3992098 Português

A regência verbal constitui aspecto fundamental da norma-padrão da Língua Portuguesa, especialmente em textos acadêmicos, jurídicos e jornalísticos, nos quais a precisão sintática é indispensável. Considerando as regras de regência dos verbos, analise atentamente as alternativas, observando o sentido em que cada verbo foi empregado.



Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA, de acordo com a norma culta.

Alternativas
Q3992093 Português

Considerando as normas da gramática normativa acerca do emprego dos diferentes "porquês", analise o trecho abaixo, atentando para o valor sintático e semântico exigido pela construção. Observe que a lacuna deve ser preenchida de modo a manter a correção gramatical e a coerência textual, especialmente no que se refere à função exercida pela palavra no contexto.


"Durante a reunião do conselho, o diretor solicitou que os membros explicassem o _____ da queda no rendimento acadêmico, destacando que a instituição precisava compreender as causas do problema antes de propor intervenções pedagógicas."



Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:

Alternativas
Q3992003 Português
A regência verbal constitui aspecto fundamental da norma-padrão da Língua Portuguesa, especialmente em textos acadêmicos, jurídicos e jornalísticos, nos quais a precisão sintática é indispensável. Considerando as regras de regência dos verbos, analise atentamente as alternativas, observando o sentido em que cada verbo foi empregado.

Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA, de acordo com a norma culta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: UFRGS Prova: FUNDATEC - 2026 - UFRGS - Administrador |
Q3990367 Português
Ela está entre nós




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/02/ela-estaentre-nos-cmm5615cp020a016uqli93gqv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes propostas de alterações de trechos do texto-base:

I. Em “as escolas têm dificuldade em lidar”, a substituição da preposição “em” por “de” não acarretaria erro de regência nominal.
II. Em “predisposto a ver o mundo com naturalidade”, caso “predisposto” fosse substituído por “propenso”, dever-se-ia substituir a preposição “a” por “em” a fim de manter a regência correta.
III. No trecho “Aprecio as conexões feitas através do contato direto”, a locução adverbial “através de” poderia ser substituída por “por meio de” sem causar alteração ao seu sentido original.
IV. No trecho “De algumas coisas você conseguirá se defender”, é possível substituir a preposição “De” por “Contra”, pois a forma verbal “defender-se” admite as duas regências.

Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: UFRGS Prova: FUNDATEC - 2026 - UFRGS - Meteorologista |
Q3990307 Português
Ela está entre nós


Por Gilmar Marcílio

Q1_10.png (713×513)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/02/ela-estaentre-nos-cmm5615cp020a016uqli93gqv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes propostas de alterações de trechos do texto-base:

I. Em “as escolas têm dificuldade em lidar”, a substituição da preposição “em” por “de” não acarretaria erro de regência nominal.
II. Em “predisposto a ver o mundo com naturalidade”, caso “predisposto” fosse substituído por “propenso”, dever-se-ia substituir a preposição “a” por “em” a fim de manter a regência correta.
III. No trecho “Aprecio as conexões feitas através do contato direto”, a locução adverbial “através de” poderia ser substituída por “por meio de” sem causar alteração ao seu sentido original.
IV. No trecho “De algumas coisas você conseguirá se defender”, é possível substituir a preposição “De” por “Contra”, pois a forma verbal “defender-se” admite as duas regências.

Quais estão corretas?
Alternativas
Respostas
81: E
82: A
83: D
84: B
85: E
86: C
87: B
88: C
89: C
90: C
91: B
92: A
93: B
94: B
95: C
96: B
97: E
98: D
99: D
100: D