Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

Foram encontradas 3.717 questões

Q929897 Português
As opções abaixo compõem um texto adaptado de http://www.brasil-economia-governo.org.br/. Assinale a opção em que o segmento foi transcrito com erro gramatical.
Alternativas
Q929895 Português

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do texto.


Nos últimos 20 anos, os emergentes viram dobrar sua participação no PIB mundial. Conforme o progresso técnico se dissemina (1) nesses países, surge uma nova classe média global - e não há nenhum sinal de que (2) esse movimento se esgotará (3) tão logo.

A prosperidade, é claro, não está garantida. A questão principal, no longo prazo, diz respeito mais às reformas internas que precisam ser implementadas cujo (4) jogo de comparações e modismos.

Serão vitoriosos os países que conseguirem não só integrar melhor suas economias nas cadeias produtivas de alto valor em escala mundial, como também (5) modernizar suas instituições e, especialmente, desenvolver capital humano.

                                                 (Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/2/2014)

Alternativas
Q929892 Português

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do texto.


A eficiência no uso dos recursos públicos é, cada vez mais, uma exigência da sociedade. Esta espera que a prestação de serviços governamentais ocorra (1) com qualidade, utilizando racionalmente os recursos dos contribuintes. Nesse sentido, diversos estudos têm (2) surgido afim de (3) discutir a qualidade das administrações públicas.

O que se nota é que o maior controle está associado à (4) maior rigidez institucional, o que, se por um lado, pode coibir o comportamento corrupto do gestor público, por outro lado pode também reduzir seu incentivo em adotar comportamento inovador por temer que a inovação seja (5) considerada ilegal, comprometendo sua carreira.

(Adaptado de http://www.brasil-economia-governo.org.br/2012/11/21/ gestao-publica-mais-eficiente/)

Alternativas
Q869469 Português

Brasil visto por um francês...

E não é que ele tem razão em muita coisa?


Chorei de rir! Não que eu concorde com todos os argumentos. É muito óbvio que a única experiência desse francês de 29 anos, que mora há um ano em Belo Horizonte, foi em uma cidade grande. Certamente se tivesse vivido em uma cidade de interior ou nos longínquos cantos que nem nós brasileiros conhecemos direito sua impressão fosse muito diferente.

A seguir, o Brasil do ponto de vista do simpático Olivier Teboul, recheado de uma gramática cheia de sotaque e erros de português perdoáveis.

"Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada sério.

— Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.

— Aqui no Brasil, o ano começa depois do Carnaval.

— Aqui no Brasil é comum de conhecer alguem, bater um papo, falar 'a gente se vê, vamos combinar, ta?', e nem trocar telefone.

— Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.

— Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num país onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!

— Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. É natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado, brasileiros."

ARANTES, Ceres. Brasil visto por um francês... E não é que ele tem razão em muita coisa?

Disponível em  <http://sonhosemmosaico.wordpress.com/2013/04/16/brasil-visto-por-um-frances-e-nao-e-que-ele-tem-razao-em-muita-coisa/> . Acesso em: 21 abr. 2014. (adaptado) 

Sobre redação oficial, considere as afirmativas abaixo.


1. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro, por isso, há que evitar o uso de gíria, regionalismos vocabulares ou jargão técnico.

2. Os textos oficiais, por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua.

3. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que se observam as regras da gramática formal.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q869468 Português

Brasil visto por um francês...

E não é que ele tem razão em muita coisa?


Chorei de rir! Não que eu concorde com todos os argumentos. É muito óbvio que a única experiência desse francês de 29 anos, que mora há um ano em Belo Horizonte, foi em uma cidade grande. Certamente se tivesse vivido em uma cidade de interior ou nos longínquos cantos que nem nós brasileiros conhecemos direito sua impressão fosse muito diferente.

A seguir, o Brasil do ponto de vista do simpático Olivier Teboul, recheado de uma gramática cheia de sotaque e erros de português perdoáveis.

"Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada sério.

— Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.

— Aqui no Brasil, o ano começa depois do Carnaval.

— Aqui no Brasil é comum de conhecer alguem, bater um papo, falar 'a gente se vê, vamos combinar, ta?', e nem trocar telefone.

— Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.

— Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num país onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!

— Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. É natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado, brasileiros."

ARANTES, Ceres. Brasil visto por um francês... E não é que ele tem razão em muita coisa?

Disponível em  <http://sonhosemmosaico.wordpress.com/2013/04/16/brasil-visto-por-um-frances-e-nao-e-que-ele-tem-razao-em-muita-coisa/> . Acesso em: 21 abr. 2014. (adaptado) 

Considere as afirmativas abaixo.


1. "Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil." Esta frase, escrita em português correto, ficaria assim: Aqui estão algumas das minhas observações, às vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil.

2. No trecho . .se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde.." o autor empregou a figura de linguagem chamada pleonasmo.

3. Na frase "As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados.'; deve haver ocorrência de crase.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q856315 Português
                         O que a nova classe média pensa sobre sustentabilidade
                                                                                                                                   Bruno Calixto

Na última década, uma parcela da população brasileira experimentou uma forte mudança social. Estima-se que mais de 30 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza, com aumento de renda e acesso a crédito e a bens de consumo. Esse grupo, que está sendo chamado de nova classe média, é um dos principais alvos das políticas sociais do governo federal. Mas, por ser um grupo grande e heterogêneo, sabe-se pouco sobre o que pensa de temas importantes, como a questão ambiental. O que a nova classe média pensa sobre sustentabilidade?
A pesquisadora Izabelle Vieira, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), tenta responder a essa pergunta. A ideia é entender como essa parcela da população, que vive a festejada conquista de poder consumir mais, encara o discurso de sustentabilidade, que diz que o consumo deve ser controlado. "O objetivo é conhecer as práticas reais e entender como esse grupo percebe as questões de consumo sustentável", diz Izabelle.
A dificuldade começa na definição do grupo a ser estudado. O conceito de nova classe média é novo, cunhado pelo economista Marcelo Neri, atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mas não há consenso sobre isso entre a comunidade acadêmica. Para muitos pesquisadores, não é possível ainda dizer que surgiu uma nova classe no Brasil. Para fazer a pesquisa, Izabelle considerou como "nova classe média" o grupo social que estava na base da pirâmide e experimentou grande incremento de renda na última década, com aumento do salário mínimo, emprego e acesso ao crédito. São famílias que hoje possuem renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 5.000 e que vivem nas periferias das grandes cidades.
O estudo ainda não está completo, mas os resultados iniciais mostram que o consumo sustentável não é prioridade para essas famílias, e que as questões ambientais são percebidas como distantes da realidade, mais associadas à ideia de proteção de florestas e rios e não com o dia a dia das grandes cidades. "Sustentabilidade não é um termo que costuma ser utilizado", diz Izabelle.
Isso não quer dizer que o assunto seja completamente ignorado. As pessoas enfatizam os problemas da comunidade, especialmente a questão do lixo. Além disso, as famílias da nova classe média mostram alguns comportamentos considerados sustentáveis, como economizar água e apagar as luzes ao sair dos quartos. Mas a motivação não é ambiental, é econômica. "Apagar a luz ou evitar o desperdício de água significa dinheiro no final do mês. Pode significar sair uma vez a mais para jantar no mês".
A pesquisadora ressalta que o objetivo do estudo não é defender a sustentabilidade nem criticar as famílias da nova classe média. "Não adianta simplesmente culpar o consumidor desse grupo por não adotar essas práticas. O consumo sustentável esbarra em questões materiais básicas e até diferenças filosóficas."
As questões materiais são evidentes: a população que vive nas periferias das grandes cidades brasileiras precisa lidar, diariamente, com a ausência de serviços básicos. Se falta coleta de lixo e saneamento, como esperar serviços como a coleta seletiva e a reciclagem? As famílias da nova classe média dificilmente conseguem seguir o que organizações ambientais definem como parâmetros para o consumo sustentável. Com poder aquisitivo limitado, essas famílias não conseguem comprar produtos orgânicos ou certificados, que são mais caros que outros produtos. Também não têm acesso a informações como as condições de fabricação de um determinado produto ou a relação de empresas com a comunidade, e o preço costuma ser o fator mais importante na hora da compra.
Além das questões materiais, há diferenças filosóficas, especialmente na ideia de justiça social. As famílias se comparam com classes econômicas mais ricas e questionam que, justamente agora que elas têm acesso a bens de consumo, se fale em consumir menos em prol do planeta. Muitos interpretam que a ideia de limitar o consumo acaba punindo a nova classe média, já que só agora esse grupo tem condições de ter um carro e bens de consumo.
Um dos resultados desse pensamento é que a nova classe média não se vê como o sujeito, como os autores do comportamento sustentável. Diferentemente do que prega o movimento ambiental, que defende que cada pessoa pode agir para melhorar o mundo, a nova classe média, segundo a pesquisa, parece acreditar que quem deve agir são os governos, as empresas e as ONGs. Também há dificuldade em saber o que cada um pode fazer. "Não está claro para as pessoas o que elas podem fazer pelo meio ambiente", diz Izabelle.

Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2013/11/o-que-bnova-classe-mediab-pensa-sobre>. Acesso em: 03 mar. 2014. [Adaptado]
No período “Além das questões materiais, diferenças filosóficas, especialmente na ideia de justiça social”, considerando-se as orientações normativas do português padrão, é correta a substituição da palavra em destaque pelo verbo
Alternativas
Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: DETRAN-RO Prova: IDECAN - 2014 - DETRAN-RO - Desenhista |
Q835673 Português

A linguagem é um instrumento eficaz para atingir objetivos em um mundo marcado pela complexidade de relações humanas. Ela nos permite entrar em relação com outras pessoas, trocar informações, expressar afetos e emoções, solicitar o auxílio do outro, levar o outro a agir, influenciá‐lo em suas decisões e ações. É através da linguagem que materializamos nossas intenções em relação ao outro. Segundo Peter Drucker, um dos pensadores modernos da administração, 60% de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência e falhas na comunicação. Não só na área empresarial, mas também em todos os outros domínios que demandam relações entre pessoas, a comunicação é importante e sua ineficiência pode causar prejuízos materiais, afetivos e pessoais.

(Wander Emediato. A fórmula do texto – redação, argumentação e leitura. São Paulo: Geração Editorial, 2004.)

Considerando que seja acrescentado “isso ocorre ______________” antes do trecho: “60% de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência e falhas na comunicação”, a lacuna seria preenchida corretamente por


I. por que.

II. por quê.

III. porque.

IV. porquê.


Está(ão) correta(s) apenas a(s) forma(s)

Alternativas
Q828500 Português

                  TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ

      Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: “Este é um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”? Não podia ter-se contentado com algo mais natural (“Quanta poeira” por exemplo), menos pedante (“Quem diria, conseguimos”), mais útil como informação (“Andar aqui é fácil/difícil; gostoso/dói a perna”) ou mais realista (“Estou preocupado com a volta”)?

      Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma frase “histórica”. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade – a posteridade guarda também frases debochadas, como “Se eles não têm pão, comam brioches”. Histórica, no caso, equivale à frase edificante. É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de “Mestra da Vida”, a História rebaixada a ramo da educação moral e cívica. À luz desse entendimento do que é “histórico”, Armstrong escolheu sua frase. Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?

                                                (Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 2000) 

Assinale a alternativa que apresenta ERRO gramatical.
Alternativas
Q822740 Português

Assinale a alternativa que completa adequadamente os espaços em branco da frase a seguir. __________________você não veio?

______________ eu estava passando _________. Estava com dor de cabeça.

Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2014 - UFES - Auxiliar em Administração |
Q822145 Português
O uso da norma culta É respeitado em
Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2014 - UFES - Auxiliar em Administração |
Q822144 Português

O uso da norma culta no excerto e a justificativa para tal uso estão ADEQUADOS em

Alternativas
Q793296 Português
Texto 11
Teses
A jovem estudante queria 'qualquer coisa, dona Célia, que fale sobre A mulher e seu condicionamento de explorada pelo machismo. Era este o título da obra. 'Vale muitos pontos, sabe?' Cursava a última série do segundo grau e usava muito mal as palavras, o que me predispunha a uma raiva perigosa das escolas, que eu certamente iria descontar nela. Fiz de desentendida: condicionamento de explorada? É, ela falou meio confusa, essas coisas de apanhar de homem, ser estrupada, ganhar de menos que eles, a senhora entende, né? Serve uma poesia? Perguntei já com um autor na cabeça. Não, poesia, não, poesia é sempre coisa muito - como é que é gente? -, muito assim de leve, não é? E eu quero uma coisa forte, a senhora entende, a professora é fogo na jaca. Meio macha? Ah, dona Célia, como é que a senhora adivinhou? Eu estava gostando da tortura: então, você quer um texto em prosa? Em prosa? Repetiu como se ouvisse língua estrangeira. Não, decidiu categórica, não. Não é nem em poesia, nem em prosa. Quero é um artigo de umas vinte linhas, tipo artigo de jornal, arrematou quase doutora, olhando no relógio. Dá pra senhora fazer? Nem repare eu não entrar, tenho ainda pesquisa de ecologia pra fazer. A moça era muito bonita e preferia que fosse analfabeta. A deficientíssjma instrução burlava nela algo muito delicado, punha em sua voz uns meios- -tons acima do natural, tisnava de ansiedade sua respiração, com a horrível qualidade dos males inconsdentes. É sal em carne podre, pensei, não vou fazer artigo nenhum. Primeiro, porque as mulheres são as culpadas de todo mal, portanto merecem o que sofrem. Segundo, porque não vou salvar a escola do Brasil, nem esta menina, escrevendo lugares-comuns sobre nossa condição. Terceiro porque não quero colaborar com esta mania estúpida das escolas de 'trabalharem o folclore, 'trabalharem o social' e o que mais seja, nestas ocasiões fixas como calendários lunares: trabalhinhos, textinhos, exposiçõezinhas, tudo como num ritual de boas maneiras. Nada desce aos intestinos, vero lugar da aprendizagem. Dia da Mulher? Ah, sei. E daí? Não posso te ajudar, não, Neide Ângela. Não?? Ela falou assustada. Mas vou te emprestar um livro. Livro? Ah, disse decepcionada demais. Não tenho tempo de ler, não, dona Célia, é matéria demais, uma outra hora a senhora me empresta. Tão bonita ela, podia cuidar da vida enquanto descobria sua vocação real, ser uma manicura competente, uma doceira de fama, mas não, quer 'fazer faculdade. Quer porque quer. De quem é a culpa, já que as escolas são ma-ra-vi-lho-sas? Ela periga tomar bomba. Está aí, vou contribuir caprichadamente para que ela tome bomba, para que volte este acontecimento formidável da escola antiga, a Bomba, e recuperemos todos a capacidade de sentir medo e respeito. E nem vale ela me olhar com este olhar pidão.
PRADO, Adélia. Filandras. Rio de Janeiro: Record, 2001. p.129-131. 
Observe as frases abaixo. 1. Não o vejo.............. vários dias. 2. As lojas abrirão..............9h. 3. Pedro é contrário.............. compra do carro. 4. Demoraram e se colocar face..............face. 5. As compras feitas..............prestação saíram bem em conta. 6. Estamos..............duas horas da capital. 7. É preciso deixar tudo.............. claras. 8. Já respondemos.............. cartas aos leitores. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, de acordo com a ordem em que aparecem nas frases acima.
Alternativas
Q789461 Português
"O amor acaba", disse Paulo Mendes Campos, em sua crônica mais bonita; só não disse o que fica no lugar. É na esperança, talvez, de entender essa estranha melancolia, esse vazio preenchido por boas lembranças e algumas cicatrizes, que a encontro a cada ano ou dois. Marcamos um almoço num dia de semana. Falamos do passado, mas não muito. Falamos do presente, mas não muito. Há uma vontade genuína de se aproximar e o tácito reconhecimento dessa impossibilidade. 
Dois velhos amigos, quando se reveem, voltam no ato para o território comum de sua amizade. Reconstroem o pátio da escola, o prédio em que moraram − e o adentram. Para antigos amantes, no entanto, é impossível restabelecer o elo, o elo morreu com o amor, era o amor. O que sobra é feito um cômodo dentro da gente, cheio de objetos valiosos, porém trancado. Sentimos saudades do que está ali dentro, mas não podemos nem queremos entrar. Como disse um grego que viveu e amou há 2.500 anos: não somos mais aquelas pessoas nem é mais o mesmo aquele rio.
Uma vez vi um filme em que alguém declarava: "Se duas pessoas que um dia se amaram não puderem ser amigas, então o mundo é um lugar muito triste". O mundo é um lugar triste, mas não porque antigos amantes não podem ser amigos: sim porque o passado não pode ser recuperado.
(Adaptado de: PRATA, Antonio. Folha de S.Paulo, 20/02/2013) 
O mundo é um lugar triste, mas não porque antigos amantes não podem ser amigos: sim porque o passado não pode ser recuperado. (final do texto) O elemento grifado acima preenche corretamente a lacuna da frase:
Alternativas
Q761092 Português

Texto 1


Os que não comem e os que não dormem


    Em nenhum outro país, os ricos demonstraram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, sequestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam com belos carros seus filhos, e não voltam a dormir tranquilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.

    Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam frequentar, mas perdem o apetite diante da pobreza, que, ali por perto, arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a ir a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram.

    Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada, a caminho de casa. Felizmente, isso nem sempre acontece, mas, certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa. Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: insegurança e ineficiência.

    No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficar mais ricos, têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.

    Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que, no hotel onde se hospedarão, serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.

    Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi essa pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o País dispunha. Se tivessem percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria. A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.

    Para poder usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda a saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas têm dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.

    Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E essa pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso, a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras. Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo.

    Essa seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro – os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez. Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas.


(BUARQUE, Cristovam. Os que não comem e os que não dormem. O Globo, 12/03/2001.)  

Na oração “ um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros.” (8º parágrafo, linha 1), o verbo haver não se flexiona porque é impessoal. Assinale a alternativa na qual o referido verbo é pessoal e, portanto, poderia ser flexionado sem que houvesse desvio da variedade culta escrita.
Alternativas
Q759154 Português
Qual frase está de acordo com a norma padrão?
Alternativas
Ano: 2014 Banca: IADES Órgão: SEAP-DF Prova: IADES - 2014 - SEAP-DF - Farmácia |
Q735236 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
Alternativas
Q726825 Português
Identifique a frase cujo vocábulo destacado foi empregado de forma incorreta.
Alternativas
Q726824 Português
Leia as frases seguintes: I. O porquê de sua demissão está muito claro. II. Por que não me telefonou? III. Não me telefonou, por quê? IV. Irei viajar, porque estou em férias. O emprego do vocábulo destacado está correto:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FUNRIO Órgão: IF-PI Prova: FUNRIO - 2014 - IF-PI - Revisor de Textos |
Q681689 Português

Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Folha de S. Paulo, 23/03/2014

O engano de grafia ocorrido na charge está corrigido corretamente na seguinte alternativa:

Alternativas
Ano: 2014 Banca: UNESPAR Órgão: UNESPAR Prova: UNESPAR - 2014 - UNESPAR - Advogado |
Q680197 Português
Observe o uso da expressão “por que”: “Por que hoje em dia as pessoas veem duplo sentido em tudo?” Em qual das frases abaixo o uso e a grafia da expressão sublinhada está empregada adequadamente?
Alternativas
Respostas
3181: D
3182: D
3183: C
3184: E
3185: D
3186: A
3187: B
3188: C
3189: A
3190: E
3191: E
3192: D
3193: C
3194: B
3195: B
3196: A
3197: A
3198: E
3199: A
3200: B