Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Q1322046 Português

Em relação ao uso dos porquês, analisar os itens abaixo:


I. Por quê vieste tão tarde?  II. Amélia explicou-me tudo, e continuei sem entender o porque disso tudo.  III. Não viemos cedo porque Celso não queria acordar.


Está(ão) CORRETO(S): 

Alternativas
Ano: 2019 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2019 - TJ-DFT - Estágio - Ensino Médio |
Q1318422 Português

    Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “não”.

    O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”.

    Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos até políticos poderosos, sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o amor?” “O que é a virtude?” “O que é a mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) não sabe do que está falando.

(José Francisco Botelho. Revista Vida Simples. Edição 91. Com adaptações.)

Considerando a adequação linguística, assinale a afirmativa grafada INCORRETAMENTE.
Alternativas
Q1318386 Português

Quanto ao uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:


A ponte ________ passei era muito estreita.  Ele foi embora ________ estava cansado.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: SELECON Órgão: IF-RJ Prova: SELECON - 2019 - IF-RJ - Nível Médio |
Q1316509 Português
Aquela bola

Na volta do jogo, o pai dirigindo o carro, a mãe ao seu lado, o garoto no banco de trás, ninguém dizia nada. Finalmente o pai não se aguentou e falou:
– Você não podia ter perdido aquela bola, Rogério.
– Luiz Otávio… – começou a dizer a mãe, mas o pai continuou:
– Foi a bola do jogo. Você não dividiu, perdeu a bola e eles fizeram o gol.
– Deixa o menino, Luiz Otávio.
– Não. Deixa o menino não. Ele tem que aprender que, numa bola dividida como aquela, se entra pra rachar. O outro, o loirinho, que é do mesmo tamanho dele, dividiu, ficou com a bola, fez o passe para o gol e eles ganharam o jogo.
– O loirinho se chama Rubem. É o melhor amigo dele.
– Não interessa, Margarete. Nessas horas não tem amigo. Em bola dividida, não existe amigo.
– E se ele machucasse o Rubem?
– E se machucasse? O Rubem teve medo de machucá-lo? Não teve. Entrou mais decidido do que ele na bola, ficou com ela e eles ganharam o jogo.
– Você está dizendo para o seu filho que é mais importante ficar com a bola do que não machucar um amigo?
– Estou dizendo que em bola dividida ganha quem entra com mais decisão. Amigo ou não.
– Vale rachar a canela de um amigo pra ficar com a bola?
– Vale entrar com firmeza, só isso. Pé de ferro. Doa a quem doer.
– É apenas futebol, Luiz Otávio.
– Aí é que você se engana. Não é apenas futebol. É a vida. Ele tem que aprender que na vida dele haverão várias
ocasiões em que ele terá que dividir a bola pra rachar e….
– Haverá – disse Rogério, no banco de trás.
– O quê?
– Acho que não é “haverão”. É “haverá”. O verbo haver não…
– Ah, agora estão corrigindo meu português. Muito bem! Eu não sou apenas o pai insensível, que quer ver o
filho quebrando pernas pra vencer na vida. Também não sei gramática.
–- Luiz Otávio…
 – Pois fiquem sabendo que o que se aprende na vida é muito mais importante do que o que se aprende na escola. Está me ouvindo, Rogério? Um dia você ainda vai agradecer ao seu pai por ter lhe ensinado que na vida vence quem entra nas divididas pra valer.
– Como você, Luiz Otávio?
– O quê?
– Você dividiu muitas bolas pra subir na vida, Luiz Otávio? Não parece, porque não subiu.
– Ora, Margarete…
– Conta pro Rogério em quantas divididas você entrou na sua vida. Conta por que o Simão acabou chefe da sua seção enquanto você continuou onde estava. Conta!
– Margarete…
– Conta!
– Eu estava falando em tese…

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Disponível em: https://www.tudonalingua.com/news/
cronicas-de-humor-de-luis-fernando-verissimo/. Último acesso em 08/09/2019. 

Observe a correção gramatical que o filho faz ao pai no seguinte trecho:

- Acho que não é “haverão”. É “haverá”. O verbo haver não…

Caso a fala do menino não tivesse sido interrompida, a correta continuação de sua explicação a respeito do uso do verbo “haver”, considerando a norma culta da língua portuguesa, no contexto da fala do pai seria:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2019 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316034 Português



    Na Serra da Barriga, em sua encosta oriental, viveram, sessenta e sete anos, os negros livres dos Palmares.

    Tinham fugido de várias fazendas, engenhos, cidades e vilas, reunindo-se, agrupando-se derredor dos chefes, fundando uma administração, um Estado autônomo, defendido pelos guerreiros que eram, nas horas de paz, plantadores de roças e criadores de gado.

    Elegiam, vitaliciamente, um Zumbi, o Senhor da força militar e da lei tradicional.
    Não havia ricos, nem pobres, nem furtos, nem injustiças.

(CASCUDO, Luís da Câmara. A morte de Zumbi. In: Lendas brasileiras. 8ed. São Paulo: Global, 2002. P. 45) 
Considerando a forma verbal “havia” em “Não havia ricos”, é possível dizer, segundo a norma padrão, que
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2019 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316028 Português
Tendo em conta que existem palavras na língua que se assemelham na grafia e na pronúncia, mas possuem significados diferentes, assinale a alternativa em que a palavra sublinhada foi utilizada adequadamente (quanto à grafia e sentido), considerando a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q1315692 Português

Por que cortar o dedo com a folha de papel dói tanto?


    Quem nunca se cortou com uma folha de papel? Apesar de ser um objeto aparentemente inofensivo, um corte causado por ele pode provocar dor intensa e até mesmo durar alguns dias. Mas ______ isso acontece? Afinal, a laceração é, na maioria das vezes, pequena e sem profundidade. O site Science Alert decidiu investigar essa questão e descobriu que existem dois principais motivos que elucidam esse fenômeno: o primeiro está relacionado às terminações nervosas dos dedos; o segundo pode ser explicado pela superfície do papel.

    Talvez você nunca tenha percebido isso, mas as pontas dos nossos dedos são mais sensíveis que qualquer outra parte do corpo. Isso ______, no processo evolutivo, elas foram sendo ajustadas para absorver a sensação do toque através das terminações nervosas. De acordo com especialistas, é nessa região do corpo que está a maior concentração de receptores de dor, também chamado de nociceptores. Os nociceptores são responsáveis por alertar o cérebro sobre possíveis perigos, como altas temperaturas, substâncias químicas perigosas e pressão, que podem romper a pele.

    Apesar de, visualmente, ter uma superfície lisa, as bordas do papel são dentadas, portanto, o corte deixado na superfície da pele é irregular, o que poderia atingir mais terminações nervosas em comparação com objetos cortantes de corte preciso. Outro motivo para a causa da dor é a profundidade do ferimento: cortes profundos acionam mecanismos naturais de defesa do corpo – como a coagulação do sangue e a formação de crostas –, que ajudam no processo de reparação da área machucada. No entanto, os superficiais apenas atingem os nociceptores, então, os mecanismos de defesa levam mais tempo para serem acionados, o que deixa as terminações nervosas expostas por mais tempo. Esse atraso no processo de cicatrização também pode causar dor.


https://veja.abril.com.br/saude/por-que-os-cortes... - adaptado

Considerando-se o contexto e o significado, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª de modo a preencher as lacunas (não se considerando maiúsculas ou minúsculas) e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) agente (2) a gente
( ) Aquele _______ da polícia fez um trabalho excelente. ( ) A missão pertence à _______ secreta. ( ) _______ quer muito mais que atenção. Eu e meu irmão queremos amor.
Alternativas
Q1315687 Português

Por que cortar o dedo com a folha de papel dói tanto?


    Quem nunca se cortou com uma folha de papel? Apesar de ser um objeto aparentemente inofensivo, um corte causado por ele pode provocar dor intensa e até mesmo durar alguns dias. Mas ______ isso acontece? Afinal, a laceração é, na maioria das vezes, pequena e sem profundidade. O site Science Alert decidiu investigar essa questão e descobriu que existem dois principais motivos que elucidam esse fenômeno: o primeiro está relacionado às terminações nervosas dos dedos; o segundo pode ser explicado pela superfície do papel.

    Talvez você nunca tenha percebido isso, mas as pontas dos nossos dedos são mais sensíveis que qualquer outra parte do corpo. Isso ______, no processo evolutivo, elas foram sendo ajustadas para absorver a sensação do toque através das terminações nervosas. De acordo com especialistas, é nessa região do corpo que está a maior concentração de receptores de dor, também chamado de nociceptores. Os nociceptores são responsáveis por alertar o cérebro sobre possíveis perigos, como altas temperaturas, substâncias químicas perigosas e pressão, que podem romper a pele.

    Apesar de, visualmente, ter uma superfície lisa, as bordas do papel são dentadas, portanto, o corte deixado na superfície da pele é irregular, o que poderia atingir mais terminações nervosas em comparação com objetos cortantes de corte preciso. Outro motivo para a causa da dor é a profundidade do ferimento: cortes profundos acionam mecanismos naturais de defesa do corpo – como a coagulação do sangue e a formação de crostas –, que ajudam no processo de reparação da área machucada. No entanto, os superficiais apenas atingem os nociceptores, então, os mecanismos de defesa levam mais tempo para serem acionados, o que deixa as terminações nervosas expostas por mais tempo. Esse atraso no processo de cicatrização também pode causar dor.


https://veja.abril.com.br/saude/por-que-os-cortes... - adaptado

Considerando-se o contexto e o significado, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Mau é o contrário de ____. Nossa! Ele canta tão ____.
Alternativas
Q1315684 Português

Por que cortar o dedo com a folha de papel dói tanto?


    Quem nunca se cortou com uma folha de papel? Apesar de ser um objeto aparentemente inofensivo, um corte causado por ele pode provocar dor intensa e até mesmo durar alguns dias. Mas ______ isso acontece? Afinal, a laceração é, na maioria das vezes, pequena e sem profundidade. O site Science Alert decidiu investigar essa questão e descobriu que existem dois principais motivos que elucidam esse fenômeno: o primeiro está relacionado às terminações nervosas dos dedos; o segundo pode ser explicado pela superfície do papel.

    Talvez você nunca tenha percebido isso, mas as pontas dos nossos dedos são mais sensíveis que qualquer outra parte do corpo. Isso ______, no processo evolutivo, elas foram sendo ajustadas para absorver a sensação do toque através das terminações nervosas. De acordo com especialistas, é nessa região do corpo que está a maior concentração de receptores de dor, também chamado de nociceptores. Os nociceptores são responsáveis por alertar o cérebro sobre possíveis perigos, como altas temperaturas, substâncias químicas perigosas e pressão, que podem romper a pele.

    Apesar de, visualmente, ter uma superfície lisa, as bordas do papel são dentadas, portanto, o corte deixado na superfície da pele é irregular, o que poderia atingir mais terminações nervosas em comparação com objetos cortantes de corte preciso. Outro motivo para a causa da dor é a profundidade do ferimento: cortes profundos acionam mecanismos naturais de defesa do corpo – como a coagulação do sangue e a formação de crostas –, que ajudam no processo de reparação da área machucada. No entanto, os superficiais apenas atingem os nociceptores, então, os mecanismos de defesa levam mais tempo para serem acionados, o que deixa as terminações nervosas expostas por mais tempo. Esse atraso no processo de cicatrização também pode causar dor.


https://veja.abril.com.br/saude/por-que-os-cortes... - adaptado

Quanto à grafia do plural da palavra “papel”, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1311805 Português
Assinale a alternativa CORRETA para o emprego de S, SS, Z, Ç, CH, X, J e G.
Alternativas
Q1311544 Português
Tendo em vista o uso dos porquês, analisar os itens abaixo:
I. Tenho que comprar um presente porquê tenho um aniversário para ir. II. Por quê ele não passou no teste? III. Não entendo o porquê dessa longa viagem.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q1311541 Português
Produção de combustíveis fósseis excederá 120% do
limite seguro em 2030

     Apesar dos frequentes (e intensos) efeitos das mudanças climáticas, a humanidade segue investindo na principal causa dessa ameaça para a vida no planeta: a exploração dos combustíveis fósseis. A queima deles em usinas, fábricas e carros é responsável por 90% das emissões de dióxido de carbono – e sua produção segue crescendo em ritmo alarmante. É o que mostra um relatório inédito feito pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, o UNEP.
     O relatório mostra uma grande discrepância entre expectativa e realidade – o que os especialistas chamam de “lacuna de produção”. Vamos por partes. A expectativa são as metas de redução de emissões que cada país submeteu por meio do Acordo de Paris, em 2015, com o objetivo de impedir que o aquecimento global ultrapasse 2°C acima dos níveis pré-industriais – e, se possível, manter o aumento em 1,5°C.
     Esses são os níveis considerados seguros pela comunidade científica para evitar grandes catástrofes. Mas, mesmo dentro desses limites, centenas de milhões de pessoas vão sofrer graves consequências.
    Eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, inundações, trarão impactos indesejados na economia e sociedade. De acordo com o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, as emissões de CO2 geradas pela queima de combustíveis fósseis teriam de ser reduzidas em 6% ao ano para seguirmos pelo caminho seguro no rumo dos 2°C. Em vez disso, o consumo e a produção só aumentam.
     Vale frisar que, mesmo com as metas de redução do Acordo de Paris, a temperatura da Terra vai subir entre 3 e 4°C, segundo a própria ONU. Será preciso fazer mais – e melhor.
     Muito se discute sobre como reduzir as emissões de CO2 – e isso se reflete nos planos nacionais de mitigação do tratado e nas diversas legislações. Mas a grande maioria sequer menciona o outro lado da moeda: a produção. E há um motivo para isso. Mesmo os países mais comprometidos em atenuar a ameaça da crise climática ainda continuam oferecendo subsídios, incentivos e financiamento a projetos de infraestrutura para combustíveis fósseis.
   Mas, por que não cortar isso de uma vez? Acontece que quando as estruturas bilionárias de exploração estão prontas, simplesmente abandoná-las se torna bem mais complicado e economicamente desvantajoso. Quem ostenta a maior lacuna de produção é o carvão. 
    Para reverter essas projeções preocupantes, a única saída é parar de vez de investir. “Mesmo com mais de duas décadas de adoção de políticas climáticas, os níveis de produção de combustíveis fósseis estão mais altos que nunca”, disse em comunicado Måns Nilsson, diretor do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI), que colaborou com o estudo. 

https://super.abril.com.br... - adaptado.
Considerando-se o texto, analisar os itens abaixo:
I. Em “as emissões de CO2 geradas pela queima de combustíveis fósseis teriam de ser reduzidas em 6% ao ano para seguirmos pelo caminho seguro no rumo dos 2°C”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “a” sem alteração de sentido. II. Em “Mas, por que não cortar isso de uma vez?”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “por que razão” sem alteração de sentido.
Alternativas
Q1310944 Português
Os Bonecos Gigantes de Olinda

Os Bonecos Gigantes surgem na Europa, provavelmente na Idade Média, sob a influência dos mitos pagãos escondidos pelos temores da inquisição. Chegam a Pernambuco através da pequena cidade de Belém do São Francisco, no sertão do estado.

Em 2008, o empresário e produtor cultural Leandro Castro criou uma nova geração dos Bonecos Gigantes. Uma equipe montada com diversos artistas, como Antônio Bernardo, Aluísio de Nazaré da Mata e a estilista Sineide Castro, responsável pelos figurinos dos bonecos, _____________ grandes ícones da história e cultura brasileira e personalidades mundiais como: Maurício de Nassau, D. Pedro I, Lampião, Michael Jackson, Luiz Gonzaga, Ariano Suassuna, Dominguinhos, Chacrinha, Alceu Valença, Chico Science, Elba Ramalho, Pelé, Jô Soares, Neymar, Os Beatles, Rita Lee, Roberto Carlos, David Bowie, Elvis Presley, entre outros.

A nova geração dos bonecos _____ impressionado bastante a todos pelo grande realismo das expressões faciais e pelos figurinos, o que originou o título de museu de cera popular itinerante. Este maior realismo foi obtido na inovação dos materiais utilizados, a matriz moldada em argila para posterior aplicação de fibra de vidro, material este mais leve e duradouro. As mãos dos bonecos _________________ em isopor para não machucar nenhum folião durante as apresentações. Os Bonecos de Olinda possuem uma altura média de 3,90m.

Em 2009, foi realizada, na segunda-feira de carnaval, a primeira Apoteose dos Bonecos Gigantes, no Sítio Histórico de Olinda, com 30 bonecos. Em 2016, o evento contou com mais de 80 bonecos revivendo grandes personalidades da cultura e história pernambucana, brasileira e mundial.

Atualmente os bonecos permanecem em exposição o ano inteiro na Embaixada de Pernambuco – Bonecos Gigantes de Olinda.

http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/historia.php - adaptado
O substantivo “pagão” (primeiro parágrafo) tem o plural terminado em -ãos. Considerando-se isso, assinalar a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO possui plural terminado em -ãos:
Alternativas
Q1310910 Português

Incêndios destroem um patrimônio cultural por ano no Brasil

    As imagens que tomaram o Brasil em setembro, do Museu Nacional do Rio de Janeiro consumido pelas chamas, infelizmente, não são uma __________. Incêndios são os grandes vilões do patrimônio cultural brasileiro, como aponta José Luiz Pedersoli Júnior, especialista em gestão de risco do Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural, na Itália.

    “Os incêndios são um grande fator de risco para museus não só no Brasil, mas em todo o mundo, pela combinação de fatores como grande quantidade de materiais orgânicos inflamáveis e prédios históricos antigos com falta de estrutura e de manutenção, além da legislação inadequada, gestores com curto período de mandato e __________ com a cultura. A soma final resulta em desastres incalculáveis como este.” diz.

    Segundo levantamento apresentado por Perdersoli, pelo menos uma instituição cultural brasileira é destruída pelo fogo anualmente. ____________ a década atual, em 2010, foi a vez do Instituto Butantan, tragédia científica que destruiu 70.000 espécies de cobras conservadas no local. Em 2011, o fogo consumiu a Capela São Pedro Alcântara, outro prédio tombado sob administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mesma instituição responsável pelo Museu Nacional.

    “Essas tragédias poderiam ter sido evitadas”, afirma o especialista. E muitos outros acervos continuam em risco. “A maioria dos museus brasileiros não têm sistema de prevenção de incêndio. É a regra”, diz.

    Na maioria dos casos, a dificuldade está na mudança da estrutura das construções, que têm parte elétrica obsoleta e revestimentos de madeira, que são rapidamente consumidos pelo fogo, além da falta de mecanismos de ____________ automática do fogo – como os sprinklers, sistema ativado pelo calor que solta água a partir de dutos no teto, ou o combate com gases limpos, que impedem que o fogo se propague, resfriando o ambiente. Outra solução é a compartimentação cortafogo, que isola o incêndio na área em que ele começa, dando tempo para que os bombeiros se preparem antes que ele se espalhe. “A legislação brasileira não exige essas medidas em prédios históricos, ao contrário dos Estados Unidos e Canadá”, diz Perdersoli.

    “O que aconteceu com o Museu Nacional é um caso de negligência. Só depois da tragédia é que aparece a verba para a reconstrução. Por que, então, não usaram o dinheiro antes? É o barato que sai caro. E é nosso patrimônio que se perde”, finaliza Perdersoli.

https://veja.abril.com.br/brasil/incendios - adaptado. 

Assinalar a alternativa em que o uso do porquê está CORRETO:
Alternativas
Q1310812 Português
Marque a alternativa que apresenta grafia correta.
Alternativas
Q1310807 Português

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta para completar as frases abaixo:

Ultimamente não tenho feito outra coisa ______estudar

O Caio está_________ de mim.

________dias eu venho dormindo muito____________.

Vendi meu carro __________ precisava pagar o cartão de crédito.

Alternativas
Q1309058 Português

Leia a charge abaixo e responda a questão.

Imagem associada para resolução da questão

Analisando a fala do personagem na charge, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2019 - MGS - Servente Escolar |
Q1306108 Português
Analise as frases abaixo e assinale a que foi escrita corretamente, de acordo com as normas de ortografia.
Alternativas
Q1304791 Português

Leia o texto e responda a questão.

Nem a Rosa, Nem o Cravo

    As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?
    Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. (...) Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento. 
    (...) 
    Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só o ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só o ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.
    Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

(AMADO, Jorge. Folha da Manhã, 22/04/1945.)

Se fosse flexionado no plural o sintagma nominal destacado na passagem “Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas.” (3º parágrafo), o verbo haver:
Alternativas
Q1300561 Português
Assinalar a alternativa que relaciona CORRETAMENTE singular e plural:
Alternativas
Respostas
2121: B
2122: D
2123: C
2124: C
2125: A
2126: E
2127: D
2128: D
2129: D
2130: B
2131: B
2132: C
2133: C
2134: D
2135: C
2136: D
2137: A
2138: D
2139: B
2140: B