Questões de Concurso
Comentadas sobre problemas da língua culta em português
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Jovens e adolescentes estão cada vez mais conectados_______ internet pelo celular. Calcula-se que________ muitos equipamentos para cada grupo de pessoas. Este é um sinal________ estamos cada vez mais conectados. E sabe-se, também, que o uso abusivo do celular é prejudicial__________ todos e que, se esse quadro se_________ , teremos sérios problemas.
Leia o texto para responder à questão.
Às vésperas da Olimpíada, surto de microcefalia faz o mundo olhar o Brasil
No início do ano passado, por ter sintomas parecidos com os da dengue, ela chegou a ser chamada de “doença misteriosa”.
À época, quando os primeiros casos foram identificados, o Ministério da Saúde tratou-a como uma infecção “benigna”, com sintomas brandos: manchas na pele, coceira e febre baixa ou ausência de febre.
Agora, associada a um surto de microcefalia em recém- -nascidos, a zika virou motivo de pânico tanto para mulheres grávidas como para aquelas com seus bebês de colo com a suspeita de má-formação da cabeça.
Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue, da febre amarela e da chicungunya, o vírus da zika circula em 28 países de diferentes partes do mundo, o que levou a OMS (Organização Mundial da Saúde) a decretar situação de emergência internacional.
O epicentro das suspeitas de microcefalia associadas ao vírus está no Brasil, também motivo de preocupação por ser a sede da Olimpíada, em agosto.
(http://temas.folha.uol.com.br/zika-e-microcefalia, 05.02.2016.
Acesso em 17.04.2016)
Atenção: Para responder à questão de número, considere o texto abaixo.
Em um planeta em aquecimento, o calor se revela uma espécie de nova prova de fogo para os atletas. É o que aponta um estudo inédito produzido pelo Observatório do Clima, que coletou dados de pesquisas sobre o tema ao redor do mundo.
Nosso corpo funciona de forma diferente de acordo com as mudanças no habitat. Como explica o estudo do Observatório do Clima, a temperatura central do corpo em repouso é de 37 °C e aumenta para 38,5 °C a 75% de esforço durante o exercício. Esse valor não aumenta devido aos mecanismos de termorregulação, sem os quais a temperatura central do organismo subiria 1°C a cada cinco minutos de exercício intenso.
Nesse sentido, o calor excessivo prejudica o corpo de duas formas: facilitando a desidratação em condições de baixa umidade relativa do ar e impedindo que o corpo dissipe calor em condições de alta umidade relativa. Nos dois casos, no limite o corpo entra em choque, incapaz de regular a temperatura interna, um quadro que pode ser fatal a um atleta.
Ao levar a um maior desgaste físico dos atletas, o calor também afeta o rendimento, o que torna mais difícil a superação de recordes. Segundo o estudo, na maratona, por exemplo, não há registro de recorde em locais com temperaturas acima de 12 ºC em qualquer trecho dos 42,195 km do percurso oficial da prova olímpica.
(Adaptado de: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/aquecimento-global-a-nova-prova-de-fogo-para-o-esporte)
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
- Hier: ontem
- Aujourd’hui: hoje
- Demain: amanhã
A. Estes alunos, não os conheço.
B. As pessoas, sempre chegam depois do horário.
C. Encontrei-o no mesmo lugar, que duas horas antes, recebeu-me.
D. Vamos esperar que Vossa Senhoria manifeste vossa escolha.
E. Ele pára de falar para olhar a menina que passa, enquanto outros lêem despreocupadamente aquela notícia no mural do corredor.
Analise as afirmativas abaixo feitas sobre as frases.
1. Em A, a vírgula está correta, assim como em B e a justificativa de uso é a mesma para ambas as frases. 2. Em A, temos um exemplo de pleonasmo como figura de linguagem.
3. Em C, temos uma redação de acordo com a norma culta.
4. Em D, há impropriedade no uso de pronome possessivo.
5. Em E, a acentuação segue as regras do novo acordo ortográfico.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
As pessoas, de um modo geral, sempre reagem quando ____ mudanças. Ninguém gosta de mudar seus hábitos, nem ver alteradas suas rotinas. E muito menos quando as mudanças não são suficientemente entendidas. ____ vezes a reação________ mudanças se torna até mesmo irracional, assumindo formas violentas, ou curiosas.
Em janeiro de 1874, o Brasil aderiu ao sistema métrico decimal, que começava _____ se impor como um novo padrão universal de pesos e medidas, e decretou ao povo o uso do novo padrão, sem esclarecer o povo sobre as novas exigências internacionais. Surgiu assim uma grande revolta contra essa mudança.
(Eloy Terra, Crônicas pitorescas da história do Brasil 500 anos. Adaptado)
Para responder à questão, considere a seguinte passagem do texto: ... decretou ao povo o uso do novo padrão sem esclarecer o povo sobre as novas exigências internacionais. Surgiu assim uma grande revolta contra essa mudança.
A alternativa que reescreve com correção o trecho destacado é:
As pessoas, de um modo geral, sempre reagem quando ____ mudanças. Ninguém gosta de mudar seus hábitos, nem ver alteradas suas rotinas. E muito menos quando as mudanças não são suficientemente entendidas. ____ vezes a reação________ mudanças se torna até mesmo irracional, assumindo formas violentas, ou curiosas.
Em janeiro de 1874, o Brasil aderiu ao sistema métrico decimal, que começava _____ se impor como um novo padrão universal de pesos e medidas, e decretou ao povo o uso do novo padrão, sem esclarecer o povo sobre as novas exigências internacionais. Surgiu assim uma grande revolta contra essa mudança.
(Eloy Terra, Crônicas pitorescas da história do Brasil 500 anos. Adaptado)
Assinale a alternativa que dá sequência ao enunciado, expressando, com correção, a ideia de possibilidade.
É provável que aprender habilidades novas…
Não tem jeito! Ficar reclamando da má sorte, que as dificuldades são muitas, que a vida está difícil, não vai mudar nada na sua rotina e nem na vida de ninguém. Atitude como essa apenas demonstra o lado pessimista e características de alguém que não consegue perceber que oportunidades são criadas.
Às vezes ouço pessoas comentando: “fulano tem muita sorte! As coisas acontecem para ele com facilidade!” Engano! Para que existam resultados, é preciso empenho, energia, dedicação, coragem e uma dose de ousadia.
Aquilo que os outros entendem por “sorte” é o resultado, na maioria das vezes, de muito trabalho. Desde o cuidado com os relacionamentos, à conduta ética ao longo da carreira e à confiança conquistada por um histórico de bons trabalhos realizados com competência.
As grandes verdades são que viver não é para fracos e que oportunidades não caem no colo de ninguém. É preciso agir. Costumo dizer que o ser humano é o único animal capaz de enganar a si próprio.
Aprender habilidades novas requer paciência consigo mesmo, e persistir apesar das dificuldades iniciais é o que, de fato, leva ao aprendizado.
Talvez seja essa uma das características entre as mais desejadas nos profissionais: a capacidade de persistir. Mostrar interesse e motivação para aprender o novo e novas competências. Suportar as frustrações iniciais e se empenhar.
Enfim, viver é diferente de “ir durando”, como dizia uma colega.
Há dois tipos de pessoas na vida – aquelas que sabem o que querem, que fazem suas escolhas, e aquelas que deixam a vida decidir por elas.
(Adriana Gomes, Você decide ou decidem por você. Folha de S.Paulo, 22.11.2015. Adaptado)
I. No primeiro parágrafo, no trecho “O escritor americano Nicholas Carr sentiu que algo estranho ocorria com ele há uns cinco anos”, o pronome ‘ele’ remete ao escritor americano.
II. No primeiro parágrafo, no trecho “há uns cinco anos”, o elemento destacado poderia ser substituído por ‘a’ sem prejuízo ao sentido da frase.
III. No segundo parágrafo, “Indivíduos que não sabem praticamente nada de história, que nunca leram um livro nem visitaram um museu não têm mais do que se envergonhar”, o verbo ‘ter’ está conjugado na 3.ª pessoa do plural em concordância com o sujeito da frase.
IV. No segundo parágrafo, “[...] uma pesquisa de 2006 com mais de 81 mil estudantes americanos de ensino médio detectou que 90% deles “leem ou estudam” menos de cinco horas por semana”, o verbo ‘ler’ deveria receber acento circunflexo concordando com o sujeito de acordo com a Nova Ortografia.
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia a tira, para responder à questão.

(Bill Watterson, Tiras do Calvin. Disponível em:
<www1.folhauol.com.br>. Acesso em: 26 jan 2016)
A alternativa que preenche, correta e respectivamente,
as lacunas do texto é:
Analise a charge.

(http://www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2015/04/charge-regi-0604.gif)
Considerando que as personagens se tratem por “você”, as lacunas da frase dita por Papai Noel devem ser preenchidas, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, por:
Texto para responder à questão.
Uma vela para Dario
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se ele não está se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, e o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu no canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele. Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Já tinham introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém afirmou que na outra rua havia uma farmácia. Carregaram Dario até a esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficara torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor dos olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se tumulto na multidão de mais de duzentos curiosos que, a essa hora ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra o povo e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com o sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo, viam que tinha todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não lhe pôde fechar os olhos ou a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario esperando o rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade, apagando-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
TREVISAN, Dalton. Cemitério de elefantes . Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1964, p.33-35.
De acordo com os estudos de regência verbal e com o padrão culto da língua, leia as afirmações sobre os verbos destacados em “CARREGARAM Dario até a esquina; a farmácia ERA no fim do quarteirão e, além do mais, ele ESTAVA muito pesado.”
I. As três formas verbais correspondem ao núcleo do predicado das orações a que pertencem.
II. As três formas destacadas indicam, basicamente, o estado das coisas.
III. O primeiro verbo é significativo e necessita de complemento.
Está correto apenas o que se afirma em: